ILÊ ASÉ ESÚ ORISÁ

FOLCLORE

(net)


No Brasil, o folclore é recheado de seres espirituais.

Vou brindá-los com alguns exemplos, espero que gostem:


Iara ou Uiara (do tupi 'y-îara "senhora das águas") ou Mãe-d'água, segundo o folclore brasileiro, é uma sereia. Não se sabe se ela é morena, loira ou ruiva, mas tem olhos verdes e costuma banhar-se nos rios, cantando uma melodia irresistível. Os homens que a vêem não conseguem resistir a seus desejos e pulam nas águas e ela então os leva para o fundo; quase nunca voltam vivos. Os que voltam ficam loucos e apenas uma benzedeira ou algum ritual realizado por um pajé consegue curá-los. Os índios têm tanto medo da Iara que procuram evitar os lagos ao entardecer. (SEGUIDORA DE OXUM, SEREIA DAS ÁGUAS DOCES).


Caipora é uma entidade da mitologia tupi-guarani. É representada como um pequeno índio de pele escura, ágil, nu, que fuma um cachimbo e gosta de cachaça.Habitante das florestas, reina sobre todos os animais e destrói os caçadores que não cumprem o acordo de caça feito com ele. Seu corpo é todo coberto por pelos. Ele vive montado numa espécie de porco-do-mato e carrega uma vara. Aparentado do Curupira, protege os animais da floresta. Os índios acreditavam que o Caipora temesse a claridade, por isso protegiam-se dele andando com tições acesos durante a noite. (ORIXÁ OSSAIN QUE SEGUNDO ALGUMAS NAÇÕES NEGRAS, DENOMINA-SE OSANHA. ESTE É O CAAPORA).

Saci-Pererê: Considerado uma figura brincalhona, que diverte-se com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. (EXU MIRIM).



PAI ADRIANO DE EXU

CROMOTERAPIA

Propriedades terapêuticas das cores:

Verde: Ajuda no equilíbrio hormonal, estimula órgãos digestivos, tem ação refrescantes e anti-infecciosa. Alivia a insônia. Calmante.

Violeta: Calmante e depuradora do sangue. Elimina toxinas e estimula a produção de leucócitos. Bom nos casos de pneumonia, tosse seca, asma, irritação da pele e dor ciática. reduz medos e angústias, diminui a irritação.

Laranja: Tonifica, combate a fadiga, estimula o sistema respiratório e fixa o cálcio no organismo. Aumenta o otimismo.

Vermelho: Dá energia e vitalidade. Estimula o sangue e libera adrenalina. Combate resfriados sem febre. Dispensa o cansaço e ameniza dores reumáticas. Excitante!

Amarelo: Estimula o sistema nervoso central, contribui para a regeneração de problemas ósseos, bom para prisão de ventre, potencializa o fósforo e o sódio. Estimula o intelecto.

Azul-Escuro: Ação coagulante. Atua diretamente na corrente sangüínea. Usado em casos de ferimentos e sangramentos em geral. Estimula os cincos sentidos e a intuição.

Azul: Calmante, analgésico, indicado nas infecções com febre. Atua no sistema nervoso, vasos, artérias e todo o sistema muscular. Combate o egoísmo e traz a harmonia.

Muita paz!

PAI ADRIANO DE EXU!

HORÓSCOPO




Olá leitoras e queridas amigas (os). Veja como o seu sígno abaixo é PERFEITAMENTE VC!

Depois me escreva contando se não bate.

Mais uma colaboração de PAI ADRIANO DE EXU, pois ler horóscopo em folhetim, é brincadeira né? Falemos sério !!!


PAI ADRIANO DE EXU



SÍGNOS:

ÁRIES

Extremamente protetor para com os seus entes queridos e muito popular com seus amigos, pois sua presença é sempre agradável e disputada e ele sabe como se impor sobre as pessoas e arrancar delas manifestações de admiração.


TOURO

Tem vocação para o lar, embora esta não seja a sua prioridade, pois a regência de Marte dá-lhe um espírito guerreiro inquebrantável, capaz de fazê-la se erguer tantas vezes quantas forem necessárias para se firmar e mostrar seu valor.


GÊMEOS

Exigente com as pessoas, exigindo nada mais que a perfeição para reconhecer talentos ou mérito em subordinados e pessoas ao seu redor. Pode ser um falador por excelência e um convencido por contingência.


CÂNCER

Econômico, sentimental e caseiro, o nativo do signo leva para o sexo todas essas características, exigindo sentimento, amor e sensibilidade em seus relacionamentos, sempre muito sólidos e duradouros. A influência de Marte dá-lhe garra para superar obstáculos.


LEÃO


No sexo, é o signo que mais importância dá ao assunto, tornando-o imprescindível em sua vida. Quando se junta isso a sua personalidade magnética, entende-se porque é considerado um dos mais conquistadores e sedutores dos signos. Hábil em agradar, pode satisfazer os anseios de qualquer outros dos signos, dando-lhes, no aspecto sexual, tudo o que esperam receber.


VIRGEM

Não se arrisca, preferindo traçar metas e objetivos realistas e ao seu alcance. Preserva sua própria liberdade, mas não evita de se intrometer na liberdade alheia. No sexo não é o que pode ser chamado de amante perfeito, mas pode ser romântico e sensual, se isso lhe for despertado.


LIBRA

Espalha bondade e otimismo ao seu redor, mantendo sempre em evidência sua popularidade. No amor é fiel e dedicado, embora um tanto pessimista e desconfiado. Quando se apega demasiado a uma pessoa acaba criando uma dependência quase mórbida, que o torna ciumento e possessivo, incapaz de ver os aspectos positivos da relação. O medo de ser desprezado ou abandonado o aterroriza.


ESCORPIÃO

Leva a sério suas obrigações, mas não tanto a ponto de perder o sono por causa delas.
No sexo dá um valor enorme ao prazer físico, que para ele é como uma necessidade. Seu otimismo e sua sensualidade criam uma clima agradável, principalmente para parceiros ansiosos ou pessimistas, ajudando-os a encontrar beleza e encanto nas coisas da vida.


SAGITÁRIO

A bondade tende a tornar seu coração um tanto mole, mas ele sabe colocar a razão em todas as suas decisões de vulto, jamais se precipitando, muito embora seu otimismo lhe dê um excesso de confiança que, aliado a sua popularidade, dá uma impressão falsa do resultado de seu trabalho.


CAPRICÓRNIO

Apegados às necessidades materiais da família, deixa a desejar quanto ao aspecto emocional, sendo muito econômico nas suas manifestações de carinho. No sexo podem ser amantes pacientes e preocupados com a própria imagem, atentos, porém, às necessidades do sexo oposto, a quem procuram demonstrar, através das sensações físicas, aquilo que não consegue verbalizar. Na cama, pode-se afirmar que não ama, ela presta um culto de adoração a sua companhia.


AQUÁRIO


Uma de suas grandes virtudes é a capacidade de percepção aguçada, que o faz reconhecer suas próprias falhas e assumir a postura correta, desde que devidamente convencido disso. Preocupado com o futuro, pode parecer, algumas vezes, um tanto interesseiro e desleal, mas tudo que faz tem uma razão de ser, pois há nele uma forte vocação humanitária.


PEIXES


É impulsivo, embora não seja dotado de muita energia. Claramente demonstra seu desagrado com as coisas, mesmo não verbalizando isso. Seu senso de justiça é muito exigente, pois costumam ser pessoas respeitadores das leis, pacíficas e amantes da paz. Por ser detalhista e minucioso no trabalho, se dá bem em qualquer profissão que exija essas habilidades.

MAGIAS PARA O AMOR (CORTESIA)



Pai Adriano de Exu brinda vocês com algumas magias para o amor.

Não pense que por ser cortesia, não funciona.

Lembre-se do meu diferencial...EU NÃO COBRO MEUS TRABALHOS, OK?

Abração e boa sorte.



1. Encanto aromático: antes de sair para um encontro amoroso, escreva com seu perfume favorito sobre seu peito a palavra AMOR. Se usar uma pena de pomba, o efeito é mais eficaz. Mergulhe a ponta da pena no perfume e escreva bem devagar, absorvendo a energia do amor. Use a pena apenas para esse encanto.

2. Esta magia serve para você encontrar um grande amor. Desenhe no chão, com uma mistura de terra, pétalas de rosa e flores de camomila, um grande coração. Entre no centro da figura e medite sobre as qualidades do seu futuro (a) parceiro (a) (não se fixe em ninguém em especial!). Fantasie, deixe a imaginação viajar. Então repita mentalmente, quantas vezes quiser: COM A TERRA EU TE CRIO, COM A ROSA TE CONSERVO E COM O BRILHO DOURADO DA CAMOMILA TE ESPERO.

Cidade de Exu


Isso mesmo meu povo ... cidade de Exu!

Ela existe e fica no Estado de Pernambuco minhas amigas (os).

Trata-se da cidade de " Gonzagão ".

Segundo o IBGE, há duas versões prováveis para o nome do munícipio. A primeira é que seja uma corruptela de Ançu, uma tribo índigena que habitava o entorno. Outra, é que o nome tenha vindo da abelha enxu (inxu), muito comum na região à época. Há que se notar que dificilmente as origens do nome sejam no orixá homônimo, haja vista que à altura da fundação da vila, criada por colônos, apenas indígenas habitavam o local.




Abração e visite esta simpática cidade.



Pai Adriano de Exu

Vodu

(net)


O vodu ou vudu teve origem na África, foi trazido pelos escravos e para sobreviver, incorporou elementos da cultura dos dominadores, como o batismo católico. A religião tornou-se oficial no Haiti.

É uma religião que cultua os antepassados e entidades conhecidas como loas. O vodu é parecido com o candomblé.
Os rituais do vodu são marcados pela música, a dança e muita comida. Quem conduz o ritual, é um líder homem (hougan) ou uma líder mulher (mambo).

Na cerimônia, os participantes entram em transe e incorporam os loas (existem os bons e maus) e, além disso, eles comem animais sacrificados.
A religião já foi marginalizada pelos EUA, pois a mesma, é voltada à magia negra, fizeram isso como forma de reprimir a religiosidade dos negros.
Desde 2003, vodu é reconhecido formalmente pelo governo como uma religião legítima no país.

No Brasil, a mesma matriz religiosa, trazida pelos negros da África Ocidental, misturou-se com outras práticas religiosas, sobretudo o catolicismo que ganhou expressões na Bahia, que foi chamada de candomblé jeje e no Maranhão e Amazonas foi batizado de tambor de mina. O vodu influenciou a cultura brasileira.



Por http://filhodalua.my1blog.com/voodoo/

PEDIDO DE ENTREVISTA





Compartilho com vocês, meus leitores, está notícia:

Recebi um convite para uma entrevista, convite este, feito por uma instituição séria com 4,5 milhões de acessos/mês na net e que já existe há 10 anos.

Apesar do reconhecimento de meu trabalho, disse não pois minha casa não está interessada.

Vocês que são meus leitores fiéis, sabem que a última coisa que eu quero é glamour.

Abaixo segue na íntegra o e-mail que recebi e agora compartilho com vocês.

Abração e axé!






Prezado Senhores :

Meu nome é Dalton Gerth, sou o webmaster do MinistérioCACP (www.cacp.org.br/quemsomos.aspx), e desejamos realizar uma entrevista filmada com o Sr. "Pai Adriano de Exu".

Nossa idéia, é realizar esta entrevista ainda neste ano de 2.008, na cidade de Cananéia, ou em outra cidade onde o mesmo desejar.

Esta entrevista não tem por objetivo debates, mas sim, apenas a resposta dada pelos "Pai Adriano de Exu", com referência a apologia.

Apenas eu, o Pr. João Flávio e o Preb. Paulo, irão fazer parte do nosso Ministério.

Indepedente de qualquer questão, e caso a entrevista se concretize, gostaríamos de saber se existe algum valor, a típo de contribuição, que deverá ser realizado.

Caso seja necessário enviar as perguntas antes da entrevista, e o mesmo desejar ser mantido em sigilo, será realizado sem nenhum problema, mantendo a confidencialidade do mesmo.
Se for necessário um contato telefônico, gostaria de saber qual é o melhor horário para tal

Certo de contar com a sua assertiva, dispeço-me.
Soli Deo Gloria
Dalton Gerth
Webmaster CACP
11-9165 4388

Pr.João Flávio Martinez
Presidente do CACP
17 3014 4875

Sobre o CACP. O MinistérioCACP, é o site com maior conteúdo apologético do Brasil, recebendo cerca de 4.5 mlhões de acessos (page/Views) por mês, existindo a 10 anos.

Diga não aos maus tratos aos animais!




Todos os seres vivos, independente da espécie, são criações de nosso Senhor Deus (ou se preferir Olorun).

Não admita os maus tratos aos animais, faça parte desta luta.


Não posso acreditar que Deus esteja satisfeito com uma humanidade que mata ou maltrata uns aos outros, extensivo aos animais. Xangô que zela pelos animais, eu afirmo que NÂO está !!!


Como nós, eles tem o direito à uma vida dígna, comida, água e principalmente ... AMOR !

Dê uma velhice digna ao seu animal, não deixe que os outros maltratem animais de rua, pois estes são os mais aflitos.


Visite minha página com o Título Trabalho Social (está na minha lista de links). Veja a minha pequena contribuição para que isto acabe. Meu trabalho com animais é muito tímido perto do que eu gostaria, dentro de minhas possibilidades financeiras (lembrem-se que não cobro as consultas).


Não compre animais. Para cada animal comprado, 20 são mortos (pesquisa feita por órgãos competentes). ADOTEEEEEEEEE !!!!!


Diga não aos maus-tratos.


Reflita sobre as minhas palavras.


Axé.


Pai Adriano de Exu




Visite:


Trabalho Social: http://egunita.blog.terra.com.br

Colabore com esta causa:http://br.geocities.com/adrianoexu/ajuda.html

Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=40004269

CANTAR FOLHAS


Isso mesmo gente, eu não escrevi errado, trata-se de cantar folhas:

- Também dito pisar folhas. É realizar a longa e complexa cerimônia ritual de preparar as folhas sagradas, macerando-as em água, etc, no meio à cânticos durante o processo.
O líquido assim obtido é usado em banhos rituais e outras cerimônias, como lavagem das pedras-fetiche, etc, pois contém axé.




Abração e axé para vocês minhas queridas (os).

RECEITAS NATURAIS INDICADAS POR PAI ADRIANO DE EXU

Aí vai um conselho meu povo: " Temos que cuidar de nossa saúde, sem ela não somos nada ".

Por esta razão, separei algumas dicas de alimentação às quais procuro seguir, principalmente por morar no litoral e ser abençoado por uma vida com muita qualidade:


SALADAS

Para preparar as mais deliciosas e variadas saladas, sempre muito saborosas e apetitosas, aprenda estes truques:
Vegetais crus devem ser bem lavados, folha por folha, e depois escorridos. Para que possam ser melhor saboreados, corte-os em pedaços grandes ou rasgue as folhas com as mãos. Agrião, rúcula, alface, escarola, mostarda, e até mesmo espinafre cru, ficam deliciosos se temperados apenas com sal, pimenta-do-reino, azeite e limão, mas há quem prefira o vinagre puro ou aromatizado, que dá um charme todo especial a sua receita. Só não devem ser temperadas com antecedência, mas só no momento de servir.
O repolho fica mais crocante se cortado ao meio e deixado de molho em água gelada com sal. Depois, é só escorrer bem e cortar em tiras.
Como o tomate normalmente solta água, corte-o em rodelas ou gomos, retire as sementes, polvilhe com sal e deixe repousar por 10 minutos.
A cenoura crua ralada tende a escurecer, por isso regue-a com suco de limão.
Os pepinos não ficarão amargos se você cortar as pontas e esfregar as extremidades com esses pedaços cortados, até fazer espuma. Retire a primeira rodela de cada ponta e descasque. Esfregue com um pouco de sal, deixe descansar 10 minutos para que percam o excesso de água. Depois, é só lavar, enxugar e cortar a gosto.
A cebola perde a acidez se picada ou cortada em rodelas, posta numa peneira e levada por um instante numa panela com água fervente. Retire imediatamente, espere esfriar bem e utilize.
O salsão, aipo e a erva-doce devem ser bem lavados. Antes de picar, retire os fios que ficam no sentido do comprimento.
Se usar vegetais em lata, estes devem ser escorridos, regados com água morna e novamente escorridos para serem utilizados bem secos.
Arroz, macarrão e feijão também podem ser utilizados em saladas, mas lembre-se que devem estar cozidos al dente e o cozimento deve ser feito em água com sal.
As frutas secas dão sabor especial às saladas. Ameixas secas picadas ou uvas passas combinam bem com as saladas temperadas com um molho grosso, tipo maionese. Também podem ser utilizadas em saladas. Mas cuidado! A maçã deve ser picada e salpicada com suco de limão para não escurecer. Abacaxi picadinho solta muita água e só deve ser acrescentado na hora de servir. O mesmo acontece com o melão e a laranja.
Muitos vegetais podem ser consumidos crus, como é o caso da couve-flor, sem os talos, dos cogumelos cortados fino, da beterraba e da abobrinha, deliciosas quando raladas. Experimente novos usos para legumes e verduras e suas saladas serão bem vindas. Seja ousado e crie sua própria salada, aquela receita especial que ninguém conhece, mas todos apreciam. Varie o molho, acrescente restos de aves cozidas ou carnes desfiada, junte queijo prato ou mussarela picada e tempere com ervas aromáticas. Seja criativo!


VITAMINAS E SUCOS

As vitaminas, muito populares e apreciadas, nada mais são que a mistura de frutas variadas com leite, iogurte, creme de leite ou sorvete, que resulta numa bebida de consistência espessa, saborosa e nutritiva. As misturas podem ser as mais diferentes possíveis, mas tente estas alternativas, para começar:
- Abacate, mamão e suco de laranja.
- Abacate, maça, gotas de leite para não escurecer, açúcar, leite e creme de leite.
- Cenoura com laranja.
- Cenoura com mamão.
- Mamão, morango, suco de laranja, açúcar e creme de leite.
- Morango com leite, açúcar e um pouco de creme de leite.
- Morango com iogurte natural.
- Pêssego em calda com um pouco da calda e iogurte natural.
Experimente acrescentar sucrilhos, flocos de aveia, farinha láctea e outros ingredientes a seu critério. Ouse e libere sua criatividade para criar a super-receita, que fará a delícia de todos.


SUCOS E REFRESCOS DE FRUTAS

Alguns conhecimentos sobre as fruta são importantes para se obter o melhor suco ou o melhor refresco. Conheça e pratique os seguintes segredos:
Abacate, mamão e maçã rendem sucos suaves. Limão, laranja, abacaxi e maracujá dão sucos mais ácidos e de sabor acentuado. Se quiser um resultado intermediário, misture frutas desses dois grupos.
O melão e a melancia proporcionam excelentes sucos de verão, pois essas frutas contém bastantes água. Se batidas no liqüidificador, deve ser usado um mínimo de água.
Para se obter suco de morango mais forte, esprema a fruta em peneira.
Goiaba, manga e pêra também dão sucos saborosos.
Prepare sempre o suco sem muita água, para diluir na hora de servir.
Substitua o açúcar comum por açúcar de confeiteiro, mais perfuma, mascavo ou mel.
O suco de maracujá não precisa ser coado. As sementes, quando batidas no liqüidificador, ficam reduzidas a pó e acabam se depositando no fundo do copo.
O suco de uva pode ser feito com casca. Utilize uva preta, lavando bem e separando dos cachos. Calcule 1 litro de água para cada quilo de fruta, cozinhe até amaciar e coe numa peneira para retirar todo o caldo.
Para o suco de maçã, cozinhe a fruta cortada em quatro até amaciar e coe sem pressionar. Use 2 xícaras de água para cada seis maçãs.


SUCOS DE LEGUMES E VERDURAS

Altamente nutritivos, diuréticos, dietéticos e fáceis de fazer, os sucos de legumes e verduras podem ser uma opção para que você libere sua criatividade e faça maravilhas na cozinha. Para fazê-los, conheça alguns truques simples e práticos:
Como os sucos de verduras como alface, espinafre e agrião não são muito saborosos, apesar de serem altamente nutritivos, misture com suco de cenoura, tomate, laranja ou chá de hortelã fresca gelado.
O suco de tomate fica delicioso quando temperado com sal, limão, pimenta-do-reino e molho inglês ou apenas com limão, junto com algumas folhas de hortelã.
Tomate batido no liqüidificador com água e açúcar, depois coado, é ótimo para as crianças.
O suco de cenoura, para ser melhor apreciado, deve ser tomado puro ou misturado com laranja.
O suco de beterraba vai bem com abacaxi fresco ou em calda.
Suco de salsão pode ser misturado com tomate ou cenoura.
Uma surpresa: o pepino proporciona um bom e delicioso suco, quando misturado com tomate ou cenoura.


AVES

São muitos os segredos para a boa compra, limpeza, conservação e preparo das aves, só que não variam muito quanto ao tipo de ave escolhido: galinha, franjo, pato ou peru. É preciso estar atento na escolha, pois esse ingrediente, quando mal escolhido, pode pôr a perder uma receita especial ou um prato requintado.
Vejamos quais são os cuidados a serem tomados na compra de aves para alimentação:
Se ela tiver o bico e o osso do peito flexíveis, é uma ave nova. Uma ave jovem tem a pele clara, lisa e sem manchas. As novas são ótimas para fritar, grelhar ou assar. Aves velhas exigem cozimento mais lento: ensopados, cozidos ou refogados.
Frangos, patos e perus se conservam na geladeira por 2 ou 3 dias, desde que estejam envoltas em saco plástico ou filme transparente de PVC.
Antes de preparar, limpe bem a peça, retirando restos de penugem grudada na pele, passando pela chama do fogão. Limpe o pescoço e a cavidade do peito. Retire o fígado e o pulmão, que ficam junto aos ossos das costas. Lave em água corrente e enxugue.
Ao limpar um pato, lembre-se de retirar as glândulas de óleo. São dois nódulos situados na parte superior do rabo.
Tempere, de preferência, na véspera, para que a carne fique mais saborosa, e retire da geladeira 1 hora antes de assar ou cozinhar.
As aves mais velhas devem ser temperadas com uma mistura aquecida de óleo, vinho e condimentos. Despeje a mistura sobre a ave e deixe-a em temperatura ambiente, por 4 a 8 horas, virando constantemente.
Frango se descongela em temperatura ambiente, mas se você tiver pressa, deixe-o sob um fio de água corrente.
Para virar uma ave que está sendo assada, use duas colheres de pau em vez de garfos. Assim se evita furar a pele, o que provocaria uma perda do suco e conseqüente ressecamento da carne.
O peru fica mais macio e úmido se for descongelado na geladeira lentamente. O descongelamento rápido faz com que o peru perca muito do seu líquido. Enquanto assa, deve ser regado constantemente com óleo ou manteiga.
As aves assadas ficam mais úmidas quando cobertas com fatias de bacon, mas apenas faça isso se o seu regime o permitir.
Frangos defumados não devem ser temperados. Basta levar ao forno, cobertos com pedacinhos de manteiga, o tempo suficiente para aquecer.
O pato é uma ave muito gordurosa. Para retirar esse excesso natural, perfure a ave com um garfo e leve-a ao forno bem quente por uns 20 minutos, até que a gordura do pato escorra. Jogue fora essa gordura e prepare o pato conforme a receita escolhida.
Aves recheadas devem ser costuradas. Em vez de linha, use fio dental, que é mais resistente e não rasga a pele.


PEIXES

Rico em vitaminas e sais minerais, o peixe é um alimento de fácil digestão e baixa caloria, mas de fácil deterioração, devendo ser consumido de preferência no mesmo dia em que foi comprado. Se for necessário guardar de um dia para o outro na geladeira, embrulhe-o em papel alumínio, para que o cheiro não estrague os outros alimentos, ou congele-o.
Para saber se o peixe é fresco, verifique se as guelras têm cor vermelha, viva. Veja se os olhos estão abertos, claros e brilhantes. Nunca compre peixe com guelras rosadas e olhos opacos, de aparência triste.
O cheiro também identifica um peixe fresco. Mas cheire-o bem junto à espinha, exatamente o lugar onde o peixe deteriora primeiro. Outro truque para reconhecer o peixe fresco é mergulhá-lo numa tigela com água fresca. Se ele flutuar, está estragado.
Escamar um peixe é tarefa simples. Mergulhe-o, rapidamente, em água fervente, depois raspe as escamas utilizando o lado cego de uma faca, partindo da cauda em direção à cabeça. Faça isso dos dois lados. Para tirar a pele, faça uma incisão junto ao rabo e puxe com força. Faça o mesmo do outro lado.
Para limpar um peixe inteiro, abra a barriga, fazendo um corte que vai da cabeça ao rabo. Retire as vísceras, limpe a cavidade, lave e enxugue. Corte a cabeça e o rabo, que não devem ser jogados fora: dão um caldo excelente.
Peixe se descongela na geladeira, lentamente, mas se você estiver com pressa, coloque-o em água corrente.
Não tempere o peixe com alho. Use apenas sal, pimenta e limão. Se quiser, use salsa ou coentro.
Lembre-se que o peixe cozinha rapidamente. Um peixe inteiro, pesando 2 quilos, assa em forno quente em apenas 30 minutos. Para verificar o cozimento, espete um garfo na parte mais firme: se a carne vier em lascas, está pronto.
Peixe preparado sem pele é mais fácil de saber se está pronto: é quando a carne perde a aparência translúcida e fica opaca.
O bacalhau deve ficar de molho de 24 a 48 horas. Haddock exige de 6 a 8 horas. Nos dois casos, a água deve ser trocada constantemente. Se continuarem salgados, cozinhe-os no leite.


CAMARÃO

Para verificar se está fresco, observe se as caudas estão firmes. Caso contrário, rejeite-os.
Para prepará-lo, descasque, retire as pernas e deixe de molho em água fria. Para retirar as tripas, use um destes métodos: encoste a ponta de um palito nas costas e puxe aquele fio preto. Outra alternativa é usar uma agulha de crochê bem fina, pois o gancho puxa a tripa com facilidade.
Retiradas as tripas, lave bem e deixe numa vasilha com sal e limão por alguns instantes. Escorra, enxágüe em água corrente e escorra bem. Depois é só usar conforme a receita escolhida.
Se quiser fritas os camarões, deixe-os de molho, depois de limpos, em água com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio. Escorra bem e frite, que ficarão mais crocantes.
Lembre-se que ao ensopar ou refogar camarões, o cozimento se faz rapidamente. Quando ficarem rosados, retire-os com escumadeira, senão ficarão duros. Só acrescente o camarão no molho pouco antes de servir, o tempo suficiente para tomar gosto.


LAGOSTA

O melhor é comprá-las vivas. Mergulhe em água fervente com sal, ervas aromáticas, pimenta em grão e salsinha. Deixe por uns 15 minutos.
Para que não encolham, antes de aferventar, amarre cada lagosta numa tábua e assim ficarão com a forma original. Deixe esfriar na própria água da panela. Retire as lagostas, elimine as cabeças e caudas, retire as patinhas. Segure o corpo da lagosta com cuidado e enfie um garfo na abertura obtida pela retira da cauda. Force o garfo com jeito e retire toda a carne, sem ter que quebrar a carapaça. Elimine qualquer vestígio de tripa. Utilize conforme a receita.
LULA
Retire a cabeça e as espinhas das bolsas. Corte os tentáculos com cuidado, para não romper as bolsas de tinta. Tempere e use as lulas inteiras ou cortadas em tiras.


SIRI E CARANGUEJO

O ideal é prepará-los vivos. Mergulhe em água fervente com sal, louro, salsinha, pimenta em grão e limão. Deixe no fogo por uns 20 minutos.
Espere esfriar no próprio caldo. Retire, coloque-o sobre uma tábua, de pernas para cima. Arranque as patas com o auxilio de uma faca e tire a carne. Tire a parte da casca e puxe a carne. Use conforme a receita escolhida.


POLVO

Deixe de molho em água fria e vinagre por uns 15 minutos. Retire com cuidado da água, pois ali fica depositado o excesso de areia.
Tire as peles escuras e a bolsa de tinta. Bata bem, como se faz com a língua de boi, arremessando-a contra a tábua e não como se faz com os bifes, usando martelo de carne. Enxágüe para tirar prováveis vestígios de areia e esfregue bem com limão, como se estivesse enxaguando. Afervente o polvo, inteiro ou em pedaços, num caldo aromatizado feito com água, sal, grãos de pimenta, salsinha, cravo e louro por uns 25 minutos. Depois é só preparar conforme a receita escolhida.


OSTRAS

Lave em água corrente com uma escova dura. Espete a ponta de uma faca na junção da concha e faça pressão. Sirva as ostras cruas, com suco de limão, dispostas sobre cubos de gelo ou prepare conforme a receita de sua preferência.


MARISCOS E MEXILHÕES

Estão frescos se as cascas estiverem hermeticamente fechadas. Lave bem em água corrente, esfregando as cascas com uma escova dura. Para abrir, é só colocar numa panela sem água e sem tempero e levar ao fogo forte por 3 a 4 minutos. Retire do fogo, acrescente um pouquinho de azeite, cebola e salsinha picada.
Volte ao fogo forte, até que as cascas estejam totalmente abertas. Retire os moluscos das cascas e empregue como preferir. Não misture conchas de vários tipos, pois cada molusco tem um tempo para abrir a casca.


*** Net

AFRODISÍACOS

(foto net)



Rosa (Rosa sp).: Uma das flores mais famosas é, também, considerada um afrodisíaco. Ninguém menos que Cleópatra, a rainha do Egito, a utilizava com essa finalidade. Conta-se que a rosa era um dos ingredientes básicos de suas receitas de beleza e, além disso, a sábia rainha cobria seu leito com pétalas de rosas para garantir uma "tórrida noite de amor" com seu amado Marco Antônio. O óleo de rosas era muito usado pelas mulheres do Oriente - elas o espalhavam por todo o corpo, ao se prepararem para o amor. Durante as pesquisas, descobri uma receita de Geléia com Pétalas de Rosas considerada infalível, quando o assunto é despertar o amor. Aqui, é necessária uma observação importante: no preparo da geléia, nunca se deve utilizar rosas tratadas com inseticidas, fungicidas ou qualquer outro produto químico. Se quiser mesmo preparar a geléia, sugiro que produza seu próprio ingrediente pois, além do prazer de cultivar uma roseira, você estará garantindo que as flores estarão livres de qualquer substância tóxica.

Jasmim (Jaminum officinalis): Outra flor considerada afrodisíaca há séculos. Várias espécies de jasmim apresentam um perfume doce e envolvente. O óleo desta flor - um dos mais caros do mundo - é usado como ingrediente na preparação dos mais valiosos perfumes que hoje existem no mercado (o Chanel no. 5 é um deles). Muito ligado ao aspecto feminino, o jasmim inspirava as canções ardentes e lascívas dos poetas árabes. Era, também, uma das flores mais usadas pelas "favoritas" dos sultões, ao se enfeitarem para as longas noites de amor. Além disso, elas tomavam um banho com óleo de jasmim e, depois, espalhavam-no pelo corpo em massagens sensuais. Para os hindus, esta flor está intimamente ligada ao amor e, por isso, ainda hoje é utilizada na montagem de grinaldas nupciais.

Sobre o óleo de jasmim, é interessante reproduzir as palavras de Marcel Lavabre, em sua obra "Aromaterapia, a Cura pelos Óleos Essenciais": "Graças aos supremos poderes sensuais, o jasmim é o melhor afrodisíaco que a aromaterapia pode oferecer. No entanto, não deve ser considerado um mero estimulante para o sexo. O jasmim desfaz a inibição, solta a imaginação e deixa a pessoa num estado jubiloso. Num certo sentido, o poder do jasmim só pode ser experimentado por completo por quem se ama de verdade, pois ele transcende o amor físico e libera toda a energia sexual tanto do homem quanto da mulher. É o melhor estimulante do chakra sexual".

Ylang Ylang (Cananga odorata) : Assim como o óleo de jasmim, a aromaterapia considera o óleo obtido das flores do Ylang Ylang um poderoso afrodisíaco, que estimula o apetite sexual aguçando os sentidos. Aplicado em massagens ou simplesmente vaporizado no ambiente, acredita-se que esse óleo essencial é capaz de maravilhas. Na Indonésia, por exemplo, era costume cobrir a cama dos recém-casados com flores do Ylang Ylang., para inspirar uma ótima noite de lua-de-mel.

Sândalo (Santalum album): Considerada uma árvore sagrada na Índia. Existem registros em documentos antigos escritos em sânscrito e chinês que atestam seu uso como incenso em cerimônias religiosas e rituais onde se busca a elevação da alma. A destilação da madeira interna produz um óleo grosso e amarelado, de fragrância doce, picante, intensamente oriental. Na aromaterapia, o óleo de sândalo é utilizado no tratamento de problemas ligados ao aparelho genito-urinário, especialmente impotência e frigidez. Por sua ação tônica e estimulante das funções sexuais, é considerado um afrodisíaco.

Catuaba (Trichilia catigua): Este afrodisíaco tipicamente nacional tornou-se conhecido no internacionalmente A planta, abundante no Brasil, é usada na forma de chás e tinturas. Acredita-se que suas propriedades estimulantes (como as do guaraná) atuem combatendo o stress e aumentando a disposição orgânica.

Ginseng (Panax ginseng): A raiz do ginseng, contorcida e ramificada, lembra uma figura humana. Chineses e indianos consideravam a planta um afrodisíaco, pois ao agir contra o stress, o cansaço e a falta de energia, melhoraria o desempenho sexual, equilibrando o indivíduo como um todo.

Jacinto (Hyacinthus): - A raiz desta flor era utilizada cozida, para tratar tumores dos testículos. Considerada uma flor masculina, era usada por povos antigos como um tônico para aumentar o vigor e o desempenho sexual nos homens.


Narciso Narcissus poeticus: Os bulbos são muito ricos em vários alcalóides e um deles - a narcisina - mesmo sendo utilizado na medicina popular é altamente tóxico. Tidos como potentes afrodisíacos, os bulbos do narciso eram usados no preparo de infusões, "filtros do amor" e, principalmente, na produção de uma água destilada que aumentaria a secreção de esperma. Mas, é provável que o efeito produzido era mais narcótico do que estimulante.

Guaraná (Paulinia cupana): Quando os primeiros europeus chegaram ao Brasil, os índios já consumiam o guaraná como alimento e para afastar o cansaço. A planta foi estudada pela primeira vez pelo botânico Karl von Martius que, em 1826, visitou a região amazônica. Sua fama como afrodisíaco viria do fato de que a planta apresenta propriedades tônicas e estimulantes que afastam o esgotamento físico e mental, aumentando a disposição geral do organismo.

Tomilho (Thymus vulgaris): Desde a Antigüidade, o tomilho tem sido amplamente usado em terapias por suas propriedades estimulantes e purificadoras. O aroma desta planta é considerado energizante. Uma tradição muito antiga recomendava que, no final de um dia cansativo, era só amassar levemente entre as mãos alguns ramos de tomilho e aspirar o perfume para recuperar a energia e aumentar a disposição para o sexo. Não há comprovação científica que ateste o efeito, mas também não há qualquer contra-indicação - assim, não custa nada experimentar...

Urucum (Bixa orellana L.): O urucum tornou-se muito conhecido graças ao pigmento extraído de suas sementes. Originária da América tropical, é planta espontânea na região que vai das Guianas até a Bahia. A pintura do corpo com o pó de urucum faz parte das tradições indígenas, sendo usada há séculos, em cerimônias e rituais. Na medicina popular, o urucum é utilizado desde o século XVII. Os indígenas usam o pó das sementes como afrodisíaco e como um remédio contra a intoxicação pela ingestão da mandioca-brava.



*** Extraido de Arabela Melville em "Receitas Eróticas para uma Vida Sexual Saudável - Nobel

AXEXÊ

Você sabe o que é axexê? Não? Eu explico:

" Axexê é uma cerimônia ritual fúnebre do Candomblé, quando morre uma pessoa importante da comunidade religiosa (chefe, filho de santo ou ogã). É de origem Iorubá ".


Viu? Não é difícil!

Até a próxima.


Axé irmãs (ãos).

DECIFRE SEU SONHO (DE GRAÇA)

(Net)


Saiba alguns significados para os seus sonhos, minhas amigas.

Também indico bichos da sorte, ok? Abraço e axé para vocês:


Abacate - Ver abacates aos montes: amor sem esperança. Comê-los: alegria e felicidade. Maduros: Prosperidade. Verdes: contrariedades. Sorte: camelo.
Abacaxi- Encontro amoroso. Sorte: tigre.
Abandonar- Abandono é sempre indício de mudança de vida. Abandonar algo ou alguém: desejo de mudar. Ser abandonada(o): prosperidade. Abandonar vício: reconciliações. Sorte: avestruz.
Abdômen- Dores no abdômen: conquista de dinheiro. Pessoa casada sonhar com abdômen: infelicidade no amor. Sorte. avestruz.
Abelha - É sinal de prosperidade. Ser picada(o) por uma abelha: cuidado com inveja de colegas. Vê-las: lucros. Se uma mulher sonha estar sendo picada na face pode indicar ,gravidez. Sorte: borboleta.
Abismo- Vê-lo: você tem adversários poderosos. Sair de um: amor recuperado com dificuldades. Cair: cuidado, sérios obstáculos. O sonho com, abismo é sempre medo de alguma coisa. Sorte: touro.
Abóbora - Herança próxima. Lucros, inesperados. Sorte: porco.


Banquete: recursos abundantes. Sorte: águia.
Bar - Você perde seu tempo com coisas sem importância. Sorte: cavalo.
Baralho - jogar: alguém lhe fará uma revelação totalmente inesperada. o sonho com baralho indica que você deve tentar a sorte. Sorte. galo.
Barata - Problemas nervosos ou pessoa falsa próxima. Sorte: urso.


Castelo - Um castelo: visita de amigos. Entrar num castelo: grande paixão. Morar em um castelo: proposta de casamento. Ver um castelo: mudanças na vida. Sorte: águia.
Castigo - Ser castigada(o): você está exigindo muito de si mesma(o), Castigar alguém: lucros e vantagem . Sorte: cachorro.
Catarata - Com água limpa: felicidade no lar. Catarata de água suja: perda de dinheiro. Sorte: galo.
Cavalo- Cavalo tranqüilo: vida sexual em ordem. Espantado: anormalidade na vida íntima. Cair do cavalo: perdas financeiras. Relincho significa, que conhecerá alguém importante na, vida. Sorte: cavalo.
Caveira - Ver uma caveira: descoberta de segredo. A caveira de um conhecido: sorte e prosperidade. Sorte: macaco.
Cebola - Passará por dificuldades, mas terá vitórias e grande sucesso. Sorte: porco.
Cego- É sinal de que deve tomar cuidado com negócios duvidosos Sorte: macaco.
Cegonha - Mudança de residência ou prosperidade. Sorte: cobra.
Cemitério - Se o tempo estiver bom: alegria e proteção de ente quer do. Com chuva ou escuro: lembrança triste. Sorte: carneiro.


demissão: estima no trabalho. Outras pessoas entregado sua demissão: melhoria Data - Tome sempre nota das datas que aparecem nos sonhos, algo de importante pode acontecer envolvendo estes dias.Sorte: aposte nos números do sonho.
deitado com a mulher e vice-versa: felicidade. Sorte: macaco. Dedo - Queimar ou perder dedos: agitação. Machucá-lo: lucros reduzidos. Ver mais de cinco dedos na mão.

Encruzilhada - Terá que tomar decisão entre duas propostas ou dois caminhos. Sorte: águia.
Endereço -Procurar um endereço: ter grande sorte nos negócios. Escrever um endereço: sinal de cautela no amor. Sorte: galo.
Enfeites - Desejo de agradar a alguém. Sorte: pavão.


Fezes - Significa sempre sorte no jogo e nos negócios. Sorte: borboleta.
Figos- Frescos: sucesso e alegria. Secos: problemas. Sorte: águia.
Filhos - Casar com filho: aventura amorosa. Sonhar que tem filhos sem os ter: decepção no relacionamento amoroso. Filha(o) bonita(o): presente. Em geral, é preocupação excessiva com filhos. Sorte: coelho.
Flor-de-Lis - Pureza, ingenuidade e vaidade. Sorte: águia.


Galinha(Galo) - Prosperidade. Galinha botando: lucros. Galinha branca: aventura. Preta: aborrecimentos. Um galo em meio às galinhas: sucesso no amor e boas notícias. Ouvi-lo cantar: vitória. Sorte: galo.
Ganhar - Em geral, indica recuperação de dinheiro ou de prestígio. Sorte: cavalo.
Ganso - Você está cercada(o) de pessoas pretensiosas. Sorte: peru.


Hortelã - Amor ardente, sensualidade. Sorte: vaca.
Hortênsia - É a flor de bons propósitos, de demorada, mas total realização. Evite humilhar quem quer que seja. Sorte. pavão.
Hospício - Ver um hospício de fora: complicações sentimentais. Estar dentro de uni hospício: transtorno na vida. Sair de um hospício: dificuldades superadas. Sorte: cachorro.


Idade Se você estiver preocupada(o) com sua idade, pode significar problemas com doenças. Sorte: avestruz.
Ídolo - Vê-lo: viagens apaixonantes e inesquecíveis. Conversar com ele: obsessão. Não conseguir tocá-lo: amores proibidos. Sorte: cobra.
Ignorância - Ser ignorante: esforços serão recompensados. Pessoas ignorantes: melhora de uma doença. Sorte: burro.
Igreja - Entrar numa igreja: bons negócios. Sair: prejuízos nos negócios. Ver uma igreja: espere sorte nos jogos. Sorte: avestruz.


Jacaré - Cuidado com manobras de pessoa falsa. Sorte: jacaré.
Janelas - Você tem a simpatia de pessoa jovem. Sorte: gato
Jantar - Podem aparecer dificuldades. Receber amigos para o jantar: vitória sobre os inimigos. Sorte: urso.
Jardim- Passear por um jardim indica gravidez para a mulher casada. O estado do jardim (bonito, feio, descuidado) tem relação direta com a sua vida interior. Veja também Flores. Sorte: pavão.


Ladrão - Insegurança, medo de perder algo como emprego, amizade, amor ou dinheiro. Sorte: gato.
Lagarto - Pensamentos negativos e incertezas. Lagartixa: desilusões. Sorte: jacaré.
Lago - Límpido: insucesso. Sujo: problemas nos negócios. Se você estiver pescando em um lago, significa melhora na sua situação financeira e amorosa. Sorte: vaca.


Madrasta - Conhecerá pessoa poderosa e influente. Sorte: vaca.
Madrinha - Pode ter solução de questão judicial. Sorte: carneiro.
Mãe - Sorridente: desejos atendidos. Irritada ou chorando: desgosto, sinal de que está fazendo algo errado. Vê-Ia morrer ou morta: recuperação de saúde. Sonhar muito com a mãe: insegurança. Pouco: boas relações com ela. Sorte: borboleta.


Nadar - Em água limpa: sucesso Se a água estiver suja: dificuldades i vencer. Sorte: cobra.
Nádegas - Suas próprias nádegas: a fortuna a(o) espera. As nádegas de um homem: bons negócios estão por vir. As nádegas de uma mulher: felicidade e amor. Sorte: elefante.
Namorada(o) - Estar em sua companhia: você vive dias de intenso carinho. Enganá-la(o): discussões íntimas. Sorte: avestruz.


Ouro - Sonho muito bom, sobretudo, se o ouro aparecer em pepitas ou barras. Sorte: leão.
Ovelha - Seus planos darão certo. Rebanho de ovelhas: ambulância. Um pastor conduzindo ovelhas: ganhará muito dinheiro. Sorte: carneiro.
Ovos - Suas esperanças se realizarão brevemente. Sorte: galo.


Pá - Ver uma pá: amigos vão dar ajuda financeira. Usar uma pá: conte com seu bom senso para decisões importantes. Sorte: coelho.
Padaria - Ver uma padaria: riqueza. Estar em uma padaria: terá um bom ano. Sorte: gato.
Padrasto - Tente recomeçar algo que você acha que não está dando certo. Sorte: leão.
Padre - sonhar que se é padre: elevação espiritual. Ver padre celebrando missa dos mortos: fim de amizade ou relação amorosa. Sorte. carneiro.
Padrinho - Pessoa amiga fala mal de você. Sorte: macaco.
Pagar - Pagar divida: ganhos financeiros. Pagar conta que não devia: sentirá culpada(o) por tolice. Sorte: gato.
Pagode - Estar em um pagode: boas notícias. Muitas pessoas no pagode: mudança de cidade. Sorte: cobra.


Quadro - Sozinho: suas relações perderam o interesse. Quadro alegre; amor venturoso. Triste: infidelidade. Quadro negro: aborrecimentos financeiros. Sorte: cavalo.
Quartel - Um quartel: trabalho com dificuldades. Ser soldado de um: fim dos problemas. Sorte: cachorro.


Rasgar - Roupas: arrependimento papel ou documento: insatisfação com sua atual situação. Sorte: veado.
Rato - Parente avarento acumulei fortuna para você. Matá-lo: sucesso financeiro. Sorte: gato.
Receita (médica) - Ter uma receita: sairá de seu estado atual de falta de saúde. Pedir receita a uni médico: felicidade. Doutor que preenche uma receita: novidades. Sorte: macaco.


Sabão - Sua falha será perdoa-la. Lavar-se com sabão: sucesso em negócios difíceis. Bolhas de sabão: desilusão passageira. Sorte: porco.
Sábio - Problemas nos negócios. Consultá-lo: sabedoria. Receber conselho de pessoa sábia: cuidado com gente duvidosa. Sorte: coelho.
Sacerdote - Pode receber herança. Confessar com um sacerdote: cuidado com as pessoas, Falar com um: conquistará posição de destaque Sorte: porco.


Talismã - Solução de mistério. Uma mulher sonhar com um talismã: perigo por perto; já um homem, poderá ser enganado por um amigo. sorte. gato.
Tâmara - Vê-Ias ou comê-las: missão agradável com mulher carinhosa. Caroço de tâmara que se transforma em tamareira: você terá um filho que ficará famoso. Sorte: carneiro.
Tangerina - Lucros. Comprar: desilusão amorosa. Chupar: cuidado com você e sua saúde. Sorte: cavalo


Urso - Inimigo poderoso, irias pouco hábil. Matá-lo: grandes vitórias. Sorte: urso.
Urubu - Voando: infortúnio. Pousando: você está indecisa(o). Com cores claras: acontecimento feliz em sua vida vai dar novo ânimo a você. Também pode significar limpeza da alma ou purificação pelas características desta ave. Sorte: águia.
Uvas - Vê-Ias: prazer, alegria. Comê-las ou esmagá-las: prazeres no amor. Brancas: inocência. Verdes: contrariedades passageiras. Pretas: censura. Sorte: pavão.


Vaca - Branca: riqueza. Preta: traição. Ordenhar uma: abundância e oportunidades. Possuir uma : fortuna. Várias: riqueza. Em geral é sinal de que precisamos de proteção. Sorte: vaca ou touro.
Vacina - Ser vacinada(o): carinho para quem não merece sua atenção. Vacinar: cuidado com os inimigos ocultos. Sorte: camelo.
Vagabundo - Ver um: alguém tenta enganá-la(o). Ser vagabundo: tentará conquistar pessoa comprometida. Sorte: cachorro.
Vaga-lume - Ver um: você tem um amigo legal e muito fiei. Muitos insetos luminosos: terá oportunidade de realizar um gesto de grande bondade. Vaga-lumes na escuridão: mais tarde, você será paga (o), ()ti então receberá um dinheiro que não esperava. Sorte: cachorro.
Vale - Um vale: cuidado com a saúde. Parentes em um vale: não se esforce demais nos afazeres. Estar num vale com os filhos: receberá inesperadamente dinheiro que lhe pertence. Animais em um vale: riquezas. Atravessar um vale verde: contentamento à vontade. Um vale sem nada: insatisfação e necessidade. Sorte: coelho.


Xampu - Comprar: suas paixões não vão durar muito. Usar: sucesso em seus relacionamentos sociais. Ver sua cabeça cheia de xampu: suas paixões serão finalmente correspondidas. Sorte. coelho.
Xale - Usar um: sorte no amor. Dar um xale de presente a alguém: afeição da pessoa amada. Um xale pode indicar que uma pessoa pode lhe fazer mal. Sorte: jacaré.
Xarope - Tomá-lo: restabelecimento de pessoa enferma. Dar xarope a alguém: receberá ajuda. Sorte: coelho.
Xícara- Vazia: prejuízos. Cheia de café: nervosismo. Com chá: viagens divertidas. Nova: gravidez ou casamento próximo. Velha ou quebrada: discussões familiares. Sorte: gato.
Xingar - Cautela nos negócios. Ser xingada(o): contratempos. Sorte: vaca.


Zebra - Viajará muito para o Exterior. Sorte: burro.
Zero - Um zero: sofrerá pequena infidelidade. Duplos: será traída(o) por uma amizade. Três zeros: terá grande riqueza. Quando chega a hora zero: êxito em todos os seus empreendimentos. Sorte: jacaré.

CABALA


VAMOS APRENDER E TIRAR DÚVIDAS SOBRE A CABALA:


Há duas classes de cabalistas: cabalistas intelectuais e cabalistas intuitivos. Os cabalistas intelectuais são magos negros e os cabalistas intuitivos, magos brancos.

Os Deuses Siderais respondem-nos, muitas vezes, mostrando uma carta do Tarot e compreendemos, intuitivamente, a resposta que nos foi dada.

Os cabalistas intuitivos apenas com o olhar a uma carta compreendem o que o destino lhes reserva.

Este é um livro de cristificação prática. Este é um livro de esoterismo transcendental e absolutamente prático.

Não teorizamos neste livro. Trata-se de uma obra cem porcento prática. Muitos estudantes desejam cristificar-se, porém, não sabem por onde começar. Desconhecem a chave, o segredo.

Neste livro, presenteamos o estudante com a chave, com o segredo.

Aqui tendes, sedentos amantes da verdade. Agora, praticai. Nós vos amamos profundamente. Não estais sós. Quando estiverdes trilhando a Senda do Fio da Navalha, estareis sendo assistidos por nós, os Irmãos do Templo. Aqui neste livro, entregamos a chave da ressurreição. Rasgamos o véu do Santuário. Aqui, estão todos os segredos; aqui, estão todas as chaves da cristificação; aqui, está escrita a doutrina que o Adorável ensinou secretamente a seus humildes discípulos.

O Adorável permanecerá conosco até a consumação dos séculos. Esta é a sua doutrina. Aqui a tendes. Estudai-a e praticai-a.




Introdução

Filhos dos homens! Quereis conhecer a felicidade inefável do Nirvana?

Quereis converter-vos em Deuses?

Quereis converter-vos em Cristos?

Quereis livrar-vos da roda dos nascimentos e mortes?

Aqui, damos a chave da magia sexual! Que mais quereis?

Vejamos a relação que há entre os sefirotes e as primeiras cartas do Tarot.

Os sete planetas do sistema solar são os sete sefirotes e o tri-uno Sol Espiritual é a Coroa Sefirótica.

Estes sefirotes vivem e palpitam dentro de nossas consciências e temos de aprender a manipulá-los e a combiná-los no maravilhoso laboratório de nosso universo interior. Os dez sefirotes são:

KETHER - O poder equilibrador. O Mago do primeiro arcano do Tarot, cujo hieróglifo primitivo está representado por um homem.

CHOCMAH - A sabedoria. A Papisa do Tarot. A sabedoria oculta, a Sacerdotisa. A segunda carta do Tarot. A lua, cujo hieróglifo primitivo é a boca do homem.

BINAH - A inteligência. Planeta Vênus. A terceira carta do Tarot, a Imperatriz. O símbolo primitivo é uma mão em atitude de colher.

Estes três sefirotes são a Coroa Sefirótica. Em seguida, vêm os sete sefirotes inferiores e que obedecem a seguinte ordem:

CHESED - Júpiter, o Ser Divino, Atman. Um seio era o primitivo hieróglifo. A quarta carta do Tarot: a misericórdia. A lâmina do Imperador.

GEBURAH - O rigor. A quinta carta: o homem. O Papa ou o Hierofante do Tarot. Marte, o guerreiro de Áries.

TIPHERET - A Vênus do Tarot, a beleza, o amor do Espírito Santo, o corpo búdico do homem. A sexta carta do Tarot: o enamorado.
HOD - O Mercúrio de Gêmeos. O carro do Tarot. A sétima carta e a eternidade do todo.

NETSACH - A justiça do arcano. A oitava carta do Tarot. Saturno, a vitória.

JESOD - O Sol de Leão. A nona carta do Tarot. O ermitão. O Absoluto.

MALCHUT - O universo inteiro, a Virgem ou Maria, a natureza.

Esses dez sefirotes vivem dentro de nosso ser e são nosso sistema solar. O Tarot está intimamente relacionado com a Astrologia Hermética e com a Iniciação.

O Arcano X é a primeira hora de Apolônio: estudo transcendental do ocultismo.

O Arcano XI é a segunda hora de Apolônio. A força. Os abismos do fogo. As virtudes astrais formam um círculo ao redor dos dragões e do fogo. O estudo das forças ocultas.

O Arcano XII é a terceira hora de Apolônio. As serpentes, os canais e o fogo: alquimia sexual. Trabalho com o Kundalini. Magia sexual.

Arcano XIII. Quarta hora de Apolônio. A morte. O neófito vagará de noite pelos sepulcros, experimentará o horror das visões e se entregará à magia e à goécia. (Isto significa que o discípulo ver-se-á atacado por milhões de magos negros no plano astral. Esses magos tenebrosos tencionam afastar o discípulo da senda luminosa).

Arcano XIV. As duas urnas: magnetismo divino e magnetismo humano. As águas superiores do céu. O discípulo aprenderá a ser puro e casto durante este tempo porque compreende o valor de seu sêmen.

Arcano XV. Tifão Bafometo. A sexta hora de Apolônio. O furacão elétrico. Aqui, é necessário se manter quieto, imóvel, por causa do temor. (Isto significa a terrível prova do Guardião do Umbral, e é preciso ter muito valor para vencê-lo).

Arcano XVI. A torre fulminada. Sétima hora de Apolônio. O fogo reconforta os seres animados e, se algum sacerdote, homem suficientemente purificado, rouba-o e projeta-o, misturando ao óleo santo e a seguir consagra-o, conseguirá curar todas as doenças apenas aplicando-o na parte afetada. (O Iniciado vê aqui sua fortuna material ameaçada e seus negócios fracassam).

Arcano XVII. A estrela dos magos. Oitava hora de Apolônio. As virtudes astrais dos elementos e das sementes de todo gênero. Estudo dos Mistérios Menores. (As nove arcadas pelas quais tem de subir o estudante).

Arcano XVIII. Este é o arcano do crepúsculo. Luz e sombras. Magia negra e magia branca. Eis aqui a nona hora do misterioso relógio de Apolônio.

Arcano XIX. A luz resplandecente. Décima hora de Apolônio. As portas do céu se abrem e o homem sai de sua letargia. Este é o número 10 da segunda Iniciação de Mistérios Maiores que permite ao Iniciado viajar em corpo etérico. Esta é a sabedoria de João Batista.

Arcano XX. O despertar dos mortos. Décima primeira hora de Apolônio. Os anjos, os querubins e os serafins voam com rumores de asas. Há regozijo no céu, desperta a terra e o sol que surge de Adão. Este procedimento pertence às Iniciações de Mistérios Maiores onde reina apenas o terror da Lei.

Arcano XXI. A coroa dos magos. Duodécima hora de Apolônio. As torres do fogo inquietam-se.

Esta é a entrada triunfal na felicidade sem limites do Nirvana, onde o Mestre reveste-se com o resplandecente traje de Dharmakaya ou então, renuncia às alegrias do Nirvana por amor à humanidade e se converte em Boddhisattwa de Compaixão, em um Salvador da pobre humanidade doente, em um baluarte a mais da muralha guardiã, levantada com o sangue dos mártires. Samyak Sambuddho, Mestre de Perfeição, renunciou ao Nirvana por amor à humanidade.

Os Budas Perfeitos, vestidos na glória de Dharmakaya, não podem ajudar o homem, nem a humanidade, porque o Nirvana é esquecimento do mundo e dos homens para sempre. Os Boddhisattwas Kuan-Yin, Tashini, Buda e Cristo irradiam sua luz sobre a humanidade doente.


Arcano 1: O Mago



O primeiro Arcano está representado pelo mago.

Sobre a cabeça do mago aparece o Santo Oito, símbolo sagrado do infinito.

Este símbolo encerra, define e enlaça as correntes magnéticas da Mente Superior (consciência no sono) com as da Mente Inferior (consciência em vigília).

Tal signo junta ou separa todos os elementos regidos pela energia atômica, quando traçado com os dedos médio, indicador e polegar sobre a superfície do plexo cardíaco.

PRÁTICA
De acordo com a descrição anterior, sugere-se este exercício:

Retirem da mente toda classe de pensamentos, aquietem a mente, serenem o pensamento e imaginem depois o Santo Oito na forma gráfica que se representa aqui:



Deixem que esta figura se submerja em vossa consciência e adormeçam. A seguir, ponham a mente em branco, sem pensar em nada. Assim, após algum tempo, "despertarão a consciência no corpo astral".

Pois bem, ao se considerar a formação desse signo, ressalta a continuidade de um mesmo braço que fecha um duplo circuito no primeiro risco, enquanto, no segundo, só fecha um, desviando-se no outro para projetar-se para fora, depois de cortar o signo no mesmo ponto de seu cruzamento central.

Um fecha e o outro abre. Esta é a chave para abrir todas as portas e para cortar todas as correntes formadas pela energia atômica, desde a que temos imaginado e depositada no fundo da consciência até a originária de todas, a qual circula, da mesma forma, no centro da Nona Esfera.

Portanto, suprimir com estes recursos os riscos próprios de toda experiência astral e obter uma saída rápida e perfeita, é, entre outras, uma razão mais que suficiente para que a Ordem Sagrada do Tibete possa afirmar seu lema:

"NADA RESISTE AO NOSSO PODER"

O discípulo, momentos antes de deitar-se para fazer a prática, deve invocar com todo seu coração e com toda sua alma o Grande Regente da Ordem Sagrada do Tibete. O nome do grande Guru é Bagavan Aclaiva.

Esta Ordem, a qual temos a alta honra de representar aqui no México, é a mais poderosa de toda tradição oriental. Compõe-se de 201 membros, sendo que o Plano Maior está formado por 72 brâmanes.

Papus, em seu Tratado Elementar de Ciência Oculta, diz que os verdadeiros Iniciados do oriente são os inscritos nos Santuários Secretos do Bramanismo, porque são os únicos que dão a chave real do Arcano A.Z.F., graças ao conhecimento da língua atlante primitiva, Watan, raiz fundamental do sânscrito, do hebraico e do chinês.

A Ordem Sagrada do Tibete é a depositária genuína do real tesouro do Aryabarta. Este tesouro é o Grande Arcano.

Bagavan Aclaiva vos ajudará a sair em corpo astral conscientemente. Invoquem-no quando estiverem meditando com o Signo Sagrado do Infinito. Uma noite qualquer serão chamados desde o Templo do Himalaia. Ali serão submetidos a sete provas. Ali aprenderão a Ciência Secreta.

Agora, voltemos ao ponto inicial depois de nossa digressão.

O Santo Oito simboliza o Caduceu de Mercúrio e representa os dois cordões ganglionares que, esotericamente, se enroscam na medula espinhal e que são: Idá e Pingalá, as duas testemunhas, as duas oliveiras, os dois castiçais que estão diante do trono do Deus da terra.

Pelo cordão da direita, sobem os átomos solares e, pelo da esquerda, os átomos lunares.

Estes átomos solares e lunares levantam-se desde nosso sistema seminal. O fogo do Flagetonte e a água do Aqueronte entrecruzam-se na Nona Esfera, formando o Signo do Infinito.

F mais A igual a C. Fogo mais água é igual a consciência.

Aquele que meditar no Signo do Infinito utilizará o fogo e a água para despertar a consciência. Assim, explicamos porque as duas testemunhas do Apocalipse têm o poder de profetizar.

"E darei poder às minhas duas testemunhas e elas profetizarão por 1260 dias vestidas de saco".

Estes são os dois castiçais e as duas oliveiras que estão diante do Deus da terra, como dissemos.

No entanto, a quantidade 1260 adiciona-se cabalisticamente assim: 1 + 2 + 6 + 0 = 9. Símbolo da Nona Esfera.

A Nona Esfera é o sexo. As duas testemunhas têm sua raiz no sexo. Estas duas testemunhas, Idá e Pingalá, são os finos canais ganglionares pelos quais ascendem os átomos solares e lunares de nosso sistema seminal até o cálice. Este cálice é o cérebro.

Enche teu cálice, irmão, com o vinho sagrado da Luz.

Assim, explica-se porque o Signo do Infinito aparece sobre a cabeça do mago. Diante dele estão as espadas, as taças e os pentáculos. Ele empunha em suas mãos a varinha mágica que simboliza a medula espinhal.

Quando os átomos solares e lunares fazem contato no osso do cóccix, desperta o Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Então, somos devorados pela serpente e nos convertemos em magos excelsamente divinos.

Arcano 2: A Sacerdotisa



Agora, estudemos o equilíbrio mágico no Arcano II do Tarot.

O corpo físico acha-se organizado com os elementos. O Íntimo emanou da Estrela interior que sempre nos sorriu e está polarizado positivamente. O corpo físico é a sombra negativa do Íntimo.

O espírito e a matéria vivem em eterna luta. Quando o espírito vence a matéria, surge um Mestre. Maya, a ilusão, não poderia existir sem a dualidade. Força e matéria são duas modalidades de uma mesma coisa: energia.

A matéria é energia determinada e determinadora de novas ondulações. A evolução é um processo de complicação da energia, cujo resultado é o universo: macrocosmo e microcosmo. O universo é Maya, ilusão. O universo somente existe pelo karma e é uma massa de sombras flutuantes.

Quando o Espírito, o Íntimo, se liberta de Maya, retorna ao Ain Soph da Cabala. Em última síntese, cada Ser é tão somente um átomo super divino do espaço abstrato absoluto. Esse átomo é o Ain Soph.

Os deuses inefáveis do Ain Soph estão para nós muito além de toda compreensão. A mente humana é para os deuses do Ain Soph o que as atividades do reino mineral são para nós. No Ain Soph, reina apenas a unidade da vida. Isso é felicidade suprema.O universo é Maya, dor... Precisamos nos libertar do binário e voltar à unidade da vida.

Urge passar para mais além das manifestações dolorosas de Maya.

Existe uma ciência com a qual podemos rasgar o véu de Maya e retornar ao Ain Soph. Essa ciência é a alquimia.

O doutor Arnold Krüm Heller disse: "Um químico esqueceu por acaso um anel com uma esmeralda perto de um tubinho que continha rádio e depois de algumas semanas viu que a esmeralda havia mudado por completo; era agora uma outra pedra desconhecida para ele. Deixou, de propósito, algumas outras pedras como rubis, safiras, etc., em contato com o rádio. Grande foi sua surpresa ao ver que, depois de algum tempo, haviam mudado de cor completamente. As azuis tinham se tornado vermelhas e as vermelhas, verdes".

Continua o doutor Krüm Heller: "Senhores, isto que só menciono, pois não considero que esteja cientificamente estabelecido, sabem o que significa? Que Shakespeare tinha razão ao dizer que existe muita coisa entre o céu e a terra que nossa consciência escolástica não suspeita e que a alquimia renasce, comprovando-se a transmutação dos metais".

O homem e a mulher devem equilibrar suas forças. Devem ser alquimistas para retornar ao Ain Soph. Circe oferece a taça tentadora e Ulisses a rechaça com a espada. No Signo Sagrado do Infinito, acham-se representados o cérebro, o coração e o sexo do gênio planetário. A luta é terrível: cérebro contra sexo, sexo contra cérebro e o que é mais terrível ainda, aquilo de coração contra coração. Tu o sabes.

Sobre os altares dos templos da Grande Loja Branca, os Mestres colocam três vasos de glória, três vasos de alquimia. Cada um dos três vasos sagrados do templo contém um bálsamo precioso.

O bálsamo vermelho é o fogo, o azul é a água e o branco, o Espírito Universal da Vida. Idá e Pingalá são os canais pelos quais sobem os átomos do fogo e da água. O Espírito empunha a vara de sete nós. Esta vara é a medula espinhal. Quando a mulher e o homem sabem evitar o espasmo e a ejaculação do Ens Seminis, desperta a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Se quiserdes voltar ao Pai que está em segredo, deveis regressar, primeiro, ao seio de vossa Divina Mãe Kundalini.

Necessitais levantar, pelo vosso canal medular, a serpente da vida: isso é alquimia - Al-kimia.

Tendes vos esquecido de vossa Divina Mãe Kundalini e precisais adorar a divina e bendita deusa Mãe do Mundo. Tendes sido ingratos para com vossa Mãe Cósmica. Ela é a Virgem dos cultos religiosos. Ela é Ísis, Maria, Cibeles, Adonia, Insoberta, etc. A pedra da graça encontra-se rodeada por nove montanhas deliciosas. Esta pedra é o sexo. Se vós quereis voltar ao seio de vossa divina mãe, necessitais trabalhar com a Pedra Filosofal, o sexo.

Os maias dizem que, no primeiro céu Deus, o Verbo, tinha subjugado sua pedra, tinha subjugado sua serpente e tinha subjugado sua substância. Apenas com o Arcano A.Z.F., pode o Verbo fazer-se carne para subjugar novamente a sua pedra, a sua serpente e a sua substância. Então, retornamos ao Ain Soph, voltamos para a unidade da vida.

Sois filhos da viúva, vossa Divina Mãe é agora viúva.

Quando ela se levanta pelo canal medular, desposa o Amado Eterno. Vossa Divina Mãe é o Arcano II, a Papisa do Tarot. Ela está coroada com a tiara e sua cabeça está rodeada por um véu. Deveis ser valentes e levantar o véu de Ísis.

A divisa dos gnósticos é "Thelema": Vontade.

A mãe leva seu filho (o Verbo) em seus braços e está sentada entre duas colunas que simbolizam o homem e a mulher. Adorem a Virgem do Mar, meus irmãos.

No Arcano II do Tarot, a Divina Mãe aparece fazendo, com sua mão, o signo do esoterismo sacerdotal. Estudai no livro sagrado de vossa Mãe Divina. Pedi e se vos dará. Batei e se vos abrirá. A Divina Mãe pode conferir todos os desejados poderes ocultos. Orai à Mãe Divina, praticai vossos exercícios esotéricos e podereis pedir a Ela a clarividência, a telepatia, a clariaudiência, as faculdades do desdobramento astral e outros mais. Podeis estar seguros de que vossa Divina Mãe saberá escutar vossos rogos. Meditem profundamente todos os dias na Mãe Divina, orando e suplicando. Precisais ser devorados pela serpente.

Um (1) é o homem. Dois (2) é a mulher. O homem é uma coluna do templo e a mulher é a outra coluna. As duas colunas não devem estar nem muito perto e nem muito distantes entre si. Deve haver um espaço, para que a luz passe entre elas.

Transmutemos o chumbo da personalidade no ouro puro do espírito. Alquimia é transmutar a lua em sol. A lua é a alma e o sol é o Cristo Interno. Precisamos cristificar-nos. Nenhum ser humano pode retornar ao Pai sem haver sido devorado pela serpente. Ninguém pode ser devorado pela serpente sem que haja trabalhado na Frágua Acesa de Vulcano, o sexo.

A chave da cristificação é o Arcano A.Z.F. O mantram do Grande Arcano é I.A.O.

I (ignis), fogo.
A (aqua), água.
O (origo), princípio.

A Frágua Acesa de Vulcano desce de Marte para retemperar sua espada e conquistar o coração de Vênus, Hércules para limpar os estábulos do rei Áugias com o fogo sagrado e Perseu para cortar a cabeça da Medusa.

Amados discípulos, recordem que nossa Mãe Divina é Nuit e que sua palavra é 56, número que se decompõe cabalisticamente assim: 5 + 6 = 11... e 1 + 1 = 2.

Um é o Pai, dois é Ela, Nuit, a Divina Mãe Kundalini.

Vejamos agora uma prática para se trabalhar com a Mãe Divina.Trata-se de um exercício que deve ser feito com bastante fervor.

PRÁTICA
1°) - Deitem-se no leito, boca para cima, com o corpo todo relaxado.
2°) - Adormeçam, meditando na Serpente de fogo, que se encontra no chacra do cóccix.
3°) - Orem com todo coração, meditando na seguinte passagem do Ritual Sagrado:

INVOCAÇÃO
"Sê tu, ó Hadith, meu segredo, o mistério gnóstico de meu ser, o ponto central de minha conexão, meu coração mesmo, e floresce em meus lábios fecundos, feito Verbo. Lá em cima, nos céus infinitos, na altura profunda do desconhecido, o resplendor incessante de luz é a nua beleza de Nuit. Ela inclina-se, curva-se em êxtase deleitoso, para receber o ósculo do secreto desejo de Hadith. A alada esfera e o azul dos céus são meus."

O A O KAKOF NA KHONSA
O A O KAKOF NA KHONSA
O A O KAKOF NA KHONSA

Estes mantrans têm o poder de transmutar a energia sexual em luz e fogo dentro do laboratório alquimista do organismo humano. A oração com seus mantrans pode ser utilizada também na magia sexual. Esta oração com seus mantrans é uma chave onipotente para meditar na Mãe Divina.
O Mestre Huiracocha disse em sua novela Rosa-Cruz:

"Quando o homem se une no ato secreto à mulher, torna-se um Deus, pois, neste momento, ele se converte em criador. Os videntes dizem que, nesse preciso momento do amor, do espasmo, vêem os dois seres envoltos em uma rajada de luz muito brilhante: envolvem-se nas forças mais sutis e potentes que existem na natureza. Se sabem aproveitar o momento, (não ejaculando o Ens Seminis), se sabem reter essa vibração, com ela podem operar, como o mago para se purificar e conseguir tudo. Se não sabem respeitar essa luz, ela os abandonará para recluir-se nas correntes universais, porém, deixando atrás de si as portas abertas por onde se introduz o mal. O amor converte-se em ódio e a ilusão dá lugar à decepção".

Com a oração mântrica que ensinamos neste capítulo, retemos a brilhante luz cósmica que envolve o casal humano no instante supremo do amor, com a condição de evitar, a todo custo, a ejaculação do Ens Seminis. Os mantrans desta invocação têm o poder de transmutar as energias criadoras em luz e fogo.

Os solteiros e solteiras podem transmutar e sublimar suas energias sexuais com esta prece e com estes mantrans, levando-as até o coração.

Urge sublimar as energias e levá-las até o coração. Saibam que, no templo-coração, estas energias criadoras misturam-se com as forças do Cristo e sobem aos mundos superiores. No templo-coração, vive o Cristo Interno.

A cruz da Iniciação recebe-se no templo-coração.

Esta oração mântrica também é uma fórmula de poder sacerdotal que o mago utiliza, em suas práticas de meditação interna, para chegar aos pés de sua Mãe Divina. Se a meditação é perfeita, a Mãe Adorável e Divina escutará o chamado e virá até o invocador, que aprenderá com Ela coisas inefáveis do paraíso.

Ela é Devi Kundalini. Ela é a Papisa do Tarot. A Mãe Divina sempre escuta seus devotos. Na sagrada terra dos Vedas, o iluminado Ramakrishna foi um de seus maiores devotos.

Quereis as alturas do Nirvi-kalpa-samadhi? Precisais desenvolver a Anubaya (percepção de vosso Deus interno na meditação)? Quereis a ciência de Jinas?... Recordai que tendes uma Mãe Adorável. Pedi e se vos dará. Batei e se vos abrirá.

Arcano 3: A Imperatriz



Recordem que o Sepher Ietzirah descreve de maneira maravilhosa todos os esplendores do mundo e o jogo extraordinário dos sefirotes pelas 32 sendas da sabedoria em Deus e no homem. No mistério do sexo, oculta-se toda a ciência dos sefirotes.

A alma tem três aspectos:

1) Nephes, a alma animal.
2) Ruach, a alma pensante.
3) Meshamah, a alma espiritual.

O substractum destes três aspectos da alma são os sefirotes, que são atômicos. O Zohar insiste nos três elementos-princípios que compõem o mundo e que são:
Fogo (schim).
Água (men).
Ar (aleph).
Estes são os elementos-princípios, a síntese perfeita dos quatro elementos manifestados.

O poderoso mantram I.A.O. resume o poder mágico do triângulo de elementos-princípios:

I (ignis) - fogo.
A (aqua) - água.
O (origo) - princípio.

I... A... O... é o mantram supremo do Arcano A.Z.F.

Quem quiser fazer subir pelo canal medular a alma do mundo, deve trabalhar com o enxofre (fogo), com o mercúrio (água) e com o sal (terra filosófica). Somente assim, se nasce em Espírito e Verdade.

No Arcano A.Z.F., acham-se as doze chaves secretas do beneditino de Erfurt, Basílio Valentim. No manuscrito do Azoth de Valentim, está encerrado todo o segredo da Grande Obra. O Azoth é o princípio criador sexual na Natureza. Quando a rosa do Espírito floresce na cruz de nosso corpo, a Grande Obra se realizou.

Os três elementos-princípios manifestam-se nos quatro elementos da natureza. Existe o calor do fogo e do ar, a umidade do ar e da água e a sequidão do fogo e da terra.

Estes são os três elementos-princípios, o I.A.O. Eles são o enxofre, o mercúrio e o sal contidos nos quatro elementos da natureza.

Nos três elementos-princípios, acham-se os paraísos elementais da natureza.

O cabalista-alquimista precisa aprender a usar o enxofre, o mercúrio e o sal. Fazendo uso de flor-de-enxofre no calçado, dentro, se desintegram as larvas do corpo astral: íncubos, súcubos, dragões, basiliscos, fantasmas... Os vapores invisíveis que se originam do enxofre levantam-se desintegrando essas larvas. Queimando-se enxofre em carvão em brasa, desintegram-se as formas malignas do pensamento e as larvas encerradas dentro de qualquer habitação.

O azougue (mercúrio) serve para preparar a água lustral. O grande astrônomo Nostradamus passava noites inteiras diante de um recipiente de cobre com água. Este grande vidente olhava as águas e nelas via os acontecimentos futuros, que deixou escritos em suas famosas profecias.

Se a essa água acrescenta-se mercúrio e se, no fundo do recipiente, coloca-se um espelho, ter-se-á um clariteleidoscópio maravilhoso. Aconselhamos usar qualquer recipiente de cobre, com exceção de caçarolas, tachos ou caldeirões de cobre.
O caldeirão de cobre é um símbolo da magia negra.

O cobre está intimamente relacionado com a glândula pituitária e possui poder para despertar a clarividência.

O sal também tem numerosos usos na magia branca. O sal deve ser combinado com o álcool.

Colocando-se em um recipiente álcool e sal e pondo-se fogo logo após, obtém-se uma combinação maravilhosa, a qual, no entanto, deve ser utilizada apenas para invocar os Deuses da Medicina, quando se precisa curar algum enfermo. Então, eles acudirão ao chamado.

O enxofre (fogo) arde totalmente e não deixa resíduos. O enxofre é o schin e a água é o men do Zohar. O Ens Seminis, o fogo e a água, mediante sucessivas transmutações fica reduzido ao Aleph da cabala, que os alquimistas denominam Alkaest. Assim, realiza-se o I.A.O. e assim abrem-se as doze faculdades da alma.

A alma se cristifica. O Kundalini floresce, em nossos lábios fecundos, feito Verbo. O ternário é a palavra, a plenitude, a fecundidade, a natureza e a geração dos três mundos.

O Arcano III da cabala é uma mulher vestida de sol, tem a lua a seus pés e está coroada com doze estrelas. O símbolo da Rainha do Céu é a Imperatriz do Tarot. Uma misteriosa mulher coroada, sentada e com o cetro de mando, em cujo extremo aparece o globo do mundo. Eis a Urânia-Vênus dos gregos, eis a alma cristificada.

O homem é o Arcano I do Tarot. A mulher é o Arcano II do mesmo. A alma cristificada é o resultado da união sexual de ambos. O segredo está no Arcano A.Z.F. A mulher é a mãe do Verbo. O Cristo é sempre filho de Imaculadas Concepções. Impossível nascer sem mãe.

Quando um Iniciado está para encarnar o Verbo, sua mulher aparece nos mundos superiores como se estivesse prenhada e sofrendo as dores do parto. Jesus, na cruz, disse à sua mãe: "Mulher, eis aí o teu filho". Dirigindo-se a João, diz ao discípulo: "Eis aí tua mãe". Desde aquela hora, o discípulo a recebeu consigo. A palavra João (Juan) decompõe-se assim: I.E.O.U.A.M., o Verbo, o Dragão de Sabedoria. Ela é, realmente, a mãe do Verbo. A mulher oficia no altar da bendita deusa Mãe do Mundo.

Agora, orem muito à Divina Mãe Kundalini, cuja venerável sacerdotisa é vossa mulher. Orem e meditem assim:

INVOCAÇÃO
"Ó Isis, mãe do cosmos, raiz do amor, tronco e botão, folha, flor e semente de tudo quanto existe. A ti, força naturalizante, te conjuramos, chamamos a Rainha do Espaço e da Noite, e beijando teus olhos amorosos, bebendo o orvalho de teus lábios, respirando o doce aroma de teu corpo, exclamamos: salve Nuit, eterna Seidade do céu, tu que és a alma primordial, que és o que foi e o que será, a quem nenhum mortal levantou o véu, quando estás sob as estrelas irradiantes do noturno e profundo céu do deserto, com pureza de coração e na chama da serpente, te chamamos".

Orem e meditem intensamente. A Divina Mãe ensina a seus filhos. Esta oração deve ser feita combinando a meditação com o sono. Então, como uma visão de sonhos, surge a iluminação.

A Divina Mãe chega ao devoto para instrui-lo nos grandes mistérios.

Arcano 4: O Imperador



AUM. O Arcano IV do Tarot é o misterioso e santo Tetragrammaton. O nome sagrado do Eterno tem 4 letras: Iod, He, Vau e He.

Iod é o homem; He, a mulher; Vau é o falo e He é o útero. De outra maneira, dizemos: Iod é o homem, He, a mulher, Vau, o fogo e He, a água. O estudo profundo das 4 letras do Nome Sagrado do Eterno leva-nos inevitavelmente para a Nona Esfera, o sexo. Devemos levantar nossa serpente pelo canal medular até levá-la ao seu santuário do coração.

A cruz da Iniciação recebe-se no templo-coração. O centro magnético do Pai acha-se entre as duas sobrancelhas. O santuário da Mãe encontra-se no templo-coração. As quatro pontas da cruz simbolizam: o fogo, o ar, a água e a terra. O Espírito, a Matéria, o Movimento e o Repouso.

Recorde, amado discípulo, os 4 elementos da alquimia: o sal, o mercúrio, o enxofre e o azoto (azoe). O sal é a matéria, o mercúrio identifica o Ens Seminis e o azoto (azoe) é o raio misterioso do Kundalini.
O enxofre deve fecundar o mercúrio da filosofia secreta para que o sal se regenere. Só assim poderemos escrever o livro do Azoth. Se quiser a Iniciação, escreva-a sobre uma vara. No lingam-yoni, acha-se a chave de nossa libertação.

A cruz tem 4 pontas. A cruz da Iniciação é fálica. A inserção do phalus vertical no cteis formal forma cruz. Esta é a cruz da Iniciação que nós devemos lançar sobre os ombros.

Os 4 animais sagrados da alquimia são: o leão que oculta o enigma do fogo, o homem que representa o mercúrio da filosofia secreta, a águia que nos indica o ar e o touro que simboliza a terra. As esfinges do Egito e de Ezequiel têm o simbolismo dos 4 animais sagrados da alquimia.

A água contida no leito dos mares, rios e oceanos, esquentada pelo fogo do sol, transforma-se em nuvens que ascendem até o céu e, depois de certo tempo de digestão, convertem-se em raios e trovões.

O mesmo processo repete-se no laboratório sexual do alquimista. Nossa divisa é Thelema, que significa Vontade.

A entrada dos velhos templos arcaicos era comumente uma abertura estreita e profunda, escondida em alguma paragem misteriosa da selva espessa. Nós saímos do Éden pela porta do sexo e apenas por esta porta podemos retornar ao Éden. O Éden é o próprio sexo. O sexo é a porta apertada, estreita e difícil que conduz à Luz.

No isolamento dos misteriosos santuários, os neófitos eram submetidos às 4 provas iniciáticas. As provas do fogo, do ar, da água e da terra definiram sempre as diversas purificações dos neófitos.

Comumente, esses santuários de Mistérios encontravam-se situados ao pé de algum vulcão.

Os discípulos caíam sem sentidos ao solo. Nestes instantes, o Hierofante tirava os estudantes de dentro do corpo físico e, em astral, levava-os às profundezas do santuário. Ensinava-lhes os mistérios grandiosos da vida e da morte. As emanações vulcânicas da terra produzem este estado de morte aparente.

Nos Lumisiais gnósticos, alguns discípulos caem nesse estado de morte aparente. A cerimônia de carregar a cruz, como se costuma fazer nos Lumisiais gnósticos, serve para confirmar humildemente alguma Iniciação esotérica interna. Cada um dos sete corpos do homem deve ser crucificado e estigmatizado.

O estudante de cabala deve familiarizar-se com os elementos do fogo, do ar, da água e da terra. O homem não é rei da natureza ainda, porém, está convocado para ser rei e sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque.

O estudante precisa se familiarizar com as criaturas elementais dos quatro elementos. As salamandras vivem no fogo. As ondinas e as nereidas vivem na água. Os silfos vivem no ar e na terra vivem os gnomos.

O evangelho de Marcos é simbolizado por um leão (fogo). O evangelho de Mateus é representado por um jovem (água). Já o evangelho de João é representado por uma águia (ar) e o evangelho de Lucas, por um touro (terra). Os quatro evangelhos simbolizam os 4 elementos da natureza e a realização da Grande Obra (Magnum Opus).

Todo Hierofante da natureza converte-se em rei dos elementais. Se quiseres ser admitido nos paraísos elementais da natureza, não mates, não comas carne de espécie alguma, não bebas vinho que contenha álcool, não destruas jamais uma planta nem uma flor.

Respeita toda a vida. Tu só necessitas de duas coisas na vida, sabedoria e amor. Assim, terás felicidade, paz e abundância. Sê perfeito como o Pai é perfeito. O Iniciado deve trabalhar com os elementais na Cordilheira Central: a medula espinhal. A matéria prima da Grande Obra do Pai é o Ens Seminis. Tu o sabes.

Os teus órgãos criadores são o recipiente sagrado e o chacra Muladhara, o fornilho. O canal medular é a chaminé e o cérebro, o destilador. Quando trabalhamos no laboratório do Terceiro Logos, transmutamos o chumbo da personalidade no ouro do Espírito. A Grande Obra não pode ser realizada sem a cooperação dos elementais.

São os gnomos ou pigmeus que transmutam o chumbo em ouro. São eles os grandes alquimistas que reduzem os metais a seu sêmen para transmutá-lo após no ouro puro do Espírito. Esse labor seria impossível se as ondinas não obedecessem ou se as salamandras do fogo não fizessem fecundas as voluptuosas ondinas.

As tentadoras ondinas, sem o fogo, apenas podem levar-nos ao naufrágio. Ulisses, o guerreiro astuto e destruidor de cidadelas, fez-se amarrar a um madeirame do barco para evitar o perigo de cair no mar, seduzido pela beleza sexual das ondinas.

Os gnósticos de antigamente diziam: "Todos vós sereis Deuses, se sairdes do Egito e atravessardes o Mar Vermelho" (o oceano das tentações).

Os vapores da matéria-prima da Grande Obra não subiriam pela chaminé sem a ajuda dos inquietos silfos. Os gnomos precisam destilar o ouro no cérebro, o que só se torna possível com a ajuda dos aéreos silfos. Os gnomos transmutam o chumbo em ouro. O Magnum Opus seria impossível sem os elementais. Precisamos nos familiarizar com os elementais da natureza.

PRÁTICA COM AS SALAMANDRAS
FOGO - Acenda um fogo e vocalize em seguida o mantram INRI, o qual é vocalizado em duas sílabas separadas: IN-RI, porém alongando-se o som de cada letra.

Concentre-se agora no fogo que você acendeu: vela, carvões em brasa, etc. Medite profundamente no fogo. Adormeça meditando no fogo. Invoque o amigo que escreve este livro e será ajudado nesta prática.

Vocalize a letra S como um silvo muito fino, como o zumbido da cascavel.

PRÁTICA COM OS SILFOS
AR - Sentado em um cômodo sofá ou deitado de boca para cima, em decúbito dorsal, com o corpo relaxado, você deve meditar profundamente na seguinte oração:

Spiritus Dei ferebatur super aquas et inspiravit in faciem hominis spiraculum vitae. Sit Michael dux meus et Sabtabiel servus meus, in luce et per lucem. Fiat verbum halitus meus et imperabo spiritibus aeris hujus et refrenabo equos solis voluntate cordis mei, et cogitatione mentis meae et nutu oculi dextri.

Exorciso igitur te, creatura aeris, per Pentagrammaton et in nomine Tetragrammaton, in quibus sunt voluntas firma et fides recta. Amen. Sela fiat.

Sopre na direção dos quatro pontos cardeais da terra. Pronuncie a letra H muitas vezes como em um suspiro muito fundo. Adormeça meditando nos gênios Michael e Sabtabiel e você se colocará em contato com os silfos.

PRÁTICA COM AS ONDINAS
ÁGUA - Adormeça diante de um copo com água, meditando no seguinte exorcismo:

Fiat firmamentum in medium aquarum et separe aquas ab aquis, quae superius sicut quae inferius, et quae inferius sicut quae superius, ad perpetranda miracula rei unios. Sol ejus pater est, luna mater et ventus hunc gestavit in utero suo, ascendit a terra ad coelum et rursus a coelo in terram descendit.

Exorciso te, creatura aquae, ut sis mihi speculum Dei vivi in operibus ejus, et fons vitae, et ablutio peccatorum. Amen.

Em seguida, comece a dormir vocalizando a letra M, assim: Mmmmmmmmmmmm. Lábios hermeticamente fechados. Trata-se de um som semelhante ao mugido do touro, mas, longamente sustentando e sem aquele abaixar da voz próprio do touro. A letra M é o mantram das águas. Assim, você se colocará em contato com as criaturas das águas.

Invoque também o gênio das águas, que se chama Nicksa.

PRÁTICA COM OS GNOMOS
Medite profundamente no templo-coração do centro da terra, medite no gênio da Terra, cujo nome é Changam. Roga-lhe para que te ponha em contato com os gnomos que habitam as entranhas da terra. Chama o gênio dos gnomos, que se chama Gob. Adormeça concentrado nesse gênio e vocalize o mantram I.A.O.

A meditação profunda combinada inteligentemente com o sono permite a entrada nos paraísos elementais da natureza. O alquimista precisa trabalhar com os elementais da natureza.

O Imperador é o hieróglifo do Arcano IV do Tarot. O soberano aparece formando com seu corpo um triângulo maravilhoso e com as pernas forma uma cruz. Realmente, essa é a imagem do athanor dos alquimistas. O ligâmen da cruz com o triângulo só se possibilita mediante o ouro potável da alquimia, o fogo sagrado.

Com o Arcano IV do Tarot, o Ser lança sobre seus ombros a cruz da Iniciação.

Terminaremos este capítulo dizendo que se ordena os elementais do fogo com o tridente de ferro ou com uma varinha de ferro. Os elementais do ar são ordenados com uma pena de águia ou de qualquer ave. Os elementais da água se lhes ordena com um copo com água e os elementais da terra com uma espada ou com uma faca nova.

O reino espacial dos gnomos está situado na região norte. O reino das salamandras situa-se no sul. Os silfos encontram-se no oriente e as ondinas no ocidente. Estas 4 hierarquias elementais formam cruz. Eis aí o santo e misterioso Tetragrammaton.


Arcano 5: O Jerarca



Estudemos agora o Arcano V do Tarot. Este Arcano é o Pentagrama Flamejante, a Estrela Flamígera, o signo da onipotência divina, o símbolo inefável do Verbo feito carne, a estrela brilhante e terrível dos magos.

Quando o pentagrama eleva para o ar seus dois raios inferiores, representa Satã. Quando o pentagrama, feito luz, eleva para o ar um só de seus raios, representa o Cristo Interno de todo homem que vem ao mundo.

O homem com as pernas e os braços abertos, à direita e à esquerda, forma uma Estrela de Cinco Pontas.

O cérebro e o sexo vivem em eterna luta. O cérebro deve controlar o sexo. Quando o sexo vence o cérebro, a Estrela de Cinco Pontas (o homem) cai no abismo com os pés para cima e a cabeça para baixo. Esta é a Estrela Invertida, o bode de Mendes. Uma figura humana com a cabeça para baixo e os pés para cima representa, naturalmente, um demônio.

Na Estrela Flamígera, está resumida toda a ciência da Gnose. Muitos Boddhisattwas (almas humanas de Mestres) caíram como a Estrela de Cinco Pontas Invertida, com o raio superior para baixo e os dois raios inferiores para cima.

Quando um desses Boddhisattwas se levanta, quando retorna à Senda, quando recapitula Iniciações, os irmãos se surpreendem e dizem: este recém está começando os estudos e já se declara Iniciado? Como ignoram os grandes mistérios, os estudantes julgam muitas vezes a priori.

Devemos diferenciar entre uma pessoa que está começando estes estudos e um Boddhisattwa caído. No Apocalipse de São João, o pentagrama cai do céu para a terra e as águas humanas tornam-se amargas, convertem-se em absinto. O profeta Isaías disse: "Como caíste tu do céu, estrela brilhante, que eras tão esplêndida em teu nascimento". (Capítulo 14. Versículo 12. Isaías).

Mas, o astro luciférico (o homem caído) brilhará um dia como a estrela da manhã na mão direita do Verbo.

Muitas vezes, chega, aos Lumisiais gnósticos, um homem ou alguma mulher buscando o facho divino da Verdade. Aparentemente, o recém-chegado parece um principiante, mas, os irmãos ignoram quem seja a alma daquele homem, a qual pode ser um Boddhisattwa (a alma de algum Mestre) que quer regressar a seu Pai que está em segredo.

Os irmãos assombram-se quando algo superior sucede ao aparente principiante e, então, dizem: "Nós que somos mais velhos nestes estudos não passamos pelo que ele está passando". E perguntam a si mesmos: "como é possível que alguém que apenas começou se faça de Iniciado?"

Não julguemos a fim de não sermos julgados. Porque com a vara que medirdes sereis medidos.

Necessitamos ser humildes para alcançar a sabedoria e mais humildes ainda depois de alcançá-la.

Os Boddhisattwas dos Mestres caem devido ao sexo e levantam-se também devido ao sexo. O sexo é a Pedra Filosofal. Seria impossível decapitar a Medusa (o Satã que levamos dentro) sem o precioso tesouro da Pedra Filosofal. Recordem que a Medusa é a donzela do mal, o Eu Psicológico, cuja cabeça está coberta de víboras sibilantes. A união do mercúrio sófico com o enxofre sófico dá como resultado a Pedra Filosofal. O Ens Seminis é o mercúrio e o enxofre é o fogo sagrado do amor.

Vivemos agora na idade específica de Samael. Vivemos na quinta Era. A vida iniciou seu retorno para a Grande Luz e temos de nos definir nestes instantes por águias ou répteis, por anjos ou demônios.

Estamos diante do dilema do Ser ou Não Ser da filosofia. O Arcano V do Tarot está representado pelo Hierofante. A quinta esfera é a definitiva porque o homem toma em suas mãos as rédeas de seu próprio destino e converte-se em anjo ou demônio.

O Grande Hierofante do Tarot aparece sentado entre as duas colunas do templo, fazendo o sinal do esoterismo.

O número 5 é grandioso, sublime. Recordem que o homem também é uma Estrela de Cinco Pontas. Essa Estrela deve limpar-se, constantemente, com os cinco perfumes. Se podemos elaborar um pentagrama metálico e consagrá-lo, podemos também auto-consagrar-nos com os mesmos ritos e perfumes que utilizamos para nosso pentagrama metálico, porque o homem é uma Estrela de Cinco Pontas.

Todos aqueles que se sintam sujos, com larvas ou na miséria, devem utilizar os cinco perfumes para banharem-se em seus vapores, com o propósito de seguir o caminho da perfeita santidade.

Nos Lumisiais, deve se estabelecer o costume de limpar os irmãos que estejam com larvas, assim eles receberão benefício em suas almas e em seus corpos.

6. A Indecisão



Lembrem-se do Selo de Salomão: os seus dois triângulos entrelaçados que juntam e separam o amor, sem dúvida alguma, estão enlaçados (São as duas lançadeiras com que tece e destece o tear de Deus).

O triângulo superior simboliza a Kether, o Pai que se encontra em segredo, a Chocmah, o Filho, e a Binah, o Espírito Santo de cada homem. O triângulo inferior representa os três traidores de Hiram Abif. Esses três traidores estão dentro de nós mesmos.

O primeiro traidor é o demônio do desejo e vive dentro do corpo astral. O segundo traidor é o demônio da mente e vive no corpo mental. O terceiro traidor é o demônio da má vontade, e vive dentro do corpo da vontade ou corpo causal.

A Bíblia cita estes três traidores no Apocalipse de São João. Vejamos os versículos 13 e 14 do capítulo 16: "E vi sair da boca do Dragão, da boca da Besta e da boca do falso Profeta, três espíritos imundos, semelhantes a rãs". (Versículo 13). "Porque são espíritos de demônios que fazem sinais para ir aos reis da terra e de todo mundo, para os congregar para a batalha daquele grande dia, do Deus Todo-Poderoso". (Versículo 14).

Os três traidores são o Ego reencarnante, o Eu Psicológico, o Satã que deve ser dissolvido para encarnarmos o Cristo Interno, constituído por Kether, Chocmah e Binah. O triângulo superior é o resplandecente Dragão de Sabedoria. O triângulo inferior é o Dragão Negro.

No centro dos triângulos, acha-se o Signo do Infinito ou a cruz Tau. Ambos signos são fálicos.

A alma está entre os dois triângulos e tem de se resolver pelo Dragão Branco ou pelo Dragão Negro. O problema é absolutamente sexual.

A chave encontra-se na serpente. As patas do galo dos Abraxas formam uma dupla cauda de serpente. Existe a serpente tentadora do Éden e a serpente de cobre de Moisés, entrelaçada no Tau, isto é, no Lingam sexual. (Lingam é o falo e Yoni é o útero).

A serpente normalmente está encerrada no chacra Muladhara, Igreja de Éfeso. Ela dorme nesse centro do cóccix enroscada três vezes e meia e deve sair de sua Igreja inevitavelmente. Se subir pelo canal medular, convertemo-nos em anjos, mas, se descer para os infernos atômicos do homem, transformamo-nos em demônios.

Agora, compreenderam porque a serpente do Caduceu é sempre dupla. A força sexual é o FIO dos gnósticos. Quando o estudante derrama o vaso de Hermes, durante suas práticas com o Arcano A.Z.F., comete o crime dos Nicolaítas. Eles usavam este sistema para fazer baixar a serpente. Eis como o homem converte-se em demônio.

Somente trabalhando com a Pedra Filosofal, dentro do laboratório sexual do alquimista prático, consegue-se o desenvolvimento completo e positivo da serpente.

O triângulo superior é o centro do microcosmo e do macrocosmo alquimistas. No centro do triângulo, não pode faltar o signo do mercúrio da filosofia secreta, o Ens Seminis. O homem e a mulher devem trabalhar com o sol e a lua, com o ouro e a prata, (símbolos sexuais), para realizar a Grande Obra. Sem dúvida, o trabalho costuma ser difícil porque o Bode de Mendes, o Dragão Negro, trata de fazer cair sexualmente o alquimista. No entanto, urge trabalhar com os quatro elementos da alquimia para a realização da Grande Obra.

O macrocosmo alquímico está iluminado pela luz, este é o triângulo superior do Selo de Salomão. O microcosmo alquímico está em sombras na região onde as almas lutam contra o Dragão Negro.

É precisamente no microcosmo, representado também pelo triângulo inferior, onde devemos realizar todo o trabalho do laboratório alquimista. A gravura maravilhosa do microcosmo e macrocosmos alquimistas (ilustração de Chimica Basilica Philosophica) representa o homem e a mulher trabalhando com o sol e com a lua, símbolos do falo e do útero.

Nesse quadro medieval, não aparecem duas mulheres nem tampouco dois homens. Esse crime contra a natureza origina o vampiro imundo. Os tenebrosos justificam os crimes contra a natureza e a Lei os castiga, separando-os do triângulo superior. Então, rodam no abismo.

Os mistérios do Lingam-Yoni são terríveis e divinos, não podendo jamais ser alterados. O Lingam pode unir-se apenas com o Yoni. Esta é a lei da Santa Alquimia. As bodas alquímicas significam, de fato, Matrimônio Perfeito. O alquimista não deve somente matar o desejo, como até a sombra da árvore horrível do desejo.

Nos mistérios de Elêusis, utilizavam-se as danças sagradas entre homens e mulheres. O amor e a música sagrada servem para encantar e despertar a serpente. Os dançarinos do templo estavam limpos do veneno asqueroso do desejo. Todo pecado será perdoado, menos o pecado contra o Espírito Santo. (Aquele que fornica, peca contra seu próprio corpo. Versículo 18, Capítulo 6 do I Coríntios). Não somente fornica-se com o corpo físico, como também com o pensamento, com a emoção, com a palavra e com as sensações animais.

Nos mistérios de Elêusis, os casais dançavam para magnetizarem-se mutuamente. Os homens dançando com as mulheres chegavam ao êxtase. O intercâmbio bio-eletro-magnético entre homens e mulheres não pode ser substituído por nada. Que poder gigantesco, terrivelmente divino, grandioso... Deus resplandece sobre o casal perfeito! Se tu queres a Auto-Realização Íntima, recorda este aforismo alquimista: "Há que se imitar a natureza em tudo. A natureza gosta da natureza. A natureza domina a natureza".

Buscar o saber antigo e oculto e realizar a Grande Obra em seu laboratório sexual, eis a tarefa do alquimista. A Grande Obra é difícil, significa muitos anos de experiências, sacrifícios terríveis e tremendas dificuldades.

Existe o agente transmutador (a Pedra dos Filósofos), uma influência celestial (religiosidade cósmica), diversas influências astrais (astrologia esotérica), além de influências de letras, números, correspondências e simpatias (cabala).

Os princípios sagrados da alquimia são:

Unidade.
Par de opostos: homem e mulher.
Trindade: ativo, passivo e neutro.
Elementos: fogo, ar, água e terra.

No Selo de Salomão reúne-se todo o trabalho da Grande Obra. As seis pontas da estrela são masculinas e as seis fundas entradas, que existem entre ponta e ponta, são femininas. Total, a estrela de Salomão tem doze raios, sendo seis masculinos e seis femininos. A estrela de Salomão é o símbolo perfeito do Sol Central.

No Selo de Salomão, acham-se resumidas as medidas zodiacais. Nele, esconde-se toda a gênese sexual do zodíaco e ainda encontramos a íntima relação que existe entre o zodíaco e o invisível Sol Central. Os doze raios da brilhante estrela cristalizam-se por meio da alquimia das doze constelações zodiacais.

Quando o estudante penetra no interior do Templo da Esfinge, pode estudar ali o grande livro da natureza, onde estão escritas as leis cósmicas.

Realmente, são muito poucos aqueles que podem abrir o livro e estudá-lo. A prova do Santuário aterroriza e muito poucos seres humanos conseguiram passar por essa prova. Todo aquele que passa vitorioso a prova do Santuário recebe uma jóia preciosa: o Selo de Salomão. Trata-se de um anel cheio de luz inefável. Perde-o, inevitavelmente, o neófito que o toca com a mão esquerda.

Outro significado do Selo de Salomão: Em cima, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Em baixo, o poder que governa (o Íntimo), o poder que delibera (a mente) e o poder que executa (a personalidade). Quando o poder que delibera e o poder que executa se insubordinam contra o governador, se rebelam contra o Íntimo, o resultado é o fracasso.

Os três traidores sabem como se apoderar dos poderes que deliberam e executam. Os Boddhisattwas sabem, muitas vezes, receber mensagens dos mundos superiores. Os ignorantes confundem os Boddhisatwas com os médiuns do espiritismo.

Existe o médium e o mediador. O médium é negativo e o mediador positivo. O médium é o veículo da serpente tentadora do Éden. O Boddhisattwa mediador é o veículo da Serpente de Cobre que curava no deserto aos israelitas.

Os Grandes Mestres sabem ditar mensagens com os lábios de seus Boddhisattwas. As pessoas não entendem e confundem os medianeiros com os simples médiuns do espiritismo. As pessoas deixam-se levar pelas aparências.

No Selo de Salomão, estão representadas as forças positivas e negativas do magnetismo universal.

Nos trabalhos de Alta Magia, é necessário traçar um círculo ao redor, o qual seria totalmente fechado, se não estivesse interrompido pelo Selo de Salomão.

Os irmãos gnósticos devem fabricar o Selo de Salomão com os sete metais. Pode-se fazer anéis e medalhões com o Selo de Salomão. Deve-se utilizar o Selo de Salomão em todos os trabalhos de invocação e em práticas com os elementais, como ficou ensinado no Arcano IV.

Os elementais da natureza tremem diante do Selo do Deus Vivo. O anjo do sexto selo do Apocalipse está agora reencarnado em um corpo feminino, sendo um especialista na ciência sagrada dos Jinas.

O Arcano VI é o enamorado do Tarot. O homem entre o vício e a virtude. O Arcano VI é encadeamento, equilíbrio, união amorosa de homem e mulher. Luta terrível entre o amor e o desejo, enlaçamento.

No Arcano VI, estão os mistérios do Lingam e do Yoni, bem como a luta entre os dois ternários. O Arcano VI é a suprema afirmação do Cristo Interno e a suprema negação de Satã.

Orai e vigiai.



Arcano 7: O Triunfo



Recordem que o número 7 representa o poder mágico em toda a sua força. O Santo Sete é o Sanctum Regnum da magia sexual. O número 7 é o Íntimo servido por todas as forças elementais da natureza.

Quem trabalha com o Arcano A.Z.F. recebe no Arcano VII a espada flamejante. Em nome da verdade, afirmamos que a espada flamígera dos grandes hierofantes é puro sêmen transmutado. Este é o resultado da magia sexual. Assim, nos transformamos em Deuses terrivelmente divinos. Nossos órgãos sexuais são o legítimo Laboratorium Oratorium do Amphitheatrum Sapientia Aeternas.

Este é o Sanctum Regnum onde o Hierofante recebe a espada da justiça. No jardim dos prazeres da alquimia, encontramos a palavra VITRIOL, que vem a ser um acróstico da fase: Visita interiora terrae rectificatur invenies ocultum lapidum, “Visita o interior da terra que retificando encontrarás a pedra oculta”.

Devemos procurar no interior de nossa terra filosófica (o organismo humano) que, retificando, trabalhando com o Arcano A.Z.F., acharemos a Pedra Filosofal. O sol (falo) é o pai da pedra. A lua (útero) é a mãe. O vento levou o Filho em seu seio e a terra o alimentou. O sol e a lua, os princípios masculino e feminino, combinam-se dentro do cálice, símbolo da mente. O sol é o pai da pedra (fogo), a lua é a mãe (água) e o vento (vapores seminais) levou o Filho em seu seio alquimista e o alimentou a terra filosófica.

O cálice está apoiado sobre o Caduceu de Mercúrio: o sistema central, a coluna espinhal com os dois cordões simpáticos conhecidos no oriente com os nomes de Idá e Pingalá. Na geração da Pedra Filosofal, atuam duas influências: uma de caráter masculino e outra de caráter feminino.

Toda a obra realiza-se com o Grande Arcano. A estrela de sete pontas faz parte inseparável do VITRIOL acróstico. As sete serpentes da alquimia se relacionam com os sete planetas e as sete grandes realizações cósmicas.

O acróstico VITRIOL com suas sete letras e suas sete palavras simboliza toda a Grande Obra. Os mistérios do Arcano VII são terrivelmente divinos.

As sete pontas da grande estrela da alquimia têm as assinaturas sagradas dos sete planetas. As sete palavras do VITRIOL e o duplo círculo das forças masculinas e femininas rodeiam a grande Estrela Setenária que resplandece como um sol no templo da ciência.

O sol e a lua, o fogo e a água, o rei e a rainha, fazem parte integral do trabalho do pimpolho alquimista.

O pimpolho tem de fazer sete grandes trabalhos que culminam na coroação da Grande Obra.

No centro da Estrela Setenária da alquimia, aparece gravado o rosto de um venerável ancião, de acordo com a ilustração do Viridarium Chymicum.

Este rosto venerável da Estrela Setenária simboliza o mercúrio sófico, o Ens Seminis. Escutem pombinhos da alquimia, escutem Estolsio explicando este emblema:

"Aquilo que, antes estava encerrado em muitas formas, o vês agora incluído em uma só. O começo é nosso velho e ele tem a chave. O enxofre com sal e mercúrio dão riqueza. Se nada vês aqui, não há razão para que sigas buscando, pois, serás cego ainda que no meio da Luz."

Os estudantes de ocultismo que pensam em se realizar a fundo sem o Arcano A.Z.F. encontram-se absolutamente equivocados.

A Grande Mestra Helena Blavatsky diz, na “Doutrina Secreta”, que todos os estudantes que queiram conhecer os mistérios de Chiram (o fogo) devem buscar aos alquimistas medievais. Ela foi uma verdadeira ioguina, discípula de Kouth Humi e, sem dúvida, depois de ter enviuvado do conde Blavatsky, casou-se com o coronel Olscott para trabalhar com o Arcano da magia sexual. Somente assim, conseguiu realizar-se a fundo.

O grande iogue e avatara, senhor Lahiri Lahasaya, foi chamado para a Iniciação pelo imortal Babaji, quando já tinha esposa. Assim, realizou-se o iogue-avatara. No Indostão, a magia sexual é conhecida com o termo sânscrito de Urdhavaratus e os iogues que a praticam denominam-se Urdhavaretas Yogues. Os iogues autênticos praticam magia sexual com suas esposas. O brahmacharya (abstenção sexual absurda) serve unicamente para ocasionar poluções noturnas asquerosas com todas as suas conseqüências nefastas.

A Hatha-Yoga é questão de acrobacias que têm o poder de tirar o homem dos mundos superiores para escravizá-lo no mundo físico. Jamais na vida conhecemos qualquer acrobata da Hatha-Yoga com poderes de iluminação interna.

Há três raios de Auto-Realização íntima, de Iluminação:

do iogue,
do místico
e do matrimônio perfeito.

Contudo, os três necessitam, inevitavelmente, da magia sexual. Tudo que não seja pelo sexo é inútil perda de tempo. Saímos do Éden pela porta do sexo e, apenas por essa porta, podemos entrar no Éden, porque o Éden é o próprio sexo.

O Arcano VII do Tarot está representado por um guerreiro coroado que leva o triângulo sobre sua coroa e está de pé sobre a pedra cúbica de Jesod, o sexo. As duas esfinges, branca e negra, que arrastam o carro simbolizam as forças masculinas e femininas. A couraça é a ciência divina que nos torna poderosos. O guerreiro deve aprender a usar o báculo e a espada. Assim, conseguirá a vitória.

Nossa divisa é Thelema: Vontade.

Recordem haver sete vícios que precisamos transmutar em sabedoria e amor.

O orgulho é transmutado na fé solar e na humildade do Cristo.

A avareza lunar transforma-se em esperança e altruísmo. A luxúria fatal de Vênus transmuta-se na castidade de Vênus e na caridade do Espírito.
A cólera de Marte transmuta-se na força maravilhosa do amor.

A preguiça transmuta-se na atividade prudente de Mercúrio.

A gula vem a transformar-se na temperança de Saturno.

Somente com a ciência das transmutações, poderemos desintegrar os defeitos e dissolver o Ego Psicológico.

Transmutem os 7 vícios nas sete grandes virtudes, assim dissolverão o Eu Psicológico. Trabalhem com o Arcano A.Z.F. para receber a espada.

Os governadores dos sete planetas são:

Gabriel (Lua)
Raphael (Mercúrio)
Uriel (Vênus)
Michael (Sol)
Samael (Marte)
Zachariel (Júpiter)
Orifiel (Saturno).

As sete notas da lira de Orfeu correspondem aos sete planetas. Uma nota planetária corresponde a cada cor do prisma solar. A alquimia encontra-se intimamente relacionada com a música.

Atalanta é a Voz que foge, Hipómenes é a Voz que persegue e Manzana é a Voz que demora.

IAO é o mantram supremo da magia sexual. IAO é o nome da serpente e deve ser cantado durante as experiências no laboratório. Assim é como a serpente se alegra e se move. Cantem o IAO no Laboratorium Oratorium sete vezes. Bendito seja o IAO.

O mantram INRI tem poder absoluto sobre o fogo. Cantem-no também no Laboratorium Oratorium para levar o fogo a cada um dos sete chacras. Cantem-no em suas cinco divisões: INRI, ENRE, ONRO, UNRU e ANRA. Dividam-nos em sílabas assim:

I i i i i i n n n n n n n r r r r r r r i i i i i i i i

E e e e e e e n n n n n n n r r r r r r r e e e e e e e e

O o o o o o o n n n n n n n r r r r r r r o o o o o o o o
U u u u u u u n n n n n n n r r r r r r r u u u u u u u u

A a a a a a a n n n n n n n r r r r r r r a a a a a a a a

A vocalização destes sons desperta-nos os seguintes poderes:

INRI - clarividência
ENRE - clariaudiência
ONRO - intuição
UNRU - telepatia
ANRA - recordação de vidas passadas.

O grande Hierofante Jesus, o Cristo, cantava estes mantrans no Laboratorium Oratorium da pirâmide de Kefren.

Os sete signos cabalísticos dos planetas são:

- para o Sol: uma serpente com cabeça de leão,
- para a Lua: um globo cortado por duas meia luas,
- para Marte: um dragão mordendo as guardas de uma espada,
- para Vênus: um lingam sexual,
- para Mercúrio: um caduceu e o cinocéfalo,
- para Júpiter: o pentagrama flamejante ou o bico da águia e,
- para Saturno: um velho levemente coxo ou uma serpente enlaçada na pedra helíaca.

Os sete talismãs têm o poder de atrair as sete forças planetárias.

Os metais relacionados com os sete planetas são:

Sol - ouro
Lua - prata
Marte - ferro
Vênus - cobre
Mercúrio - azougue
Júpiter - estanho
Saturno - chumbo.

Talismãs perfeitos podem ser preparados com as pedras e os metais.

O Pai-Nosso é a oração mais perfeita porque tem sete petições mágicas.

PRÁTICA
Deite-se o estudante no chão sobre um tapete grande. Abra bem as pernas e braços à esquerda e à direita até ficar como uma estrela de cinco pontas. Relaxe o corpo e não pense em nada. Ponha a mente em branco. Concentre-se em seu Deus Interno e comece a rezar o Pai-Nosso bem lentamente, meditando no sentido de cada palavra, meditando profundamente no sentido de cada petição.

Adormeça até chegar ao mais profundo sono, meditando em cada palavra, em cada frase, adorando... adorando... adorando...

Quando o estudante despertar de seu sono, não se mova... pratique um exercício retrospectivo para recordar suas experiências internas.

Onde esteve? Por onde passou com seu corpo astral? Que fez? Que viu?...

Este exercício deve ser feito diariamente sem nunca se desistir. Assim, chegarão a ouvir e a ver as grandes realidades internas.

Arcano 8: A Justiça



Vamos estudar, neste capítulo, a oitava chave de Basílio Valentim, uma ilustração do Viridarium Chymicum.

A oitava chave é uma alegoria alquímica, clara e perfeita, dos processos da morte e ressurreição que se sucedem, inevitavelmente, na preparação esotérica da Pedra Filosofal.

Toda a transmutação metálica e a preparação íntima da pedra acham-se representadas nesta alegoria. Todo material humano empregado neste trabalho morre, apodrece, corrompe-se e se enegrece no Ovo Filosofal, para, logo em seguida, branquear maravilhosamente.
Todo o trabalho da Grande Obra está contido no Ovo Filosofal. Os princípios sexuais masculino e feminino estão contidos no ovo. Assim como do ovo sai o pombinho, como do Ovo de Ouro de Brahma sai o Universo, assim também do Ovo Filosofal sai o Mestre.





Um cadáver representa a morte na ilustração do Viridarium Chymicum. Alguns corvos representam a putrefação; um humilde agricultor, a semeadura; uma espiga de trigo, o crescimento e a ressurreição está representada por um morto que se levanta da sepultura e por um anjo que toca a trombeta do Juízo Final.

Os gnósticos sabem que o cadáver, a morte da oitava chave de Basílio Valentim, representa as duas testemunhas do Apocalipse que agora estão mortas. Mediante a putrefação alquimista, representada pelos corvos, mediante os trabalhos da alquimia, ressuscitam as duas testemunhas.

Nossa divisa é Thelema.Todo poder acha-se encerrado na semente cujo símbolo é a espiga de trigo. O anjo sagrado que levamos dentro toca sua trombeta e as duas testemunhas levantam-se da sepultura.

Dois arqueiros, um que acerta o cisne branco e outro que o erra, simbolizam as duas interpretações alquímicas que se pode dar: a correta e a errônea, a magia sexual branca e a magia sexual negra, a alquimia de ouro e o satanismo erótico.

Na alquimia de ouro, não há ejaculação do Ens Seminis, enquanto que, no satanismo erótico, há ejaculação do Ens Seminis.

Os iogues negros da Índia (Asura Samphata) ejaculam o Ens Seminis (Shuhsra) para misturá-lo criminosamente com o raja feminino na vagina. A seguir o reabsorvem mediante o uso negativo do Vajroli, já mesclado com o raja feminino.

Os iogues negros crêem que assim conseguirão a sábia união dos átomos solares e lunares a fim de despertar o Kundalini. O resultado do tantrismo negro sempre será o despertar negativo da serpente que, ao invés de subir, descerá para os infernos atômicos do homem e se converterá na cauda de satanás.

Eis como os iogues negros terminam, por fim, separados do Deus Interno para sempre. Esses são os demônios. Essa é a magia negra. Por esse caminho, as duas testemunhas do Apocalipse jamais ressuscitarão porque ele conduz ao abismo e à segunda morte.

Todo aquele que ejacule o seu licor seminal afasta-se do seu Deus Interno. Os iogues que praticam a Urdhavaratus Yoga (magia sexual positiva) não ejaculam o Ens Seminis. Neste caso, a combinação de Shuhsra (átomos solares) e Raja (átomos lunares) realiza-se dentro do Ovo Filosofal, ou seja, dentro do próprio laboratório sexual do alquimista.

Eis como ressuscitam as duas testemunhas. Estas são as duas olivas e os dois candeeiros que se encontram diante do Deus da Terra. Se alguém quiser causar-lhes dano sai fogo da boca deles e devora a seus inimigos.

Elas têm poder para fechar o céu (aos que praticam a magia sexual com ejaculação do sêmen) a fim de que não chova nos dias de sua profecia e têm poder sobre as águas (humanas) para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra (filosófica, o organismo humano dos fornicários) com toda praga, quantas vezes quiserem (de acordo com a lei). Se alguém as quiser danar, torna-se necessário, então, que seja morto.


DISPOSIÇÃO DAS TESTEMUNHAS
As duas testemunhas são um par de cordões simpáticos, semi-etéricos e semifísicos, que se enroscam na medula espinhal, formando o Santo Oito, o Oito Sagrado, o Signo do Infinito. No homem, as duas testemunhas saem dos testículos direito e esquerdo e, na mulher, dos ovários.

As duas testemunhas estão situadas nos lados direito e esquerdo da espinha dorsal. Elas sobem da esquerda para a direita, alternadamente, formando um nó maravilhoso no espaço compreendido entre as duas sobrancelhas e prosseguem pelas fossas nasais.

As duas testemunhas ligam os órgãos sexuais com as narinas. O cordão ganglionar que procede do lado direito é quente, solar, enquanto que o cordão procedente da narina esquerda é frio, lunar. Este par de cordões nervosos atam-se graciosamente no osso do cóccix. Quando os átomos solares e lunares do sistema seminal fazem contato no tribeni, bem perto do cóccix, despertam o Kundalini.

A união sexual entre Iniciados objetiva apenas estabelecer o contato de pólos opostos para despertar o Kundalini. Multiplica-se o Mercúrio da Filosofia Secreta com o contato sexual e aumenta o licor seminal. O Ens Seminis transmuta-se em vapores seminais quando não é ejaculado.

Por sua vez, os vapores seminais vêm a se converter em energias que se bipolarizam em positivas e negativas. As positivas são as forças solares e as negativas são as forças lunares. As energias solares e lunares sobem pelo interior dos cordões simpáticos conhecidos como as duas testemunhas: Idá e Pingalá. O canal medular tem um orifício interno que nas pessoas comuns, normalmente, está tapado. Os vapores seminais desentopem esse orifício a fim de que a Serpente Sagrada entre por ali e atinja o interior do canal medular.

Advertimos aos irmãos gnósticos-rosacruzes que precisam aprender a polarizar o fogo sagrado do Kundalini. Alguns devotos comem carne diariamente, bebem álcool e com o pretexto de trabalhar na Grande Obra gozam bestialmente da paixão carnal. Ainda quando não gastem o Ens Seminis, sentem com gozo a luxúria. Como resultado, esses devotos polarizam o fogo sagrado totalmente nos chacras do baixo ventre, perdendo a felicidade de gozar a alegria do lótus de Mil Pétalas.

Esse lótus está situado na glândula pineal. Ele é a coroa dos santos que brilha na cabeça dos grandes Iniciados.

O lótus das mil pétalas converte-nos em Mestres do Samadhi (êxtase).

O trabalho no laboratorium-oratorium é uma verdadeira cerimônia mística que não devemos profanar com o desejo animal nem com maus pensamentos. O sexo é o Sanctum Sanctorum do Templo e, antes de entrar no Sanctum Sanctorum, devemos purificar a mente de todo pensamento impuro.

PROVAS ESOTÉRICAS
As provas iniciáticas estão encerradas no Arcano VIII. Cada Iniciação, cada grau, tem as suas provas. As provas iniciáticas tornam-se cada vez mais exigentes, de acordo com o grau iniciático. O número 8 é o grau de Jó, cujo significado é provas e dores. As provas iniciáticas realizam-se nos mundos superiores e no mundo físico.

CARTA OITO DO TAROT
No Arcano VIII do Tarot, aparece uma mulher com uma espada na mão diante da balança da justiça cósmica. Realmente, só ela pode entregar a espada ao mago. Sem a mulher, nenhum Iniciado consegue receber a espada.

Existe a Eva Vênus, a mulher instintiva e a Vênus Eva, a nobre mulher do lar. Existe ainda a Vênus Urânia, a mulher iniciada nos grandes mistérios e, por último, afirmamos a existência da Urânia Vênus, a mulher adepto, a mulher realizada a fundo.
FOGO FLAMEJANTE
O fogo flamejante abre as sete Igrejas do Apocalipse que são sete centros magnéticos da medula espinhal.

Conquistamos todos poderes da terra com o primeiro centro, o qual está situado na altura dos órgãos sexuais.

Conquistamos as águas com o segundo centro e o encontramos situado na altura da próstata.

Conquistamos o fogo universal com o terceiro e o encontramos situado na altura do umbigo.

Conquistamos o ar com o quarto centro. Ele localiza-se na altura do coração, que é o Santuário de Séfira, a mãe dos sefirotes, a Divina Mãe Cósmica.

Recebemos o ouvido sagrado e dominamos o Akasha, com o qual podemos conservar o corpo vivo até durante as noites cósmicas, com o quinto centro que se situa na altura da laringe criadora.

Conquistamos o centro magnético do Pai ao atingirmos o sexto centro localizado entre as duas sobrancelhas e nos tornamos clarividentes.

Ganhamos a polividência, a visão intuitiva, o êxtase, com o sétimo centro, situado na glândula pineal.

EQUILÍBRIO DA BALANÇA
A mulher do Arcano VIII tem em uma das mãos a balança e na outra a espada. Precisamos equilibrar as forças, urge que nos santifiquemos absolutamente e pratiquemos o Arcano A.Z.F. As forças do homem e da mulher equilibram-se no amor e na sabedoria.

A dupla cruz dos pentáculos de Pitágoras e Ezequiel representa o Arcano VIII. Vênus equilibra as obras de Marte, Mercúrio equilibra e realiza as obras do Sol e da Lua, em cima e em baixo.

No macrocosmo e no microcosmo-homem, as obras do Sol e da Lua, do homem e da mulher, sempre são equilibradas e realizadas pelo Mercúrio da Filosofia Secreta, o Ens Seminis.

Nenhum iogue ou ioguina pode se realizar jamais sem o Arcano A.Z.F. Aqueles que quiserem excluir o Arcano A.Z.F. da sua yoga estarão violando a lei do Arcano VIII. Esses são os fracassados.

O velho Saturno pesa a Júpiter Tonante, o Pai dos Deuses. Esta é a lei do equilíbrio. Isto é, Saturno contrabalanceia a Júpiter.

Arcano 9: O Eremita



Neste capítulo, estudaremos a nona chave de Basílio Valentim. (Uma ilustração do Viridarium Chymicum).


A nona chave ilustra o velho Saturno caindo e a deusa Lua elevando-se vitoriosa. O primeiro é o chumbo e a segunda, a prata. O Adão terrenal, o Eu Psicológico, deve cair e morrer para que em nós nasça o Adão Cristo. Necessitamos transmutar o chumbo em ouro. O chumbo da personalidade deve ser transmutado no ouro do Espírito.

A Lua, o mercúrio sófico, o Ens Seminis, deve levantar-se e retornar para dentro e para cima. Desencarnar significa perpetuar o erro.

O Eu Psicológico, o Adão terrenal, nasce milhares de vezes, reencarna para satisfazer desejos. Os nascimentos terrenais são a perpetuação da ignorância. Nascer em espírito e em verdade significa a morte do Adão terreno.

O Adão Cristo nasce da semente, do grão. A semente necessita de Thelema (Vontade) para que o super-homem germine heroicamente. O nascimento dele não é resultado da evolução, porque ele não precisa de aperfeiçoamentos como supõem muitos estudantes de ocultismo. A evolução é, simplesmente, o movimento da vida universal de acordo com os conceitos de tempo, espaço e movimento. Dentro da natureza evolucionante, estão contidas todas as possibilidades. Uns tornam-se muito bons e outros se tornam muito maus, contudo o super-homem não resulta de qualquer evolução. Ele é o produto de uma tremenda revolução da consciência.

O Adão Cristo distingue-se tanto do Adão terrenal como o raio da negra nuvem. O raio nasce da nuvem, porém, não é a nuvem. O raio é o super-homem e a nuvem é o homem. Nascer é um problema sexual e o caminho é a transmutação sexual.

Um retângulo representativo dos quatro elementos da alquimia aparece na nona chave. Estudando cuidadosamente este retângulo, descobrimos um duplo círculo que simboliza sabiamente a matéria mercurial com suas duas propriedades: geração e regeneração. O duplo círculo contém três serpentes que emergem de três corações.

Verdadeiramente, precisamos trabalhar com o mercúrio, o enxofre e o sal para levantar a serpente de metal sobre a vara. Apenas trabalhando com a matéria prima tríplice - mercúrio, enxofre e sal - nasce em nós o Adão Cristo.

A ave Fênix apoia-se sobre o duplo círculo da matéria mercurial, nascendo das próprias cinzas. Devemos imitar esta ave mitológica, porém, isso só o conseguimos trabalhando com o grão.

A águia da volatilidade no Adão terrenal está dominada pelo corvo da putrefação. A deusa Lua leva sobre a sua cabeça um cisne branco. Através da transmutação sexual, devemos branquear o corpo até convertê-lo no cisne imaculado da ascensão. Todo o simbolismo da Grande Obra encontra-se na nona chave.
Não é possível trabalhar com a árvore sefirótica sem ser alquimista e cabalista. O sábio do Arcano IX busca o tesouro na Nona Esfera. Há que se estudar as teorias e trabalhar com o grão. Não pode existir prática sem teoria.


A NONA ESFERA
Uma sentença oculta afirma que: "Nada pode sair, senão pela mesma porta por onde entrou". Nós saímos do Éden; sendo o Éden o próprio sexo, apenas pela porta do sexo podemos retornar ao Éden. O feto sai pela mesma porta por onde entrou o seu germe, depois de haver cumprido todo seu processo de gestação e de haver chegado seu tempo. Esta é a lei.

O corpo físico humano resulta de nove meses de gestação no claustro materno. Pela lei das analogias filosóficas, deduzimos que também a espécie humana permanece, em gestação, por nove idades no claustro materno da Divina Mãe Cósmica: Isis, Réa, Cibeles, Maria, Adonia, Insoberta, Kali, etc.

Na autêntica Iniciação, este retorno a ponto de partida não é outra coisa que a descida à Nona Esfera, ato de prova para a suprema dignidade do grande Hierofante de Mistérios.

A forja acesa de Vulcano, o sexo, acha-se na Nona Esfera. Ali desce Marte para retemperar sua espada flamejante e conquistar o coração de Vênus, a Iniciação Venusta, Hércules para limpar os estábulos de Áugias (os baixos fundos animais) e Perseu para cortar a cabeça da Medusa (o Eu Psicológico, o Adão terrenal) com sua espada flamejante.

Todos os Grandes Mestres da humanidade tais como: Hermes, Buda, Jesus, Dante, Zoroastro... tiveram de passar pela prova máxima. No terrível pórtico da Nona Esfera, está escrita aquela frase que fecha o passo aos profanos: LASCIATE OGNI SPERANZA VOI CHE ENTRATE.

O Zohar adverte-nos enfaticamente que, no fundo do Abismo, vive o Adão Protoplastos, o princípio diferenciador das almas. Com esse princípio, temos de disputar a vitória em luta de morte. Luta terrível: cérebro contra sexo, sexo contra cérebro e o que é mais terrível, o que é mais doloroso, aquilo de coração contra coração. Tu o sabes.

O resplandecente Signo do Infinito acha-se no coração da Terra. O Signo do Infinito é o Santo Oito. Neste signo, estão representados o coração, o cérebro e o sexo do Gênio da Terra. O nome secreto desse Gênio é Changam.

O Signo do Infinito está no centro da Nona Esfera. A Terra tem nove estratos atômicos e, no nono estrato, está o Signo do Infinito. As nove Iniciações de Mistérios Menores correspondem-se escalonadamente com cada um destes nove estratos terrestres. Logo, cada Iniciação de Mistérios Menores nos dá acesso a cada um desses nove estratos terrestres.

Só aqueles que receberam as nove Iniciações de Mistérios Menores podem chegar ao coração da terra. Cada estrato terrestre está guardado por terríveis guardiões. Caminhos secretos conduzem o discípulo ao coração da terra. A dupla corrente vital do Gênio da Terra acha-se representada no Signo do Infinito. A dupla corrente vital sustenta e nutre a todo o planeta Terra, sendo que todos os seres vivos estão organizados sobre este arquétipo divino.

No centro do Signo do Infinito, existe um átomo divino. As nove esferas de vibração atômica enfocam-se concentricamente neste átomo do Gênio da Terra. O Santo Oito resplandece de glória no centro do planeta.

No centro deste Santo Oito, está o átomo central onde enfocam-se as nove esferas de vibração universal. Esta é a lei.

TRADIÇÕES CABALÍSTICAS
As tradições cabalísticas dizem que Adão tinha duas esposas: Lilith e Nahemah. Lilith é a mãe dos abortos, homossexualismo e, em geral, de todos os crimes contra a Natureza. Nahemah é a beleza maligna e fatal. Nahemah é a mãe do adultério e da fornicação passional. Todo matrimônio violatório da lei facilmente se reconhece porque, no dia das bodas, a noiva aparece calva. Sendo o cabelo o símbolo sagrado do pudor na mulher, nesse dia, está proibido de usá-lo, então cobre com o véu seu cabelo instintivamente, como se o guardasse.

O abismo divide-se em duas grandes esferas infra-sexuais que são as esferas de Lilith e Nahemah. Os habitantes da esfera de Lilith não dão esperanças de salvação, mas, os habitantes da esfera de Nahemah ainda dão esperança de redenção.

ESFERA DE LILITH
Nela, encontramos pessoas que rechaçam o sexo: anacoretas, monjes, místicos e espiritualistas de diversas organizações de pseudo-ocultismo. Todas estas pessoas infra-sexuais odeiam o sexo e julgam-se superiores às pessoas do sexo normal. Os infrasexuais odeiam mortalmente o Arcano A.Z.F., mas, dão a si mesmos licenças especiais. Assim, não é difícil encontrar o homossexualismo metido em muitas escolas dedicadas a estudos espiritualistas de cunho pseudo-ocultista ou pseudo-esotérico, bem como em muitos conventos. Todos os crimes contra a Natureza encontram-se da esfera infra-sexual de Lilith.

ESFERA DE NAHEMAH
Ela seduz com o encanto de sua beleza maligna. O adultério nasce desse fatal encanto. Encontramos, na esfera de Nahemah, as cruéis delícias do reino da infra-sexualidade. Nas regiões atômicas da esfera infrasexual de Nahemah, vivem os "Don Juan" e as mais belas e sedutoras hetairas (cortesãs), umas doces e outras cruéis.

As pessoas de sexo normal se não se mantém alertas e vigilantes podem se converter em prosélitos fatais dos infrassexuais. Eles vestem-se de santos, apóstolos, anacoretas..., crendo-se mesmo superiores e enganam as pessoas de sexo normal para as converter em seus sequazes. Entende-se por pessoa de sexo normal quem não tem conflito sexual de espécie alguma.

A sexualidade nas pessoas de sexo normal está em perfeito equilíbrio com as esferas de pensamento, sentimento e vontade. Essas pessoas não abusam do sexo nem têm aberrações de espécie alguma. A esfera da supra-sexualidade é a esfera da iluminação interna. O gozo sexual precede ao êxtase místico. As sensações sexuais vão se transmutando em sensações de êxtase inefável. A idade do gozo sexual precede sempre a idade do êxtase místico.

A idade do êxtase místico começa onde a idade do gozo sexual termina.

Depois de havermos recebido a Iniciação Venusta, depois de ter nascido em nós o Adão Cristo, devemos tirar o Ovo Filosofal da podridão da matéria e entregá-lo ao Filho do Homem, o que significa um transplante total das energias sexuais.

Devemos entregar a totalidade das energias sexuais ao Adão Cristo, o qual assim se robustece absolutamente. O caminho intitula-se transmutação e sublimação sexuais.

Todo aquele que chegar a estas alturas é um Mestre do Samadhi.

A mesma energia que produz as sensações do sexo, quando transmutada, produz o êxtase místico. Cristo, Budha, Hermes, Quetzalcoatl e muitos outros Avataras foram supra-sexuais.

VULCANO
A energia sexual manifesta-se de três formas diferentes.

A primeira forma de energia sexual está relacionada com a reprodução da espécie.

A segunda com as esferas do pensamento e da vontade.

O terceiro tipo relaciona-se com o mundo do Espírito Puro.

Todos os processos ligados à transmutação sexual são possíveis devido a intervenção do corpo vital. Ele é o princípio primitivo (arqueo) que elabora o sangue e o sêmen no organismo humano. Ele é o Vulcano que transmuta o licor seminal em energia crística.
O veículo da Alma-consciência no ser humano é o corpo vital. A consciência é a chama e o corpo vital o pavio. Vulcano existe no homem e na natureza; no microcosmos e no macrocosmos. O Grande Vulcano da Natureza é o Éden, sendo ele o próprio plano etérico.

RITMOS CÓSMICOS
Todo pimpolho alquimista vai se afastando do ato sexual, pouco a pouco, depois de haver sido coroado. O conúbio secreto vai se distanciando cada vez mais, de acordo com certos ritmos cósmicos marcados pelo Gog oriental.

Assim, sublimam-se e transmutam-se, em êxtase contínuo, as energias sexuais.

O pimpolho da alquimia, o discípulo, que, em precedentes reencarnações, trabalhou no Magistério do Fogo realiza este trabalho de laboratório em um tempo relativamente curto. Aqueles que, pela primeira vez, trabalham na Grande Obra precisam de, pelo menos, vinte anos de trabalho intensivo para entrar em sua segunda etapa que dura também vinte anos. A partir de então vai se retirando lentamente do trabalho no laboratório. Um total de quarenta anos para realizar todo o trabalho. Quando o alquimista derrama o vaso de Hermes, apaga-se o fogo do fornilho do laboratório e se perde todo o trabalho.

MANTRANS DA MAGIA SEXUAL
Vocalizem os seguintes:

IAO - OU - ADAI - OUO - OUOAE - KORE

Continuem depois com os poderosos mantrans:

KAWLAKAW - SAWLASAW - SEESAR
KAWLAKAW é o Deus Interno. SAWLASAW, o homem terrenal e SEESAR é o corpo astral. Estes poderosos mantrans desabrocham todos nossos poderes internos. Já falamos do INRI e suas modificações. O alquimista não deve esquecer nenhum destes mantrans.

O Arcano IX do Tarot mostra o ermitão sábio e prudente envolto no manto protetor de Apolônio que simboliza a prudência. Ele apoia-se no bastão dos Patriarcas e ilumina-se com a lâmpada de Hermes (a sabedoria).

O alquimista deve fazer sempre a vontade do Pai. Deve ser humilde para alcançar a sabedoria e, depois de consegui-la, deve ser ainda mais humilde do que ninguém. Melhor é calar e morrer. Morrendo o Adão do pecado, nasce o Adão Cristo.

Arcano 10: A Retribuição



Precisamos estudar a roda cosmogônica de Ezequiel e vamos fazê-lo neste capítulo. Nesta roda, acha-se o batalhar das antíteses.

Hermanubis sobe pelo lado direito da roda fatal e Tifão desce pela parte esquerda. Eis a roda dos séculos, das reencarnações e do karma. Sobre a roda, está o mistério da esfinge, empunhando em suas garras de leão a espada flamígera.

Esta é a roda das antíteses. A Serpente de Bronze que curava os israelitas no deserto e da serpente tentadora do Éden combatem-se mutuamente. Todo o segredo da árvore do conhecimento está na roda. Os quatro rios do Paraíso saem do manancial único. Um deles corre pela selva espessa do sol regando a terra filosófica com o ouro da luz. O outro circula tenebroso e turvo pelo reino do abismo. A luz e as trevas, a magia branca e a magia negra, combatem-se mutuamente. Eros e Anteros. Caim e Abel, vivem dentro de nós mesmos em intenso batalhar e continuarão até que descubramos o mistério da esfinge e empunhemos a espada flamejante para nos libertarmos da roda dos séculos.

CONSCIÊNCIA LUNAR
A consciência lunar dorme profundamente. Ela é o produto da infiel memória.

O ser humano tem consciência apenas daquilo que recorda e ninguém pode ter consciência de coisas que não recorda.

O Adão do pecado é memória, é consciência lunar e é o próprio Eu reencarnante. Os clarividentes afirmam que está constituído pelos átomos do inimigo secreto, sendo um remanescente tenebroso de nosso passado lunar (a larva do umbral).

Os discípulos gnósticos devem compreender que este tipo de consciência lunar significa algo diferente "de ser consciente e de alguém que seja consciente disso". A consciência lunar está submetida a toda classe de limitações, qualificações, reações, restrições... Trata-se de um produto da matéria, o resultado da hereditariedade, da raça, da família, dos hábitos, costumes, preconceitos, desejos, medos, apetites, etc.

O Adão do pecado, com sua consciência lunar, reencarna-se imaginando ganhar experiência na escola da vida. As experiências complicam e robustecem o Adão do pecado. A humanidade inocente do Éden agora se transformou na humanidade terrível e perversa da bomba atômica e da bomba de hidrogênio.

O menino inocente com as experiências se converte no ancião astuto, desconfiado, malicioso, avarento e medroso. Isto é a consciência lunar. O diabo é diabo e não se aperfeiçoa jamais. A grande Mestra H. P. Blavatsky disse: "Fortalece a tua alma contra as armadilhas do Eu e fá-la merecedora do nome Alma Diamante".

CONSCIÊNCIA SOLAR
Existem mudanças na consciência e mudanças de consciência. Todo desenvolvimento da consciência provoca mudanças nela. As mudanças na consciência são superficiais e inúteis. Necessitamos uma mudança de consciência. Quando dissolvemos a consciência lunar, nasce em nós a consciência solar. O Adão do pecado precisa morrer para que nasça em nós o Adão Cristo. Quando libertamos a matéria eletrônica (solar) encerrada nos átomos seminais, empunhamos a espada flamígera.

Perseu desce à Forja Acesa de Vulcano para decapitar o Adão do pecado (a Medusa) com sua espada flamejante. João Batista é decapitado e Cristo crucificado para salvar o mundo.

O degolamento dos meninos inocentes (os Iniciados) é repetição da Iniciação. Então nasce em nós a consciência solar, a qual contém, em si mesma, o conhecedor, o conhecimento e a coisa conhecida. Três em um e um em três.
A consciência solar é onipresente e onipenetrante. Ela liberta o ser humano da roda fatal dos séculos.

CICLOS SEXUAIS
Urano é a oitava de Vênus e governa as fases masculinas e femininas do sexo. Tem um ciclo sexual de 84 anos, o qual se divide em períodos de 42 anos: positivos masculinos e negativos femininos. Urano apresenta sempre seus pólos para o sol. Durante 42 anos apresenta o pólo positivo e por 42 anos o pólo negativo (para o sol). Agora, compreendemos de onde nasce o estímulo alternado dos dois sexos. O biorritmo maravilhoso dos 84 anos.

A roda dos séculos gira em períodos de 40. Durante a metade, impõe-se o sexo masculino e na outra metade impõe-se o sexo feminino. O ciclo sexual de Urano está de acordo com o tempo médio da vida humana. Isto significa que, na idade madura, vibra em nós o ciclo sexual oposto ao que regeu a primeira etapa de nossa vida e sentimo-nos sexualmente estimulados.

Agora, compreendemos porque os homens e as mulheres de quarenta anos estão de fato maduros para trabalhar na Grande Obra. Os sentimentos sexuais são mais vigorosos nesta idade.

LUZ E CONSCIÊNCIA
Luz e consciência são dois fenômenos de uma mesma coisa. A maior grau de consciência crística corresponde maior grau de luz. A consciência Cristo do sol está sendo absorvida pelos planetas de forma gradual. Quando os planetas de nosso sistema hajam absorvido integralmente a Divina Consciência Solar, a vida, a luz e o calor já não ocuparão unicamente o posto astronômico do sol e todos resplandecerão como sóis.

Este é o caso do gigante sol Antares, um milhão de vezes mais rarificado que o nosso sol. No sistema solar de Antares, a luz não está focalizada exclusivamente no sol central, cada um dos planetas tornou-se um sol. As humanidades planetárias podem gozar da consciência solar. O resultado dessa sorte são os esplendores do sistema solar de Antares.

OS DEZ SEFIROTES
Fala-se de dez sefirotes e, na verdade, os sefirotes são doze. O décimo primeiro sefirote é o Ain Soph, sendo que sua antítese tenebrosa, o abismo, é o décimo segundo sefirote.

São doze esferas ou regiões universais que se penetram e compenetram mutuamente sem confundirem-se. As doze esferas gravitam em torno do átomo central do Signo do Infinito. A humanidade solar desenvolve-se nessas doze esferas.

Já dissemos que o Signo do Infinito acha-se no centro da terra, em seu coração. Os dez sefirotes de vibração universal emanam do Ain Soph, a Estrela Microcósmica que guia nosso interior, o Ser Real de nosso ser. Dele desprendem-se os dez sefirotes assim:
Primeiro sefirote: KETHER, o Ancião dos Dias.

Segundo sefirote: CHOCKMAH, a região da sabedoria.

Terceiro sefirote: BINAH, a inteligência divina.

Quarto sefirote: CHESED, o mundo do Íntimo.

Quinto sefirote: GEBURAH, o mundo da alma-consciência. A região do rigor e da justiça.

Sexto sefirote: TIPHERET, o mundo causal, a região da vontade, do equilíbrio e da beleza.

Sétimo sefirote: NETSACH, o mundo do homem mental, a região da vitória. Todo aquele que consegue libertar-se dos quatro corpos do pecado torna-se um Buddha.

Oitavo sefirote: HOD, o esplendor, a região do corpo astral.

Nono sefirote: JESOD, o fundamento, o sexo, o plano etérico.

Décimo sefirote: MALCHUT, o reino em geral, o mundo físico. Malchut é um filtro supremo. Desta região, saímos para o Ain Soph ou para o Abismo. Essa é a lei.

Os dez sefirotes são atômicos e podem ainda se reduzirem a três tábuas:

1) Tábua dos Quanta de energia radiante que vêm do sol.
2) Tábua dos pesos atômicos dos elementos da natureza.
3) Tábua dos pesos moleculares dos compostos.

Esta é a escada de Jacó que vai da terra até o céu. Todos os mundos da consciência cósmica se reduzem a três tábuas. Os dez sefirotes conhecidos provêm de Séfira, a Mãe Divina que reside no templo-coração.

CHAVE PARA O CONHECIMENTO DIRETO
Os discípulos gnósticos precisam aprender a sair do corpo físico em seus veículos interiores, com plena consciência, para penetrar nas diversas regiões sefiróticas. É necessário conhecer diretamente as doze esferas de vibração universal, onde todos os seres do universo vivem e se desenvolvem.

Concentrem-se no chacra do coração, onde mora a Divina Mãe Cósmica. Supliquem à Séfira, a Mãe dos sefirotes, rogando para que ela os tire de seu corpo físico e os leve aos diversos departamentos do reino para estudar diretamente os sefirotes da cabala. Rezem muito e meditem na Mãe Divina, enquanto vocalizam mentalmente os seguintes mantrans:

LIFAROS - LIFAROS - LICANTO - LIGORIA
Vocalizem estes mantrans dividindo-os em sílabas. Se observarem cuidadosamente a inteligente fonética destes mantrans, virão ressaltadas as três vogais IAO dos grandes mistérios. Nestes sagrados mantrans da cabala, esconde-se e combina-se o IAO.

Os discípulos devem dormir vocalizando com a mente estes quatro mantrans cabalísticos. Quando despertarem do sono normal, pratiquem um exercício retrospectivo para recordar o que viram e ouviram no período de sono.

A INICIAÇÃO
Fujam daqueles que vendem iniciações.

Recorda, bom devoto, que a Iniciação é a tua própria vida. Se quereres a Iniciação, escreve-a sobre uma vara. (Aquele que tiver entendimento que entenda porque aqui há sabedoria).

O caminho da libertação está representado pela vida, paixão, morte, ressurreição e ascensão de nosso Adorável Salvador.

Recordem que o Ego não recebe Iniciações, portanto, não se presumam de Iniciados. Não digam: Eu tenho tantas Iniciações. Eu tenho tais poderes, porque isso é soberba e vaidade.

Só o Íntimo recebe Iniciações. Nós, pobres homens, nada mais somos do que a sombra pecadora daquele que nunca pecou.

Devemos procurar morrer cada vez mais em nós mesmos para que nasça em nós o Filho do Homem.

Arcano 11: A Persuasão



O hieróglifo do Arcano XI do Tarot é uma mulher formosa, coroada com o Signo do Infinito, que, tranquila e com uma serenidade olímpica, fecha com as próprias mãos as fauces de um furioso leão.

Os tronos dos Reis Divinos sempre foram adornados com leões de ouro maciço. O ouro significa o fogo sagrado do Kundalini. Isto nos faz lembrar de Horus: ouro.

Precisamos transmutar o chumbo da personalidade no ouro do Espírito, trabalho que só se torna possível no laboratório do alquimista.

Quando o pombinho alquimista é coroado, se transforma em um Deus do fogo e fecha com as próprias mãos as fauces terríveis do furioso leão.

O ouro potável da alquimia é o fogo sagrado do Espírito Santo. Seria impossível o ligamento da Cruz-Homem no Triângulo-Espírito sem o ouro potável.

O número 11 consta de duas unidades que Henry Kunrath traduz nestas duas palavras: Solve et Coagula.

Precisamos acumular o fogo sagrado e depois aprender a projetá-lo. A chave está na conexão do membrum virile com a genitalia mulieris. Aquietamento do membrum virile e do genitalia mulieris e de quando em quando suave movimento. Transmutar os instintos animais em vontade, a paixão sexual em amor, os pensamentos luxuriosos em compreensão e assim vocalizar os mantrans secretos.

O número 11 decompõe-se cabalisticamente assim: 1 + 1 = 2. (1 masculino e 2 feminino).

OS PARES DE OPOSTOS DA SANTA ALQUIMIA
POSITIVO NEGATIVO
ATIVO PASSIVO
OSIRIS ISIS
BAAL ASTARTE
BEL ISHTAR
SHIVA PARVATI
ESPOSO ESPOSA
PAI MÃE
SOL LUA
FOGO ÁGUA
CALOR FRIO
VOLÁTIL FIXO
ENXOFRE MERCÚRIO

ALQUIMIA CHINESA
O céu é masculino como Yang e seu elemento é o fogo. A terra é feminina como Yin e seu elemento, a água. Na doutrina taoista, encontramos o tantrismo branco.

O Yin-Yang, o Dragão e o Tigre, são o eixo do taoismo. Segundo a interpretação taoista, o Yin-Yang é o produto do T’ai Chi, a matéria-prima do universo. Da união sexual deste par de opostos, vem a criação. No tantrismo branco da Índia e do Tibete existe o maithuna (magia sexual).

O budismo tântrico branco, o taoismo chinês e a legítima yoga tibetana praticam o Arcano A.Z.F. Apenas os pseudo-iogues infra-sexuais, que abundam tanto na América e na Ásia, odeiam o Arcano A.Z.F. A alquimia chinesa é a base das autênticas escolas de yoga. As lojas amarelas são escolas de regeneração. Os infrassexuais odeiam mortalmente as escolas de regeneração.

ESCOLAS DE REGENERAÇÃO
Regenerar-se significa gerar-se novamente, criar-se de novo, tornar a criar-se. Nascer de novo é um problema absolutamente sexual.

As escolas de regeneração estão governadas por Netuno. Este planeta tem um ciclo de 165 anos que controla as épocas de atividades públicas e secretas destas escolas.

O esoterismo das escolas de regeneração é Arcano A.Z.F. Os Mestres destas escolas ensinam aos discípulos a ciência que lhes permite a dissolução do Si Mesmo. O Não-eu precisa nascer em nós. Algo velho deve morrer no homem e algo novo deve nascer.

Regeneração significa criar dentro de nós mesmos um novo cosmos. Apenas o trabalho com o Leão do Fogo possibilita esta criação. Os chacras das glândulas sexuais estão controlados por Urano, porém, as escolas de regeneração são de tipo netuniano.

Os grandes astrólogos afirmam que a glândula pineal está influenciada por Netuno. A potência da glândula pineal depende da potência sexual.

Grandes escolas de regeneração existiram no transcurso da história. Basta recordar a Escola Alquimista dos Rosacruzes que se fez secreta no ano de 1620. Outras escolas vêm chegando à memória como a Aryabarta Ashrama do Tibete, a seita dos maniqueus de origem persa, os famosos sufis com suas sagradas danças, os Templários, etc. Todas elas foram escolas de regeneração e em todas elas praticava-se o coitus reservatus. As escolas de regeneração constituem a Cadeia de Ouro da Loja Branca.

PROJEÇÃO DO FOGO
O Kundalini pode ser projetado para qualquer chacra ou para qualquer lugar distante. Nas vértebras cervicais, o Kundalini toma a forma do Quetzal (esta é a Ave de Minerva). No momento supremo da cópula sagrada, podemos enviar a Ave de Fogo para cada um dos sete chacras a fim de despertá-los totalmente. O pássaro Quetzal, tanto do homem como da mulher, se nutre com a água do poço, o Ens Seminis.

O homem e a mulher podem ordenar ao Quetzal e a Ave de Fogo obedecerá. O poderoso mantram JAORI é a chave secreta que nos confere o poder de mandar no Quetzal. Esta Ave Milagrosa pode transformar-nos o rosto em caso de perigo, pode fazer-nos invisíveis e pode despertar qualquer chacra do corpo astral. Ela pode também curar um enfermo distante.

IMAGINAÇÃO
Existem dois tipos de imaginação:

Imaginação mecânica (fantasia)
Imaginação consciente (clarividência)

Os estudantes gnósticos precisam aprender a utilizar a imaginação consciente. Eis uma prática muito boa.

1°) Sentado em uma confortável poltrona ou deitado em decúbito dorsal, o discípulo deve aquietar sua mente e suas emoções.
2°) Imagine agora, flutuando sobre a sua cabeça, o Quetzal maravilhoso.
3°) Vocalize mentalmente o mantram de poder PROWEOA. Com este mantram, atrairá para sua imaginação a imagem divina do Quetzal, esplêndida ave de formoso penacho e grande cauda.

O discípulo deve se familiarizar com essa ave e aprender a manejá-la, pois, com ela, despertará seus poderes internos.

O mantram PROWEOA, tão usado pelas escolas da Grande Cadeia de Ouro, permite-nos trazer para a imaginação consciente qualquer imagem das dimensões superiores e vemos clarividentemente. O alquimista deve utilizar este mantram durante o transe da magia sexual para ver o Quetzal.




Arcano 12: O Apostolado



A tradição chinesa fala dos dez troncos (Shikan) e dos doze galhos que vêm a ser os dez sefirotes e as doze faculdades do ser humano.

Os sete chacras e os cinco sentidos são as doze faculdades.

O universo saiu do Hoel-Tun chinês, o caos primordial. Os dez troncos e os doze galhos saíram do caos. Em alquimia, ele é o Ens Seminis, o Lapis Philosophorum ou Pedra Fundamental.

Todo o Misterium Magnum acha-se encerrado nessa Suma Matéria.

O alquimista deve extrair deste Menstrum Universal o ouro potável para conseguir o ligamento da Cruz com o Triângulo. Antes deste ligamento, não temos existência real. Os quatro corpos do pecado, físico, etérico, astral e mental, estão controlados pelo Eu.

O Eu não é o Ser Divino do homem. Realmente, o Eu é uma soma total de Eus sucessivos. João guloso, João embriagado, João intelectual, João religioso, João conquistador amoroso, João jovem, João velho, João maduro, João negociante... são uma sucessão de Eus, uma sucessão de fantasmas que estão condenados à morte, inevitavelmente.

O Eu não constitui o todo do homem. João brigou na cantina, João tornou-se religioso, João tornou-se bandido... é uma dança de muitos Joões. Qual o verdadeiro? Enquanto não escaparmos da multiplicidade de todos estes Eus enganadores, não podemos assegurar que temos existência real.

O homem ainda não encarnou sua alma imortal (seu Divino Ser). Deste ponto de vista, podemos assegurar que o homem não tem existência real ainda. O aniquilamento de todos esses falsos e mal chamados centros de consciência só é possível com a negação de nós mesmos.

Assombram-nos ao ver tantos estudantes de ocultismo intitulando-se com belos e sonoros nomes e vestindo-se com túnicas de Grandes Mestres quando ainda nem sequer têm existência real.

É necessário aniquilar o Eu para adquirir existência real. Desejas beber? Não bebas. Desejas fumar? Não fumes. Ferem-te na face direita? Ofereças a esquerda.

A suprema negação do Mim Mesmo acha-se no coito. Não ejacular o Ens Seminis, negar-se no momento supremo, é absoluto sacrifício do Eu e o resultado de semelhante negação de nós mesmos é o despertar do Kundalini.

O fogo queima as escórias do mal e dissolve o Eu totalmente. O fogo é o ouro potável.

A GRANDE OBRA
A Grande Obra está representada pelo Arcano XII do Tarot. Nesta carta vemos um homem dependurado por um pé. As mãos dele estão atadas nas costas, de modo que seu corpo forma um triângulo com a ponta para baixo e suas pernas, uma cruz por cima do triângulo.
Todo o trabalho tem por objetivo adquirir alma, quer dizer, alcançar o ligamento da Cruz com o Triângulo: esta é a Grande Obra. A décima segunda carta do Tarot é alquimia sexual. A Cruz-homem deve se ligar com o Triângulo-Espírito mediante o fogo sexual.
Segundo os chineses, o Deus Fu-Hi (o Adão Cristo) nasce à meia-noite, no dia 4 da décima lua e aos 12 anos precisos. A Virgem Hoa-Se, passeando pela margem do rio (o licor seminal), concebe em seu ventre ao Cristo, quando põe seu pé sobre a pegada do Grande Homem. As quantidades 4, 10 e 12 devem ser estudadas à luz dos capítulos 4, 10 e 12 do presente livro.
TANTRISMO BRANCO E NEGRO
Existem duas classes de tantrismo no oriente. No tantrismo positivo, ensina-se a não ejaculação do Ens Seminis e, no tantrismo negativo, pratica-se a sua ejaculação. Há também um tantrismo cinza no qual não se dá importância à questão da ejaculação seminal. Este último é perigosíssimo porque pode conduzir os estudantes ao tantrismo negativo, tantrismo negro.
A yoga sexual positiva pratica-se sem a ejaculação do licor seminal.

Existe uma Sadhana tântrica para a conexão do membrum virile e da genitalia mulieris. A conexão realiza-se depois de um intercâmbio de carícias entre o homem e a mulher. O casal permanece quieto e com a mente em branco para que o Eu não intervenha. Assim, chegam ao êxtase durante esta Sadhana tântrica.

Os iogues tântricos realizam todo o trabalho sob a direção de um Guru. O único movimento sério que existe na Índia é o tantrismo branco e ele proíbe a ejaculação do Ens Seminis.

A DÉCIMA SEGUNDA CHAVE DE BASÍLIO VALENTIM
O Arcano XII, o apostolado, é profundamente estudado na chave número 12 de Basílio Valentim, e é importante compreendê-la.




Da mesma forma que o Leão transforma a Serpente em sua própria carne, quando a devora, assim também a Pedra Filosofal ou pó de projeção (Leão Vermelho ou Fogo Vivo) tem o poder de transformar ou transmutar os metais imperfeitos em sua própria substância ígnea.

Os metais vis são os falsos valores que constituem o Eu. O fogo transmuta-os e o Eu dissolve-se a fim de adquirirmos alma. Ser é ser diferente. Sem o fermento do ouro (o fogo), ninguém pode compor a Pedra Filosofal ou desenvolver a Virtude Tintórea. A Tintura do Fogo tem o poder de penetrar em todos os corpos internos para transformá-los radicalmente. O semelhante une-se ao semelhante para transformá-lo. O fogo transforma o chumbo da personalidade no ouro do Espírito.

A síntese da Grande Obra está representada por três serpentes que simbolizam o mercúrio, o sal e o enxofre. A ave Fênix levanta-se de suas próprias cinzas. Os alquimistas devem trabalhar durante doze horas para conseguir o fermento do ouro. Eis aqui o Arcano XII da cabala.

Quem possua Ouro Fermentado poderá ter a sorte de Ser realmente.

NÃO IDENTIFICAÇÃO
O homem é uma máquina adormecida.

Se tu queres despertar do sono profundo em que vives, não te identifiques com os desejos, dramas, prazeres, emoções, passagens de tua vida, etc. A cada passo, chama-te à vigilância. Recorda, bom discípulo, que as pessoas estão sonhando. Analisa todos estes sonhos em que vive a humanidade, porém, para que venhas a despertar, não te identifiques com eles. As pessoas acreditam estarem despertas por não estarem no leito e, no entanto, estão com a consciência profundamente adormecida. Sonham.

Tudo que vês entre as pessoas são simples sonhos. Recorda que Não-Identificação não significa abandonar teus deveres como pai, mãe, filho, etc.

Não te identifiques e, assim, despertarás do sono profundo em que vives.



Arcano 13: A Imortalidade



O Arcano XIII do Tarot é o Arcano da Morte.

Realmente, a morte é o regresso à matriz. A vida e a morte são dois fenômenos de uma só e mesma coisa. A morte é o resto de uma operação com números inteiros. Finda a operação, ficam apenas os valores da consciência, os quais, vistos com a clarividência, parecem legião de fantasmas que continua.

A reencarnação destes valores corresponde à mecânica da natureza. Verdadeiramente, a alma não se reencarna porque o homem ainda não encarnou sua alma. Somente os valores reencarnam-se.

EMBRIÃO DE ALMA
O homem possui apenas um embrião de alma. Este embrião pode desenvolver-se e robustecer-se com a magia sexual. Às vezes, o embrião julga ser o todo e esquece-se de sua origem. Quando isto acontece, fracassamos totalmente.
O homem deve alcançar a imortalidade que ainda não possui. Apenas aqueles que encarnaram sua alma são imortais.

MENTE
Diz-se que o homem tem uma mente. Nós dizemos que o homem tem muitas mentes. Cada fantasma do Eu Pluralizado tem sua mente e sua auto-independência. O homem é uma máquina adormecida manejada pela legião do Eu. Necessitamos engendrar a Mente Cristo.

ASTRAL CRISTO
Quem cria o Astral Cristo pode se imortalizar nesse corpo. O Astral Cristo nasce somente com a magia sexual. Aquelas pessoas que, em reencarnações passadas, deram origem ao Astral Cristo, conservam a memória de suas vidas passadas e sabem entrar e sair do corpo à vontade. Essas pessoas são imortais.

O homem comum e vulgar não tem identidade verdadeira porque, através dele, apenas se expressam os fantasmas do Eu Pluralizado. Depois da morte, o homem é legião.

Quem encarna a alma, adquire identidade verdadeira. Já É. O homem é um Ser em potencial.

VONTADE
O homem confunde a força do desejo com a vontade. Precisamos engendrar a Vontade Cristo.

LABORATORIUM ORATORIUM
O Adepto e sua mulher devem trabalhar no Laboratorium Oratorium juntos. Na câmara nupcial, o Rei e a Rainha realizam suas combinações alquimistas e, fora da câmara real, os corvos da putrefação devoram o Sol e a Lua. (Enegrecimento e putrefação dos corpos do pecado ou crisálidas internas).

Em uma tumba de vidro, apodrecem os corpos do pecado. A tumba de vidro é o Vaso da Alquimia. As almas levantam vôo (símbolo da borboleta que sai da crisálida; símbolo dos veículos cristificados que saem da crisálida).

Um corpo hermafrodita (Sol e Lua) vem à vida com a influência celestial do orvalho (o Ens Seminis). O corpo hermafrodita representa os veículos crísticos internos que foram criados com a magia do sexo. Todos os veículos crísticos se penetram e se compenetram sem se confundirem. Quando o homem possui estes veículos, encarna a sua alma. Ninguém, nenhum homem é verdadeiramente homem enquanto não possuir a estes corpos crísticos.




A RETORTA DA ALQUIMIA
A matéria-prima da Grande Obra está dentro da retorta. Esta matéria venerável é muito volátil e não está fixa. Suas características especiais são a instabilidade e a variabilidade. Acendendo o fogo sexual debaixo da retorta da alquimia, a venerável matéria esquenta e se funde.

Ao chegar a esta parte do trabalho, a matéria venerável converteu-se em um formosíssimo menino de radiante beleza: o Soma Puchicon, o corpo de ouro. Com este precioso veículo, podemos conscientemente visitar todos os departamentos do Reino.

Dando novas propriedades a esta liga de metais da alquimia, aparece, dentro do fantasma astral, o Astral Cristo: preciosíssimo menino que nos confere a imortalidade. Quando este segundo corpo está formado, vem o problema de compreender integralmente todo poder e todo conhecimento adquirido, o que se torna possível dando a esta liga de metais a Inteligência Crística. O precioso veículo da Mente Cristo eleva-se feliz da retorta do laboratório e sai do interior do fantasma mental.

Completado este trabalho, ainda falta algo. Falta a Vontade Cristo. Esquentando intensamente a retorta do laboratório, vem à vida um menino divino: a Vontade Cristo, o corpo divino da alma.

Aqueles que conseguiram criar todos estes veículos crísticos dentro da retorta da alquimia, encarnam a alma totalmente, integralmente. Somente quem consegue encarnar a alma merece o precioso título de Homem. Apenas esta classe de homens pode se elevar ao reino do Super-homem. Apenas esta classe de homens verdadeiros pode receber o Elixir da Longa Vida.

Nenhum esboço de homem pode encarnar a alma. Nenhum desalmado pode receber o Elixir da Longa Vida. Temos de criar os veículos crísticos para encarnar a alma e somente aqueles que encarnam a alma têm direito a receber o maravilhoso elixir que nos eleva ao reino do Super-homem.

ESCAMAS DE SERPENTES - CRISÁLIDAS DE BORBOLETAS
Os fantasmas do etérico, astral, mental e causal, depois de cada uma das grandes Iniciações de Mistérios Maiores são semelhantes a crisálidas de borboletas abandonadas, depois que elas voaram, ou a escamas de serpentes, também abandonadas.

Dissolver o Ego Pluralizado e desintegrar cascões é precisamente o trabalho de homens, anjos e deuses, depois das grandes Iniciações (Ahamsara).

Os resíduos cármicos dos deuses são estes fantasmas do Eu Pluralizado.

Todo o homem que encarna a alma pode pedir o Elixir da Longa Vida, o qual é um gás de imaculada brancura que, no fundo vital do organismo humano, fica depositado.
Quem recebe o Elixir da Longa Vida torna-se um Mestre Ressurrecto.

RESSURREIÇÃO
O Iniciado comparece em corpo astral diante de seu Santo Sepulcro no terceiro dia, acompanhado pelas hierarquias divinas. O Iniciado invoca seu corpo e este, com a ajuda das hierarquias divinas, levanta-se penetrando no hiperespaço. Assim, consegue escapar da sepultura.

As Santas Mulheres tratam o corpo físico do Iniciado com drogas e ungüentos aromáticos nos mundos supra-sensíveis do hiperespaço. Obedecendo a ordens supremas, o corpo penetra, em seguida, dentro da alma do Mestre pela cabeça sideral. Assim, o Mestre volta a ficar de posse de seu corpo físico. Esta é a dádiva de Cupido.

O Mestre, depois da ressurreição, não morre mais, torna-se eterno. O Cristo iogue da Índia, o imortal Babaji, e sua irmã Mataji vivem com os seus corpos físicos há milhões de anos. Estes imortais são os vigilantes da Muralha Guardiã que protege toda a humanidade.

Os imortais podem aparecer e desaparecer instantaneamente. Fazem-se visíveis no mundo físico à vontade. Cagliostro, Saint Germain, Quetzalcoatl e muitos outros imortais têm feito grandes obras no mundo. Primeiro, devemos ser homens completos para, mais tarde, depois da ressurreição, nos elevarmos até o reino do Super-homem. O homem atual nada mais é do que um fantasma de homem.

Arcano 14: A Temperança



Convém saber que a profunda sabedoria do Arcano XIV divide-se classicamente em três partes:

TRANSMUTAÇÃO
TRANSFORMAÇÃO
TRANSUBSTANCIAÇÃO

Estudemos cada uma delas em separado.

TRANSMUTAÇÃO
Um anjo trazendo o signo do sol na testa aparece no Arcano XIV. Observando o peito do anjo, veremos ali o quadrado e o triângulo do esoterismo gnóstico. O anjo tem duas taças que mistura entre si. Em uma delas está o Elixir Branco e na outra o Elixir Vermelho. O Elixir da Longa Vida origina-se da mistura inteligente destas duas substâncias.

Quando o setenário homem se une sexualmente com o setenário mulher, faz-se uma soma que dá como resultado o Arcano XIV do Tarot. Não é de mais informar de passagem que o homem tem sete princípios, da mesma forma que a mulher.

O centro mais importante e mais rápido do ser humano é o sexo. O processo de criar um novo ser realiza-se dentro da lei das oitavas musicais. As sete notas da escala musical são a base de toda a criação. Se transmutarmos a energia criadora, iniciaremos uma nova oitava no mundo etérico, cujo resultado será o nascimento do Soma Puchicon, o traje de bodas da alma. Com este veículo, podemos penetrar conscientemente em todos os departamentos do Reino.

A terceira oitava permite-nos engendrar o verdadeiro astral: o Astral Cristo. Ao chegar a estas alturas, o velho astral fantasma fica reduzido a um cascão vazio que vai se desintegrando pouco a pouco.

A quarta oitava permite-nos gerar a Mente Cristo, veículo que nos dá verdadeira sabedoria e unidade de pensamento. Somente quem engendra a Mente Cristo tem o direito de dizer: "Tenho corpo mental". O corpo mental atual é apenas um fantasma de fachada. Realmente, ele converte-se em um cascão oco, quando nasce a verdadeira mente, depois se desintegra e se reduz à poeira cósmica.

A quinta oitava musical produz o verdadeiro corpo causal. Ao chegarmos a estas alturas, encarnamos a alma e já temos existência real. Antes desse instante, não temos existência real.

TRABALHO COM O CHACRA PROSTÁTICO
Depois de terminar o trabalho diário com o Arcano A.Z.F., o alquimista deve se deitar em decúbito dorsal (boca para cima) e trabalhar com o chacra prostático, chacra deveras importante no trabalho da alta magia.

O alquimista inala o ar vital, retém o alento enquanto dirige a corrente nervosa para baixo até a próstata com a intenção de fechar aqueles esfíncteres que existem entre as vesículas seminais e a uretra. O esforço a ser feito para enviar as correntes eletronervosas deve ser semelhante ao esforço que faz a mulher, quando se esforça para parir. Nesses momentos, a mulher age com pujança e de sua laringe sai o som da letra M. Krum Heller diz que pelas letras M e S deve começar a Iniciação. Nós queremos nascer nos mundos internos, portanto, devemos usar também a letra M, como quem age com pujança. Trata-se de nascer e devemos nascer.

A seguir, exalamos lentamente. Aguardamos que a respiração volte ao natural. Sempre ao inalar, bombeamos mentalmente, fazemos subir a energia sexual pelos canais de Idá e Pingalá até o cálice, o cérebro. Repetimos o esforço e continuamos.


IMAGINAÇÃO E VONTADE
A imaginação é feminina e a vontade, masculina. Quando trabalhamos com o chacra prostático, devemos unir dois poderes em bodas alquímicas para promover o ascenso da energia criadora.

Em primeiro lugar, pelos canais simpáticos do corpo físico. Depois, pelos canais simpáticos do corpo etérico. Mais tarde, pelos canais simpáticos do corpo dos desejos e pelos canais simpáticos do corpo causal. Os estudantes avançados devem levar a energia criadora até o Ain Soph.

O estudante tem de aprender a conduzir a energia criadora do cérebro até o coração, depois de algum tempo de prática. O Arcano XIV é o Arcano da temperança.

TRANSFORMAÇÃO
Um corpo em estado de Jinas pode assumir qualquer aparência. Circe transformava os homens em porcos. A lenda diz que Apuleio converteu-se em um asno.

Os mantrans latinos para a transformação são os seguintes: "Est sit, esto fiat"; porém, somente em estado de Jinas podemos nos transformar.

A seguir, daremos uma chave para sair em estado de Jinas.

Sente-se o estudante diante de uma mesa, mantendo os braços cruzados sobre ela. Normalmente adormeça com a cabeça apoiada nos braços. Relaxe bem a mente. Esvazie-a de todo pensamento até que fique em branco, assim estará relaxada. Depois, imagine a sensação de sopor que antecede ao sono, identifique-se com ela e durma. Quando o estudante sentir que está dormindo, levante-se da cadeira, porém, conservando o sono, tal qual um sonâmbulo. Em seguida, o estudante deverá dar um longo salto com o propósito de que o corpo físico se submerja no hiperespaço.

Marque com um lápis (giz) o local exato onde terminou o salto. Em outro dia, repetirá o mesmo experimento e marcará com um lápis (giz) o local onde pousou o pé.

Conforme for praticando, notará que o salto fica cada vez maior, chegando o dia em que dará um salto além do normal. Isto o alegrará muito porque indicará que seu corpo já está penetrando no espaço superior.

A constância, a paciência, a vontade e a tenacidade farão o estudante triunfar.

Um dia qualquer, poderá sustentar-se dentro do hiperespaço definitivamente. Depois de penetrar com se corpo físico nos mundos internos, achar-se-á em estado de Jinas e poderá se transportar a qualquer lugar da terra em poucos instantes. Será, então, mais um investigador dos mundos superiores.

Antes de iniciar a sua prática de Jinas, invoque os gênios Jinas. Invoque muitas vezes o Oguara assim:

"Creio em Deus. Creio em Oguara e em todos os gênios da ciência Jinas. Levai-me aos templos da ciência Jinas com meu corpo. Oguara! Oguara! Oguara! Levai-me."

Esta invocação repete-se milhares de vezes antes de adormecer.

Agora, estudemos rapidamente o terceiro aspecto do Arcano XIV do Tarot.

TRANSUBSTANCIAÇÃO
A última ceia do Adorável Salvador do mundo data de épocas arcaicas. O Grande Senhor da Atlântida também a praticou, assim como o Cristo Jesus.

Ela é uma cerimônia de sangue, um pacto de sangue. Os apóstolos trouxeram, cada um, seu sangue em uma taça e o misturaram depois com o sangue real do Adorável no cálice da última ceia, o Santo Graal.

Assim, os corpos astrais dos apóstolos uniram-se ao astral do Cristo mediante o pacto de sangue.

Os apóstolos beberam do sangue contido no cálice e Jesus também bebeu.

A Santa Unção Gnóstica está unida à última ceia pelo pacto de sangue. Quando os átomos crísticos descem ao pão e ao vinho, eles convertem-se, de repente, na carne e no sangue do Cristo.

Esta é a transubstanciação.

Arcano 15: A Paixão



Vamos estudar agora o Arcano XV do Tarot, o Bode de Mendes, Tifão Bafometo, o Diabo.

O alquimista deve roubar o fogo do diabo.

Quando trabalhamos com o Arcano A.Z.F., roubamos o fogo do diabo e nos convertemos em deuses.

Na testa do Bode de Mendes, resplandece o Pentagrama Esotérico. O Caduceu de Mercúrio substitui os órgãos sexuais. Em síntese, podemos dizer que este Caduceu de Mercúrio representa os órgãos sexuais.

Todo alquimista necessita trabalhar com o Caduceu de Mercúrio. Este trabalho realiza-se com a transmutação. Resplandece a Estrela de Cinco Pontas quando roubamos o fogo do diabo.

Temos de desenvolver o Kundalini e dissolver o Eu porque somente assim alcançamos a liberdade.

TRABALHO COM O DEMÔNIO
Os Iniciados do quarto caminho, o caminho do Homem Astuto, denominam Trabalho com o Diabo o processo de dissolução do Eu.

Os tenebrosos sabem atacar violentamente. Todo aquele que trabalha na dissolução do Eu, mesmo não sendo demônio, vê-se rodeado de demônios. Quando os clarividentes não Iniciados vêm um homem assim, julgam-no equivocadamente caluniando-o como demônio.

Os Iniciados do caminho do Homem Astuto se tornam enigmáticos. Os discípulos da senda costumam ficar confusos ao contemplar velas negras nos altares desses Iniciados e julgam-nos equivocadamente.

TÉCNICAS DA DISSOLUÇÃO DO EU
O Eu exerce controle sobre os cinco centros inferiores da máquina humana. Os cinco centros são:

PENSAMENTO
SENTIMENTO
MOVIMENTO
INSTINTO
SEXO

A Mente Superior e a Emoção Superior são os dois centos superiores do ser humano que não podem ser controlados pelo Eu. Se quisermos dissolver o Eu, devemos estudá-lo nos cinco centros inferiores.

Precisamos de compreensão. Urge compreender as ações e reações de cada um dos centros inferiores da máquina humana. O Eu trabalha com eles e somente compreendendo a fundo a atividade de cada um desses centros inferiores, nos colocamos a caminho para a dissolução do Eu.

Duas pessoas reagem de forma diferente ante uma representação. O que surge como agradável para uma pode ser desagradável para a outra. A diferença está, muitas vezes, que uma delas pode julgar e ver com a mente e a outra pode ser tocada em seus sentimentos. Aprendamos a diferenciar a mente do sentimento.

Uma coisa é a mente e outra o sentimento. Na mente, existe todo um jogo de ações e reações que deve ser cuidadosamente compreendido. No sentimento, existem afetos que devem ser crucificados e emoções que devem ser estudadas. Em geral, todo um mecanismo de ações e reações que facilmente se confundem com as atividades da mente.

MOVIMENTO
Precisamos nos autodescobrir e compreender a fundo nossos hábitos. Não permitamos que nossa vida siga desenvolvendo-se mecanicamente. Parece incrível que nós, vivendo dentro dos moldes dos hábitos, não conheçamos estes moldes que condicionam nossa vida. Precisamos estudar e compreender nossos hábitos.

Necessitamos nos auto-observar na maneira de falar, vestir, andar, etc. Os hábitos pertencem ao centro do movimento. Os jogos de futebol, tênis e todos os esportes em geral pertencem a este centro.

Quando a mente interfere, obstrui e danifica este centro por ser ela muito lenta e o centro do movimento muito rápido. Quando um datilógrafo trabalha com o centro do movimento, pode se equivocar de tecla se a mente chegar a intervir. Um homem dirigindo um automóvel poderia sofrer um acidente se sua mente chegasse a intervir.

INSTINTO
Há várias espécies de instinto: instinto de conservação, instinto sexual, etc. Há também muitas perversões do instinto.

Existem forças subhumanas instintivas, em todo ser humano, que paralisam o verdadeiro espírito de amor e caridade. Essas forças demoníacas devem ser, primeiro, compreendidas para depois serem submetidas e eliminadas. São forças instintivas, criminosas, bestiais: luxúria, covardia, medo, etc. Precisamos compreender e submeter essas forças bestiais antes de poder dissolvê-las.

SEXO
O sexo é o quinto poder do ser humano. O sexo pode libertar ou escravizar o homem. Ninguém pode chegar a ser íntegro, ninguém pode se realizar a fundo, sem a força sexual. O sexo é o poder da alma. O ser humano íntegro se consegue somente com a fusão absoluta dos pólos masculino e feminino da alma.

A força sexual desenvolve-se, progride e evolui em sete níveis, os sete níveis da alma. Neste mundo físico, o sexo é uma força cega de atração mútua. No astral, a atração sexual se fundamenta na afinidade dos tipos segundo suas polaridades e essências. No mental, a atração sexual realiza-se de acordo com as leis da polaridade e da afinidade mentais. No causal, a atração sexual fundamenta-se na vontade consciente.

No mundo das causas naturais, realiza-se conscientemente a plena unificação da alma. De fato, ninguém chega a glória plena do estado matrimonial sem antes haver alcançado o quarto grau de Integração Humana.

Precisamos compreender a fundo o problema sexual. Necessitamos transcender a mecanicidade do sexo para sabermos procriar filhos de sabedoria.

As essências humanas estão completamente abertas a todas a classes de influências no instante supremo da concepção. O estado de pureza dos pais e a força de vontade para não derramar o Vaso de Hermes são as únicas coisas que podem nos proteger contra o terrível perigo de que se infiltrem, no zoosperma e no óvulo, substâncias sub-humanas de almas bestiais que querem se reencarnar.

Sendo a mulher o elemento passivo, recolhe e armazena os resultados do ato sexual de todos os homens que adulteram com ela. Esses resultados são substâncias atômicas dos homens com os quais efetuou o ato sexual. Quando o homem tem relações sexuais com uma mulher que haja sido de outro homem, ou de outros homens, recolhe as essências atômicas desses outros homens e, com elas, se auto-envenena.

Este é um problema gravíssimo para aqueles que estão dissolvendo o Eu. Sucede a esses irmãos que doravante não só terão que lutar contra os próprios defeitos como também contra os erros e defeitos dos outros homens com quem teve a mulher contato sexual.

MORTE DE SATANÁS
Compreendendo as íntimas atividades de cada um dos cinco centros inferiores, descobrimos todo o processo do Eu. O resultado deste auto-descobrimento é a morte absoluta do Bafometo ou Satã, o tenebroso Eu Lunar ou Adão do pecado.

Precisamos ser íntegros e a integração tem sete etapas perfeitamente definidas.

Primeira etapa - Estado mineral, domínio do corpo físico e de seus cinco centros inferiores.

Segunda etapa - Estado vegetal, controle total sobre o corpo astral e sobre seus chacras, discos ou rodas magnéticas. O veículo astral representa o estado vegetal.

Terceira etapa - Humanização do corpo mental. Comumente, o corpo mental e fantasmal de todo ser humano tem aspecto e cara de animal. Está animalizado. Quando a matéria mental transforma-se na Mente Cristo, conseguimos a humanização mental. Atualmente, de humano o homem tem apenas a aparência; no fundo, ainda é animal. Cada um tem no mental a figura animal que corresponde ao seu caráter humano. A mente representa o animal humano. O assento básico da alma é a função sexual. Aquele que transmuta suas energias sexuais tem o direito de encarnar sua alma.

Quarta etapa - O grau de integração do corpo da consciência.

Quinta etapa - O quinto grau de integração representa todo o ser humano perfeito.

Sexta etapa - O grau da compaixão universal infinita.

Sétima etapa - A sétima e definitiva etapa só é possível para homens deuses. Esses são os Super-homens.

O MISTÉRIO DO BAFOMETO
É realmente verdadeiro e de toda verdade que o mistério do Bafometo é a alquimia sexual.

À base de transmutação sexual e de rigorosa compreensão, transformamos o chumbo da personalidade no ouro do Espírito e, então, aniquilamos o Eu.

A rosa elabora seu perfume com o lodo da terra. O perfume da rosa é lodo transmutado.

O sexo é a porta do Éden. O guardião está na porta. Ele é a esfinge assíria, a esfinge egípcia, o touro de Moisés com a espada entre as mãos.

O guardião do Éden é o Ego Psicológico, o Bafometo, que, com sua espada, afasta do umbral a todos que não estão preparados. O inimigo está dentro de nós.

Necessitamos trabalhar com o demônio para dissolvê-lo. Precisamos roubar o fogo do diabo.

Arcano 16: A Fragilidade



O Arcano XVI do Tarot é o Arcano da Torre Fulminada, a torre de Babel. Dois personagens são precipitados para o fundo do abismo. Um deles, ao cair com a cabeça para baixo e as pernas e braços abertos para a esquerda e a direita, representa o Pentagrama Invertido. Muitos são os Iniciados que caem. Muitas são as torres fulminadas.

Todo iniciado que derrama o Vaso de Hermes cai inevitavelmente.

A lenda dos Anjos caídos repete-se sempre e seguirá repetindo-se eternamente. Atualmente, existem no mundo muitos Deuses caídos que agora disfarçam-se com corpos de homens.

O ESPECTRO HUMANO
O homem atual é um desalmado. Quando chega a morte, continua apenas o espectro humano. O embrião de alma escapa deste espectro.

Os estados post mortem mencionados pelos ocultistas correspondem ao embrião de alma. Este regressa para seu verdadeiro Ser que normalmente vive no mundo causal.

Uma análise profunda leva-nos à conclusão de que o espectro humano é guarida de demônios imundos. O ser humano tornou-se legião de demônios que continua. Realmente a pessoa humana morre. O homem ainda não é imortal. O homem crê ser imortal e poderoso. Isto é o cúmulo da soberba. O raio da morte o fulmina, lançando-o do alto da torre de Babel para o abismo. Eis a fatalidade.

ASTRAL CRISTO E MENTAL CRISTO
O homem tem dois centros que ainda não usa. A Mente Superior e a Emoção Superior são dois centros divinos, os verdadeiros instrumentos do imperecedouro e eterno homem com alma. Podemos estudar profundamente os grandes mistérios da vida e da morte com os dois centros superiores. Disseram-nos que, com estes dois centros superiores, podemos penetrar na Grande Realidade que se acha além da eternidade e do tempo.

Quem acredita usar estes dois centros sem haver criado os veículos da Mente Cristo e do Astral Cristo, está totalmente equivocado.

É necessário engendrar antes a estes dois veículos para depois vestir a Emoção Superior e a Mente Superior. Apenas com o Arcano A.Z.F., engendramos estes dois veículos superiores.

O Astral Cristo nasce na terceira Iniciação de Mistérios Maiores e o Mental Cristo nasce na quarta Iniciação de Mistérios Maiores. Os corpos astral e mental estudados pelos ocultistas e dos quais fala tanto a Teosofia são somente miseráveis espectros da morte que deverão ser fulminados pelo raio terrível da Justiça Cósmica. Assim, cairá a torre de Babel e Satã afundará no abismo.

IMORTALIDADE
Todo aquele que possuir os corpos Mental Cristo e Astral Cristo faz-se absolutamente imortal.

Quando estudamos os veículos crísticos e os comparamos com os corpos astral e mental que usam os defuntos, achamos as seguintes diferenças:
Mortal Cristo
Astral Não resplandece; trata-se de uma sombra fatal. É o veículo das paixões animais. Não tem o kundalini ativo e, se por acaso, despertou os chacras mediante algum gênero ou disciplina esotérica, eles brilham como fogo fátuo nas trevas do abismo. Brilha maravilhosamente.Está limpo de paixões. Tem o kundalini desperto e os chacras em atividade.
Mental Não resplandece.Tem aparência animal Brilha gloriosamente.
Em resumo, o homem crístico é imortal enquanto que o homem terrenal não o é. O homem terrenal é uma sombra enquanto que o homem crístico resplandece como o Sol. O homem crístico é um ser realizado

Os estudantes de ocultismo que praticam os exercícios esotéricos sem trabalhar com o Arcano da Magia Sexual assemelham-se ao homem que edifica sobre a areia.

Sua construção rolará rumo ao abismo.

Edifiquemos sobre a pedra viva, o sexo.

Quem desenvolve os chacras no espectro da morte cairá no abismo. O seu templo será uma Torre Fulminada. Quem fabrica seus corpos crísticos com o Arcano A.Z.F. e trabalha no desenvolvimento de seus chacras converte-se em um Cristo vivo.

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA
É necessário despertar a consciência para não cair no abismo da perdição.

Atualmente, existem muitos chefes de grupos esotéricos com a consciência profundamente adormecida. Cegos guias de cegos cairão todos no abismo. Esta é a lei.

Os seres humanos vivem adormecidos.

Por exemplo, se um grupo de jogadores de futebol despertasse a consciência durante a partida, seguramente, esta não terminaria porque os jogadores envergonhados fugiriam do campo de imediato. A causa fundamental do sonho profundo em que vive a humanidade chama-se fascinação. Os jogadores de futebol estão profundamente fascinados pelo jogo e jogam sonhando. Aparentemente, estão despertos, mas, na realidade, estão sonhando.

O Ego viaja fora do corpo físico, muitas vezes a remotíssimas distâncias, quando o corpo dorme na cama nas horas de repouso, mas, o Ego vive sonhando. De fato, o Ego leva seus sonhos para os mundos suprasensíveis. Nos mundos internos, os carpinteiros estão na carpintaria sonhando com tudo aquilo que fazem no mundo físico.

O ferreiro na sua ferraria, o policial cuidando das ruas, o alfaiate na sua alfaiataria, o ébrio na sua taberna, etc. Todos sonham. Todos levam seus sonhos para os mundos supra sensíveis.

Depois da morte, repete-se a mesma coisa. O Ego continua seu sonho. Realmente, o Ego carrega os seus sonhos durante o sono ordinário e depois da morte.


TÉCNICA PARA DESPERTAR A CONSCIÊNCIA
A técnica para despertar a consciência se baseia na recordação de si próprio. Todo ser humano acha-se fascinado por distintas coisas como já foi dito no parágrafo precedente. Quando uma determinada representação nos fascina, esquecemo-nos de nós mesmos e sonhamos. Já se viu gente lançar-se à violência durante uma manifestação pública. Cavalheiros que, em seu são juízo, seriam incapazes de pronunciar uma má palavra, nestas situações, insultaram e apedrejaram misturados com a multidão.

Eis o poder da fascinação. Qualquer um se esquece de si mesmo e sonha, então, sonhando faz coisas muitas vezes absurdas. Depois que passa o sonho, vem a vergonha e os problemas. O estudante gnóstico não deve se deixar fascinar por nada. O estudante deve se recordar de si mesmo na presença de toda representação interessante. Deve fazer sempre a si próprio as seguintes perguntas:

Onde estou?
Que estou fazendo aqui?
Estarei fora de meu corpo físico?

Depois, observe cuidadosamente tudo aquilo que o está rodeando. Olhe bem para o céu com olhos esquadrinhadores. Um jogo de estranhas cores, algum animal raro, a sombra querida de um ser falecido... enfim qualquer detalhe dos mundos internos servirá para confirmar que se acha fora do corpo físico e sua consciência despertará.

Resulta também muito útil, nesses instantes de reflexão e auto-recordação de si próprio, dar um pequeno salto com a intenção de flutuar no ambiente circundante.

Logicamente, se flutuarmos é porque nos encontramos fora do corpo físico.

Se todos os adormecidos fizessem semelhantes perguntas reflexivas durante o sono, despertariam a consciência. Se o Ego fizesse semelhantes perguntas depois da morte na presença de qualquer representação, despertaria instantaneamente.

Infelizmente, não ocorre ao Ego semelhantes perguntas porque jamais na vida teve o costume de fazê-las. Necessário adquirir este costume e vivê-lo intensamente, somente assim pode ocorrer a idéia de se fazer tais perguntas durante o sono e após a morte. O resultado desta prática será o despertar da consciência.

Todo aquele que desperta a consciência vive completamente acordado nos mundos superiores durante o sono do corpo. Quem desperta a consciência faz-se clarividente. Os grandes Mestres não sonham.

Os grandes Mestres são cidadãos conscientes dos mundos supra-sensíveis. Eles trabalham durante o sono do corpo nos mundos superiores.

Urge despertar a consciência para não se andar às cegas porque os cegos podem cair no abismo. O Arcano XVI é muito perigoso.

MEMÓRIA
Toda a memória encontra-se depositada no subconsciente.

Muitos Iniciados trabalham conscientemente nos mundos superiores durante o sono normal, porém, infelizmente no mundo físico, ignoram porque não têm boa memória. Aprendamos a manejar o subconsciente. No instante em que estivermos despertando do sono, devemos ordenar ao subconsciente assim:

“Subconsciente, informa-me de tudo o que eu vi e escutei fora do corpo físico”.

Após, pratiquem um exercício retrospectivo para recordar tudo o que foi feito fora do corpo.

Obriguem o subconsciente a trabalhar.

Dêem-lhe ordens imperativas para obrigá-lo a informar.

Pratiquem este exercício durante o sopor (dormência) do sono no instante mesmo em que estão despertando.

Arcano 17: A Esperança



Este Arcano com seu hieróglifo representa a Estrela Radiante e a Juventude Eterna. Nele, aparece uma mulher nua que esparge sobre a terra a seiva da vida universal, a qual sai de dois vasos: um de ouro e outro de prata.

Estudando cuidadosamente o conteúdo esotérico deste Arcano, descobrimos alquimia perfeita. Urge trabalhar com o ouro e com a prata, com o sol e com a lua, para encarnar a Estrela que tem oito pontas.

Realmente, a estrela de oito pontas é Vênus. Quem alcança a Iniciação Venusta tem a faculdade de encarnar o Dragão de Sabedoria (o Cristo Interno). Este é o Arcano da Esperança.

O estudante gnóstico deve ter um extremo cuidado no trabalho do Oratorium Laboratorium. Desde a traição do Santuário de Vulcano, difundiu-se por todas as partes a doutrina de Ahriman, a doutrina dos Nicolaítas que transforma os seres humanos em asquerosos demônios sublunares.
Os adeptos da mão esquerda sabem dar a sua doutrina um matiz muito formoso, cheio de inefáveis toques de sublime misticismo. Muitos são os irmãos da Senda que se meteram por este caminho tenebroso.

O fundamento essencial da doutrina dos Nicolaítas consiste em derramar o Vaso de Hermes. Estes filhos das trevas ejaculam o Ens Seminis durante as suas práticas de magia sexual. Milhões de átomos solares são perdidos com a ejaculação do Ens Seminis e que são substituídos por milhões de átomos do inimigo secreto. Estes átomos satânicos são recolhidos dos infernos atômicos do homem pelos órgãos criadores depois da ejaculação.

Quando os átomos satânicos intentam subir pelos canais do simpático até o cérebro, são lançados para baixo pelos três raios do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Esta classe de átomos tenebrosos, ao descer, choca-se violentamente com um átomo mestre da Loja Negra que reside no chacra fundamental do osso do cóccix. Este Deus Atômico Negro recebe então um impulso formidável que lhe dá poder para despertar o Kundalini ou Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes. Neste caso, o Kundalini desce aos próprios infernos atômicos do homem, convertendo-se na cauda de Satã.

Eis como o homem nasce definitivamente no abismo, como um demônio do tipo sublunar submerso. São muitos os estudantes da Senda Luminosa que foram por esse negro caminho. É bom recordar que os grandes Mestres do Santuário de Vulcano caíram nesta sutil tentação e converteram-se em demônios terrivelmente perversos.

A PORTA ESTREITA
Existem inúmeros estudantes de ocultismo convencidos de que há muitos caminhos para chegar a Deus. Há quem afirme que existem 3 caminhos, há quem afirme que existem 7 caminhos e há quem afirme que são 12 caminhos... Nós dizemos que os 3, os 7 e os 12 reduzem-se a um só: o sexo.

Investigamos cuidadosamente os 4 Evangelhos e em nenhum deles encontramos a afirmação de que por muitos caminhos se chega a Deus. A afirmação é falsa e não passa de um sofisma para enganar os incautos.

Jesus, o Chefe das Almas, falou apenas de uma porta e de um único caminho apertado, estreito e difícil. Ele não disse que houvessem muitos caminhos para chegar a Deus. Quem o disser é um mentiroso solene.

O grande Mestre Jesus disse textualmente o seguinte: "Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. Depois que o pai de família levantar-se e fechar a porta e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei de onde sois. Então direis: Comíamos e bebíamos na tua presença e em nossas praças ensinavas. E Ele vos dirá: não sei de onde sois, apartai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade. Ali será o pranto e o ranger de dentes, quando virdes a Abrahão, e a Isaac, e a Jacob, e a todos os profetas no reino de Deus e vós, excluídos".

Realmente, são bem poucos os que se salvam, porque são bem poucos aqueles que se metem pela porta apertada, estreita e difícil do sexo. Não existe outra porta. Nunca existiu e nem existirá jamais.

A evolução mecânica da natureza não salva ninguém. O tempo não salva a ninguém. É necessário nascer e isto de nascer sempre foi um problema sexual e continuará sendo. Aquele que quiser nascer tem de trabalhar com a seiva da vida contida nos sagrados vasos que a mulher nua do Arcano XVII tem nas suas mãos.

Disseram-nos que existem três raios de Auto Realização Íntima. Esses três raios iluminam uma só porta e um único caminho: o sexo. Os três raios são: a Mística, a Yoga e o Matrimônio Perfeito.

Não se avança um único passo na Senda do Fio da Navalha, a medula espinhal, sem o Arcano A.Z.F.

YOGA
A Yoga está sendo muito mal ensinada no ocidente do mundo. Multidões de pseudo-sapientes da yoga difundiram a falsa crença de que o verdadeiro iogue deve ser infra-sexual: inimigo do sexo.

Estes falsos iogues nunca visitaram a Índia e não passam de pseudo-iogues infra-sexuais. Estes sabichões crêem que, com exercícios de yoga tais como: asanas, pranayamas, etc., vão se realizar a fundo. O pior do caso é que não só têm esta falsa idéia como também a propagam, afastando assim a muita gente da porta apertada, estreita e difícil que conduz à luz.

Nenhum autêntico iogue Iniciado jamais pensaria que, com pranayamas ou asanas, alcançaria a Realização Íntima. Todo legítimo iogue do Indostão sabe muito bem que estes exercícios são unicamente coadjuvantes muito úteis para o desenvolvimento dos poderes, para a saúde, etc. Apenas os pseudo-iogues ocidentais meteram na cabeça que, com os exercícios mencionados, podem se auto-realizar.

Nos Ashram do Indostão, pratica-se a magia sexual muito secretamente. Todo verdadeiro Iniciado iogue da Índia trabalha com o Arcano A.Z.F.

Os grandes iogues indostânicos visitaram o ocidente do mundo e, se não ensinaram publicamente, se não publicaram nos livros de yoga, foi exatamente para evitar escândalos. O sexo é pedra de tropeço e rocha de escândalos.

Podem ficar absolutamente seguros de que aqueles iogues que não praticam a magia sexual nunca alcançarão o nascimento nos mundos superiores. Quem afirme o contrário é um mentiroso, um falsário.

ASTROLOGIA
Em cada reencarnação, o ser humano nasce sob uma estrela diferente.

Um sábio disse: Levanto os olhos para as estrelas das quais há de me chegar auxílio, porém, eu sigo sempre a Estrela que guia meu interior.

Realmente, essa Estrela é sempre a mesma, não muda em nenhuma reencarnação. Ela é a Estrela Pai.

Eis aqui os mistérios do Arcano XVII.

A seiva contida nos vasos de ouro e prata quando sabiamente combinada e transmutada permite que cheguemos até a encarnação da Estrela.

A Estrela crucificada na cruz é o Cristo.

Arcano 18: O Crepúsculo



Estamos diante do Arcano do crepúsculo. Os discípulos gnósticos precisam refletir profundamente no conteúdo esotérico deste Arcano.

Temos sido duramente criticados porque não continuamos com o conhecido sonsonete hebraico. Não queremos seguir com o mesmo sonsonete. Estamos mais interessados nisso que se chama compreensão.

Queremos que nossos estudantes compreendam cada Arcano e, em seguida, o desenvolvam em si próprios. Queremos que nossos discípulos descubram cada Arcano primeiro dentro de si mesmos e, posteriormente, em toda a natureza.

No Arcano XVIII, temos a luz e sombra, magia branca e magia negra. Um cachorro e um lobo aparecem ladrando para a lua na carta 18. Vemos também nessa lâmina duas pirâmides: uma branca e a outra negra. Não falta nesse Arcano o símbolo do caranguejo.

O Arcano XVIII contém o número 9 duas vezes. 9 + 9 = 18. A Nona Esfera repete-se no Arcano XVIII duas vezes. Já sabemos que o número 1 é positivo e que o número 2 é negativo. Assim que, se repetimos a Nona Esfera pela segunda vez teremos o sexo em seus aspectos negativos.

Os nossos discípulos compreenderão agora porque o Arcano XVIII é luz e trevas, magia branca e magia negra... Encontramos os inimigos secretos da Iniciação no Arcano XVIII.

Saibam, amados discípulos, que o Kundalini sobe muito lentamente pelo canal medular. O ascenso do Kundalini, vértebra por vértebra, realiza-se de acordo com os méritos do coração e muito lentamente.

Jamais se consegue o ascenso até determinada vértebra sem que antes hajam sido preenchidas as condições de santidade requeridas pela vértebra a qual se aspira. Cada vértebra representa determinadas virtudes.

Aqueles que acreditam que o Kundalini uma vez despertado sobe instantaneamente à cabeça para deixar-nos totalmente iluminados são realmente ignorantes.

Temos de manter sangrentas batalhas contra os tenebrosos no Arcano XVIII.

O céu toma-se por assalto. Os valentes o conquistaram.

Os tenebrosos do Arcano XVIII assediam o estudante violentamente nos mundos internos. O devoto deve travar terríveis batalhas contra eles.

A conquista de cada vértebra da espinha dorsal significa lutas de morte contra os adeptos da sombra. Felizmente, quem trabalha com o Kundalini recebe a Espada Flamígera com a qual se defende. Às vezes, o estudante consegue entrar no Templo mantendo a espada, em suas mãos, quase desfalecido pela batalha.

Os esforços que os tenebrosos fazem para retirar o estudante da Senda do Fio da Navalha são terríveis.

Esta Senda está repleta de perigos por fora e por dentro. São muitos os que começam e poucos os que chegam. A maior parte desvia-se pelo caminho das trevas. No Arcano XVIII, existem perigos demasiado sutis que o estudante ignora.

Os tenebrosos reúnem-se em seus templos para contar o número de vértebras da espinha conquistadas pelo estudante. Eles simbolizam cada vértebra com uma taça e põem sobre o altar tantas taças quantas forem as vértebras conquistadas pelo estudante. Eles julgam o neófito sobre esta base, considerando-o um ladrão. Pode-se formular o pensamento dos tenebrosos assim: "Tu nos roubastes tantas taças. Tu estás nos roubando os poderes. Tu és um ladrão".

Os tenebrosos jamais se julgam maus. Eles sentem-se como se fossem poços de santidade. Quando atacam o estudante, fazem-nos de boa fé. Acreditam que o estudante é um ladrão de poderes. Isso é tudo.

De fato, o abismo está cheio de equivocados sinceros; repleto de gente de muito boas intenções. O número 9 é positivo e negativo a cada vez. Agora, ficou explicado o mistério do Arcano XVIII.

Neste Arcano terrível encontramos todos os filtros e toda a bruxaria da Tessália. Aqui está a cozinha de Canídia. Pode-se ler nos versos de Horácio como essa horrível bruxa de Roma compunha todos seus venenos.

Os livros dos Grimórios estão repletos de receitas tenebrosas muito próprias do Arcano XVIII. Cerimônias mágicas eróticas, ritos para se fazer amar, filtros perigosos, etc. Tudo isso pertence ao Arcano XVIII.

Advertimos os estudantes gnósticos que o mais perigoso filtro usado pelos tenebrosos para tirar o discípulo da Senda do Fio da Navalha é o intelecto.

Advertimos os nossos discípulos com toda a franqueza que dos milhões de pessoas que vivem no mundo, apenas um punhado de almas que se pode contar com os dedos das mãos servirão para o estado angélico. O resto, a grande maioria, é colheita perdida que se submergirá no abismo para sempre.

Ser anjo é muito difícil. Nem o tempo, nem a evolução mecânica da natureza, podem converter o ser humano em anjo. Trata-se de um problema sexual.

É necessário que o Buda nasça primeiro em nós, antes que se encarne o Cristo. Quando o homem engendrou todos seus veículos internos, encarna seu Buda e se converte em um Buda. Advertimos os nossos leitores de que a alma não é o Cristo.

Existem muitos Budas na Ásia que ainda não encarnaram o Cristo. Recordem que, além de todo Buda, está o resplandecente Dragão de Sabedoria, o Cristo Interno de todo homem que vem ao mundo.

Quando o resplandecente Dragão de Sabedoria entra na alma, Ele transforma-se nela e ela n’Ele. O Adão Cristo, o Filho do Homem, resulta desta mistura divina e humana.
O CRISTO
Torna-se necessário que os discípulos da Gnose compreendam que o resplandecente Dragão de Sabedoria, o Cristo Interno de todo homem que vem ao mundo, não tem individualidade. Esta é um produto do Eu e o Cristo não é nenhum Eu. Absurdo falar do Eu Cristo, quando o Cristo Interno não tem nenhum Eu. O Dragão de Sabedoria transcende todo Eu e está além de toda individualidade. O Adorável é absolutamente Infinito e Impessoal.

ENCARNAÇÕES RECONHECIDAS
Os Budas Vivos são as únicas Encarnações Reconhecidas. São os únicos casos em que o Espírito Universal da Vida se encarna e reencarna. Nos demais casos, somente os valores se reencarnam, isto é, o Eu, o Ego, Satã... Verdadeiramente, Satã, o Ego, se reencarna apenas para satisfazer desejos.

As únicas reencarnações dignas de admiração são as Reencarnações Reconhecidas de Budas Vivos. A Nona Esfera, em seu aspecto positivo, traz ao mundo Budas Vivos e em seu aspecto negativo traz ao mundo as recordações (Egos), espectros de personalidades que existiram e morreram. Esta é a Roda Fatal.

Agora, fica por todos compreendido o drama do Arcano XVIII. Nove positivo mais nove negativo é igual a XVIII.

Realmente, o homem ainda não possui seus corpos internos. Os atuais veículos astral, mental e causal que usa o ser humano são formas mentais que precisamos desintegrar.

Estas formas mentais constituem o espectro humano dentro do qual vive o Eu. Precisamos criar os veículos internos a fim de encarnar primeiro o Buda e depois o Cristo. Este é um problema absolutamente sexual.

O embrião de alma vive dentro do espectro e reencarna-se com o espectro e o Ego. Compreendam que, dentro de todo espectro, há um Ego e um embrião de alma.

Já comentamos este tópico em precedentes capítulos, mas, como muitos não entendem na primeira vez tornamos a esclarecer. O embrião de alma que todo ser humano tem dentro não é o Cristo porque o Cristo não encarnou ainda nos seres humanos. Somente quem alcança a Iniciação Venusta encarna o Cristo.

Jamais alguém poderá alcançar esta Iniciação sem ter antes encarnado seu Buda de Perfeição.

Arcano 19: A Inspiração



Vamos agora estudar o Arcano XIX do Tarot. Hieróglifo: um sol radiante e dois formosos meninos que se dão as mãos.

No Tarot Egípcio, o hieróglifo é um homem e uma mulher que têm em suas mãos a simbólica figura da cruz Tau egípcia. Este tipo de cruz é fálico. O Arcano XIX é o Arcano da aliança.

Já falamos amplamente sobre o enxofre, o sal e o mercúrio no Arcano III. Realmente, eles são os instrumentos passivos da Grande Obra. O princípio positivo é o Magnes Interior de Paracelso. Precisamos transmutar e depois sublimar a energia sexual antes de levá-la ao coração.

Impossível progredir na Grande Obra sem a força do amor. O Eu Psicológico não sabe amar. O Eu é desejo.

Fácil confundir o desejo com isso que se chama Amor. O desejo é uma substância que se decompõe em pensamentos, volições, sentimentos, poesias, ira, romances, ternuras, doçuras, ódio, violência...

As pessoas sempre são enganadas pelo veneno do desejo. Os namorados sempre juram que estão amando, quando, na realidade, estão somente desejando. O ser humano não conhece isso que se chama Amor e, no entanto, temos no âmago de nosso ser um princípio que ama. E infelizmente não o encarnamos.

Este princípio é a alma, o Magnes Interior de Paracelso.

Se as pessoas tivessem encarnado a alma, esse princípio de Paracelso, saberiam amar de coração para coração. De alma para alma é possível amar. No entanto, as pessoas têm encarnado apenas a Satã e ele não sabe amar. Ele apenas sabe desejar. Isso é tudo.

Diariamente, vemos multidões de namorados a jurarem amor eterno. Depois de satisfeito o desejo (desejo que eles acreditavam ser amor), sobrevem a desilusão, o desencanto e o fracasso total. O desejo é o grande enganador.

Quem quiser trabalhar na Grande Obra tem de aniquilar o desejo porque é necessário saber amar. O amor tem sua felicidade peculiar e sua beleza infinita. As pessoas não conhecem o amor. O amor assemelha-se aos sentimentos de um menino recém nascido. O amor tudo perdoa, tudo dá, nada exige e nada pede. Quer somente o bem daquele que ama.

O sentimento verdadeiro do amor é perfeito. Satã nada sabe de perfeições porque Satã é desejo. Se queres amar, sê prudente. Não confundas amor com desejo. Não te deixes ludibriar pelo grande enganador. Dentro tens um embrião de alma e ele pode amar, apenas que seu amor é embrionário por ser ele um embrião, porém se tu aniquilas o desejo sentirás essa chispa de amor. Quando aprenderes a sentir essa chispa, ela converter-se-á em chama, então viverás isso que se chama Amor.

Robustece teu embrião de alma com a chama bendita do amor, assim alcançarás no fim o milagre da encarnação. É necessário que sejas íntegro e isto só é possível amando.

Uma grande aliança se estabelece entre duas almas no Arcano XIX. Homem e mulher devem matar o desejo para alcançar a Grande Aliança. Se tu queres encarnar a tua alma, deves celebrar a Grande Aliança no Arcano XIX.

Reflete um pouco. Até agora, foste somente um espectro vivente, um espectro adormecido. Dormes, pobre espectro, durante o sono de teu corpo e depois da morte. Quando escapas do panteão ou do cemitério, o fazes sonhando sempre... Mísero espectro... pobre desalmado... Reflete e medita.

Celebra a Grande Aliança do Arcano XIX para que possas encarnar tua alma a fim de chegares a Ser realmente. Tu, pobre criatura, ainda não és. Tu estás entre sonhos, morres e nasces sem saber como.

Apenas a chama bendita do amor conseguirá fazer com que tu existas verdadeiramente, porque não tens existência real ainda.

Somente com o Arcano A.Z.F. criarás os teus veículos crísticos.

Vestirás com esses veículos primeiro a teu Buda Interno e depois a teu Cristo Interno. Assim, serás integro e tu precisas ser íntegro.

Recorda, bom discípulo, que agora não és mais do que um espectro adormecido e que teus atuais veículos internos são formas mentais que precisas desintegrar e reduzir à poeira cósmica. Sê paciente na Grande Obra. Se quereres encarnar teu Cristo Interno, deves ser como o limão. Mata não só o desejo, como também a própria sombra do desejo.

Sê perfeito em pensamento, palavras e obras. Sê puro... puro... puro...

A PEDRA FILOSOFAL
A Pedra Filosofal representa o sexo. Ela é a pedra heliogábala sem a qual não se pode conseguir o Elixir da Longa Vida.

As duas colunas do templo, Jachim e Boaz, são o homem e a mulher aliados para trabalhar com a Pedra Filosofal. Quem a encontra transforma-se em um Deus.

O Eu Psicológico é o Grande Tentador. Ele odeia a magia sexual e quer somente a plena satisfação do desejo. O Eu Psicológico é quem pensa e busca. O Ser não precisa pensar. O Ser não busca.

Quando estamos trabalhando na Grande Obra, o Eu não se sentindo seguro, busca isso que se chama segurança. Os estudantes da senda luminosa sempre caem no abismo da perdição ao buscarem segurança.

Não te deixes seduzir pelo Grande Tentador.

Enquanto a mente prossegue buscando algo, enquanto a mente buscar segurança, enquanto a mente buscar resultados, não estaremos preparados para a Grande Obra. Satã procura segurança, Satã quer resultados, Satã sempre anda buscando. Não te deixes envenenar por Satã. Não gaste torpemente a energia mental.

Recorda que quem raciocina é o Eu. A alma não precisa raciocinar. Com o batalhar dos raciocínios, gastas tua energia mental. É doloroso contemplar os espectros de morte raciocinando sobre problemas que já não existem.

São dignos de piedade estes adormecidos. Realmente, eis aí o Eu, o grande raciocinador.

O AMOR
Quando a mente já não busca, quando já não quer refúgio, quando já não procura segurança, quando já não cobiça livros nem conhecimentos, quando ignora até a lembrança do desejo, então, resta em nós isso que se chama Amor.

Quão grande é amar! Apenas as Grandes Almas podem e sabem amar.


Arcano 20: A Ressureição



Concentremo-nos profundamente no estudo do Arcano XX do Tarot, cujo hieróglifo é o Juízo. Um anjo toca a trombeta e os mortos escapam de sua sepultura. Neste Arcano revivem um homem, uma mulher e um menino, eis o ternário maravilhoso.

Não vamos continuar com o símbolo hebraico no estudo deste Arcano. Se quisermos verdadeiramente chegar a ser Mestres Ressurrectos, concentremo-nos judiciosamente no problema da Ressurreição.

Costuma-se perguntar: Como alguém chega à Ressurreição? Como alguém não alcança a Ressurreição? Como se triunfa e como se fracassa?

Responde-se: Chega-se à Ressurreição trabalhando com o Arcano A.Z.F. e sem derramar jamais o Vaso de Hermes. Quem derrama o Vaso de Hermes nunca chegará à Ressurreição. Triunfa-se quando não existe cobiça e quando há cobiça, se fracassa.

COBIÇA
Há dois gêneros de cobiça. A cobiça pelo dinheiro e a cobiça pelos poderes ocultos.

Existe cobiça pelo dinheiro sempre que o desejarmos com propósitos psicológicos e não para atender corretamente nossas necessidades físicas.

Muitos querem dinheiro para ganhar prestígio social, fama, altas posições, etc. Não há cobiça quando conseguimos dinheiro com o propósito único de atender nossas necessidades físicas.

Torna-se necessário descobrir onde termina a necessidade e onde começa a cobiça.

Existe a cobiça de poderes ocultos quando queremos resultados. Aqueles que só querem resultados são cobiçosos. Aqueles que andam por aí acumulando teorias, buscando poderes, hoje em uma escola, amanhã em outra, estão, de fato, engarrafados na garrafa da cobiça.

A mente engarrafada na cobiça é instável. Vai de Loja em Loja, de Escola em Escola, de Seita em Seita, sempre sofrendo, sempre desejando poderes, luz, sabedoria, iluminação... sem jamais conseguir nada porque o instável não poderá nunca compreender o estável, o permanente, o divino.

Apenas Deus compreende a si mesmo. A mente presa na garrafa da cobiça é incapaz de compreender as coisas que estão fora da garrafa.

Os cobiçosos querem engarrafar a Deus e, por isso, andam de escola em escola, sempre procurando e sempre desejando inutilmente, porque a Deus ninguém pode engarrafar.

Quem quiser trabalhar na Grande Obra deve primeiro abandonar a cobiça.

O pedreiro cobiçoso abandona a Obra, quando, em seu caminho, encontra outra obra, ainda que esta última seja realmente das trevas. Os tipos cobiçosos retiram-se da Grande Obra.

Muitos são aqueles que começam o trabalho e poucos os que o terminam. Os Mestres Ressurrectos podem ser contados com os dedos das mãos.

Conhecemos um discípulo de Cagliostro, um tal Jerônimo, que trabalhava na Grande Obra. Este homem foi adquirindo poderes, iniciações, túnicas, capas, mantos de distinção, espada, títulos... com o Arcano A.Z.F. Era de se admirar e ver o maravilhoso progresso de Jerônimo. Tudo andava bem até o dia em que teve a debilidade de contar seu segredo a um amigo ocultista. Este, horrorizado pela não ejaculação do Ens Seminis, repreendeu seriamente a Jerônimo e qualificou-o de bárbaro. Aconselhou-o a derramar o vaso de Hermes e instruiu-o dizendo que, no instante supremo do espasmo, tinha-se de assumir mentalmente uma atitude edificante, essencialmente dignificante, derramando em seguida diz que muito santamente o vaso de Hermes. Assim era, disse, como se trabalhava na Grande Obra. (Esta é a lógica do absurdo).

Jerônimo, o discípulo do conde Cagliostro, que não era verdadeiramente um homem forte, como foi o grande copto, deixou-se convencer pela razão da irracionalidade e derramou o Vaso Sagrado. Assim, foi perdendo sucessivamente mantos e espada, túnicas e graus, cetro e coroa.. Essa foi a fatalidade.

O Arcano XVI fulminou Jerônimo com o raio terrível da Justiça Cósmica.

TRÊS TIPOS DE RESSURREIÇÃO
Assim como há três tipos básicos de energia: masculina, feminina e neutra, assim também há três tipos de Ressurreição:

1°) - Ressurreição Espiritual e Iniciática.
2°) - Ressurreição com o corpo da Libertação.
3°) - Ressurreição com o corpo físico.

Ninguém pode passar pelo segundo ou pelo terceiro tipo de Ressurreição sem antes ter passado pela Ressurreição Espiritual.

Consegue-se a Ressurreição Espiritual com a Iniciação. Ressuscitamos espiritualmente primeiro no fogo e depois na luz.

A Ressurreição com o Corpo da Libertação se realiza nos mundos superiores.

Usam-se os melhores átomos do corpo físico para organizar este corpo. Trata-se de um corpo de carne que não vem de Adão, porém, cheio de uma beleza indescritível. Com este corpo do paraíso, os Adeptos podem entrar no mundo físico e nele trabalhar, fazendo-se visíveis e tangíveis a sua vontade.

RESSURREIÇÃO COM O CORPO FÍSICO
No terceiro dia, o Adepto chega diante de sua sepultura onde o corpo físico repousa. O Mestre clama por seu corpo e invoca-o. Obedecendo a ordem, o corpo físico escapa do sepulcro aproveitando-se do hiperespaço. A sepultura fica vazia e abandonada às vestes. O corpo ressuscita nos mundos superiores.

As Santas Mulheres tratam o corpo do Adepto com drogas e ungüentos aromáticos. Obedecendo a ordens supremas, o corpo ressuscitado penetra na Alma do Mestre pela cabeça sideral. Eis como o Mestre recebe novamente seu corpo físico.
Advertimos que, nesse tipo de Ressurreição, o corpo físico submerge nos mundos supra-sensíveis.

Quando um Mestre Ressurrecto, cujo corpo físico esteve por três dias no Santo Sepulcro, quer entrar no mundo físico utiliza o poder da vontade, podendo aparecer e desaparecer onde e quando quiser, instantaneamente.

Jesus, o Cristo, é um Mestre Ressurrecto cujo corpo físico esteve no Santo Sepulcro por três dias.

Depois da ressurreição, Jesus apresentou-se ante os discípulos de Emaús, em plena jornada e com eles conversou. Depois, apresentou-se diante dos onze apóstolos e, posteriormente, diante do incrédulo Tomás que só acreditou quando meteu o dedo nas feridas do Santo Corpo do Grande Mestre.

Hermes, Cagliostro, Quetzalcoalt e muitos outros grandes Mestres conservam os corpos físicos, alguns a milhares e outros a milhões de anos, sem que a morte possa contra eles. São Mestres Ressurrectos.

Elabora-se o Elixir da Longa Vida somente com o Arcano A.Z.F. e a Ressurreição é impossível sem o Elixir da Longa Vida.

Arcano 21: A Transmutação



Estudemos agora o Arcano XXI do Tarot, cujo hieróglifo é o Louco.

Examinando o Arcano, vemos um pobre louco que anda sem rumo, sem direção, com uma trouxa nas costas na qual leva todas suas ridicularias e vícios. As roupas em desordem deixam a descoberto os órgãos criadores e um tigre que o segue morde-lhe incessantemente, sem que ele procure se defender. Representa-se neste Arcano o sensorial, a carne, a vida material...

Também poderíamos representar este Arcano com a Estrela Flamejante invertida. Todo iniciado que se deixa cair transforma-se no louco do Tarot. Quando o alquimista derrama o vaso de Hermes, converte-se, de fato, no louco do Tarot.

Precisamos aniquilar o desejo se quisermos evitar o perigo de cair. Muitos Mestres que tragaram terra, muitos Mestres Ressurrectos, converteram-se no louco do Arcano XXI do Tarot por se deixarem cair.

Basta que recordemos a Zanoni durante a revolução francesa. Ele era um Mestre Ressurrecto, deixando-se cair quando se enamorou de uma artista de Nápoles. Zanoni morreu na guilhotina, depois de haver vivido com seu corpo físico durante milhares de anos.

Aquele que quiser aniquilar o desejo deve descobrir as causas dele. As causas do desejo estão nas sensações. Vivemos em um mundo de sensações e precisamos compreendê-las.

Há cinco tipos de sensações:

VISUAIS
AUDITIVAS
OLFATIVAS
GUSTATIVAS
SENSITIVAS (TATO)

Os cinco tipos especiais de sensação vêm a se transformar em desejo. Assim, as causas do desejo encontram-se nas sensações.

Não devemos condenar as sensações, assim como não devemos justificá-las. A atitude correta é compreendê-las profundamente.

Uma imagem pornográfica fere os sentidos e passa para a mente. O resultado desta percepção é uma sensação sexual que, a seguir, se transforma em desejo animal. Uma canção vulgar de tipo mórbido depois de passar pelo ouvido e pelo centro cerebral das sensações converte-se em desejo sexual. Vemos um luxuoso carro, sentimo-lo e logo o desejamos. Provamos uma bebida deliciosa, percebemo-la com o olfato, sentimos suas deliciosas sensações e, em seguida, desejamos beber o máximo até nos embriagar.

O cheiro e o sabor tornam os homens gulosos e ébrios. O sentido do tato põe-se a serviço de todos nossos desejos e, então, o Eu goza no vício, anda como o louco do Tarot de vida em vida com sua mochila nas costas, onde carrega todos seus vícios e ridicularias.

Quem quiser aniquilar o desejo, primeiro, precisa analisar intelectualmente as sensações para depois compreendê-las em profundidade. É impossível compreender profundamente com o intelecto, o conceito de conteúdo encerrado em uma sensação.

O intelecto é apenas uma fração mínima da mente. Se, de fato, quisermos compreender profundamente o conteúdo substancial de uma determinada sensação de qualquer espécie, precisamos indispensavelmente da técnica da meditação interna. É urgente compreender profundamente em todos os níveis da mente.

A mente tem muitos fundos e níveis, subconscientes e inconscientes, desconhecidos geralmente do homem. Muitos indivíduos que alcançaram a Castidade Absoluta no mundo físico, ao serem submetidos a difíceis provas nos mundos internos, se mostraram terrivelmente fornicários em outros níveis e profundezas da mente. Grandes anacoretas e santos ermitãos descobriram com horror que o louco do Tarot continuava vivo em outros níveis do entendimento, bem mais profundos.

De fato, apenas compreendendo as sensações em todos os esconderijos da mente, conseguimos matar o louco do Tarot aniquilando o desejo.

O desejo se esconde em todos os esconderijos da mente.

O estudante necessita aprender a ver e a ouvir sem traduzir. Quando alguém percebe a formosa figura de uma mulher, comete o erro de traduzir esta percepção na linguagem de seus desejos sexuais. Como resultado, surge o desejo sexual. Este tipo de desejo, mesmo sendo logo esquecido, continua vivendo agora internamente, em outros níveis inconscientes da mente. Eis como o Eu fornica incessantemente nos mundos internos.

Urgente aprender a ver sem traduzir, a ver sem julgar. Urgente e indispensável ver, degustar, ouvir, apalpar, cheirar e tocar com compreensão criadora. Assim, aniquilamos as causas do desejo. A árvore do desejo tem raízes que devemos estudar e compreender profundamente.

Percepção retilínea e compreensão criadora aniquilam as causas do desejo. Quando a mente escapa da garrafa do desejo, eleva-se aos mundos superiores e vem o despertar da consciência.

A mente acha-se normalmente engarrafada na garrafa do desejo. Indispensável libertar a mente se realmente queremos o despertar da consciência. Se não liberamos a mente, o despertar da consciência torna-se impossível.

Constantemente, escutamos queixas de muitos estudantes que sofrem porque vivem inconscientes nos mundos superiores durante o sono do seu corpo físico. Alguns deles fizeram muitas práticas esotéricas para alcançar o desdobramento astral e não conseguiram. Quando estudamos a vida destes queixosos, descobrimos dentro deles o louco do Tarot. São pessoas cheias de desejos.

Somente compreendendo as sensações, matamos o desejo. Apenas aniquilando o desejo liberta-se a mente que se acha normalmente engarrafada na garrafa do desejo. Liberando-se a mente, produz-se o despertar da consciência.

O louco do Tarot é o Eu Psicológico, o Mim Mesmo, o Ego Reencarnante. Precisamos viver em estado de constante vigilância se quisermos terminar com as causas do desejo. É urgente viver em estado de alerta percepção, alerta novidade. O Eu é um grande livro. Um livro de muitos volumes e apenas por intermédio da técnica da meditação interna podemos estudá-lo.

Quando descobrimos um defeito e o compreendemos profundamente em todos os níveis da mente, ele vem a se desintegrar. Cada vez que se desintegra um defeito, aparece em seu lugar algo novo, seja uma palavra de passe, alguma Iniciação Cósmica, um grau esotérico, um mantram, um poder secreto, etc. Assim enchemo-nos pouco a pouco de verdadeira sabedoria.

A adição cabalística do Arcano XXI dá-nos o seguinte resultado:

2 + 1 = 3.

Um é Kether (o Pai), dois é Chocmah (o Filho), e três é Binah (o Espírito Santo). Este é o resplandecente Dragão de Sabedoria de todo o homem que vem ao mundo. Todo aquele que consiga dissolver o seu Eu Psicológico (o louco do Tarot), encarna o resplandecente Dragão de Sabedoria. Quem o encarna, torna-se, de fato, um Espírito de Sabedoria.

A CONVIVÊNCIA
Não é isolando-nos de nossos semelhantes que podemos descobrir nossos defeitos. Apenas com a convivência nos autodescobrimos.

Na convivência, podemos surpreender nossos defeitos porque, nesses instantes, eles saltam fora e afloram em nossa personalidade humana. Na convivência social, existe autodescobrimento e auto-realização.

Quando descobrimos um defeito, em primeiro lugar devemos analisá-lo intelectualmente e depois compreendê-lo nos distintos departamentos da mente com a técnica da meditação.

É preciso que nos concentremos no defeito descoberto e meditemos nele com o ânimo de compreendê-lo profundamente. A meditação deve ser combinada com o sono. Assim, em visão profunda, tornamo-nos conscientes daquele defeito que estamos tratando de compreender. Uma vez dissolvido o defeito, surge em nós algo novo.

Durante a meditação interna, devemos manter o estado de alerta percepção ou alerta novidade.




INTUIÇÃO
A intuição é a flor da inteligência e se desenvolve conforme vamos dissolvendo o louco do Tarot. A intuição e a compreensão substituirão a razão e o desejo, sendo que os dois últimos são meros atributos do Eu Psicológico.

A intuição permite-nos a entrada no mundo dos Deuses Inefáveis. Ela permite que penetremos no passado, no presente e no futuro. Permite ainda que penetremos no profundo sentido de todas as coisas.

Todo intuitivo converte-se em verdadeiro profeta.

PRÁTICA PARA DESENVOLVER A INTUIÇÃO
O devoto da Senda do Fio da Navalha deve intensificar o desenvolvimento da intuição, faculdade esta que reside no chacra coronário. Este chacra, que se manifesta como um terceiro olho, brilha na glândula pineal e é o assento da alma.

Os cientistas atuais acreditam saber mais que os velhos sábios das antigas Escolas de Mistérios e negam tudo isso, levando a questão da glândula pineal para o terreno puramente fisiológico, como querendo golpear com luvas brancas os rostos veneráveis dos Grandes Hierofantes.

Os velhos sábios dos antigos tempos jamais ignoraram que a glândula pineal fosse um pequeno tecido vermelho e cinza, localizado na parte posterior do cérebro. Eles conheceram o hormônio segregado por esta glândula muito bem e que tão intimamente relacionado está com o desenvolvimento dos órgãos sexuais. Esta glândula degenera depois da maturidade em tecidos fibrosos que não segregam, então, chega a impotência. Nisso, existe apenas uma única exceção: os gnósticos.

Eles conservam, com a magia sexual, a glândula pineal e sua função sexual em atividade durante toda a vida. A glândula pineal é o centro da polividência intuitiva.

A intuição manifesta-se no coração na forma de pressentimentos. Contudo, na glândula pineal estes pressentimentos convertem-se em imagens intuitivas.

Urge que os devotos pratiquem o poderoso mantram da intuição, que é o seguinte:

TRRIIIIIIINNNNNNN

Prolongue o som da vogal I e da consoante N, dando ao mantram uma entonação semelhante a de uma campainha.

O estudante submerso em perfeita meditação e com a mente em branco deverá inundar-se de um grande silêncio. Então, vocalizará mentalmente este mantram sagrado, o qual poderá ser cantado quantas vezes se quiser.

Depois de uns dez minutos de vocalização, suspende-se a prática com o mantram e se continua com a mente em branco por tempo indefinido.

A experiência da Grande Realidade vem a nós quando o grande silêncio nos inunda.

Arcano 22: O Regresso



Atingimos o Arcano XXII da cabala: a Coroa da Vida.

O Apocalipse diz: “Sê fiel até a morte e eu te darei a Coroa da Vida”. Eis o difícil, achar gente fiel a estes estudos.

Todo aquele que se mete na Gnose quer, de imediato, poderes ocultos. Isso é grave. As pessoas julgam que o caminho da Auto-Realização é como jogar futebol ou como se divertir jogando tênis. As pessoas ainda não aprenderam a ser sérias.

Comumente, quem se mete nestes estudos com o propósito de conseguir poderes em poucos meses, quando vê que são necessários paciência e esforço, se desespera e vai em busca de outra escola. Assim, passa a vida borboleteando de Escola em Escola, de Loja em Loja, de Centro em Centro, até envelhecer e morrer sem haver conseguido absolutamente nada.

Essa é a humanidade.

Aqueles que são verdadeiramente sérios e que estão, de fato, preparados para o adeptado prático podem ser contados com os dedos das mãos.

Amado discípulo! Precisas desenvolver cada um dos 22 Arcanos Maiores do Tarot dentro de ti mesmo. És "Imitatus", ou seja, aquele que outros colocaram na Senda do Fio da Navalha: Esforça-te por chegar a Adepto, que é o produto de suas próprias obras, quem conquistou a ciência por si mesmo. O Adepto é o filho de seu próprio trabalho.

A Gnose primitiva ensina três etapas pelas quais tem de passar quem trabalha na Forja Acesa de Vulcano:

PURIFICAÇÃO
ILUMINAÇÃO
PERFEIÇÃO

Acontece que os curiosos, ao ingressarem em nossos estudos gnósticos, querem a Iluminação imediatamente. Querem desdobramentos astrais, faculdades de clarividência, magismo prático... e, quando não o conseguem rapidamente, retiram-se.

Ninguém pode chegar à Iluminação sem antes ter se purificado. Apenas quem consegue a Purificação, a Santidade, pode entrar na sala da Iluminação. Há muitos estudantes curiosos, (os quais se metem em nossos estudos por mera curiosidade), que desejam ser sábios imediatamente.

Paulo de Tarso diz: Achamos sabedoria entre os Perfeitos. Apenas quem chegou à terceira etapa é Perfeito. Só entre eles pode-se encontrar Sabedoria Divina. No velho Egito dos faraós, as três etapas do Sendeiro eram conhecidas dentro da maçonaria oculta como:

APRENDIZES
COMPANHEIROS
MESTRES

Os candidatos permaneciam sete anos no grau de Aprendiz e ainda mais. Apenas quando os hierofantes estavam completamente seguros do estado de Purificação e Santidade do candidato, podia ele passar para a segunda etapa.

O grau de ouvinte servia para desenvolver no candidato a primeira faculdade: a clariaudiência ou o ouvido oculto.

Realmente, somente depois de sete anos de Aprendiz começa a Iluminação. Contudo, os estudantes pensam que os poderes se desenvolverão rapidamente. Quando vêem que a coisa é séria, fogem. A realidade é essa. É muito raro achar na vida alguém preparado para o Adeptado.

A COROA DA VIDA
O íntimo não é a Coroa da Vida. Esta tem três profundidades que estão muito além do Íntimo. A Coroa da Vida é o nosso resplandecente Dragão de Sabedoria, o Cristo Interno.

A primeira profundidade é a origem da vida. A segunda é a origem da palavra e a terceira, a origem da força sexual.

Estas três profundidades do resplandecente Dragão de Sabedoria estão muito além do Íntimo.

O Íntimo deve ser procurado no interior das profundidades desconhecidas de cada um.

As três profundidades do resplandecente Dragão de Sabedoria emanaram do ponto matemático, o qual é o Ain Soph, a Estrela Atômica Interior que nos sorriu sempre. A Santa Trindade emanou desta estrela interior. As três profundidades regressarão e se fundirão com esta estrela interior.

O NÚMERO 22
O número 22 adiciona-se cabalisticamente assim:

2 + 2 = 4.

O Santo Três emana da Estrela Interior. O Santo Três mais sua Estrela Interior são o Santo Quatro, o misterioso TETRAGRAMMATON, Iod He Vau He. Agora, compreendemos porque o Arcano XXII é a Coroa da Vida. Sê fiel até a morte e eu te darei a Coroa da Vida.
Bem aventurado quem encarna o Espírito de Sabedoria. Os Budas que não renunciam ao Nirvana não poderão jamais encarnar o Cristo Cósmico, o qual está muito além do Buda Interno. Ele tem que ser buscado dentro de suas desconhecidas profundidades. Ele é o Glorian, o incessante hálito eterno para si mesmo, profundamente ignoto, o Raio que nos une com o Absoluto Espaço Abstrato.

O hieróglifo do Arcano XXII é a Coroa da Vida entre os quatro animais misteriosos da alquimia sexual. No interior da Coroa, vê-se uma mulher nua simbolizando a Verdade. Ela tem em cada uma das mãos uma varinha: o sacerdote e a sacerdotisa.

Apenas trabalhando na Forja Acesa de Vulcano podemos encarnar a Verdade.

A ARCA DA ALIANÇA
A Arca da Aliança tinha quatro querubins que se tocavam com as asas e achavam-se na posição que o homem e a mulher assumem durante o ato sexual. Dentro da Arca da Aliança, se encontravam o bastão florido de Aarão, a taça ou Gômor contendo o maná, as duas tábuas da Lei e o maná contido no Gômor: o número 4 como resultado da adição de 22 entre si.

A LOJA INTERNA
Assegurar-se de que a Loja esteja protegida é o primeiro dever de todo gnóstico.

No grau de Aprendiz, a atenção limita-se especialmente ao plano astral. A Loja Interna deve ficar protegida, o corpo astral deve ser limpo das paixões animais e de toda classe de desejos.

No segundo grau, a Loja Mental deve ficar protegida. Os pensamentos terrenos devem ser arrojados fora do templo. É necessário cobrir bem a Loja Interna para impedir que doutrinas, pessoas, demônios e coisas penetrem no Santuário Interno para sabotar a Grande Obra.

Na prática, pudemos ver estudantes muito sérios aparentemente, quando se descuidaram, quando não souberam cobrir sua Loja Interna, serem invadidos por gente e doutrinas estranhas.

Muitas vezes, continuaram trabalhando na Frágua Acesa de Vulcano, porém misturaram métodos e sistemas tão distintos que o resultado final foi uma verdadeira Babel, uma confusão bárbara, que apenas serviu para trazer desordem para a Loja Interior da Consciência.

Necessário manter a Loja Interna em perfeita ordem.

Ela é a autêntica escola de Auto-Educação Íntima. Estamos absolutamente seguros de que existe uma única porta e um só caminho, o sexo. Tudo o que não seja por aí é perda miserável de tempo.

Não estamos contra nenhuma religião, seita, escola, ordem... Porém, sabemos firmemente que dentro da Loja Interna individual deve haver ordem a fim de se evitar as confusões e o erro.

ALTA MAGIA






PARA VOCÊS MEUS AMIGOS:


Considerando-se que a substância plástica da luz astral é de modo peculiar suscetível à manipulação de correntes imaginativas, e considerando-se que as imagens confeccionadas nessa luz produzem alterações perceptíveis, se a vontade for suficientemente forte para vitalizar essas imagens, o mago procurará aplicar esses fatos à sua própria esfera.
Atentemos para o fato de que segundo todas as autoridades, a luz astral é tida como de natureza dupla. Há o aspecto astral básico, a chamada serpente enganadora, ocupado pelos cascões decadentes e os fantasmas, e o plano superior, no qual existe uma riqueza de imagens reais, idéias e sugestões espirituais. Elevar-se além da serpente astral até o astral superior constitui obviamente uma tarefa mágica
primordial. Invocações do Santo Anjo Guardião e a união teléstica com os deuses e essências universais constituem os métodos supremos de transcender os planos etéreos mais baixos, mas essas são metas máximas às quais todos os métodos e técnicas passam a servir.
Visando a tornar as difíceis metas da invocação e da união mais facilmente obteníveis e menos árduas, os teurgos recomendam uma prática em que o sucesso confere a capacidade de conscientemente transcender o astral inferior e deliberadamente ascender até
mesmo além do astral superior rumo aos fogos divinos sem forma dos domínios espirituais. Visto que todos os planos da natureza e todas as forças que se mantêm no universo estão representados na constituição interior do homem, o plano astral em seu aspecto duplo se acha, do mesmo modo, dentro dele.
O aspecto inferior, a fase lunar, corresponde ao princípio humano de Nephesch enquanto que se poderia supor que o plano superior corresponde a Sephira central da Árvore da Vida, Tiphareth, o coração pulsante de Ruach e até mesmo se estende aos limites de Neschamah. Com o aspecto lunar inferior do astral, a região dos cascões qlifóticos, demônios e fantasmas em dissolução dos mortos, o mago tem pouco ou nada a fazer; sua aspiração é dirigida àquilo que está acima, nas camadas superiores da Árvore viva.
“Não te inclina para baixo”, advertem os Oráculos Caldeus, “para o mundo tenebrosamente esplêndido, onde repousam continuamente uma profundidade sem fé e Hades envolvido por nuvens, se deliciando com imagens ininteligíveis, precipitadas, tortuosas, um abismo negro sempre rodopiante, sempre desposando um corpo não-luminoso, amorfo e vazio... Não fiques no precipício com a escória da matéria pois existe um lugar para tua imagem num domínio sempre esplêndido.” É o “domínio sempre esplêndido” que realmente diz respeito ao teurgo já que nele estão as forças e poderes que podem se revelar sumamente prestativos a ele em sua busca.
Dentro do Nephesch duplo existe um princípio energético substantivo e vital. O primeiro é o chamado corpo astral ou a duplicata sutil à qual o corpo físico deve sua contínua existência e subsistência. Embora o desenvolvimento desse corpo de Nephesch constitua efetivamente um certo ramo da magia, não é nossa intenção tratar dele aqui, já que tem pouca conexão com a alta teurgia. Pertencente ao domínio de Tiphareth existe um aspecto superior desse corpo astral que realmente entra de maneira muito ampla na teurgia prática. Não é realmente um corpo astral no sentido de um modelo vital que proporciona vida ao físico, mas sim um corpo mental ou de pensamento, o veículo direto das faculdades ideais e espirituais, cuja substância é aquela do astral superior ou divino.
De acordo com Blavatsky é o Mayavi-rupa, o corpo de pensamento ou
de sonho, o invólucro da mente, memória e emoção, conhecido e chamado em teurgia de corpo de luz. Ora, os teurgos sustentam que esse corpo de luz pode conscientemente ser separado e projetado do corpo, sendo Blavatsky da opinião de que aquele que é capaz de fazer isso é um Adepto! “Separarás o leve do denso atuando com grande sagacidade”, aconselha Hermes Trismegistos*.
Este corpo de luz, como o veículo dos princípios superiores, pode ser empregado para investigar o mundo interior visando a apurar sua
natureza real, e assim a natureza do próprio homem, porquanto as leis do universo são as da mente e vice-versa. O astral superior, com o qual nos tornamos familiarizados através da instrumentalidade do corpo de luz é usado assim como uma escada, por assim dizer, por meio da qual o teurgo ascende ao domínio do espírito supremo, ígneo, criativo e estático.

* Trismegistos, três vezes grande. (N. T.)

Conseqüentemente constituem naturalmente um fundamento da magia prática a projeção desse corpo sutil, a aquisição da faculdade de nele
atuar com a facilidade com que o fazemos no corpo denso, o treinamento e a educação desse corpo de luz no sentido de satisfazer aos desejos do teurgo. A capacidade de ter êxito nessa fase particular do trabalho depende inteiramente do fato de o mago ter treinado sua imaginação, pois essa é a alavanca mágica para a projeção proposta.
A técnica, em resumo, é a seguinte:
Sentado confortavelmente numa cadeira – ou, tanto melhor, numa postura de ioga em que se foi treinado, no que nesse caso é fácil – e tranqüilizando sua mente e emoções o máximo possível, o mago deverá tentar imaginar de pé diante dele uma exata duplicata de seu próprio corpo. Caso o mago tenha se envolvido com muita prática dos símbolos dos tattvas ou com os exercícios espirituais de Sto. Inácio e aqueles descritos numa seção anterior deste estudo, não se defrontará com nenhuma grande dificuldade para formular essa imagem.
O teurgo deve conceber vividamente que um simulacro de seu próprio corpo se posta diante dele na mente; e que está vestido como o mago está vestido, de manto mágico com bastão ou espada, dependendo do caso, e que se apresenta de pé ereto, ou sentado numa cadeira, ou numa cômoda e confortável Asana. Caso o mago esteja sentado, a imagem igualmente deverá ser vista sentada.
Mediante um supremo esforço da vontade deve-se fazer essa imagem se mover na mente e, observada muito rigorosamente todo o tempo, erguer-se pondo-se ereta sobre seus pés. A parte mais difícil da tarefa do mago se avizinha agora. Para o corpo de luz ele tem que transferir sua própria consciência e é essa transferência que pode se revelar um pouco difícil, pois por vezes ela simplesmente não ocorrerá.
Nesse caso, exercendo cada milímetro de sua vontade e aplicando todo o poder de sua imaginação o máximo possível de maneira que imagine e queira estar no corpo de pensamento, o teurgo deve fazê-lo executar várias ações. A execução de um ritual como o ritual do banimento do
pentagrama é um esplêndido exercício, visto que por seu intermédio impele-se o corpo de luz ao movimento, a girar sobre seu próprio eixo e a proferir palavras.
Com persistência, o mago poderá constatar depois de várias tentativas que em vez desse corpo de luz executando o ritual como um autômato sob sua observação, ele próprio o estará executando dentro do próprio corpo de pensamento. Esses métodos soltam as vigas-mestras da alma e
abrem os portais fortemente trancados da mente. Além disso, pode acontecer que à medida que o mago recita uma invocação, seguindo mentalmente cada um dos pontos do ritual com atenção e cuidado, ele se descobrirá quase sem sabê-lo no corpo de luz.
O efeito estimulante das palavras, as sugestões que elas incorporam devem, em alguns casos, ajudar materialmente na transferência. “Eu piso sobre as alturas! Eu piso sobre o firmamento de Nu! Eu ergo uma chama rutilante com o relâmpago de meu olho, sempre impelindo para a frente no esplendor do Ra glorificado diariamente, outorgando minha
vida aos habitantes da terra!” “Eu ascendo, ascendo como um falcão de ouro!”
As duas primeiras sentenças, particularmente, se recitadas com entendimento e sentimento devem muito compreensivelmente bastar no caso de alguns indivíduos para produzir o resultado desejado. Mesmo fisicamente, essas palavras forçam alguém a se erguer nas pontas dos pés, como se pisando sobre o firmamento de Nu, e os veículos sutis, sem dúvida, acompanharão. O sucesso tendo sido atingido, a transferência deveria ser praticada reiteradamente até que finalmente o mago possa vestir sua estrutura física e dela despir-se tal como um homem comum se despe de seu sobretudo. Mas uma vez realizada a
projeção efetiva, começa a verdadeira tarefa, já que o corpo de luz tem que ser treinado para mover-se e ver no plano astral; isto embora pouco tempo seja suficiente para que responda ao treinamento, tornando-se então capaz de se mover e ver com a própria rapidez de relâmpago do próprio pensamento.

Tão logo conseguiu habitar o corpo de luz, o teurgo deverá empenhar-se em ver com seus sentidos astrais. Deve tentar ver as coisas e objetos físicos existentes no apartamento que acabou de deixar, observando o corpo, sua habitação terrestre anterior, os móveis, as paredes, o teto e tudo o mais. Quando descobrir que isto pode ser feito de maneira inteiramente simples e que os sentidos astrais respondem de modo totalmente descontraído, então poderá elevar-se diretamente rumo aos céus e observar o que de lá pode ser visto. Tudo é principalmente uma questão de educação.
Do corpo de luz, do veículo solar flamejante do anjo precisa ser feito um digno instrumento, e tal como se ensina a uma criança de um ano como falar, engatinhar e andar, deve-se treinar esse sutil corpo de pensamento a atuar perfeitamente em seu próprio plano.
Será nessa prática que o teurgo descobrirá que o que eram símbolos convencionais no mundo exterior são realidades dinâmicas que vivem
sua própria existência nesse astral ou mundo do pensamento. E sua meta
deverá ser investigar esse domínio inteiramente na multiplicidade dos
aspectos e departamentos que ele continuamente apresenta, visto que
realmente coincide com os limites de seu próprio conhecimento consciente e subconsciente.
Com esse único objetivo em vista, várias tarefas abrangentes
deverão ser empreendidas. Aqueles símbolos dos tattvas que foram
anteriormente os objetos de concentração e o exercício da imaginação podem ser utilizados como sigillae por meio dos quais sejam produzidas visões que revelarão a natureza invisível do símbolo. No corpo de luz uma porta poderia ser imaginada, na qual está inscrito um triângulo equilátero vermelho de Tejas, como um exemplo. Atravessando essa porta e observando o tipo de paisagem, os seres angélicos que falam ao teurgo e as conversações que se seguem devem dar a este uma boa idéia da significação e do sentido implícitos do símbolo.
Ora, parece haver uma relação absoluta entre símbolos e realidades visionárias no plano astral. A visão do tattva deve ter provado
isso de forma inquestionável. Estão registrados inúmeros exemplos de um símbolo que é dado a um skryer, símbolo com o qual ele jamais esteve antes familiarizado e que nunca vira antes. O significado do símbolo só é conhecido do detentor do mesmo. O resultado da visão obtida ilumina e corrobora o conhecimento do detentor do símbolo. Este procedimento tem sido seguido repetidas vezes e igual número de vezes uma visão que concerne com precisão à natureza do símbolo tem sido obtida, sendo aconselhável que o procedimento seja utilizado relativamente aos outros símbolos e subelementos dos tattvas. Do mesmo modo devem ser investigados por esses meios os símbolos astrológicos dos planetas, os signos do zodíaco bem como as imagens do tarô. Isso deve descortinar um vasto campo de pesquisa para cada
mago já que em primeiro lugar uma espécie totalmente nova de conhecimento pode assim ser adquirida.
A natureza de um símbolo, até então desconhecido para ele, pode ser investigada e uma significação baseada na observação e experiência vinculada a ela. Inúmeros experimentos abrangentes devem ser
concebidos com o propósito de familiarizar o mago com a natureza do plano.
Quando essas visões astrais não conferem nenhum conhecimento real, devem ser descartadas como meros exercícios técnicos mediante os quais
se obtém competência. A habilidade tendo sido conquistada, e estas visões de experiência vital não sendo mais encontradas nem um novo conhecimento adquirido, desaparece o valor da prática. Sabe-se que algumas pessoas tolas que são capazes de viajar no astral nada mais fazem, nada conquistando e sem nenhum benefício. Para elas, uma visão astral não tem significação espiritual, e a intoxicação astral é a forma insidiosa de corrupção espiritual, que então se apodera delas, e elas vagam perdidas, degenerando em meros “vagabundos” astrais.
Que o aprendiz registre isso no coração: O astral tem que ser empregado ou para obter conhecimento definido ou para servir de trampolim, um degrau na escada celestial rumo a planos ainda mais
sutis; caso contrário, só haverá aí estagnação contínua, dominada pela
intoxicação, emaranhada nos laços sedutores serpentinos que tentam o
imprudente e o temerário. Trata-se de um mundo reflexivo onde se pode
perder-se facilmente a menos que a aspiração seja pura e forte.
Horas, dias e até anos podem ser gastos em visões fúteis que resultam em tão pouco proveito quanto permanecer horas a fio olhando-se num espelho. “Para aqueles aos quais em sua evolução espiritual surgem essas aparições eu diria: tente ser o senhor de sua visão, e busque e evoque a mais grandiosa das memórias terrenas, não aquelas coisas que apenas satisfazem a curiosidade, mas as que engrandecem e inspiram e nos proporcionam uma visão de nossa própria grandeza; e a mais nobre de todas as memórias da Terra é o augusto ritual dos antigos mistérios, nos quais o mortal, em meio a cenas de inimaginável
grandeza, era despido de sua mortalidade e tornado membro da companhia dos deuses*.”

* The candle of vision, de A. E.
É mister que se informe que existem métodos mediante os quais é possível que o teurgo teste a exatidão de sua visão e apure se não
foi grosseiramente ludibriado por elementais ou pela natureza de sua própria mente geradora de fantasias.
Graças a esses métodos evita-se, inclusive, a possibilidade de perder-se no labirinto de fantasmagoria astral. Supondo-se que o teurgo tenha obtido uma visão de Mercúrio, digamos através dos selos mercurianos de Cornélio Agrippa ou a Clavícula de Salomão, o Rei, ao retornar ao seu corpo, sua primeira tarefa deveria ser anotar a experiência num diário especial mantido para essa finalidade. De passagem, deveria ser feito o pedido da vida do mago no sentido de conservar um diário
cientificamente elaborado com o registro das visões e experimentos mágicos, já que isso conduz à ordem e ao equilíbrio que é a direção para a qual sua aspiração tende.
Que se frise que essas visões devem ser registradas de uma maneira verdadeiramente científica porquanto este registro elimina muitas
possibilidades de ambigüidade, considerando-se, ademais, que a memória nem sempre é infalível ou confiável após o transcurso de um certo período de tempo, o procedimento que poderá ser novamente acompanhado na verificação e averiguação da visão devendo ser registrado por escrito. Imediatamente após cada experiência e visão dever-se-á dar atenção ao diário.
Nas colunas do Magus de Barrett ou no De occulta philosofia,
no qual se baseia muito do primeiro, no Liber 777 de Crowley e no Garden of Pomegranates de minha autoria encontrar-se-á uma ampla gama de correspondências naturais e simbólicas a cada um dos trinta e dois caminhos da Árvore da Vida.
Para a verificação de sua visão o mago deve recorrer a essas atribuições, visto que a experiência tem revelado, como afirmei
anteriormente, uma conexão real entre os símbolos e as atribuições do
alfabeto mágico e as realidades subjetivas. Se a visão de Mercúrio encerrar elementos irregulares, de cor ou número, que essas colunas atribuem, digamos, a Marte ou Saturno, o aprendiz poderá estar certo de que algo radicalmente errado ocorreu, medidas devendo ser tomadas imediatamente no sentido de repetir a visão inteira, assegurando-se de que nenhum erro ou confusão relativamente à visão ocorram novamente.
À medida que a experiência se amplia, o mago retém em sua memória um amplo alfabeto de correspondências e à medida que se torna mais familiarizado com a natureza daquele plano passa a perceber instantaneamente se a visão procede corretamente, sua crescente intuição, inclusive, advertindo-o quando há alguma ameaça de perigo à coerência. Nunca é demais relembrar que uma das mais importantes tarefas que cabem ao mago é a verificação da visão por referência ao alfabeto mágico. Furtar-se a essa verificação científica e exame crítico da visão resulta em acabar mais cedo ou mais tarde chafurdando
no lodo viscoso de intoxicação astral, com a perspectiva de avanço e
progresso desaparecendo imperceptivelmente no ar.
É necessário, contudo, observar algumas precauções antes de projetar o corpo de luz. Deixar o corpo físico sozinho sem a inteligência
orientadora e o controle do eu interior é equivalente em muitos casos a estender um convite aberto a qualquer entidade astral, maligna ou não, que esteja nas vizinhanças para dele tomar posse. Não há necessidade de alimentar qualquer apreensão quanto ao bem-estar do corpo já que Nephesch, a sede das forças vitais e o corpo de desígnio nele permanece a fim de prover o prosseguimento de suas funções e da vida física. Mas a obsessão tem que ser, a todo custo, evitada.
A possessão da estrutura humana por um demônio de face canina subverte o objetivo e procedimento mágicos. Por conseguinte, certos métodos foram concebidos para impedir a possibilidade de obsessão, deixando o corpo absolutamente seguro enquanto a alma voa rumo aos fogos sagrados. Algumas autoridades acreditam que circundar o corpo com um
círculo imaginário de luz branca constitui um dos métodos de proteção mais eficientes, visto que sendo o branco a cor do trono do espírito mais elevado, nenhum espírito menor ousaria tentar desafiar sua guarda. Outros são a favor da projeção no interior de um círculo mágico adequadamente traçado, pintado em cores com todos os nomes divinos externamente e as figuras geométricas internamente. Nesse caso, entretanto, o círculo tem que ser consagrado e cerimonialmente submetido ao banimento por um ritual apropriado, um procedimento um tanto incômodo e árduo para uma prática tão freqüente. Por esse motivo assevera-se que o ritual de banimento do pentagrama por si só é suficiente para assegurar a devida proteção, eliminando toda possibilidade de possessão demoníaca.
O retorno ao corpo após uma visão deve ser objeto de muito cuidado e a devida precaução deve ser tomada. Ao entrar na estrutura física
deve-se deliberadamente respirar profundamente algumas vezes a fim de
assegurar a estreita conjunção dos dois organismos, sugerindo-se, ademais, que se assuma fisicamente uma forma divina e se vibre um nome. Usualmente basta a forma de Harpócrates, ou seja, postar-se em pé, ereto, o braço esquerdo à frente do corpo, o dedo indicador pousado nos lábios em sinal de silêncio, acompanhando-se essa postura da pronunciação audível do nome do deus. Não conseguir assegurar a união das duas essências do corpo de pensamento e o corpo físico pode redundar em desastrosas conseqüências.
A consulta do Livro dos mortos do Antigo Egito será de proveito bastante considerável para o leitor, pois aí o Tuat e o Amentet, as
subdivisões da luz astral, foram objeto de rigorosa observação e
classificação precisa. Na segunda parte do capítulo CXXV, o deus Osíris é visto sentado numa extremidade do salão de Maat, acompanhado das deusas da lei e da verdade, juntamente com os quarenta e dois assessores que o auxiliam. Cada um desses quarenta e dois deuses representa algum entre os nomos do Egito e ostenta um nome mágico simbólico. Nessa concepção percebe-se o imenso talento dos sacerdotes-teurgos egípcios que criaram correspondências entre os planos da luz astral e os nomos ou divisões distritais do país do alto e baixo Nilo.
Mediante o cuidadoso estudo deste e subseqüentes capítulos o teurgo juntará aos poucos muitas informações úteis acerca da luz astral e dos Guardiões e Mantenedores dos Pilones através dos quais ele terá que passar em sua auto-iniciação. Embora o Livro dos Mortos represente esses pilones como aqueles através dos quais o morto tem que passar a caminho do repouso no Amentet, são também aplicáveis aos portais pelos quais o Skryer na visão espiritual tem que entrar. Esses portais
guardados com seus vigias semelhantes a deuses não devem ser consideradas ficções, pois como será descoberto no desenrolar das investigações, o mago se aproximará de alguns desses portais fechados e nenhuma quantidade de artifícios mágicos ou bajulação dos guardiões dos santuários e mansões selados lhe proporcionará o ingresso a estes. A recusa em entrar constitui um sinal certo de indignidade e indica acima de tudo toda a incapacidade de existir naquele condição rarefeita. Indica, adicionalmente, que o corpo de luz necessita ser purificado, tornado incandescente e resplandecente, iridescente e auto-reluzente, um organismo solar que emite a luz radiante do
espírito interior. É somente assim que o mago pode atingir estados mais ígneos e exaltados e obter permissão dos anjos-guardiões de espadas flamejantes aos pilones sagrados e aos portais interiores.
Os meios para efetuar essa purificação são as execuções freqüentes do ritual do pentagrama, formulando dessa forma mais clara e radiantemente o corpo de pensamento e a celebração diária de alguma forma da eucaristia que infunde no corpo de luz a substância purificadora da essência espiritual.

As visões que serão então obtidas serão de uma elevadíssima ordem. Pode ser que depois de algum tempo transcorrido o teurgo fique espantado por descobrir que seu papel de observador imparcial de uma visão cessou e que, de algum modo, a visão está ocorrendo em torno de seu próprio ser, e que ele está mergulhado numa tremenda experiência espiritual que jamais será apagada da memória consciente por todos os seus dias na Terra. Iniciações no sentido real e não na implicação de uma cerimônia formal de sala de loja devem ser aí estimuladas, o teurgo participando como um candidato aos mistérios sagrados.
Relativamente a essas iniciações, é ocioso dizer, o pedido não é
feito sob nenhuma forma escrita. Elas simplesmente ocorrem. E quando ocorrem não há dúvida ou incerteza quanto ao que está ocorrendo. Como tipo de experiência realmente comovente que a espécie mais elevada de visão astral pode assumir, cito a seguinte:
“Havia um saguão mais vasto do que qualquer catedral, com pilares que pareciam ter sido construídos de opala viva e trêmula ou de algumas substâncias estelares que brilhavam com todas as cores, as cores do
anoitecer e da aurora. Um ar dourado incandescia nesse local e no alto entre os pilares existiam tronos que desvaneciam gradualmente, rubor a rubor, na extremidade do vasto saguão. Neles se sentavam os reis divinos. Eram encimados pelo fogo. Eu vi a cimeira do dragão sobre um deles e havia um outro emplumado de fogos brilhantes que se arrojavam como plumas de chama. Mantinham-se sentados brilhando como estrelas, mudos como estátuas, mais colossais do que imagens egípcias de seus deuses, e no extremo do saguão existia um trono mais elevado onde se sentava alguém maior do que os demais. Uma luz semelhante ao sol fulgurava com incandescência atrás dele. Abaixo, sobre o chão do saguão, jazia uma figura escura como se estivesse em transe, e dois dos reis divinos executavam movimentos com as mãos ao redor da figura, sobre sua cabeça e corpo. Percebi no ponto em que suas mãos oscilavam como chispas de fogo semelhantes aos lampejos de jóias irrompiam.
Daquele corpo escuro emergiu uma figura tão alta, tão gloriosa, tão
brilhante quanto aquelas sentadas nos tronos. À medida que despertou para o saguão tornou-se ciente de sua parentela divina, erguendo as mãos numa saudação. Retornara de sua peregrinação através das trevas, mas era agora um iniciado, um mestre do grêmio celestial. Enquanto ele as observava, as altas figuras douradas levantaram-se de seus tronos também, com as mãos erguidas em saudação, e passaram por mim, e desvaneceram rapidamente na grande glória atrás do trono*.”

* The candle of vision, A. E.

Ademais, a Árvore da Vida da Cabala deve constituir-se como objeto de muita pesquisa e experimentação nesse plano. O skryer deve praticar a ascensão de uma Sephira para a outra, analisando a natureza da esfera cuidadosamente, subindo por todos os ramos dessa Árvore que brota dos
céus resplandecentes acima descendo em glória para a terra multicolorida abaixo.
Todos os caminhos que irradiam das dez Sephiroth e que as unem devem ser cuidadosamente explorados e registrados no diário científico. É
desse modo que o autoconhecimento é conquistado porquanto a Árvore é um mapa simbólico não só da constituição interior do próprio homem como também da estrutura e forças de todo o universo em cada uma de suas fases numerosas.
“O universo...”, escreveu Crowley, “...é uma projeção de nós
mesmos, uma imagem tão irreal quanto aquela de nossos rostos num espelho, e no entanto, como este rosto, a necessária forma de expressão dele, não para ser alterada exceto à medida que alteramos a nós mesmos... Sob essa luz, portanto, tudo que fazemos é descobrir a nós mesmos por meio de uma seqüência de hieróglifos e as mudanças que aparentemente operamos são num sentido objetivo ilusões... Capacitam-nos a nos ver e, conseqüentemente, a nos ajudar a iniciarmos a nós mesmos mostrando-nos o que estamos fazendo.”
Estudando esse mapa simbólico no astral mediante os recursos do corpo de luz, o mago acabará familiarizado com todos os aspectos de sua própria consciência e do próprio universo. As visões que ele percebe, evocadas pelo uso dos sigilli, são outras tantas revelações de sua própria consciência em suas diferentes partes com as quais ele nunca esteve antes familiarizado.
Para descerrar as várias camadas da mente e da alma, juntamente com seus conteúdos de forma dinâmica, a luz astral e sua investigação no corpo solar ígneo constitui o meio par excellence, que supera qualquer outro. Assim é o autoconhecimento granjeado. Assim é também a autoconsciência, no verdadeiro sentido, atingida servindo como um prelúdio às harmonias sinfônicas da união celestial.
Os resultados dessa prática são muitos tangíveis e salutares. Pôr de lado a possibilidade da projeção consciente do corpo de luz e descartar como destituídos de importância as experiências vitais e o
autoconhecimento obtidos no astral divino mediante a reprovação superficial de que “é tudo imaginação” é absurdo, para dizer o mínimo. Somente a experimentação, e nada mais, demonstrará se a aventura no empíreo é uma realidade suprema ou uma fantasia, mesmo admitindo-se que os passos preliminares tenham sido dados pelos canais da imaginação. Prometeu, liberto, foi primeiramente concebido na fértil imaginação criativa de Shelley, mas quem seria suficientemente tolo a ponto de rejeitar a beleza intrínseca desse poema ou negar sua realidade imorredoura devido à sua origem imaterial? Aplica-se aqui uma forma de consideração bastante similar.
Por meio da imaginação, o mago cria um sutil instrumento de pensamento com o qual pode medir, investigar e explorar um plano de consciência do universo já existente mas até aqui desconhecido. Em todo caso, em pouco tempo poderá ocorrer ao mago, por mais cético que ele possa e deva ser, que as entidades angélicas que encontra no desenrolar de suas visões, suas conversações e o tratamento que delas recebe dificilmente são produtos de sua imaginação. Nem se perceberá que se trata de criações subjetivas, especialmente quando, talvez para sua consternação inicialmente, as coisas “comecem a zumbir”.
Mas desejo agora tratar de um dos mais importantes resultados que se desenvolve a partir desse importante ramo da teurgia. Antes da consecução do sucesso na projeção do corpo de luz, a consciência
humana era inseparável do corpo físico. Os apetites e desejos desse veículo tinham se identificado com o próprio Ruach. De posse da capacidade de transferir a consciência para o corpo de luz criado na imaginação se infere uma significativa conclusão filosófica. A alma é absolutamente distinta do ser do corpo, e através dos métodos corretos pode ser separada dele e tornada independente.
A princípio, não se deve tirar a conclusão precipitada de que a alma é imperecível e imortal, pois isso não foi ainda verificado pela experiência. É ainda Ruach, entretanto, o falso ego, que se mantém na
transferência. Não há mudança alguma no ser individual ou na natureza da própria consciência pois a projeção do corpo de pensamento não é análoga à experiência mística que aniquila a dualidade e traz êxtase e iluminação. O teurgo permanece a mesma pessoa que era antes, e a dualidade ainda habita sua consciência. Contudo, consumou-se uma imensa mudança de perspectiva ou ponto de vista. Enquanto está no corpo de luz, quando a transferência de consciência foi efetuada com êxito, ele pode ver deitado diante de si, embora adormecido, o corpo físico que há apenas um momento ou pouco mais ele deixou vago, de modo que sabe, por um ato de observação ordinária, que ele não é seu corpo, visto que aquele corpo físico ele pode deixar à vontade. Ele é uma entidade espiritual, assoma a compreensão, a qual pode funcionar
independentemente de seu organismo corpóreo. O que agora se torna imperativo é o aniquilamento da dualidade.
O objetivo imediato é a transcendência de Ruach, abrir escancaradamente suas portas, de maneira que o verdadeiro ego
espiritual possa ser descoberto. Mediante essa descoberta, quando a
iluminação e o êxtase invadem a esfera da mente, ocorre também a grande compreensão de que a própria alma é imortal; que a mente, a emoção e o corpo não passam de veículos dessa alma, instrumentos a serem empregados a serviço de seu próprio alto propósito. E o meio para a descoberta e a busca da senda mágica. Invocações, formas semelhantes aos deuses assumidas enquanto no corpo sutil e a ascensão aos planos são estradas para a comunhão com o deus interior.
Que essas práticas prossigam por mais algum tempo e o esforço persista para incluir a purificação do envoltório mental, este se desenvolvendo sempre de forma gradual para uma organização espiritualizada. O velho princípio de inércia, indolência e negrume, chamado pelos hindus de
Tamas, torna-se rompido e é ejetado da esfera mágica. Os ocos do cérebro, outrora pesados, impenetráveis e escuros, tornam-se leves e estranhamente luminosos. E ocorre um curioso fenômeno que traz júbilo ao coração do mago uma vez sua significação tenha sido compreendida. Enquanto nos velhos tempos a noite era passada no profundo esquecimento do sono, ou no máximo na fantástica aventura do sonho, agora a consciência é retida mesmo durante o sono. Não há nenhum longo hiato de esquecimento; tudo é uma contínua corrente de fluxo livre de percepção enquanto o corpo dorme, não fragmentado durante o dia ou a noite por lapsos inconscientes. Não há como superestimar a importância dessa realização.
Uma nova qualidade de pureza no sentido hindu do Sattva gradualmente se manifesta; uma qualidade de ritmo, continuidade e bem-aventurança. Com esta infiltração da qualidade do Sattva e a ejeção dos elementos tamásicos da esfera da personalidade, a claridade e a luminosidade crescem no cérebro, e a consciência não de Ruach mas da alma superior persiste a cada hora. E assim a vida é conquistada, pois a alma está acima de sua vil compreensão. A morte, o horror cinzento e pavor da
humanidade, e derradeiro desespero dos filósofos, é transcendida. Somente o corpo morre. A mente e as emoções também morrem. Mas permanece sempre inalterado e impassível o anjo divino da luz sagrada, purificado pela prova, triunfante acima das mutações da vida e da morte – calmo, sereno e imperturbável no conhecimento de sua própria imortalidade.
Portanto, é impossível louvar no justo merecimento os resultados do skrying na visão espiritual, pois essa prática pode conduzir o mago às alturas mais sublimes da Árvore da Vida, onde o ar é puro e o ponto
de vista claro e imaculado. Existe, naturalmente, o perigo inicial de ou perder-se nas rotas secundárias não-mapeadas daquele plano ou ficar enlaçado no abraço sedutor das formas reluzentes e visões astrais fugazes das profundezas. Entretanto, tudo isso é elementar. Se a aspiração for mantida sem mancha e pura e se os princípios céticos da Cabala forem aplicados, haverá pouco perigo de tal coisa acontecer. E então, poderá o mago, tranqüilamente alçar seu caminho além de sua personalidade, além dos fantasmas resplandecentes do astral, passando pelas visões esplêndidas e pérfidas dotadas de engodo e fascínio, até o coração interior do homem celestial, onde o Senhor de tudo está entronado.
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Antes do início de uma visão, ou qualquer operação mágica, é
aconselhável que o aprendizrealize um completo banimento, que é tanto
purificador quanto protetor. O melhor e mais rápido método de banimento é através do Ritual de Banimento do Pentagrama. O pentagrama expressa, de acordo com Lévi, “o domínio da mente sobre os elementos e é por meio deste signo que nós os prendemos... É o símbolo da Palavra feita carne e, conforme a direção de seus raios, representa o bem ou o mal, a ordem ou a desordem... Um signo que resume na significação todas as formas ocultas da natureza e que sempre tem manifestado aos espíritos elementares e outros um poder superior ao que lhes é próprio, que naturalmente os atinge com medo e respeito, forçando-os à obediência mediante o império do conhecimento e da vontade sobre a ignorância e a fraqueza.”
A fim de compreender o significado da forma geométrica do pentagrama e entender porque nele está encerrado o poder de banir todas as forças inferiores a partir de uma dada esfera, e porque ele é a “Palavra feita carne”, faz-se necessária uma breve recapitulação dos aspectos da Cabala. Um dos nomes divinos pelos quais os judeus concebiam a força criadora universal era YHVH, o qual denominado Tetragrammaton acabou por ser considerado como o equivalente dos quatro elementos do cosmos. Foi também concebido para representar o homem não-iluminado comum no qual a luz do espírito não fizera ainda sua aparição; o não-regenerado ser de terra, ar, fogo e água, entregue às coisas do eu
não-redimido.
Por meio de magia considerava-se que nesses quatro elementos sobre os quais a carne é baseada o Espírito Santo descia em meio a fogo, glória e chamas. Em hebraico o elemento Espírito é tipificado pela letra Shin com seus três forcados dardejantes de fogo espiritual unidos sob a
forma de um princípio. Rompendo em pedaços o ser carnal e carregando consigo os germes de iluminação, inspiração e revelação, o Espírito Santo forma por sua presença no coração uma nova espécie de ser, o Adepto ou Mestre YHShVH. Essa palavra em hebraico é o nome de Jesus, o símbolo do homem-deus, uma nova espécie-tipo de ser espiritual, do qual não há nada maior em todos os céus e planos da natureza. Devido a esse fato e às idéias sintetizadas no signo do pentagrama, o símbolo dos quatro elementos encimado pela flama coroadora e conquistadora do Espírito Santo, ele detém sua incomparável eficiência e poder de subjugar toda oposição astral e expulsar substância grosseira do ser do mago.
O resultado dependerá inteiramente da direção para e de qualquer das cinco pontas na qual essa figura seja traçada pelo mago. Procedendo da ponta mais alta e descendo numa linha reta à ponta direita inferior, os poderes do fogo são invocados. Por outro lado, se o mago traçar
com seu bastão a figura do canto esquerdo para o alto ele banirá os
elementais da terra. Pode-se observar, ademais, que é este último tipo de pentagrama que é usado no ritual do pentagrama, geralmente suficiente para banir seres de quaisquer classes. E a espada para representar a faculdade crítica afastadora de Ruach é geralmente instrumento empregado nesse sentido. O chamado Ritual do Pentagrama assumiu o significado de ser puramente um ritual de banimento, embora na realidade seja uma estrutura composta. Antes de abordá-lo eu o cito:

1. Tocando a testa, diga Atoh (para ti).

2. Tocando o peito, diga Malkuth (o Reino).

3. Tocando o ombro direito, diga ve-Geburah (e o Poder).

4. Tocando o ombro esquerdo, diga ve-Gedulah (e a Glória).

5. Apertando as mãos sobre o peito, diga Le-Olahm, Amen (para sempre, Amém).

6. Voltando-se para o leste, faça um pentagrama da terra com o bastão ou a
espada, e diga (vibre) YHVH.

7. Voltando-se para o sul, o mesmo, mas diga ADNI.

8. Voltando-se para o oeste, o mesmo, mas diga AHIH.

9. Voltando-se para o norte, o mesmo, mas diga AGLA.

10. Estendendo os braços na forma de uma cruz, diga:

11. Diante de mim, Rafael.

12. Atrás de mim, Gabriel.

13. À minha direita, Miguel.

14. À minha esquerda, Auriel.

15. Pois em torno de mim flameja o pentagrama.

16. E na coluna se posta a estrela de seis raios.

17. Repita de 1 a 5, e a cruz cabalística.

Nesse sentido pode revelar-se interessante ao leitor o fato
de Aleister Crowley ter observado que aqueles “que encaram esse ritual como um mero instrumento para invocação ou banimento de espíritos são indignos de tê-lo. Compreendido corretamente, é a medicina dos metais e a pedra dos sábios”. Em sua execução há, como observei, um movimento complexo. O ritual primeiramente invoca e, tendo banido pelo pentagrama todos os elementos dos quatro pontos cardeais com a ajuda dos quatro nomes de Deus, ele então evoca os quatro arcanjos como guardiões divinos para protegerem a esfera da operação mágica. No encerramento, mais uma vez invoca o eu superior, de maneira que do começo ao fim a cerimônia inteira ocorre sob a vigilância do espírito.
A primeira parte, que vai do ponto 1 ao ponto 5, identifica o Santo Anjo Guardião do mago com os aspectos mais elevados do universo
sefirótico; na verdade, afirma a identidade da alma com Adão Kadmon. Na segunda parte, do ponto 6 ao 9, o mago traça um círculo de proteção ao mesmo tempo que sua imaginação está formulando um círculo de fogo astral dentro do qual ele possa proceder ao seu trabalho. Ao norte, sul, leste e oeste desse círculo pentagramas de banimento do elemento terra são traçados com o bastão ou a espada. À medida que esses pentagramas são formados em meio ao ar com a arma elementar, todo esforço deve ser feito no sentido de transmitir vitalidade e realidade a eles.
A realização cega e insensível desse ritual, tal como se revela verdadeiro em relação a todo aspecto da teurgia, é absolutamente inútil além de ser uma perda tanto de tempo quanto de energia. A imaginação, simultaneamente, deve ser estimulada para criar esses
pentagramas em torno do mago no plano astral em figuras incandescentes, de sorte que através das linhas num jorro de luz e poder, representantes do ser espiritual nenhuma entidade menor de qualquer espécie ousa abrir caminho. É necessário que o mago se certifique de não abaixar a arma elementar depois de formular um pentagrama em meio ao ar. O círculo tem que ser completo, prosseguindo numa linha ininterrupta de pentagrama a pentagrama. A estrela fulgurante de cinco pontas é como a espada flamejante que privou Adão do Éden.
Os quatro arcanjos, os regentes espirituais dos quatro elementos, são
então invocados para dar legitimidade ao trabalho, e poder e proteção
espirituais tanto aos pentagramas circundantes quanto ao círculo onde o mago se encontra encerrado. A última frase do ritual declara os pentagramas inflamados em torno dele e invoca novamente o Santo Anjo Guardião para que a operação seja selada com o selo da luz divina.


Um dos resultados de grande significação e importância desse ritual, se corretamente realizado na maneira indicada, é a limpeza de toda a
esfera da personalidade. Bastará um pouco de prática para demonstrar ao jovem teurgo se está conseguindo atingir o efeito necessário. É extremamente difícil, lamento dizê-lo, descrever o resultado do banimento, como seguramente é o caso da maioria das matérias concernentes ao domínio subjetivo da sensação e percepção. Deve haver um claro senso, inequívoco em sua manifestação de limpeza, mesmo de santidade e sacralidade, como se todo o ser fora suave e integralmente purificado, e todo elemento impuro e sujo disperso e aniquilado. Tal como um mergulho num rio de águas frescas num dia quente de verão nos deixa abençoados com uma sensação de frescor e purificação, assim deve ser esse ritual.
A base racional de sua ação depende da purificação dos constituintes da natureza do mago. Cada molécula, cada célula – astral, mental e física – é envolvida, visto que a base de cada princípio se funda
em centros de energia e força espiritual. Esses pontos microscópicos ou mônadas são os minúsculos pontos sensíveis de consciência espiritual, e na realidade de sua existência e função estão baseados não só o sentido mais profundo de individualidade como também o fundamento da própria matéria, e seus acompanhamentos de energia e vida física. Essas mônadas estão na raiz da célula seja de um mineral, seja da matéria cerebral bem como da vida vegetal. O resultado da formulação do círculo do fogo e dos pentagramas flamejantes, da vibração dos nomes divinos e da invocação tanto dos anjos dos pontos cardeais quanto do Santo Anjo Guardião é que gradualmente as células mais grosseiras ou átomos monádicos são ejetados da esfera da consciência. Para substituí-las, outras vidas, mais sensíveis e refinadas, de uma qualidade mais sutil de substância espiritual, são atraídas à esfera do ser e infundidas na própria substância da constituição física e invisível.
Assim uma purificação vital ocorre, permitindo que a influência do Santo Anjo Guardião penetre o cérebro e mente refinados para difundir
através da personalidade sua presença e graça, um importante passo inicial para o progresso mágico.
A história desse ritual em particular é um tanto obscura. Não constatei nenhum outro espécimen a ele semelhante que se vincule à
Antigüidade, embora obviamente lguma forma similar de banimento tenha sido necessariamente utilizada. Podem-se encontrar em Lévi as primeiras referências ao ritual em pauta. No Dogma e Ritual de Alta Magia encontramos a seguinte afirmação:
“O sinal da cruz adotado pelos cristãos não lhes pertence com exclusividade. É também cabalístico e representa as oposições e o
equilíbrio tetrádico dos elementos. Havia originalmente dois métodos de fazê-lo, um reservado aos sacerdotes e iniciados, o outro separado para os neófitos e profanos. Assim, por exemplo, o iniciado, erguendo a mão até a testa, dizia ‘Teu é...’, em seguida levava a mão ao peito, ‘...o reino’, depois a transferia para o ombro esquerdo, ‘Justiça’, e finalmente ao ombro direito, ‘e misericórdia’; então juntando suas mãos, ele acrescentava ‘através das gerações’. Tibi sunt Malkuth et Geburah et Chesed per aeonas – um sinal da cruz absoluta e esplendidamente cabalístico e que as profanações da Gnosis perderam inteiramente para a igreja oficial e militante. O sinal feito dessa maneira deve preceder e encerrar a conjuração dos quatro.” Percebe-se por certo que esse método é apenas uma parte do ritual que reproduzi anteriormente. É indubitavelmente ao ritual do pentagrama que Lévi alude. Na agora extinta Ordem da Aurora Dourada, sob a liderança do falecido S. L. McGregor Mathers, esse ritual era usado extensivamente e, depois de sua morte e da destruição de partes de sua Ordem, dele se apropriou Aleister Crowley, que o perpetuou no seu periódico The Equinox.
Antes dessa reimpressão não fui capaz de localizar qualquer referência de autoridade a qualquer coisa que seja minimamente semelhante a esse ritual.

((ilustração – Sigillum do Pentagrama))

Existe evidência, contudo, que mostra que alguma forma de proteção ou um banimento preliminar eram reconhecidos pelos magos medievais dos quais, a julgar pelo conteúdo, Francis Barrett recebeu seus métodos. O débito dele não é menor com Cornélio Agrippa e Pietro de Abano. Em O Mago de Barrett há a afirmação segundo a qual antes de começar as invocações deveria haver alguma “oração ou salmo, ou evangelho para nossa defesa em primeiro lugar”, e numa página adiante Barrett fornece uma forma de consagração do círculo na qual a idéia da defesa é distintamente formulada.
Além disso, há o método do emprego do pentagrama mencionado nas instruções mágicas da Goécia, da Clavícula de Salomão, desenvolvidas pormenorizadamente pelo mago francês. A figura mágica é traçada como um sigillum com suas palavras e símbolos apropriados sobre metal ou pergaminho virgem para uso durante a cerimônia.
Caso haja ameaça de perigo para o exorcista, ou ele se ache incapaz de enquadrar a inteligência evocada em sua vontade, o pentagrama deverá ser seguro alto na mão e levado em circumpercurso aos quatro quadrantes onde uma curta alocução ao Senhor do Universo é recitada. O
resultado realmente é idêntico ao traçado e formulação da figura no ar com o verendo da arte.
Há, ademais, uma variação que poderia ser mencionada, embora seja uma forma que deveria figurar em todo trabalho cerimonial. É chamada de
Licença para partir, e ocorre nesses cerimoniais nos quais uma inteligência foi conjurada à aparição visível no triângulo da arte. Quando o operador não deseja mais que o espírito permaneça no triângulo, a licença é recitada permitindo que o espírito desmaterialize e parta do cenário da operação. “Ó tu espírito N, porque respondeste diligentemente às minhas exigências e estiveste muito disposto e desejoso de atender a minha chamada, eu aqui te
dou licença para partir para teu lugar adequado, sem causar mal ou perigo a homens ou animais. Parte, pois, eu digo e esteja tu pronto para atender ao meu chamado, estando devidamente exorcizado e conjurado pelos ritos sagrados da magia. Eu te ordeno a se afastar pacífica e sossegadamente e que a paz de Deus continue sempre entre tu e eu. Amém!”
Barrett apresenta uma ligeira variação da licença acima da Goécia: “Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ide em paz para os vossos lugares; que haja paz entre nós e vós; estejai vós pronto para quando chamado.” Ele acresce posteriormente que quando o espírito partiu, o mago não deve sair do círculo durante alguns minutos, mas que uma breve oração deve ser feita dando graças pelo sucesso da operação e “orando pela futura defesa e conservação, o que sendo ordenadamente realizado vós podereis partir”. Numa nota de rodapé, fazendo uma advertência adicional, Barrett acrescenta que aqueles que omitem a
licença do espírito se acham em seriíssimo perigo, pois soube-se de casos nos quais o operador experimentou morte súbita. Não se pode dizer que esses vários métodos pareçam tão científicos ou tão confiáveis quanto o Ritual do Banimento do Pentagrama descrito páginas atrás. O ritual como aqui é dado é um dos mais singulares existentes e não deve jamais, sob circunstância alguma, ser omitido em qualquer operação mágica, seja esta magia cerimonial formal, a celebração da missa do Espírito Santo, ou skrying na visão espiritual. A esfera da personalidade é mantida pura e limpa, impedindo que qualquer entidade estranha irrompa no interior do raio de percepção, destruindo assim a continuidade e coerência daquele trabalho particular.
Dois outros métodos de banimento restam para serem descritos. Quando numa cerimônia se faz necessária a realização de um banimento mais completo que o proporcionado pelo ritual do pentagrama, costuma-se empregar uma técnica que se assemelha um pouco a um exorcismo oficial. Algumas gotas de água são borrifadas em torno do círculo, uma vela
ardente representando o elemento fogo é deliberadamente apagada, um leque é agitado no ar e alguns grãos de sal são jogados à beira do círculo. Ao mesmo tempo, devem ser pronunciadas as palavras mágicas “Exarp, Bitom, Hcoma e Nanta”, cada uma das quais controla o espírito do ar, fogo, água e terra. Deve-se também recitar um conjuro para a partida dos elementais governados por esses nomes e, é claro, é melhor que seja precedido pelo ritual do pentagrama. Vários dos versículos dos Oráculos Caldeus podem ser empregados com grande proveito com cada uma das ações cerimoniais mencionadas.
O outro método é um que era utilizado pelos sacerdotes egípcios, estando contido num dos capítulos do Harris Magical Papyrus. Trata-se de um ritual de banimento a ser executado nos quatro pontos cardeais, formulando na imaginação um guardião sob a forma de um cão, o qual
se supunha ser terrivelmente destrutivo contra qualquer força agressora. Não tentarei descrevê-lo, preferindo transcrevê-lo textualmente do Harris Magical Papyrus:
“Surge, cão do mal, para que eu possa instruir-te em tuas presentes obrigações. Estás aprisionado. Confessa que assim é. É Hórus que
produziu este mandamento. Que teu rosto seja terrível como o céu partido pela tempestade. Que tuas mandíbulas se cerrem impiedosamente... Faz teus pelos eriçarem como varetas de fogo. Sê tu grande como Hórus e terrível como Set; igualmente para o sul, para o norte, para o oeste e para o leste... Nada te obstará enquanto colocares tua face em minha defesa... enquanto tu colocares tua face a serviço da proteção de minhas sendas, opondo-te ao inimigo. Eu te concedo o poder do banimento, de se tornar completamente silente e invisível, pois tu és meu guardião, corajoso e terrível.”
Essa forma de banimento, em qualquer caso, deve ser acompanhada pelo ritual do pentagrama. É usada principalmente em difíceis operações de evocação, nas quais pode haver algum perigo representando por uma entidade particularmente maligna atraída ao templo e que invade um
círculo ordinariamente consagrado, em detrimento do mago. Tem sido também usada na invocação de Hórus, ou das inteligências do planeta Marte, quando se deseja particularmente que a esfera astral esteja completamente limpa e pura. Ocioso enfatizar, estou certo, que se esse método for empregado, a formulação na imaginação do cão-guardião deverá ser tão precisa quanto aquela dada para o pentagrama, e o teurgo deverá atribuir importância, no que diz respeito à figura no olho de sua mente, aos dados fornecidos no próprio conjuro.
por Conde Caliostro.

MITOLOGIA GREGA

(Aquiles)


Olá minhas irmãs, lembrem-se que Pai Adriano de Exu é um estudante de diversas religiões, seitas, filosofias de vida, etc. Hoje compartilharei convosco um pouco sobre a linda MITOLOGIA GREGA:

Afrodite

Deusa grega da beleza, da fertilidade e do amor, correspondente à romana Venus, porém, ao contrário da última, não representava apenas o amor sexual, mas também a afeição que sustenta a vida social. É uma deusa de origem provavelmente oriental, sendo primordialmente identificada como Astarte (Ishtar babilônica / Inanna (sumeriana). O epíteto "Cipriota" talvez indique que os gregos tomaram conhecimento da divindade em Chipre. É certo que ela recebia um maior culto nessa e em outras ilhas gregas. Pode-se inferir que seu culto chegou à Grécia por mar.
De acordo com Hesiodo, ela nasceu dos genitais cortados de Urano, enquanto Homero nos relata ser ela filha de Zeus e Dione, e esposa de Hefesto
Era comumente separada por escritores e filósofos em Afrodite Celestial (Urania, nascida de Urano) e Afrodite mundana (Aphrodite Pandemus). Seu caráter celestial é ligado à origem descrita em Hesíodo, e ressalta o seu aspecto de divindade oriental, de fertilidade (veja abaixo a passagem que ilustra o nascimento de grama sob seus pés). Já seu caráter mundano aparece mais ligado a Homero, que a mostra como deusa volúvel do amor sexual e mesquinho.
Ainda ressaltando seu caráter como deusa da fertilidade, ela recebia em Creta o epíteto de Antheia, deusa das flores, o que revela sua conexão com a mágica das plantas. Também era a responsável pelo orvalho da manhã.
Conta-nos Hesíodo, em seu poema "Teogonia", que Urano estava banindo seus filhos para o Tártaro, e Gaia, sua esposa, incitou seu filho mais poderoso, Cronos, a enfrentar o pai e tomar o seu poder. Cronos destronou seu pai, Urano, e na luta cortou seus genitais com uma pequena foice.
"Quanto aos genitais, tão logo ele os cortou com seu adamantino instrumento e os atirou da terra ao mar oscilante, eles foram carregados nas ondas por um longo tempo. Em torno deles uma espuma branca surgiu da carne imortal, e nela uma garota se formou. Primeiramente, ela se aproximou de Cítera, então de lá ela veio à Chipre envolta pela água. E da espuma saiu uma deusa modesta e bela, e a grama começou a brotar por baixo do seu delgado pé. Deuses e homens chamam-na Afrodite, porque ela se formou da espuma, e Citereia, porque ela se aproximou de Cítera, e nascida-de-Chipre, porque ela nasceu na Chipre lavada pelo mar, e "genial", porque ela apareceu de genitais. Eros e o belo Desejo assistiram seu nascimento e acompanharam-na quando ela juntou-se à família dos deuses. E esse tem sido a província a ela partilhada desde o começo entre homens e deuses imortais:
"O sussuro das garotas; sorrisos; desilusões; doces prazeres, intimidade, e suavidade."
Homero abre sua Ilíada contando a história de um concurso de beleza entre as deusas Afrodite, Hera e Atena . Não sendo possível aos deuses decidir essa disputa, foi deixado à cargo de um mortal, Páris, filho de Príamo, rei de Tróia. Páris então deu o prêmio, uma maçã de ouro, à Afrodite, que em troca prometeu-lhe a mão da mulher mais bonita do mundo. Foi assim que ocorreu o rapto de Helena de Tróia por Páris, fato que desencadeou uma guerra.
Ainda segundo Homero, Afrodite era a esposa de Hefesto. Essa união, porém, estava longe de ser estável, pois apesar de muito bela, Afrodite apresentava um caráter vulgar. Tomando conhecimento do caso, Hefesto armou uma armadilha e prendeu Ares e Afrodite em uma rede, expondo-os à vergonha frente aos outros deuses.
A vida era nova e frágil quando Afrodite chegou com o suspiro da renovação. Nascidas de ventos gentis no mar oriental, ela chegou na ilha de Chipre. Tão graciosa e sedutora era a deusa que as Estações correram para recebê-la, implorando para que ficasse para sempre. Afrodite sorriu. Sua estada seria interminável, seu trabalho nunca completo. Ela atravessou a praia cristalina e caminhou por sobre as montanhas e vales, procurando por todas as criaturas viventes. Magicamente as tocou com desejo e as mandou embora em alegres pares. Ela abençoou o útero das mulheres, guardando-os enquanto cresciam, e aliviou as dores do parto. Em todos os lugares ela espalhou a promessa escondida da vida. Todos os dias beijava a terra com o orvalho da manhã.
As andanças da deusa a levaram para longe, mas todo inverno ela retornava à Chipre com suas pombas para seu banho sagrado em Paphos. Lá era atendida por suas Graças: Florescência, Crescimento, Beleza, Alegria e Resplendor. Elas a coroavam com mirto e espalhavam pétalas de rosas a seus pés. Afrodite caminhava para o mar, para os ritmos lunares da maré. Quando emergia, com seu espírito renovado, a primavera florescia plenamente, e todos os seres sentiam sua alegria. Através de estações, anos, eras, os mistérios de Afrodite permaneciam invioláveis, pois apenas ela entendia o amor que gera a vida.

Apolo

Divindade que recebeu grande reverência desde os tempos dos gregos primitivos até os romanos, Apolo era o filho de Zeus e da titã Leto, e irmão gêmeo de Artemis.
Leto foi seduzida por Zeus e foi obrigada a se esconder da ciumenta Hera que a perseguiu através de toda a Terra. Ela conseguiu refúgio na ilha de Asteria (Delos), onde deu à luz Artemis e logo depois ao gêmeo Apolo. Existe porém uma versão que diz que Apolo nasceu em Delos enquanto Artemis nasceu em Ortygia.
Na realidade, nem seu nome nem sua origem podem ser definitivamente explicados. De qualquer modo, parece certo que ele não era um deus originalmente grego, tendo derivado dos hiperbóreos no norte longínquo ou dos habitantes da Ásia Menor (provavelmente da Lícia)*.
Na Grécia seu culto expandiu principalmente a partir de Delos e Delfos. De acordo com a lenda, logo após seu nascimento Apolo matou Python, o guardião do Oráculo de Delfos, e tomou o lugar de Temis , tornando-se o senhor do oráculo. Para celebrar seu feito ele organizou os Jogos Pítios. Apolo, porém, teve de pagar penitência na Tessália pelo assassínio de Phyton. Em seus mitos, Zeus por duas vezes forçou Apolo a ser escravo de um mortal para pagar pelos seus crimes. **
Suas numerosas características e funções, assim como seus muitos epítetos (algumas vezes não traduzíveis), indicam que os atributos de diversas divindades locais foram gradualmente transferidos para ele e para sua irmã. Provavelmente muito desses atributos não correspondiam à suas naturezas originais, o que deu origem ao caráter multifacetado desses deuses.
Apolo tinha uma natureza intrinsicamente dual, podendo, por um lado, trazer a boa fortuna e afastar o mal, enquanto por outro lado ele podia dar origem a desastres. Foi Apolo quem fez o acampamento dos gregos nas planícies de Troia sofrer com a peste, guiou a flecha mortal de Páris que atingiu Aquiles, matou os filhos de Niobe, e após derrotar Marsyas em um concurso, esfolou-o vivo.
Ainda assim ele era louvado como o deus da agricultura e dos rebanhos, a quem os camponeses oravam por ajuda, deus da expiação e cura, guardião dos portões, protetor da lei e da ordem, e deus das artes (sobretudo da música) e das ciências. Como Febo, ele era o próprio deus-Sol, comparado a Hélio.
Devido à sua inspiração musical, ele era chamado Musagetes (Líder das Musas ).
Apolo desempenhava seu mais importante papel dentro e fora da Grécia como o senhor de muitos oráculos, dos quais os mais famosos eram Delos e Delfos, que ajudaram a unificar os gregos politicamente.
Já no 5. século a.C., os romanos o adotaram como divindade, associando-o com o Sybilem Cumae e adorando-o como o deus da medicina. Logo após a batalha de Actium (31 a.C.) o imperador Augusto ergueu um templo magnífico em sua honra no Palatino. Outro templo foi erguido em sua homenagem no ano de 433 a.C. como tentativa de conter de uma praga. Através da atenção da família real, Apolo se tornou objeto de especial veneração entre os cidadãos de Roma.
Existem diversas representações de Apolo feitas na antiguidade. Inicialmente, e até cerca do sexto século a.C., ele era representado como um homem barbado, mas a partir desta época ele passou a personificar o ideal de beleza masculina, na forma de um jovem desnudo. Ele também era comumente representado como um jovem tocador de cítara.
Apolo e Dafne
Apolo perseguiu Dafne , que se transformou em um loureiro na fuga.
Apolo e Jacinto
Apolo estava apaixonado por um jovem chamado Jacinto. Acompanhava-o em suas diversões, levava a rede quando ele pescava, conduzia os cães quando ele caçava, seguia-o pelas montanhas e chegava a esquecer-se do arco e da lira por sua causa. Certo dia os dois se divertiam com um jogo de discos e Apolo, impulsionando o disco com força e agilidade, lançou-o muito alto no ar. Jacinto, excitado com o jogo, observou o disco e correu para apanhá-lo. Zéfiro (o Vento Oeste), que também tinha uma grande admiração pelo jovem, porém tinha ciúme de sua preferência por Apolo, fez o disco desviar seu rumo e atingir o jovem bem na testa.
Jacinto caiu no chão desacordado, e nem com todas as suas habilidades de cura, Apolo conseguiu conservar sua vida. Do sangue que escorreu nasceu uma bela flor, semelhante ao lírio.***
Apolo e Marsyas
Apolo foi desafiado pelo sátiro Marsyas, que tendo inventado a flauta (ou encontrado a flauta que pertencia à Atena ), ficou muito orgulhoso do seu talento musical.
Os dois contendores acordaram que aquele que fosse o vencedor poderia estipular o castigo ao perdedor. Havendo vencido a disputa com sua lira, Apolo matou Marsyas, pendurando-o em uma árvore e tirando sua pele.
Apolo e Marpessa
Apolo perseguiu Marpessa, mas ela foi salva por Idas em uma carruagem alada que este havia recebido de Poseidon . Apolo então enfrentou Idas, e os combatentes foram separado por Zeus, que permitiu Marpessa escolher seu esposo dentre os dois. Marpessa escolheu Idas (segundo uma interpretação, por temer que Apolo o abandonasse quando ela ficasse velha).
Apolo e Coronis
Apolo apaixonou-se por Coronis, e ela ficou grávida do deus. Apolo, porém, ouviu de um corvo que Coronis o estava traindo com Ischys e matou-a com uma flecha.
Enquanto o corpo da moça estava queimando na pira funeral, Apolo retirou Asclépio, seu filho, do corpo inerte e entregou para ser criado pelo centauro Quiron.
Apolo e Niobe
Niobe, a esposa do rei Amphion de Tebas, se vangloriou de ser mais abençoada que Leto, por possuir maior número de filhos e de filhas. Irada, Leto pediu punição à mortal orgulhosa, e Artemis matou todas as filhas enquanto Apolo matou os filhos de Niobe****.
Apolo e os Cíclopes
Quando Zeus matou Asclépio com um relâmpago, Apolo se vingou matando os Cíclopes, os quais haviam fabricado para Zeus os relâmpagos. Zeus puniu Apolo, condenando-o a servir ao rei Admetus como pastor por um ano.
Apolo e as Muralhas de Tróia
Apolo e Poseidon resolveram colocar o rei Laomedon de Tróia à prova, e assumiram a aparência de homens e construíram as muralhas de Tróia em troca de um pagamento combinado. Porém o rei não cumpriu sua parte, e Apolo mandou uma peste e Poseidon um monstro marinho contra a cidade.
Apolo e Crisei
Capturada durante a Guerra de Tróia, Crisei foi mantida cativa por Agamemnon e os Aqueus, que se recusaram a devolvê-la ao seu pai, um sacerdote de Apolo. Por causa disto, Apolo enviou uma peste ao acampamento dos gregos, e assim convenceu-o a libertar sua prisioneira após um longo período.

Apolo e Páris
Apolo guiou a flecha de Páris que atingiu o guerreiro Aquiles em seu ponto vulnerável.
Apolo e Laoconte
Apolo foi responsável pela morte de Laoconte, que, durante uma oferenda à Poseidon foi atacado por serpentes. Laoconte havia falado aos seus compatriotas contra o Cavalo de Tróia, deixado pelos exércitos gregos em partida.
Apolo e Cassandra
Apolo ensinou à Cassandra a arte da profecia, porém esta recusou seus favores ao deus. Apolo então condenou-a a nunca ter crédito em suas profecias

Athenas

"Salve, Deusa, e nos dê boa fortuna com felicidade!"
Hinos Homéricos
Deusa virginal da vitória e do combate, mas também da sabedoria, protetora da vida política, das ciências e artes, e também da habilidade manual.

Atena foi gerada da cabeça de Zeus, após este haver engolido a deusa Metis grávida, apesar dos líbios a listarem como filha de Poseidon e do lago Tritonis. Esta última versão era sustentada pelo fato de em muitas representações, ou nas suas descrições, ela aparecer com olhos azuis, iguais aos de Poseidon .

Na Ilíada aparece como divindade tutelar dos gregos, e traz normalmente o epíteto de Pallas (Donzela). Sua imagem, o Palladium - que foi atirado dos céus por Zeus - era tido como garantia da proteção das cidades. Apenas se fossem roubadas podiam os inimigos tomarem a cidade.

A evolução das cidades gregas refletiu na deusa, e quando a monarquia terminou em Atenas, passou a deusa a ser a protetora das cidades livres.

O animal consagrado a ela era a coruja, símbolo de sabedoria, e a árvore, a oliveira.

Era representada como uma virgem totalmente armada, portando o Aegis de seu pai. Não era imaginada, porém, como tendo a paixão irracional pela guerra que caracterizava o deus da guerra Ares. Ela intercedia pela luta ordenada pela defesa da terra natal de um povo. Neste sentido ela deu valiosa ajuda a alguns heróis, como Ulisses, Hércules e Aquiles.
Originalmente, Atena era uma deusa pacífica no período da Creta minoana. Era a deusa das casas e do palácio, apresentando um caráter de protetora das artes e ciências. A ela eram consagrados a coruja e a serpente, e também o galho da oliveira.

Identificada nas tábuas de Knossos, Creta, datadas de 1400 a.C., como Atana Potinija ("A Senhora de Atenas"), era uma deusa serpente, como a apresentada na figura abaixo.
Provavelmente as invasões que colocaram um fim na civilização minoana, também levaram o culto à deusa para o continente, e no período belicoso de Micenas, ela adquiriu seu aspecto guerreiro, tornando-se uma divindade tutelar de governantes com suas cidades e domínios. A deusa do Palácio de Creta era a protetora do rei, e o mesmo é o papel assumido por Atena - a guardiã dos heróis.

Já na mitologia Clássica, Atena perde todo o seu caráter matrifocal e se torna a filha de Zeus, sozinho, sem intervenção feminina. Ela nasceu da cabeça do grande deus, totalmente armada, pois seguindo-se o que deve ter sido o pensamento dos criadores do mito, se a mulher gera através da barriga, é da cabeça dos homens que saem suas criações.

"Ouçam-me, todos os deuses e deusas, como o ajuntador de nuvens Zeus começou a desonrar-me temerariamente, quando ele me fez sua esposa verdadeira. Vejam agora: sem mim ele deu à luz a Atena, a de olhos claros, que tem primazia entre todos os deuses abençoados..."

Sua ligação com a antiga deusa cretense permanece tanto na manutenção da coruja e da oliveira como atributos sagrados de Atena, bem como com a posse do seu escudo, que traz cravado em seu centro a efígie da Medusa - também uma antiga deusa serpente.
Céu e Terra já estavam criados. E reinava supremo Zeus no Olimpo, após destronar seu pai, Cronos (Saturno), colocando fim à antiga dinastia dos deuses titânicos e abrindo a era dos deuses olímpicos.

Pois Zeus tomou como sua primeira esposa a deusa Métis, filha de Oceano e Tétis. E como filha do casal primevo, Métis era infinitamente sábia. Sua sabedoria sobrepujava a de todos os outros deuses, e, conhecendo arte de mudar sua forma, usava tal artifício sempre que Zeus tentava aproximar-se dela - até o dia em que ela, por sua vontade, compartilhou sua presença e engravidou do deus.

Porém o segundo filho desta união seria aquele que superaria as forças de seu pai e decretaria seu fim. E Zeus ficou sabendo disso, e engoliu Métis que estava grávida.

Foi depois, quando estava passeando por um lago, que Zeus sentiu uma dor de cabeça, cuja intensidade aumentava até que se tornou insuportável. Então Zeus gritou de dor, e Hefaísto, ouvindo o grito, pegou um machado duplo e partiu a cabeça do deus.
Da sua cabeça golpeada saiu Atenas, totalmente armada, lançando um grito de guerra. Apesar de portar uma lança e estar revestida por uma armadura, Atenas não é uma divindade de fúria guerreira, como Ares, mas sim da guerra estratégica e defensiva, protetora de homens inteligentes e corajosos.

Atenas é sua cidade, seu santuário, que lhe foi oferecida como prêmio pela vitória na disputa com Poseidon, que também almejava tal glória.
Como deusa da paz, em relação ao seu caráter original como deusa da casa e do palácio, Atena Ergane instruiu a humanidade em muitas artes manuais, como a tecelagem e a feitura de cerâmica. Ocasionalmente era relacionada também à agricultura, e conta a lenda que ela trouxe não apenas a roca e o tear, mas também o arado e o ancinho para a humanidade. Como deusa da paz doméstica, ela estabeleceu as cortes de justiça nas cidades. Como deusa da sabedoria, ela era venerada especialmente por filósofos e poetas.

O Paternon, "A Casa da Deusa Virgem", um dos templos mais esplêndidos da Grécia foi erigido em sua homenagem na Acrópole de Atenas. Seu projeto começou no ano de 447 a.C. foi erigido com os fundos das contribuições da Liga de Delos, cujo líder era a cidade de Atenas, bem como com o dinheiro do culto da própria deusa. O principal objetivo do templo era honrar Atena em seu aspecto como guerreira servindo como campeã divina do poder militar de Atenas. Uma estátua de marfim e ouro, esculpida por Fídias, ficava dentro do Paternon. O templo anterior, Atenas Polias ("A Guardiã da Cidade") havia sido destruído em 480 a.C. pelos Persas, e tinha como principal altar uma oliveira.


A Panatenaia, o festival em homenagem à deusa, era celebrada anualmente pelo nascimento da deusa (Pequena Panatenaia), e, após 565 a.C., passou a ser celebrado com especial pompa de quatro em quatro anos, como a Grande Panatenaia. O ritual era ricamente desenvolvido. Iniciava-se ao escurecer com música e dança na Acrópole, e, ao amanhecer, ocorria uma procissão para presentear a Atena, em seu altar, um manto especialmente tecido por garotas atenienses cuidadosamente selecionadas. Essa procisão estava representada nos frisos do Paternon, mostrando homens e mulheres (cidadãos de Atenas) em procisão, assistidos pelos próprios deusas. Além do caráter religioso, este festival tinha o objetivo de mostrar a grandeza e a importância da cidade de Atenas. A Grande Panatenaia servia também como competição de música e atletismo, no qual os principais prêmios eram as ânforas panatenaicas, cheias de óleo.


Minerva - Antiga divindade italiana, protetora de Roma, dos artesãos, poetas, professores e médicos (Minerva Medica). A partir do terceiro século a.C. passou a ser identificada com a deusa Atena.


Atena Nike - Um pequeno templo na Acrópole de Atenas, dedicado ao seu aspecto como deusa da Vitória.


Aegis - O escudo de Zeus. Fabricado pelo renomado ferreiro Hefesto , trazia a cabeça da Medusa entalhado ao centro. Simbolizava a proteção dos deuses (os quais também o tomavam emprestado), daí a expressão "estar sob o aegis de alguém". Más interpretações etimológicas levaram à crença pós-homérica de que o escudo era recoberto pela pele da cabra de Amalthea.

No reinado de Cécrope, Atenas competiu com Poseidon sobre o domínio da Ática, e sagrou-se vencedora, pois os deuses preferiram seu presente - a oliveira - à fonte que Poseidon fez jorrar na Acrópole.

Um relato diz que Hefesto tentou ter relações com a deusa, que fugiu para manter sua virgindade. O sêmen do deus, entretanto, caiu sobre a perna de Atenas, que removeu desgostosa o sêmem que caiu no chão. Daí nasceu Erichtonus, que foi criado por Atenas escondido dos outros deuses. Atenas colocou-o em uma arca, que deu às filhas de Cécrope para guardar, mas as garotas abriram a arca e viram Erichtonus. Atenas as enlouqueceu e elas se atiraram ao mar. Erichtonus, mais tarde, tornou-se o rei de Atenas.

É dito que Tirésias foi feito cego por Atenas por tê-la visto despida.

Aracne, que havia ganhado fama nas cidades Lídias devido à sua habilidade na arte de fiar e tecer roupas, competiu com Atena nesta arte e, sendo vencida, foi transformada em uma aranha por Atenas.

Asclepius, o deus curador, recebeu de Atenas o sangue que fluia das veias da Medusa, e enquanto Asclepius usava o sangue que havia sido retirado do lado esquerdo da górgona para a ruína da humanidade, o sangue do lado direito era usado para sua salvação, sendo capaz até mesmo de levantar os mortos.

Um de seus mortais favoritos era Ulisses, quem ela ajudou em suas jornadas.

Durante o julgamento de Páris, Atenas prometeu a ele a vitória em qualquer guerra, mas ele preferiu a mão de Helena, declarando Afrodite a vencedora. Por haver sido desta forma preterida, e por ser a protetora dos gregos, Atenas postou-se contrária à causa troiana.

Em uma ocasião durante a Guerra de Tróia, Atena tomou a forma de um valente lanceiro e procurou por Pandarus para fazê-lo quebrar a trégua entre Troianos e Aqueus. Em outra ocasião tomou a forma de Deiphobus, irmão de Heitor, para iludí-lo e fazê-lo enfrentar Aquiles. Em uma das inúmeras batalhas durante a Guerra, Atena e Diomedes feriram Ares.

Atenas também foi ferida; Téthis que havia se juntado aos exércitos contra Tróia, teve uma disputa com Agamemnon em Aulis, razão pela qual retornou à sua casa, porém deixando ferida Atenas no pulso, que tentava convencê-lo a ir para a guerra.

"De Palas Atena, guardiã da cidade, eu começo a cantar. Poderosa é ela, e com Ares ela ama os feitos de guerra, o saque de cidades, e os clamores da batalha. É ela quem salva as pessoas quando elas vão à guerra e retornam
Demeter

Contam-nos as lendas, que Perséfone, também conhecida como Core - a donzela, estava brincando em um belo prado perto de Hena, na Sicília, juntamente com as filhas de Oceano, o deus mar todo-abrangente e pai de todos os rios.

Enquanto brincava distraída, percebeu uma bela planta com centenas de flores, que espalhavam um suave perfume por todo o lugar. Esta planta, porém, tinha sido enviada à terra justamente para seduzir a jovem, pela deusa-mãe Gaia a pedido de Hades, o senhor do mundo inferior.
Quando ela se abaixou para colher as flores, abriu-se uma fenda na terra, e dela surgiu um poderoso deus, montado em uma carruagem de ouro, tendo negros cavalos a conduzí-la. Esse deus era Hades, e, diante dele tanto a luta quanto os gritos de Perséfone se mostraram inúteis. A jovem foi raptada e rapidamente levada para o reino subterrâneo.
Os gritos de Perséfone foram ouvidos apenas por sua mãe, Deméter, a deusa cretense da fertilidade e da agricultura, e por Hécate, uma divindade da Lua. Deméter ficou desesperada ao notar o desaparecimento da filha, e tentou em vão seguir suas pegadas. Por acidente, no exato momento em que Hades levou Perséfone à força, passava por aquele local uma manada de porcos, tendo as pegadas da donzela se misturado às pegadas dos porcos. Ainda, no exato momento em que a terra se abriu para receber Hades e Perséfone, a manada de porcos também caiu no abismo.
Deméter vasculhou a terra em busca de algum sinal. Vagou desesperada por nove dias e nove noites, levando à mão apenas uma tocha em forma de longo bastão. No décimo dia encontrou Hécate, e juntas foram até o deus sol Febo, que tudo vê, e assim souberam o que havia ocorrido com a jovem raptada. Deméter ficou tão desolada que fugiu da companhia dos deuses. Afinal, por que o grande Zeus, pai de Perséfone, havia permitido que sua filha fosse levada ao mundo dos mortos? Irada, privou a terra de toda a fertilidade - a terra não daria mais nenhum fruto, nem para deuses nem para homens. Uma grande fome ameaçava toda a humanidade.
Tomou a forma de uma mulher idosa e passou a vagar entre os homens como uma mendiga. Permaneceu por dias sentada junto a um poço, denominado Poço da Virgem. Serviu também de governanta em um palácio real perto de Elêusis, cidade na qual foi reconhecida e muito bem recebida. Em Elêusis foi construído um templo em sua homenagem, no qual ela passou a morar, e a cidade tornou-se o maior santuário da deusa na Grécia.
E todo um ano se passou sem que na terra nascesse uma planta sequer. De nada havia adiantado as súplicas de todos os deuses - mesmo os pedidos do poderoso Zeus. Até que, por fim, Zeus ordenou que a jovem Perséfone, agora esposa de Hades e deusa dos ínferos, fosse libertada.
Abraçada e acompanhada de sua mãe e de Hécate, a deusa retornou ao Olimpo. Neste momento os campos e pastagens novamente floresceram e a vida retornou à terra. Mas que surpresa! - a jovem não podia mais abandonar o Reino de Hades para sempre, pois quem come da comida do mundo dos mortos, fica preso a ele, e Perséfone havia comido uma semente de romã na mansão de seu marido.
Zeus estabeleceu então, que a jovem deveria passar um terço de cada ano com Hades. Assim, toda vez que ela retornava aos Ínferos, a terra parava de produzir frutos e chegava o inverno, e quando ela retornava à casa de sua mãe a terra se cobria com os grãos vivificadores.
Todos os anos as divindades eram honradas no templo de sua cidade, e eram celebrados os mistérios de Elêusis, onde o sofrimento de Deméter e a descida (Cátodos) e subida (Ánodos) de Perséfone eram representados aos iniciados neste rito religioso.
Artemis

A mais popular das deusas do panteão grego, Artemis era a filha de Zeus e Leto, e irmã gêmea de Apolo . A etimologia do seu nome permanece desconhecida. Como uma deusa virginal da caça, ela gradualmente assimilou diversas características que eram transferidas para ela a partir de deusas locais. Acompanhada de ninfas, ela vagava por bosques e prados com seu arco e flechas em sua representação como protetora dos caçadores e Senhora dos Animais.*
A tradição formal relata que Leto deu à luz Artemis e Apolo em Delos, que anteriormente era chamada Asteria ou Ortygia. Porém no Hino Homérico dedicado à Apolo , o autor distingue Ortygia de Delos, afirmando que enquanto Apolo nasceu em Delos, sua irmã nasceu em Ortygia. Nesta versão, Ortygia é provavelmente identificada com Rhenia, uma ilha desabitada próxima a Delos, onde eram localizadas as grutas dos Delios.
Narrada por Apolodorus, a lenda conta que imediatamente após o seu nascimento, Artemis ajudou o seu irmão mais novo a nascer, sendo esta a razão pela qual a donzela Artemis era invocada para auxiliar no trabalho de parto das mulheres.
Qualquer um que a ofendesse era severamente punido. Assim ela matou as filhas de Niobe e os filhos de Aloades . Matou (ou fez os cães matarem) Acteon , porque a viu banhando-se nua e Orion, porque a desafiou para uma competição de arremesso de disco. Entre diversos exemplos, o de Agamemnon é especialmente notável: porque ele havia matado um cervo consagrado à deusa, ela exigiu o sacrifício de sua filha Ifigênia. Este fato é usado para justificar o argumento que sacrifícios humanos eram parte do culto à deusa em tempos primordiais.
"Eu sou a mãe sem esposo, a Mãe Original; todos são meus filhos, e portanto ninguém jamais ousou se aproximar de mim; o imprudente que tentar, envergonhará a Mãe - e é esta a razão para a maldição"***
Oeneus, Rei de Calidon, ao sacrificar os primeiros frutos da terra na colheita anual dos campos à todos os deuses, esqueceu-se apenas de Artemis. Furiosa, ela enviou um javali de tamanho e força descomunais, que impedia que a terra fosse semeada e atacava o gado e os moradores do lugar. Para atacar o javali, Oeneus convocou os guerreiros mais nobres da Grécia, e prometeu a pele do animal ao homem que o matasse. Esse javali foi caçado e morto por um grupo de heróis famosos, que incluía os Dioscuri, Jasão, Teseu, Atalanta e outros.
"Eu canto a Artemis, cujas setas são de ouro, que se alegra com os cães de caça, a pura donzela, caçadora de veados, que se deleita com a arte de atirar flechas, irmã de Apolo com a espada dourada. Sobre os morros sombreados e picos batidos pelo vento ela saca seu arco dourado, alegrando-se na perseguição, e lança severas setas.
Os cumes das altas montanhas tremem, e pela floresta em sombras ecoa os gritos assustados das feras dos bosques; a Terra treme, assim como o faz o mar, cheio de peixes. Mas a deusa de valente coração se vira para todos os lados destruindo a raça das feras selvagens: e quando está satisfeita e alegrou seu coração, esta caçadora solta seu arco e parte para a grande casa do seu querido irmão Apolo Febo, para a rica terra de Delfos, para lá comandar a dança das Musas e das Graças."
"Para Artemis" - Hinos Homéricos
Se em uma mão ela trazia a ruína, na outra ela protegia a vida. Em seu papel como Eileithyia , ela ajudava as mulheres grávidas a darem à luz sem dor. Se uma mulher morresse no trabalho de parto, acreditava-se que ela havia sido atingida por uma flecha de Artemis; ainda assim, as roupas da mulher falecida eram oferecidas à deusa. Noivas e noivos, principalmente jovens donzelas, pediam sua proteção fazendo sacrifícios à deusa antes do casamento.*

Artemis também aparece na mitologia como deusa da vegetação e da fertilidade. Era a deusa da natureza intocada. Em conexão com o culto de árvores, sua imagem era pendurada em galhos e arbustos. "Aonde não dançou Artemis?" - era um ditado popular na Grécia Antiga.** Importantes em seu culto eram a dança e o ramo sagrado - muito provavelmente derivados do culto antigo da árvore da lua, fonte de imortalidade, conhecimento secreto e inspiração.** A dança mascarada realizada por jovens e donzelas em sua honra (muitas vezes com máscaras de urso), que possuía um caráter fálico, apontava para Artemis em sua manifestação como deusa da vegetação, assim como o fazem suas imagens de culto adornadas com muitos seios.*
Apesar de Artemis ser venerada por toda a Grécia, seu culto era especialmente forte na Arcádia. Lá ela vivia afastada nos bosques selvagens e intocados, e era a mais virginal das deusas. Outro centro importante de adoração era Éfeso, na Anatólia, onde eram enfatizadas suas qualidades de Grande Mãe.** Os moradores de Éfeso acreditavam que uma imagem da deusa com vários seios havia caído do céu.
Em um estágio bastante posterior, Artemis passou a ser identificada com a deusa da lua Selene , em cujo caráter ela visitava seu amante Edymion noite após noite. *


Sua participação na Guerra de Tróia não foi muito gloriosa, e ela finalmente se refugiou ao lado de seu pai Zeus*. Homero deu à Artemis um caráter fraco e até mesmo ridículo na Ilíada.
Originalmente, a deusa era representada flanqueada por dois leões ou em posição de dança, com um veado. Um pouco mais tarde, ela passou a ser representada montada em um leão. Finalmente a deusa foi retratada com seu arco e flechas, segurando um veado morto em ambas as mãos. **
A deusa era associada pelos romanos com Diana.

Dionisio

Divindade grega da natureza, especificamente deus do vinho e mais amplamente da vegetação, que desempenhou um papel de excepcional importância entre os gregos. Suas características separadas são tão iridescentes que apenas com muita dificuldade podem ser juntadas para compor uma figura única. Onde surgiu Dionísio e quando seu culto se disseminou na Grécia são perguntas que não possuem respostas seguras. De qualquer maneira, a primeira parte de seu nome apresenta o genitivo do nome de Zeus, e foi como filho de Zeus e Sêmele, filha de Cadmo e Harmonia, que ele entrou para os escritos mitológicos.

Na imaginação da antigüidade, o culto de Dionísio veio da Trácia, Lídia (o nome Baco provavelmente é derivação lídia) ou Frígia para a Grécia aproximadamente no oitavo século a.C. Ele é marcado com um tipo de entusiasmo e e êxtase até então desconhecido dos gregos. Por isso o culto do deus se estabeleceu contra muita oposição, principalmente da aristocracia. Significantemente, Homero não reconhece Dionísio como um dos grandes deuses olímpicos.

Nos festivais realizados em sua homenagem, que eram basicamente festas da primavera e do vinho, o deus em forma de touro freqüentemente liderava as Maenads barulhentas , bacantes, sátiros, ninfas e outras figuras disfarçadas para os bosques. Eles dançavam, desmembravam animais e comiam suas carnes cruas, e alcançavam um estado de êxtase que originalmente nada tinha a ver com o vinho. Apenas gradualmente é que foram os componentes licensiosos e fálicos do culto moderados, de forma que Dionísio veio a ocupar um lugar seguro na religião dos gregos.
Mais tarde, seu culto se tornou tão difundido que Dionísio veio a ser cultuado em um momento histórico particular, até mesmo em Delfos, o santuário-chefe de Apolo.

Nos festivais de Dionísio, especialmente em Atenas, performances dramáticas eram representadas, de forma que o culto de Dionísio pode ser visto ligado ao gênero dramático.

Entre os romanos, já em uma época bem antiga, Dionísio foi identificado com o deus Liber, e eventualmente aceito com o nome de Baco. Quando as bacanálias, celebradas em sua honra, degeneraram, o estado interveio para regulá-las, sem nunca, porém, impedir a continuação do culto. A bacanália era o culto secreto romano, celebrado com excessos sexuais. Em 186 a.C. o Senado proibiu sua realização, devido à onda de criminalidade que foi introduzida devido ao festival. Mesmo com a proibição, o culto não desapareceu naquele tempo.

As representações mais antigas do deus mostram-no como um velho de barbas, enquanto que as mais recentes o representam como um belo jovem.

As histórias sobre as andanças de Dionísio, e em particular sua viagem à Índia, são provavelmente surgidas da simples observação da difusão geográfica da videira. Onde essa planta era cultivada, e o vinho extraído, acreditava-se que o deus por lá havia passado, dando aos mortais sua benção ou maldições.

Assim que soube que Sêmele estava esperando um filho do seu marido, Zeus, ela ficou demasiadamente furiosa. Sabendo que as suas reprovações aos atos de Zeus não surtiam nenhum efeito, resolveu vingar-se da jovem e destruí-la. Para Hera, Sêmele era culpada, e carregava em seu ventre a prova de seu ato ilícito.

"Não me chamem mais de de filha de Saturno, se ela não descerá às águas do Estígio, para lá enviado pelo seu Zeus!"

Com essas palavras ela se levantou de seu trono, e envolvida por uma nuvem dourada, aproximou-se da morada de Sêmele. Hera, então, transformou-se em uma velha senhora, seus cabelos tornando-se brancos, e rugas surgindo em sua pele. Ela andava com as costas arqueadas e passos cambaleantes. Sua voz dobrou-se à idade, e ela tornou-se a cópia exata de Beroe, a ama de Sêmele.

Alcançando Sêmele, ela iniciou uma longa conversa, na qual mencionou o nome de Zeus. Então Hera disse que ela deveria pedir uma prova de que seu amante era realmente Zeus, e ainda mais; que, sendo Zeus, aparecesse em sua forma gloriosa, a mesma que ele aparecia perante Hera, e só assim a abraçasse.

"Eu rezo para que seja mesmo Zeus! Mas tudo isso perturba-me: muitas vezes um homem usou deste artifício para penetrar no quarto de uma mulher honesta, fazendo-se passar por um deus."

Assim dizendo, Hera conseguiu colocar a suspeita no coração da jovem, e ela dirigiu-se à Zeus, pedindo uma prova de seu amor. Ele respondeu dizendo que qualquer coisa que ela pedisse lhe seria atendido. Ainda mais, para reforçar seu juramento, chamou o nome do deus do rio Estígio para ser sua testemunha.

Sêmele, feliz com o juramento, selou seu destino com o seu pedido: "Mostre-se a mim. Da mesma maneira como você se apresenta a Hera quando você troca abraços amorosos com ela!" O deus tentou em vão impedir que ela falasse tamanho desatino, mas as palavras já haviam deixado sua boca - e seu juramento não podia ser alterado.

Lamentando muito a tarefa que estava prestes a realizar, Zeus lançou-se ao alto, juntou as névoas obedientes e as nuvens de tempestade, relâmpagos, ventos e trovões. Tentou ao máximo reduzir ao máximo a sua ostentação de glória. Mas a estrutura mortal de Sêmele não podia suportar a visão do visitante celestial, e ela foi queimada até as cinzas pelo seu presente de casamento.

Seu bebê, ainda incompletamente formado, saiu do útero de sua mãe, e alojou-se na coxa de Zeus, até que se completasse a sua gestação. Zeus entregou o bebê a Hermes, que o confiou ao casal Ino e Athamas, advertindo-os a cuidar de Dionísio como se ele fosse uma menina. Entretanto, Hera descobriu que o bebê havia nascido e que estava sendo criado escondido dela. Indignada, levou Ino e Athamas à loucura. Athamas caçou o próprio filho, Learcus, como se fosse um veado, matando-o, e Ino, para livrar seu outro filho, Melicertes, da loucura do pai, o atirou ao mar, onde foi transformado no deus do mar Palaemon (em homenagem a quem Sísifo instituiu os jogos do Istmo).

Finalmente, Zeus iludiu Hera transformando Dionísio em um cabrito, e Hermes o levou para ser criado pelas ninfas de Nysa, na Ásia, quem Zeus posteriormente transformou em estrelas, dando-lhes o nome de Híades. Mais tarde Dionísio resgatou Sêmele dos ínferos e a levou ao Olimpo, onde Zeus a transformou em deusa.

Quando Dionísio cresceu, ele descobriu a videira, e também a maneira de extrair da fruta o seu suco e transforma-lo em vinho. O deus então vagou pela Ásia e foi até a Índia, onde ficou diversos anos, para ensinar os povos a cultivar a vinha. Em seu caminho, chegou até Cibela, na Frígia, onde a deusa Réia, mãe dos deuses, o purificou e o ensinou os ritos de iniciação.

Ele então se dirigiu à Trácia, onde Licurgo era o rei dos Edonianos, que viviam ao lado do rio Strymon. Licurgo foi o primeiro a insultar Dionísio e expulsá-lo. Doinísio soube da intenção de Licurgo através de Carope, pai de Orfeu . Dionísio se refugiou no mar, com Tétis, enquanto qua as maenads foram feitas prisioneiras, juntamente com os sátiros. Mas Dionísio enlouqueceu o rei, e ele matou seu filho com um machado, pensando estar cortando uma videira. Quando acabara de cortar os membros do filho, desfez-se o encanto do deus. O deus tornou a terra improdutiva, causando a revolta dos seus súditos,que o ataram a cavalos que o despedaçaram, pois haviam ouvido que "Enquanto Licurgo estivesse vivo, a terra não mais daria frutos". Dionísio recompensou a ajuda de Carope dando-lhe o reino dos trácios e instruíndo-lhe nos ritos secretos ligados aos seus mistérios.

Ao voltar a Grécia, instituiu seu próprio culto, porém encontrou oposição dos reis devido a desordem e a loucura que o mesmo provocava nos seguidores.

Quando Dionísio se encaminhou à Tebas, ele forçou as mulheres a abandonarem suas casas e segui-lo, em uma espécie de transe. O Rei Penteus tentou por um fim à desordem causada pelo deus, tentando prende-lo. Sua tentativa foi infrutífera, pois os seguidores de Dionísio impediam a prisão do deus. Penteu tentou espionar o culto de Doinísio, mas foi avistado pela sua mãe, Agave, que participava junto com as maenads. Cega pelo deus, Agave pensou ester vendo um javali gigante, e chamou as demais mulheres para correrem atrás dele. Assim que o alcançaram, despedaçaram-no. Sua mãe percebeu horrorizada que não era um javali que haviam desmembrado, mas sim seu filho. Após o seu enterro, Agave, juntamente com seus parentes deixou Tebas, em exílio.

Depois de Tebas, Dionísio foi para Argos, e por que eles não quiseram honrá-lo, ele fez as mulheres ficarem loucas, e elas carregaram seus filhos no colo até uma montanha e os devoraram.

Dionísio era também um deus das árvores, e os antigos gregos faziam sacrifícios para "Dionísio das Árvores". Sua imagem, muitas vezes, era meramente um poste ereto, sem braços, mas enrolado em um manto, com uma mascara barbada para representar o rosto, e com arbustos projetando da cabeça ou do corpo, para indicar o caráter do deus. Ele era o patrono das árvores cultivadas, a ele eram endereçadas preces para que fizesse as árvores crescerem, e ele era especialmente venerado por fruticultores, que faziam uma imagem dele em seus pomares.

Entre as árvores especialmente dedicadas à ele estava, além da videira, o pinheiro,e em diversas imagens artísticas o deus, ou seus seguidores, aparecem portando um bastão com um cone de pinha em cima.

Assim como os demais deuses da vegetação, acreditava-se que Dionísio havia morrido uma morte violenta, mas que havia sido trazido novamente à vida; e sua morte, ressurreição e sofrimentos eram representados em ritos sagrados.

Um dia, narra a lenda, a grande deusa Deméter chegou à Sicília, vinda de Creta. Trazia consigo sua filha, a deusa Perséfone, filha de Zeus. Deméter planejava chamar a atenção do grande deus, para que ele percebesse a presença de sua filha.

Deméter descobriu, próximo à fonte de Kyane, uma caverna, onde escondeu a donzela. Pediu-lhe, então, que fizesse com um tecido de lã, um belo manto, bordando nele o desenho do universo. Desatrelou de sua carruagem as duas serpentes e colocou-as na porta da caverna para proteger sua filha.

Neste momento Zeus aproximou-se da caverna e, para entrar sem despertar desconfiança na deusa, disfarçou-se de serpente. E na presença da serpente, a deusa Perséfone concebeu do deus.

Depois da gestação, Perséfone deu luz a Dionísio na caverna, onde ele foi amamentado e cresceu. Também na caverna o pequeno deus passava o tempo com seus brinquedos: uma bola, um pião, dados, algumas maçãs de ouro, um pouco de lã e um zunidor. Mas entre seus brinquedos havia também um espelho, que o deus gostou de fitar, encantado.

Entretanto, o menino foi descoberto por Hera, a esposa de Zeus, que queria vingar-se da nova aventura do esposo. Assim, quando o deus estava olhando-se distraído no espelho, dois titãs enviados por Hera, horrendamente pintados com argila branca, aproximaram-se de Dionísio pelas costas e, aproveitando a ausência de Perséfone, mataram-no.

Continuando sua obra deplorável, os titãs cortaram o corpo do menino em sete pedaços e ferveram as porções em um caldeirão apoiado sobre um tripé e as assaram em sete espetos. Atenas viu a cena e, mesmo não podendo salvar o menino, resgatou o coração do deus.

Mal tinham acabado de consumar o assassínio divino, Zeus apareceu na entrada da caverna, atraído pelo odor de carne assada. O grande deus viu a cena e entendeu o que havia se passado. Pegou um de seus raios e atirou contra os titãs canibais, matando-os.

Zeus estava desolado com a morte do filho, quando a deusa Atenas apareceu e entregou-lhe o coração do deus assassinado. Zeus, então, efetuou a ressurreição, engolindo o coração e dando, ele próprio, à luz seu filho.

E essa é a origem do deus morto e renascido, relatada pelos antigos e celebrada nos mistérios...

Muitas vezes Dionísio era representado na forma animal, principalmente na forma de um touro (ou pelo menos com os seus chifres. Assim, ele era conhecido como "Com Face de Touro", "Com Forma de Touro", "Com Chifres de Touro", "Chifrudo", "Touro". Em seus festivais, acreditava-se que ele aparecia como um touro.

"Venha aqui, Dionísio, ao seu templo sagrado junto ao mar; Venha com as Graças ao seu templo, correndo com seus pés de touro, Oh bom touro, Oh bom touro!"

De acordo com uma versão do mito da morte e renascimento de Dionísio, foi como touro que ele foi despedaçado pelos Titãs, e os habitantes de Creta representavam os sofrimentos e morte de Dionísio despedaçando um touro. Aliás, o ato de matar ritualmente um touro e devorar sua carne era comum aos ritos do deus, e não há dúvidas que quando os seus adoradores faziam esses sacrifícios, acreditavam estar comendo a carne do deus e bebendo seu sangue.

Outro animal cuja forma era assumida por Dionísio era o cabrito. Isso porque para salvá-lo do ódio de Hera, seu pai, Zeus, o transformou nesse animal. E quando os deuses fugiram para o Egito para escapar da fúria de Tifon, Dionísio foi transformado em um bode. Assim, seus adoradores cortavam em pedaços um bode vivo e o devoravam cru, acreditando estar comendo a carne e bebendo o sangue do deus.

No caso do cabrito e do bode, quando o deus passou a ter sua forma humana mais valorizada, a explicação para se sacrificar o animal veio de um mito que narrava que uma vez esse animal havia despedaçado uma vinha, objeto de cuidados especiais do deus. Note que neste caso perdeu-se o sentido de sacrificar o próprio deus, tornando-se um sacrifício para o deus.

Uma vez, quando Dionísio quis navegar de Icaria para Naxos, ele entrou em um navio pirata tirreano. Os piratas, entretanto, ignoravam a identidade do deus, e tencionavam vendê-lo como escravo na Ásia. Quando percebeu que estavam indo para outra direção, Dionísio fez brotar heras pelo navio e transformou o mastro em uma grande serpente. Ouvia-se o som de flautas, e o doce aroma do vinho podia ser sentido por toda a embarcação. Os piratas enlouqueceram, e atirando-se ao mar foram transformados em golfinhos.

Quando Teseu chegou em Creta, contou com a ajuda de Ariadne, filha do rei Minos, que estava apaixonada por ele. Ela concordou em revelar o caminho de saída do labirinto se Teseu a levasse como esposa para Atenas. Ela porém foi abandonada em Naxos por Teseu. Dionísio a encontrou naquela ilha e a tomou como esposa. Após sua morte, Dionísio a conduziu ao Olimpo, e colocou no céu, como estrelas, a guirlanda que Hefesto havia preparado para seu casamento.

Aura, filha do Titã Lelantus e da Oceainida Periboea, era uma caçadora Frígia, aversa ao amor. Um dia quando estava dormindo em um bosque, foi violentada pelo deus, e deu à luz dois gêmeos. Sendo indesejados, assim que seus filhos nasceram, ela matou um deles, e em desespero se atirou no rio Sangarius, sendo transformada por Zeus em uma fonte.

Nicaea era uma ninfa de Astacia, e também era uma caçadora. Hymnus se apaixonou pela ninfa, mas ela ficou furiosa e matou-o. Um dia ela bebeu vinho, e se embebedou, e Dionísio aproveitou a oportunidade para tirar sua virgindade.

Aristaeus descobriu o mel, e muito orgulhoso do seu feito, competiu com Dionísio, dizendo ser o mel maior benção que o vinho. Zeus julgou entre os dois e deu o prêmio à Dionísio.

Hera, certa vez, enlouqueceu Dionísio, e ele chegou a um grande pântano, que não conseguia cruzar. Ele então foi ajudado por dois jumentos, um dos quais o carregou pela água, levando-o ao templo de Zeus. Quando o deus chegou ao santuário foi libertado da loucura, e, sentindo-se grato aos jumentos, os colocou entre as estrelas (Asellus Borealis e Asellus Australis em Câncer).

Hefesto

Deus grego do fogo, depois também da forja e dos artífices, e finalmente das artes e da própria perícia manual. Sua origem é provavelmente a Ásia Menor, sendo Lemnos seu principal centro de culto. A partir do VI séc. a.C. passou a ser venerado também em Atenas, onde foi erigido um templo em sua homenagem, o Theseum, que servia de centro do seu principal festival, a Hephaestia. Além destes, poucos indícios temos de culto a Hefesto na Grécia.
Hefesto é descrito como filho de Zeus e Hera ou como filho unicamente de Hera, que o teria gerado sem intercurso com o sexo masculino (Teogonia, Hesíodo).
A causa da sua imperfeição física (o deus era coxo) também possui duas versões: A primeira diz que Hera, furiosa pela imperfeição do filho, expulsou-o do Olimpo, lançando-o ao mar, onde foi socorrido e criado pela Nereida Tétis. Na segunda, Homero (Ilíada) conta que quando Zeus, irritado com sua esposa Hera por haver lançado uma tempestade contra Heracles que estava ao mar após tomar Tróia, prendeu-a para fora do Olimpo, este partiu em defesa de sua mãe, sendo lançado por Zeus para fora dos limites de seu reino. Hefestos caiu por três dias, aterrisando em Lemnos quase sem vida, onde foi ajudado pela deusa Tétis e por Eurynome, a mãe das Graças. As duas protegeram-no, escondendo-o em uma caverna da ira de sua mãe, que havia ficado profundamente envergonhada ao ver sua manqueira. Hefesto trabalhou por nove anos na caverna, aperfeiçoando sua arte, para retornar ao seu lugar de direito no Olimpo.
"Uma vez antes disso, Quando eu estava lutando para salvar você, ele me pegou pelos pés e me lançou para além dos limites celestiais; O dia inteiro eu fui levado, e ao pôr do sol eu caí em Lemnos, e pouca vida restava em mim."
Ilíada - Homero
Certa vez, Hera viu uma das jóias criadas por Hefesto e admirou-se da mestria empregada e quis saber quem havia feito tais criações. Hera descobriu que eram obras de seu filho e o mandou chamar de volta ao Olimpo, convite que foi recusado pelo deus. Conta-se então que Hera pediu que Dionísio o convecesse a voltar, o que só foi possível após o deus do vinho embriagá-lo. Hefesto retornou ao olimpo montado em uma mula, precedido por Dionísio que vinha a pé. No Olimpo ele criou obras magníficas, e sua habilidade o fez aceito por todos os deuses. Seu retorno ao Olimpo era tema comum entre artistas e poetas. De Hera, recebeu a mão da bela Afrodite como reparação pelos anos de exílio.
Essa união estava longe de ser estável, pois apesar de muito bela, Afrodite apresentava um caráter vulgar. Afrodite mantinha um caso com o deus da guerra Ares, do que Hefesto tomou conhecimento. Armou então uma armadilha para ambos, e, durante sua ausência, os dois deitaram-se na sua cama e ficaram presos em uma rede, expostos à vergonha em frente dos outros deuses.
Existe também o relato de que logo que voltou ao Olimpo fabricou tronos para todas as divindades do Olimpo, sendo que para Hera fabricou um trono que a prendeu assim que sentou-se. Para libertá-la Dionísio foi chamado e embebedou Hefesto, que assim libertou-a. Esse me parece uma recorrência do mito de retorno de Hefesto. Essa vingança não corresponde ao tratamento dispensado à Hera na Ilíada.
Em sua forja, que ficava sob o monte Etna, ou segundo outros na ilha de Lemno, trabalhava habilmente diversas criações, ajudado pelos ciclopes ou por dois auxiliares por ele criados (dourados, em forma de mulheres, inteligentes e com capacidade de fala). E quando estava executando mais uma de suas obras, as faíscas e a fumaça resultantes podiam ser vistas por todos através da saída do vulcão.
Prometeu Acorrentado , Ésquilo: Ao limite mais remoto da Terra, viemos, às terras Cíticas, uma solidão não explorada. E agora, Hefesto, tua é a obrigação de observar o mandato a ti imposto pelo Pai - para prender esse infame nas altas pedras escarpadas em inflexíveis grilhões de amarras inquebráveis. Ver mito de Prometeu .
Partiu a cabeça de Zeus, quando este estava com uma grande dor de cabeça, libertando Atena. Essa versão do nascimento de Atena contradiz o mito que Hera gerou Hefesto sozinha por inveja do fato de Zeus haver gerado Atenas sozinho. Ver mito do nascimento de Atenas .
Matou o gigante Mimas com misséis de metal quente. Gigantomaquia. Marido de Aglaé (Teogonia) e Afrodite (Odisséia). Na Ilíada a referência a Charis (singular de Charites, as Graças das quais Aglaé faz parte), parece reforçar a citação à Aglaé, apesar de não especificar seu nome.
Uma vez quando Atena procurou Hefesto para que este fabricasse uma nova armadura para ele, ele tentou forçar a deusa a amá-lo, mas esta resistiu. Porém ele derramou uma gota de sêmem na perna de Atenas, que caiu no chão quando a deusa fugia, dando nascimento à Erichthonius. Outra versão doz que a gota de sêmem caiu sobre Gaia que estava passando, dando ela origem a Erichtonius.

Eros

Eros é o deus grego do amor, também conhecido como Cupido (Amor, em latim).
Apesar de sua excepcional beleza ser altamente valorizada pelos gregos, seu culto tinha modesta importância. Na Beócia, um dos seus poucos locais de culto, ele era venerado na forma de uma pedra comum, indicando sua conexão com a origem do mundo. Depois, uma estátua esculpida por Praxiteles tomou o lugar desta pedra*.
As primeiras representações artísticas de Eros o mostram como um belo jovem alado, com traços de menino, normalmente despido, e portando arco e flecha. Eventualmente ele aparece nos mitos como um simples garoto brincalhão, lançando suas flechas em deuses e humanos, enquanto gradualmente vai perdendo seu status entre os deuses*.


Na Teogonia, de Hesíodo, Eros era uma das quatro divindades nomeadas como originais. As outras três eram o Caos, Gaia (a mãe-terra) e o Tártaro (o poço negro sob a terra).
"Aquele que é o amor, o mais belo entre os imortais, que tira a força dos membros: aquele que, em todos os deuses, em todos os seres mortais, sobrepuja a inteligência em seus peitos e todo os seus planos retalhados."**
Hesíodo nada mais fala desse deus, e tampouco ele aparece em Homero.
Posteriormente, foi associado firmemente à Afrodite, como seu filho, tendo como pai o deus Ares, aparecendo em diversas alegorias mitológicas.

Com o tempo ocorreu um favorecimento de sua representação na forma plural dos Erotes (Eros, Pothos e Himeros) em lugar da sua forma única, enquanto ele passava do ambiente mitológico para a esfera das artes.
Entre os gregos Himeros era a personificação divina do desejo, enquanto Pothos representava a saudade. Como companheiros de Eros (o Amor), aparecem frequentemente no séquito de Afrodite.

Psique era a mais nova de três filhas de um rei de Mileto e era extremamente bela. Sua beleza era tanta que pessoas de várias regiões iam admirá-la, assombrados, rendendo-lhe homenagens que só eram devidas à própria Afrodite. E, de fato, os altares da deusa começavam a esvaziar-se pois o povo negligenciava seu culto para ir ver Psique.
Profundamente ofendida e enciumada, Afrodite enviou seu filho, Eros, para fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio e vil de toda a terra. Porém, ao ver a beleza da jovem, Eros apaixonou-se profundamente por ela. As irmãs de Psique facilmente encontraram maridos, pois também eram belas, mas Psique permaneceu sozinha, pois apesar de ser admirada por todos, havia despertado a ira de Afrodite.
Seu pai suspeitou que inadvertidamente havia ofendido os deuses, e resolveu consultar o oráculo de Apolo. Através desse oráculo, o próprio Eros ordenou ao rei que enviasse sua filha ao topo de uma solitária montanha, onde seria desposada por uma terrível serpente.
"A virgem não se destina a ser esposa de um amante mortal. Seu futuro marido a espera no alto de uma montanha. É um monstro a quem nem os deuses nem os homens podem resistir."
A jovem aterrorizada foi levada ao pé do monte e abandonada por seu pesarosos parentes e amigos, sendo conduzida com os ritos de um funeral. Conformada com seu destino, Psique foi tomada por um profundo sono, e a brisa gentil de Zéfiro a conduziu através do ar a um lindo vale.
Quando ela acordou, caminhou por entre as flores do vale e chegou até um castelo magnífico. Notou que aquele castelo deveria ser a morada de um deus, tal a perfeição que podia ver em cada um dos seus detalhes. Tomou coragem e entrou no deslumbrante palácio, onde todos os seus desejos eram satisfeitos por ajudantes invisíveis, dos quais só podia ouvir a voz. Quando chegou a escuridão, foi conduzida pelos criados a um quarto de dormir, e lá deitou-se, certa de que ali encontraria finalmente o seu terrível esposo.
Começou a tremer quando sentiu que alguém entrara no quarto, mas uma voz maravilhosa a acalmou, e mãos humanas acariciaram seu corpo. Assim, a esse amante misterioso, ela se entregou.

"Porque queres me ver? Podes duvidar de meu amor? Tens algum desejo que não foi satisfeito? Se me visses, talves iria temer-me, talvez adorar-me, mas a única coisa que peço é que me ames. Prefiro que me ames como igual que me adores como deus."
Quando acordou, já havia chegado o dia, e seu amante havia desaparecido. Porém essa mesma cena se repetiu por diversas noites. Enquanto isso, suas irmãs continuavam a sua procura, mas seu esposo misterioso a alertou para não responder aos seus chamados. Porém Psique sentia-se solitária em seu castelo-prisão, e continuamente implorava ao seu amante para deixá-la ver suas irmãs, e compartilhar com elas as maravilhas daquele castelo. Ele finalmente aceitou, mas impôs a condição que, não importando o que suas irmãs disessem, ela nunca tentaria conhecer sua verdadeira identidade.
Quando suas irmãs entraram no castelo e viram aquela abundância de beleza e maravilhas, foram tomadas de inveja, e notando que o esposo de Psique nunca aparecia, perguntaram maliciosamente sobre sua identidade. Psique sempre respondia que ele estava atarefado, mas que era um jovem muito belo. Suas irmãs retornaram para casa, mas a dúvida e a curiosidade tomavam conta de seu ser, aguçadas pelos comentários de suas irmãs. Seu esposo alertou-a que suas irmãs estavam tentando fazer com que ela olhasse seu rosto, mas se assim ela fizesse, ela nunca mais o veria novamente. Além disso, ele contou-lhe que ela estava grávida, e se ela conseguisse manter o segredo ele seria divino, porém se ela falhasse, ele seria mortal. No entanto, concedeu a ela o direito de receber novamente suas irmãs.
Em resposta a suas questões, Psique contou-lhes que estava grávida, e que sua criança seria de origem divina. Suas irmãs ficaram ainda mais enciumadas com a situação de Psique, pois além de todas aquelas riquezas, ela era a esposa de um lindo deus. Assim, trataram de convecer a jovem a olhar a identidade do esposo, pois se ele estava escondendo seu rosto era porque havia algo de errado com ele. Ele realmente deveria ser uma horrível serpente e não um deus maravilhoso.
Psique ficou realmente assustada com o que suas irmãs disseram a ela, que quando suas irmãs partiram, ela escondeu uma faca e uma lâmpada próximo a sua cama, decidida a conhecer a identidade de seu marido, e se ele fosse realmente um monstro terrível, matá-lo. Ela havia esquecido dos avisos de seu amante, de não dar ouvidos a suas irmãs.
Quando Eros chegou naquela noite, ele fez amor com ela como normalmente fazia, e virou-se para descansar ao seu lado. Psique tomou coragem e aproximou a lâmpada do rosto de seu marido, esperando ver uma horrenda criatura. O que viu porém deixou-a maravilhada. Um jovem de extrema beleza estava repousando com tamanha quietude e doçura que ela pensou em tirar a própria vida por haver dele duvidado. Enfeitiçada por sua beleza, demorou-se admirando o deus alado. Não percebeu que havia inclinado de tal maneira a lâmpada que uma gota de olho quente caiu sobre o ombro direito de Eros, acordando-o. Eros olhou-a assustado, e tentou voar através da janela do quarto. Psique inultimente tentou agarrá-lo pelas pernas, mas ele escapou.
"Tola Psique! É assim que retribuis meu amor? Depois de haver desobedecido as ordens de minha mãe e te tornado minha esposa, tu me julgavas um monstro e estavas disposta a cortar minha cabeça? Vai. Volta para junto de tuas irmãs, cujos conselhos pareces preferir ao meu. Não lhe imponho outro castigo, além de deixar-te para sempre. O amor não pode conviver com a suspeita."
Quando se recompôs, notou que o lindo castelo a sua volta desaparecera, e que se encontrava bem próxima da casa de seus pais. Psique ficou inconsolável. Tentou suicidar-se atirando-se em um rio próximo, mas suas águas a trouxeram gentilmente para sua margem. Foi então alertada por Pan para esquecer o que se passou e procurar novamente ganhar o amor de Eros.
Quando suas irmãs souberam do acontecido, figiram pesar, mas pensaram que talvez agora ele escolhesse uma delas como esposa. Partiram então para o topo da montanha na qual sua irmã havia sido deixada há muito tempo, e chamaram o vento Zéfiro, para que as sustentasse no ar e as levasse até Eros, pois era assim que sempe haviam alcançado o castelo de sua irmã. Zéfiro desta vez não as ergueram no céu, e elas caíram no despenhadeiro, morrendo.
Psique continuava sua busca por todos os lugares da terra, dia e noite, até que chegou a um templo no alto de uma montanha. Com esperança de lá encontrar o amado, entrou no templo e viu uma grande bagunça de grãos de trigo e cevada, ancinhos e foices espalhados por todo o recinto. Convencida que não devia negligenciar o culto a nenhuma divindade, pôs-se a arrumar aquela desordem, colocando cada coisa em seu lugar. Deméter, para quem aquele templo era destinado, ficou profundamente grata por ver a jovem tão ocupada em ordenar seu santuário.
"Ó Psique, embora não possa livrá-la da ira de Afrodite, posso ensiná-la a fazê-lo com suas próprias forças: vá ao seu templo e renda a ela as homenagens que ela, como deusa, merece."
Afrodite a recebeu em seu templo com a raiva estampada em sua fronte, e sabendo de como seu filho havia desobedecido suas ordens por causa daquela jovem, e ainda, que agora ele se encontrava em um leito, recuperando-se da ferida causada pelo óleo quente que fora derramado em seu ombro, recusou-se a perdoar Psique. A deusa impôs, então, sobre ela uma série de tarefas que deveria realizar, tarefas tão difíceis que poderiam causar sua morte.
Primeiramente, deveria, antes do anoitecer, separar uma grande quantidade de grãos misturados de trigo, aveia, cevada, feijões e lentilhas. Psique ficou assustada diante detanto trabalho, porém uma formiga que estava próxima a Psique ficou comovida com a tristeza da jovem e convocou seu exército a isolar cada uma das qualidades de grão.
No dia seguinte, Afrodite ordenou que fosse até as margens de um rio onde ovelhas de là dourada pastavam e trouxesse um pouco da lã de cada carneiro. Psique estava disposta a cruzar o rio quando ouviu um junco dizer que não atravessasse as águas do rio até que os carneiros se pusessem a descansar sob o sol quente, quando ela poderia aproveitar e cortar sua lã. De outro modo, seria atacada e morta pelos carneiros. Assim feito, Psique esperou até o sol ficar bem alto no horizonte, atravessou o rio e levou a Afrodite uma grande quantidade de lã dourada.
Ainda não satisfeita, Afrodite ordenou que ela fosse ao topo de uma alta montanha e trouxesse uma jarra cheia com um pouco da água escura que jorrava de seu cume. Dentre os perigos que Psique enfrentou, estava um dragão que guardava a fonte. Ela foi ajudada nessa tarefa por uma grande águia, que voou baixo próximo a fonte e encheu a jarra com a negra água.
Afrodite ficou muito irada com o sucesso da jovem, e planejou uma última, porém fatal, tarefa. Psique deveria descer ao mundo inferior, o Hades, e pedir a Perséfone, que lhe desse um pouco de sua própria beleza, que deveria guardar em uma caixa. Desesperada, subiu ao topo de uma elevada torre e quis atirar-se, para assim poder alcançar o Hades. A torre porém murmurrou instruções de como entrar em uma particular caverna e através dela descer aos Ínferos. Ensinou ainda como driblar os diversos perigos da jornada, como passar pelo cão Cérbero e recebeu uma moeda, para pagar a Caronte pela travessia do Estige.
"Quando Perséfone lhe der a caixa com sua beleza, toma o cuidado, maior que todas as outras coisas, de não olhar dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe a olhos mortais."
Seguindo essas palavras, conseguiu chegar até Perséfone, que estava sentada imponente em seu trono, e recebeu dela a caixa com o precioso tesouro. Tomada porém pela curiosidade em seu retorno, abriu a caixa para espiar, e ao invés de beleza havia apenas um sono terrível que dela se apossou. Eros, curado de sua ferida, voou ao socorro de Psique, e conseguiu colocar o sono novamente na caixa, assim salvando Psique.
Lembrou novamente à jovem que sua curiosidade havia novamente sido sua grande falta, mas que agora podia apresentar-se à Afrodite e cumprir a tarefa. Enquanto isso, Eros foi ao encontro de Zeus, e implorou a ele que apaziguasse Afrodite e ratificasse o seu casamento com Psique. O grande deus ordenou que Hermes conduzisse a jovem à assembléia dos deuses, e a ela foi oferecida uma taça de ambrosia. Então com toda a cerimônia, Eros casou-se com Psique, e no devido tempo nasceu seu filho, chamado Voluptas (Prazer).

Gaia

Livre de nascimento ou destruição, de tempo e espaço, de forma ou condição, é o Vazio. Do Vazio eterno, Gaia surgiu dançando e girando sobre si como uma esfera em rotação. Ela moldou as montanhas ao longo de Sua espinha e vales nos buracos de Sua pele. Um ritmo de morros e planícies seguia Seus contornos. De Sua quente umidade, Ela fez nascer um fluxo de chuva que alimentou a Sua superfície e trouxe vida.
Criaturas sinuosas desovaram nas correntezas das piscinas naturais, enquanto pequenos filhotes verdes se lançaram através de seus poros. Ela encheu os oceanos e lagoas e fez os rios correrem através de profundos sulcos. Gaia observava suas plantas e animais crescerem. Então Ela trouxe à luz de Seu útero seis mulheres e seis homens.
Os mortais prosperaram ao longo do tempo, mas estavam continuamente preocupados com seu futuro. No início, Gaia pensou que era uma espantosa excentricidade de sua parte, contudo, vendo que sua preocupação com o futuro consumia algumas de suas crianças, Ela inaugurou entre eles um oráculo. Nos morros do local chamado Delfos, Gaia fez brotar vapores de Seu mundo interior. Eles subiram por uma fenda nas rochas, envolvendo uma sacerdotisa. Gaia instruiu-a a entrar em transe e interpretar as mensagens que surgiam da escuridão de sua terra-útero. Os mortais viajavam longas distâncias para consultar o oráculo: Será o nascimento do meu filho auspicioso? Será nossa colheita recompensadora? Trará a caça suficiente comida? Conseguirá minha mãe sobreviver a sua doença? Gaia estava tão comovida com sua torrente de ansiedades, que trouxe outros prodígios ao futuro para Atenas e o Egeu.
Incessantemente, a Mãe-Terra manifestou presentes em sua superfície e aceitou os mortos em seu corpo. Em retribuição ela era reverenciada por todos os mortais. Oferendas a Gaia de bolos e mel e cevada, eram deixados em pequenos buracos no chão à frente dos locais onde eram realizadas as colheitas. Muitos dos seus templos eram construídos próximo a pequenas fendas, onde anualmente os mortais ofereciam bolos doces através de seu útero, e do interior da escuridão do seu segredo, Gaia aceitava seus presentes.

Hyperion

Filho de Gaia e Urano, e quarto titã a nascer, Hyperion casou-se com sua irmã Theia sendo pai de Helios, Selene e Eos Tanto Hyperion era identificado com Helios quanto Helios com Hyperion.
"E, se algum dia alcançarmos Ítaca, nossa terra nativa, nos iremos construir um rico templo para Helios Hyperion e colocar muitas oferendas..."*
Divindade solar predominante de povos primitivos, desempenhou papel secundário na era clássica.

Poseidon

Deus grego do mar, era o filho de Cronos e Reia e um dos doze deuses olímpicos. Normalmente representado como um homem de barba portando um tridente, o qual era usado para bater o mar e para separar pedaços de rocha. Ele também era imaginado em forma eqüina, e acreditava-se haver sido o primeiro a domesticar o cavalo. Ele vivia sob o mar e conduzia uma carruagem puxada por cavalos, que se assemelhavam às ondas do mar. Sua esposa, a ninfa do mar (nereida ou oceanida) Anfitrite, deu à luz diversos filhos seus, incluindo Tritão - metade homem e metade peixe. Além disso, possuía um grande número de outros filhos ilegítimos, incluindo monstros e gigantes, de seus numerosos casos extraconjugais. Neste aspecto ele se equiparava à Zeus. Poseidon engravidou a górgona Medusa, e ela gerou Crisaor e Pégasus. Do rapto de Aethra resultou o nascimento de Teseu. Ele também raptou Amymone quando ela tentava escapar de um sátiro. Outros de seus filhos são: Sinis, Polifemo, o ciclope, Órion, o rei Amycus, Proteus, Agenor e Belus (de Lybia), Pélias e o rei do Egito, Busiris (filho de Lysianassa). Um de seus casos amorosos mais conhecidos envolveu sua irmã, Deméter . Poseidon perseguiu-a, e para evitá-lo, ela se transformou em uma égua. Em seu desejo por ela, ele se transformou em um garanhão e copulou com a égua. Deste encontro nasceu um esplêndido cavalo, Arion. Esta associação possivelmente vem do fato de, assim como Deméter, Poseidon também era primitivamente um deus da fertilidade. Poseidon era venerado pelos marinheiros e navegantes, que buscavam nele proteção para suas viagens marítimas. Muitos sacrificavam cavalos em sua honra para assegurar suas bençãos. Devido possivelmente ao seu caráter como mar tempestuoso, Poseidon era visto como um deus indomável, e de seu temperamento muitas vezes resultavam ações violentas. Quando ele estava bem humorado, havia um mar calmo e condições propícias. Mas quando estava irritado, ele lançava seu tridente ao chão com força, criando terríveis terremotos, naufrágios ou afogamentos. Quando Cronos foi derrotado, Poseidon recebeu por sorteio o domínio sobre os mares, sendo dados os demais reinos aos seus dois irmãos: o céu ficou sob o domínio de Zeus e o mundo inferior sob o de Hades. A terra era dominada pelos três, apesar de haver uma consciência da superioridade de Zeus. "Eu, verdadeiramente digo, quando a sorte foi tirada, ganhei para mim o grande mar cinzento como minha habitação para toda a eternidade, e Hades ganhou as trevas e a escuridão, enquanto Zeus ganhou o imenso céu, em meio ao ar e às nuvens; mas a terra e o alto Olimpo permaneceram comum a todos nós." Ilíada - Homero É incerto se Poseidon foi sempre o mais proeminente deus do mar, mas seu culto se espalhou por toda a Grécia desde tempos remotos, e famílias abastadas gostavam de chamá-lo de "Pai Ancestral". Poseidon disputou algumas vezes, e com diferentes deuses, o domínio sobre algumas cidades da Grécia. Poseidon entrou em disputa com Hélio sobre as terras ao redor de Corinto. O Hecatoncheire Briareus, que havia ajudado Zeus contra a conspiração dos deuses a qual Poseidon tomou parte, serviu como juiz da disputa. Briareus atribuiu a Poseidon o Istmo de Corinto e as terras circunvizinhas, e deu à Helio as alturas sobre a cidade. Uma disputa similar ocorreu com Hera, sobre o patronado de Argos. Um tribunal de três deuses-rio: Inachus, Cephisus e Asterion, decidiram que Argolis iria pertencer a Hera e não a Poseidon. Irado com tal resultado, o deus fez as águas dos rios desaparecerem e eles só apresentavam alguma água quando havia chuva. Poseidon também inundou diversos distritos em Argolis como punição. Outra discórdia em relação ao direto do patronado sobre terras surgiu entre Poseidon e Atena em relação a Troezen. Mas Zeus decidiu que os dois deviam repartir a cidade, e assim os dois fizeram. A disputa mais conhecida se deu com a mesma deusa Atena , pela cidade de Atenas. Com um golpe de seu tridente na Acrópole, ele fez surgir uma fonte de água salgada que do local podia ser vista. Mas Atena veio após ele e fez brotar uma oliveira. Eles então lutaram pelo domínio da cidade, até que Zeus os separou e outorgou aos deuses olímpicos a arbitragem da disputa. Eles entregaram a cidade à Atenas por que consideraram seu benefício maior que o de Poseidon. No altar da Acrópole foi preservada durante muito tempo uma oliveira e uma piscina de água salgada, testemunhas da disputa entre os deuses. Como de costume, Poseidon inundou os campos de Atenas até que Zeus resolveu a disputa: O templo de Atenas foi erigido na Acrópole e o de Poseidon no Cabo Sunium, que majestosamente avançava sobre o Mar Egeu. Os Arcádios diziam que quando Poseidon nasceu, sua mãe declarou a Cronos que ela havia dado à luz um cavalo, e deu ao titã um potro para ele engolir. Um artifício parecido teria sido usado também quando Zeus nasceu, e Reia deu uma pedra para Cronos engolir no lugar do filho. Quando Poseidon resolveu se casar com a oceanida Anfitrite, ela escapou e fugiu para se esconder. Poseidon então enviou diversos seres para procurá-la, entre os quais um golfinho. Depois de muito procurar, o golfinho encontrou Anfitrite e convenceu-a a aceitar a proposta de Poseidon. Por esse motivo, o deus colocou o golfinho entre as constelações. Uma lenda famosa conta como ele e Apolo foram obrigados por Zeus, como castigo por uma conspiração, a construir as muralhas de Tróia, mediante pagamento acertado previamente com o rei troiano Laomedon. Porém, após concluído o serviço, foram trapaceados no pagamento, e Apolo afligiu a cidade com uma praga, enquanto Poseidon enviou um monstro do mar. Laomedon consultou um oráculo que determinou que para aplacar o monstro, o rei deveria entregar sua filha como sacrifício a ele. O rei então estabeleceu que quem salvasse Hesione de seu destino, receberia como prêmio os cavalos divinos, que foram presente de Zeus ao seu avô, Tros. Herácles salvou Hesione, mas novamente o rei não manteve a sua palavra e trapaceou o Herói. Héracles então atacou Tróia e matou o rei e a maioria dos seus filhos. Héracles levou Hesione cativa, e deu-a como esposa ao seu companheiro Telamon. Príamo, o único dos filhos do rei a escapar com vida, reconstruiu a cidade. A trapaça do rei foi uma das razões para a oposição de Poseidon aos troianos e seu suporte aos gregos durante a Guerra de Tróia. Em outra ocasião, Poseidon enviou um monstro do mar quando Cassiopéia gabou-se de ser mais bonita que as Nereidas. Elas ficaram furiosas e convenceram o deus a enviar o monstro contra os Teucrianos. Após consultar um oráculo, entregaram Andrômeda ao monstro como sacrifício para poupar a cidade, mas esta foi salva por Perseu , que transformou o monstro em pedra usando a cabeça da Medusa. Outro soberano que ofendeu Poseidon foi o rei de Creta. Quando o rei Minos pediu por um sinal, Poseidon enviou um touro branco das águas. O costume religioso mandava que Minos sacrificasse o animal, mas ao invés disso, Minos resolveu sacrificar outro animal. Como resultado, a sua própria esposa se tornou apaixonada pelo touro, dando à luz o Minotauro.Prometeu

Céu e terra já estavam criados. A parte ígnea, mais leve, havia se espalhado e formado o firmamento. O ar colocou-se em seguida. A terra, sendo a mais pesada, ficou para baixo e a água ocupou o ponto inferior, fazendo flutuar a terra. E neste mundo assim criado, habitavam as plantas e os animais. Mas faltava a criatura na qual pudesse habitar o espírito divino.
Foi então que chegou à terra o titã Prometeu, descendente da antiga raça de deuses destronada por Zeus. O gigante sabia que na terra estava adormecida a semente dos céus. Por isso apanhou um bocado de argila e molhou com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o homem, à semelhança dos deuses, para que fosse o senhor da terra. Apanhou das almas dos animais características boas e más, animando sua criatura. E Atena , deusa da sabedoria, admirou a criação do filho dos titãs e insuflou naquela imagem de argila o espírito, o sopro divino.
Foi assim que surgiram os primeiros seres humanos, que logo povoaram a terra. Mas faltavam-lhes os conhecimentos sobre os assuntos da terra e do céu. Vagavam sem saber a arte da construção, da agricultura, da filosofia. Não sabiam caçar ou pescar - e nada sabiam da sua origem divina.
Prometeu se aproximou e ensinou às suas criaturas todos esses segredos. Iventou o arado para que o homem plantasse, a cunhagem das moedas para que houvesse o comércio, a escrita e a mineração. Ensinou-lhes a arte da profecia e da astronomia, enfim todas as artes necessárias ao desenvolvimento da humanidade.
Ainda faltava-lhes um último dom para que pudessem manter-se vivos: o fogo. Este dom, entretanto, havia sido negado à humanidade pelo grande Zeus. Porém, Prometeu apanhou um caule do nártex, aproximou-se da carruagem de Febo (o Sol) e incendiou o caule. Com esta tocha, Prometeu entregou o fogo para a humanidade, o que dava a ela a possibilidade de dominar o mundo e seus habitantes.
Zeus, porém, se irritou ao ver que o homem possuíra o fogo e que sua vontade fora contrariada. Por isso tramou no Olimpo a sua vingança. Mandou que Hefaístos fizesse uma estátua de uma linda donzela, e chamou-a Pandora - "a que possui todos os dons", pois cada um dos deuses deu à donzela um dom. Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música. Ainda vários outros encantos foram colocados na criatura pelos deuses.
Zeus pediu ainda que cada imortal reservasse um malefício para a humanidade. Esses presentes maléficos foram guardados numa caixa, que a donzela levava às mãos. Pandora, então, desceu à terra, conduzida por Hermes, e aproximou-se de Epimeteu - "o que pensa depois", o irmão de Prometeu - "aquele que pensa antes" e diante dele abriu a tampa do presente de Zeus. Foi então que a humanidade, que até aquele momento havia habitado um mundo sem doenças ou sofrimentos, se viu assaltada por inúmeros malefícios. Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente, antes que o único benefício que havia na caixa escapasse: a esperança.
Zeus dirigiu então sua fúria contra o próprio Prometeu, mandando que Hefesto e seus serviçais Crato e Bia (o poder e a violência) acorrentassem o titã à um despenhadeiro do monte Cáucaso. Mandou ainda uma águia para devorar diariamente o seu fígado que, por ser ele um titã, sempre se regenerava. Seu sofrimento durou por inúmeras eras, até que Héracles passou por ali e viu o sofrimento do gigante. Abateu a gigantesca águia com uma flecha certeira e libertou o cativo das suas correntes. Entretanto, para que Zeus tivesse sua vontade cumprida, o gigante passou a usar um anel com uma pedra retirada do monte. Assim, Zeus poderia sempre afirmar que Prometeu mantinha-se preso ao Cáucaso.


Pandora

a Caixa de Pandora...
O mito mais conhecido sobre Pandora é o que conta a história da sua criação pelos deuses, e de seu maléfico presente para a humanidade, escondido em uma caixa. Esse mito pode ser lido na página sobre Prometeu . O mito abaixo mostra a visão que os povos pré-helênicos tinham de Pandora, que é diametralmente oposta da que citamos acima. Esta é a mitologia de um povo agrícola, com seu culto à deusa-mãe...

A Deusa-Mãe deu aos homens vida. Isso os deixava demasiadamente intrigados. Eles olhavam-se curiosos e admirados, e então partiam para buscar por comida. Lentamente descobriram que a fome poderia ter muitas formas.
Certa manhã os homens seguiram um filhote de urso extraordinariamente gordo até uma colina coberta de arbustos que balançavam pesadamente com frutos vermelhos. Eles começaram a banquetear imediatamente, pouco atentos aos tremores que iniciavam sobre seus pés. Devido ao estremecimento, uma fenda abriu-se no topo do morro, e dela emergiu Pandora, com suas serpentes terrenas. Os mortais estavam paralisados de medo, mas a deusa arrastou-os para Sua aura.
"Eu sou Pandora, a Doadora de todos os Presentes. Ela retirou a tampa de seu grande jarro. Dele tirou uma romã, que tornou-se uma maçã, que tornou-se um limão, que tornou-se uma pera. "Eu trago árvores cheias de flores que dão muitos frutos, árvores retorcidas com olivas penduradas e essa videira que irá sustentar vocês". A deusa pegou no jarro uma porção de sementes as quais espalhou pela colina. "Eu trago a vocês plantas para matar a fome e para curar a doença, para tecelagem e tinturaria. Sob a minha superfície vocês encontrarão minerais e argilas de inúmeras formas". Ela pegou do jarro duas pedras achatadas. "Atentem ao meu presente: Eu trago pederneiras".
Então Pandora virou seu jarro de lado, inundando por toda a colina a sua graça. Os mortais banhavam-se nas cores de Sua aura. "Eu trago maravilhas, curiosidade e memória. Eu trago sabedoria. Eu trago justiça com misericórdia. Eu trago laços de cuidadeo e de comunhão. Eu trago coragem, força e persistência. Eu trago amabilidade para todos os seres. Eu trago as sementes da paz".

Tânatos

Tânatos, na mitologia grega, personificava a morte. Era filho de Nyx (a Noite), e era representado como um jovem alado portando uma tocha apagada. Apesar de ser bastante utilizado na arte e poesia, ele tinha um papel apenas secundário no culto oficial, com exceção de Esparta onde era alvo do culto popular.
Existe uma lenda que narra como o jovem Sísifo (fundador e primeiro rei de Corinto) sobrepujou Tânatos, impossibilitando as pessoas de morrerem, até que Ares libertou a Morte.

Nike

Deusa da vitória e filha do titã Pallas e de Styx. Ela não era a criadora da vitória, mas sim a responsável por entregá-la ao vitorioso.
Normalmente era representada com outros deuses portadores da vitória, principalmente Zeus e Atena . Nike era representada em uma forma alada, portando atributos como um ramo de palmeira ou uma guirlanda.
Era identificada com a deusa Victoria romana.

Themis

Themis era filha de Urano e Gaia , e, portanto, uma titã. Considerada a personificação da Ordem e do Direito divinos, ratificados pelo Costume e pela Lei, Themis era freqüentemente invocada por pessoas que faziam juramentos. Era considerada a deusa da Justiça. Ela era representada como uma divindade de olhar austero, tendo os olhos vendados e segurando uma balança e uma cornucópia. Os romanos a chamavam Justitia. Themis foi a segunda esposa de Zeus , após este desposar Métis e antes de se casar com Hera. Com Zeus, ela deu à luz as Horas e as Moiras . Sua outra filha com Zeus, Astraea também era uma deusa da justiça. Conta-se que ela deixou a Terra no fim da Idade do Ouro para não presenciar as aflições e sofrimentos da humanidade durante as idades do Bronze e do Ferro. No céu ela tornou-se a constelação de Virgo.* Também Themis foi transformada em uma constelação, Librae (apesar desta representar apenas a sua balança). Prometeu algumas vezes chamava Themis de mãe, mas outras vezes chamava assim à Gaia, e desta forma surgiu uma espécie de identidade entre ambas as deusas, que fez muitos pensarem serem elas a mesma deusa. Themis advertiu Prometeu a não se unir aos titãs em sua luta contra os deuses olímpicos, pois segundo sua profecia seriam os mais espertos, e não os mais brutos, que iriam ganhar a supremacia. Quando o titã Prometeu foi acorrentado ao Monte Cáucaso, Themis profetizou que ele seria libertado pelo descendente de uma Danaide. Sua profecia se concretizou quando Héracles , salvou-o do seu castigo. "Muitas vezes minha mãe Themis, ou Terra (apesar de apenas uma forma, ela tinha muitos nomes), predisse a maneira como o futuro estava destinado a ocorrer. Que não seria por força bruta nem por violência, mas por astúcia que aqueles que ganhariam a ascendência iriam prevalecer." *** Prometeu A este respeito, podemos considerar a deusa como uma das muitas emanações da Mãe-Terra, sendo Themis "a força que une as pessoas, sendo a consciência coletiva, o imperativo social, a ordem social".***** Ainda neste raciocínio, pode-se inferir a relação dos costumes e direitos antigos com os caminhos da própria terra. Era também uma deusa de profecias, e após Gaia, ocupou o trono do Oraculo de Delfos até que Apolo matou a serpente Píton e tomou posse do assento. * "Primeiramente, nesta minha oração, eu dou o lugar de mais alta honra entre os deuses à profetisa primordial, Terra (Gaia); e depois dela à Themis, pois ela foi a segunda a tomar este assento oracular de sua mãe, como nos conta a lenda."**** Sacerdotisa Pítia Foi Themis quem alertou Zeus que o filho de Tétis seria uma ameça à seu pai (ver " O Nascimento de Atena "). Ajudou Deucalião e Pirra a formar a humanidade após o dilúvio enviado como castigo por Zeus, profetizando que ambos deveriam "jogar os ossos de sua mãe para trás das costas". Pirra ficou temerosa de cometer algum sacrilégio ao profanar os ossos de sua mãe, não captando o sentido da profecia. Deucalião, porém, entendeu tratar-se de pedras os ossos da deusa-Terra, mãe de todos os seres. Assim ele atirou pedras para trás e delas surgiram homens.** A ilustração acima representa Deucalião e Pirra no altar de Themis. No sistema olímpico, Themis possui duas funções principais: Ela convoca e dissolve a Agora no Monte Olimpo (Zeus não pode formar sua própria assembléia, ele deve pedir a Themis que o faça), e preside sobre os banquetes.

ANJOS

(foto retirada da net, créditos apenas ao autor).





AÍ VAI A MINHA PEQUENA COLABORAÇÃO SOBRE OS NOSSOS QUERIDOS E AMADOS ANJOS:






ANJOS DO PERDÃO

1. Perdão para com as ofensas
Divinos Anjos: Meu irmão me ofendeu e em mim ficou uma ferida. Que a ferida feche, para que não se converta em rancor. Que do sangue que dela jorrou possam crescer as flores do perdão. Que eu compreenda que ganho mais perdoando que odiando. Porque o perdão cura, purifica e eleva.

2. Perdão para com os inimigos
Se alguém se aproximar de mim para me prejudicar, peço que os Anjos do Perdão transmutem esses sentimentos negativos em amor. Perdoa-os, Senhor, porque não sabem o que fazem. Divinos Anjos. Peço que guiem meus inimigos para a luz.

3. Perdoando a si próprio
Meu coração está submerso no sentimento de amor. Solto os pensamentos de ódio. Fico livre. Estou entrando na paz. Perdôo a mim mesmo por qualquer erro cometido, seja em pensamento, palavra ou ação. Liberto-me do sentimento de culpa. O perdão de Deus chega até a mim por intermédio de Seus Anjos e sou feliz... feliz... feliz...





ANJOS DA ALEGRIA

Anjos da Alegria, façam de mim uma criança eterna, para que eu possa viver contente e fazer felizes aqueles que me rodeiam.


ANJOS DO AGRADECIMENTO

1. Anjos do Agradecimento, estou feliz com minha vida, com as pessoas que me rodeiam, com os acontecimentos de meus dias. Peço que este sentimento que experimenta minha alma permaneça dentro de mim como um fogo invisível. Agradeço, Divinos Anjos, por levares ao Senhor duas palavras: Muito Obrigado!

2. Faço louvores ao Senhor, elogio seus Anjos que me ajudaram. Agora estou livre de problemas. Recebi um importante ensinamento e estou disposto a ver o mundo com novos olhos. Obrigado pelas bênçãos que recebi.



ANJOS DO AMOR

1. Anjos do Amor! Quero que estimulem meu sentimento de amor à raça humana! Que eu possa ver em cada ser humano, rico ou pobre, homem ou mulher, jovem ou velho, a divina chama espiritual. Que o amor seja minha arma e meu escudo na luta do mundo.

2. Que os Anjos do Amor gerem uma força renovadora em mim. Que eu possa superar os complexos de culpa, os medos, a insegurança, e compreender que o amor de Deus é o maior poder do mundo.


3. Divinos Anjos, espalhem amor entre minha família, meus amigos e meus inimigos. Que o amor divino brote no meu coração para que eu possa abençoar os que me rodeiam em cada instante de minha vida.

4. Que o amor flua hoje de meu coração, de minhas mãos e de meus pés. Que se expresse nas minhas palavras, nas minhas obras e no meu caminho. Que os Anjos do Amor me acompanhem na jornada terrestre para criar um círculo mágico em meu redor.


5. Consagro meu ser a serviço do Amor. Só o amor compreende, cura e eleva. Que os divinos Anjos do Amor me façam mergulhar no sentimento de união!





ANJOS DA PAZ

1. Hoje não critico, não condeno, não julgo, fico em paz espiritual e projeto uma aura de paz ao mundo. Todos aqueles que entram em contato comigo percebem a minha paz e minha força.

2. Divinos Anjos da Paz, rodeiem-me para que minha mente se torne pacífica como um lago quieto e cristalino. Que meus conflitos sejam resolvidos. Que a guerra mental cesse! Que meu mundo interior se estruture na perfeita harmonia. Tenho confiança no poder de Deus, que chega até mim por intermédio de seus Santos Anjos. Que a paz, que transcende toda a compreensão, seja uma dádiva do céu e que minha vida tenha a paz como eixo.


3. Paz para todos os homens de boa vontade. Paz para o mundo. Que a paz penetre em todos os cantos da mente humana e que manifeste todo o seu poder criativo, para o bem estar e a evolução da humanidade.
ANJOS DO DISCERNIMENTO

Divinos Anjos do Discernimento, peço perdão por todo o carma acumulado. Que vossa divina presença ilumine meu caminho, desperte minha intelig6encia superior e me dê o divino discernimento de que preciso nesta hora de prova. Minha mente está confusa, então solicito luz para ver a senda espiritual. Uma rocha acesa para iluminar a escuridão. Que nunca me sinta sozinho nem afastado dos outros seres. Peço sabedoria para perceber a presença de Deus em todos os corações humanos. Tenho fé no poder espiritual, que me protege e orienta.




ANJOS DA PROSPERIDADE

Divinos Anjos da Prosperidade, ajudem-me a aceitar a prosperidade como parte integrante da minha vida. Ajudem-me a me libertar das idéias de miséria ou carência. Que a cada dia meus assuntos melhorem, que minha colheita seja abundante e minha vida rica material e espiritualmente. Dêem-me discernimento para ajudar a outras pessoas.




ANJOS DA COLABORAÇÃO

Divinos Anjos da Colaboração, auxiliem-me. Façam com que, quando eu desejar realizar algo, todos me apoiem e me ajudem. Que minha obra seja divinamente protegida. Que tudo o que eu realizar sem egoísmo, pelo bem dos homens receba o apoio e a colaboração de meus semelhantes.



ANJOS DA MÚSICA

1. Divinos Anjos da Música, que eu possa me render ao poder do ritmo. Que o som espiritual repique nos meus ouvidos, como um sino, para que eu possa me tornar um criador mental.

2. Cantam os pássaros e canta o mar, que eu possa compreender a Natureza, para criar música que leve os homens a se elevarem espiritualmente.


3. Que a beleza, o amor e o poder se expressem através de minha música.


ANJOS DA LIBERDADE

1. Divinos Anjos da Liberdade, quero ser livre! Não quero cometer mais erros. Quero esquecer o passado. Começar uma vida nova. Que o sentimento de liberdade no plano físico, psicológico e mental me acompanhe sempre.

2. Anjos da Liberdade, abram meus olhos para ver o caminho a percorrer e me dêem coragem para aceitar o meu destino. Nasci para ser livre. Quero assumir o peso das minhas decisões. Ser responsável por minha vida. Viver o presente, como o guerreiro que sabe que enfrenta uma batalha. Que a liberdade domine minhas horas e guie minhas ações.

3. Anjos da Liberdade, libertem-me do medo, da covardia, do desejo de me acomodar para viver protegido. Dêem-me o fogo da liberdade, para acender a minha alma, minha mente e meu coração.

4. Que eu possa ficar livre de qualquer limitação mental ou material. Que de agora em diante, para sempre, minha vida seja iluminada pela luz da verdade.



ANJOS DO SERVIÇO

Anjos do Serviço! Quero ajudar meus irmãos, desço da montanha da paz para o vale do sofrimento, vou curar as feridas, vou auxiliar a humanidade. Divinos Anjos do Serviço , indiquem-me o caminho para agir na hora certa, para levar paz e consolo a meus semelhantes, para dar fé e iluminar os caminhos do mundo.



ANJOS DA TERRA

Anjos da Terra! Peço que a atmosfera da Terra seja purificada.
Que nosso planeta seja protegido e que todas as belezas criadas por Deus se mantenham intactas para que as próximas gerações possam também contemplar a beleza deste planeta e dar graças ao Criador.


ANJOS DA ORAÇÃO

Guiem minhas orações, Divinos Anjos, para que sejam poderosas como uma águia e inofensivas como um pombo. Que minhas orações expressem meu amor por Deus e que tenham força e poder para modificar as circunstâncias ruins e semear o bem no mundo.

ANJOS DA GUARDA

Celeste amigo, eu o saúdo! Você me acompanha desde o dia de meu nascimento, ou talvez desde antes mesmo de eu Ter esta forma física. Eu te amo, por tua constância e o tempo que dedica a mim. Eu lhe agradeço, porque sua vida só tem uma meta: Serviço. Eu o abençôo, porque é parte do poder de Deus, expressão de Seu Amor.
Divino aliado, faça com que eu possa compreender que nunca estou sozinho. Que eu vença a tristeza, o mau humor, a depressão, com a simples invocação da sua presença. Que eu possa superar meus medos, confiando em seu amparo. Que eu elimine os sentimentos negativos, sabendo que você está sempre do meu lado para me apoiar quando desperto meu desejo para o bem.
Permita que eu olhe sua face para esquecer o passado, confiar no futuro e, por um momento, viver meu presente, esse eterno “agora” que é a forma humana de abordar o infinito.
Invisível companheiro, que eu seja capaz de sentir sua presença na minha vida – para compreendê-lo e amá-lo cada dia mais

MAGIA SEXUAL





LEIAM E APRENDAM COM ESTE RENOMADO AUTOR:


Capítulo 1



O UNIVERSO TÂNTRICO



Introdução



Feitiçaria sexual é um dos aspectos mais importantes da magia moderna por revelar um método de feitiçaria que é encontrado no próprio corpo humano. Por ser uma tradição que une tanto o ocidente quanto o oriente e usa técnicas de diferentes escolas. Para entender plenamente a Feitiçaria Sexual deve-se pôr de lado todos os preconceitos e adentrar o estudo com uma mente aberta e uma predisposição de considerar uma nova via para entender e experienciar o Universo e si mesmo.



As Escolas Orientais de Feitiçaria Sexual



Símbolos rituais tântricos têm sido encontrados datados aproximadamente de três mil anos antes de Cristo, estes símbolos de fertilidade parecem ser de origem Indo-européia e demonstram a antigüidade dos cultos tântricos. Tantra (que significa "a via") é a mais das religiões do mundo oriental. Seus textos primários são conhecidos como "Tantras" e são tão velhos quanto os Vedas (pelo menos dois mil anos antes de Cristo), se não mais velhos. A influência do tantrismo pode ser vista na maior parte das culturas antigas, na grande China podemos ler sobre Alquimia Sexual e os mistérios da libido milhares de anos antes de Freud e nos cultos Gnósticos lemos sobre a encarnação da Deidade em marido e esposa. Outros exemplos podem ser encontrados no Egito, Creta e Roma onde a feitiçaria sexual era central para a maioria das tradições iniciáticas secretas. Mesmo hoje em dia Tantra ainda está vivo na Índia moderna, ocupando um dos lugares mais sagrados dos Hindus, Kamrup in Assam, sendo a representação da Yoni ou vagina da própria deusa.



As Escolas Ocidentais de Feitiçaria Sexual



Gnosticismo é uma escola religiosa de pensamento que é tida como tendo sido desenvolvida em algum momento ao redor do advento de Jesus. Suas origens são encontradas no Egito e na Suméria, enquanto suas formas externas tenderam a ser de extração hebraica. Por muitos anos os ensinamentos do Gnosticismo não eram conhecidos, até recentemente quando pesquisas descobriram que a essência da tradição Gnóstica era uma forma ocidental de Tantra. Este 'tantrismo' tinha ritos iniciáticos e práticas adaptadas de várias tradições ainda que operando sob uma mesma estrutura organizacional generalizada. Parece que a morte do Gnosticismo, ou ainda o seu movimento nos anais do ocultismo, tomou lugar por volta de 200 d.C. e que seu ressurgimento ocorreu através de ordens secretas tais quais a Ordem de Sião e os Cavaleiros Templários.

Por volta de meados do século passado quando muitos eruditos ingleses começaram a pesquisar sobre as tradições tântricas sobreviventes em ambas suas formas oriental e ocidental e isto gerou ordens como a O.T.O. e num menor grau a Golden Dawn e outras ordens herméticas relacionadas. No caso Golden Dawn acredita-se que embora a ordem funcionasse com um foco Cristão-Judeu, sob esta fachada uma forte tradição de feitiçaria sexual floresceu, embora estas tradições não mais são ensinadas pelas derivações modernas da GD.

A Ordo Templi Orientis também conhecida como a Ordem dos Templários do Oriente é uma ordem explicitamente tântrica com tonalidades maçônicas. Em 1912 a sua revista, Oriflamme, deixara claro que a sua premissa central de ensinamento era a feitiçaria sexual. A ordem possui a chave que abre todos os segredos herméticos e maçônicos, isto é, o ensinamento da Magia Sexual e este ensinamento explica sem exceção todos os segredos da Livre Maçonaria.



Feitiçaria Sexual no Novo Aeon



Com o advento do Novo Aeon em 1904, Mestre Therion (Aleister Crowley) formulou a Astrum Argentinum como uma ordem semi-física para manifestar a nova corrente mágika. Uma das primeiras ordens fora desta estrutura a aceitar a Lei de Thelema foi a OTO. O Mestre Therion então remodelou seus trabalhos para refletir a natureza do Novo Aeon e incorporar novas práticas e teorias de tantrismo ocidental e oriental. Entretanto, sendo que a OTO ainda tinha uma base maçônica, sob a pressão do Novo Aeon deu lugar a uma nova forma de ordem baseada no princípio de ensinamento boca a boca ao invés de formas de organização autocráticas. Com esta mudança os ensinamentos da feitiçaria sexual e do Tantra foram aumentados pela pesquisa e pela prática do vasto número de feiticeiros thelemitas ocidentais e orientais e a síntese resultante é encontrada nas várias escolas tântricas modernas thelêmicas. Estas incluem tão variadas ordens como a OTO Tiphoniana encabeçada por Kenneth Grant, a Ordem Arcana dos Cavaleiros de Shamballa (AMOOKOS), o Culto da Serpente Negra e a Ordem de Prometheus (Austrália).

A publicação deste manual de treino é parte do processo onde a experiência direta da Feitiçaria Sexual pode ser alcançada por indivíduos e grupos pequenos sem a segregação e controle das estruturas das ordens, acreditamos que tal ato está em concordância com o espírito aberto do Aeon de Hórus.

"Se você trouxer para fora aquilo que está dentro de você, isto o salvará.
Se você não trouxer para fora o que está dentro de você, isto o destruirá."



O evangelho gnóstico de Tomé.



"...quando você se despe da vestimenta da vergonha, quando os dois se tornam um e o macho e a fêmea não é nem macho nem fêmea."

O evangelho de acordo com Egyptiana.



Os Cinco M da Feitiçaria Sexual



A escola oriental de feitiçaria sexual conhecida por Tantra é dividida em cinco categorias distintas, refletindo estas os diferentes níveis de trabalho que podem ser realizados. Embora se originem na tradição oriental elas são encontradas tão significantemente no ocidente, entretanto talvez, sendo ensinadas sob diferentes títulos e com diferentes sistemas de símbolos e ênfase. Os cinco M ou Pancha Makara podem ser interpretados de duas maneiras diferentes, cada modo reflete um foco diferente de cada Makara, um sutil e outro distintamente físico. Não se trata de julgamento moral mas um ponto prático que deve ser notado. A interpretação sutil é relacionada ao simbólico ou Caminho da Mão Direita (CMD), em inglês 'Right Hand Path', que envolve a interpretação do simbolismo tântrico de uma maneira não sexual e não corporal. Enquanto a interpretação física (e sexual) é relacionada ao Caminho da Mão Esquerda (CME) 'Left Hand Path'. A razão por trás da designação Direita-Esquerda é que nos ritos sexuais orientais o foco da paixão (normalmente uma mulher) quando colocado à direita significava um ritual simbólico, entretanto quando passado à esquerda implicava num rito sexual.

Antes de começarmos a descrição dos Pancha Makara, é importante entender que as práticas sexuais são apenas um dos M da feitiçaria sexual. Muitas escolas hoje enfatizam o quinto M da atividade sexual enquanto ignoram os outros quatro, isto não apenas é impreciso mas também perigoso. Feitiçaria sexual pode envolver rito sexual mas, certamente, não apenas rito sexual.



O Primeiro M : Madya Sadhana



A aplicação do Caminho da Mão Esquerda ao primeiro M envolve o uso correto de intoxicantes em suas diversas formas. Madya significa licor podendo então ser interpretada tanto neste contexto ou naquele do Caminho da Mão Direita, onde designa a ativação do Chakra Sahasrara e o uso de suas secreções física e parafísica. Até mesmo a ciência moderna tem hoje iniciado investigação dos efeitos de secreções hormonais das glândulas endócrinas sobre a consciência. A maior diferença entre esta investigação e nossa experiência é que no Madya Sadhana as secreções são tidas como simultaneamente físicas (hormonais) e parafísicas.



O Segundo M : Mamsa Sadhana



A aplicação do CME no segundo M envolve uma quantidade de práticas diferentes. Sendo que o termo Mamsa pode ser traduzido como 'carne', pode ser usada para representar o uso de carne ritualisticamente (por exemplo, um banquete ou Eucaristia). Pode também ser entendida, de acordo com uma tradução menos literal dos textos tântricos, como 'fala', então podendo ser entendida como o uso da invocação ou fala extática dentro de um contexto ritual.

A interpretação do CMD deste Sadhana envolve tanto o entendimento de carne no contexto de alimento, tal qual numa dieta controlada (normalmente vegetariana) e o efeito da comida na consciência e o uso da fala duma maneira ritual. Esta segunda utilização inclui práticas como invocação, cânticos, mantras, oração extática e por aí vai.



O Terceiro M : Matsya Sadhana



O terceiro M tende a ser traduzido como 'peixe' e é usado da mesma maneira para o CME quanto para o CMD. É visto como referindo-se ao fluxo psíquico que corre através dos canais Ida e Pingala na espinha dorsal. Uma minoria de eruditos também utiliza-se do termo para referir-se ao consumo ritual de peixe num banquete ou Eucaristia.



O Quarto M : Mudra Sadhana



Mudra é o único M bem conhecido fora dos círculos tântricos. É utilizado de maneiras similares no CME e no CMD e representa o uso de posições específicas do corpo (mais especificamente, da mão) para simbolizar certas verdades, para encarnar certas forças e/ou efetuar mudanças na consciência. Este M também inclui o uso de vários Asanas ou Mudras Corporais.



O Quinto M : Maithuna Sadhana



O quinto M está relacionado primariamente com atividade sexual, o termo Maithuna refere-se a união sexual mas também inclui outras formas de prática sexual. A interpretação do CMD deste M envolve o uso simbólico da sexualidade dentro do organismo. Isto é melhor ilustrado no Kechari Mudra, no qual se traz a língua para a garganta e 'temporariamente fecha-se o sistema'. Aqui a ponta da língua é vista como representando o pênis, a faringe nasal a vagina e a uvula como a vulva.

A interpretação do CME do Maithuna é de ritualística sexual, onde o termo Mão Esquerda refere-se ao veículo da paixão sendo colocado na posição Lunar ou esquerda. Em algumas escolas tântricas os cinco M também são interpretados como Sub Sadhanas dentro do quinto M, Maithuna. Com tal entendimento em mente, daremos a seguinte classificação dos Sub Sadhana.



Sub Sadhanas no Maithuna



Madya Sadhana Amrita : uso sacramental de fluidos sexuais.

Mamsa Sadhana-FelaçãoMataya Sadhana-CunilínguaMudra Sadhana-Posturas SexuaisMaethuna Sadhana-Comunhão sexual (congrex).









Feitiçaria Sexual : Um Esquema



A feitiçaria sexual como é ensinada dentro da Escola Tântrica Thelemica é composta de cinco categorias, qualquer uma destas cinco pode novamente ser subdividida nos cinco M, se assim desejado. Contudo, descobriu-se que os cinco M como subclasses pertencem às técnicas Gamma e Epsilon em relação ao CME ou às técnicas Delta, se interpretadas pelo CMD. As classificações da feitiçaria sexual estão baseadas em esquemas tradicionais como ensinados pela OTO e AA. Entretanto, elas receberam títulos de letras gregas para acabarem com o obsoleto sistema de graus maçônicos previamente em uso pelo sistema sexual da OTO.

A teoria e a prática da feitiçaria sexual é baseada no fato de Eros, ou conduta sexual, ser uma das mais poderosas dentro do organismo humano e se usada corretamente centro de uma situação ritual, pode atingir grandes resultados. Neste esquema nós não pretendemos organizar toda a estrutura da magia sexual, mas dar uma visão das técnicas básicas e alguns usos para as mesmas. Ofereceremos também uma discussão de alguns dos princípios básicos nos quais a magia sexual está baseada, tais como Shiva e Shakti, a Semente Sagrada, o Grande Rito e Eros e Thanatos. É importante dominar estas teorias, pois toda prática tântrica estende-se de seu fundamento.



Alphaísmo (Alfa) - Magia Sexual Solitária



Alfaísmo é usado para carregar talismãs, encantamentos e Armas e Ferramentas Mágikas, obter controle dos sonhos e vários tópicos correlatos.



Betaísmo (Beta) - Magia Sexual Solitária



Betaísmo é usado com um parceiro projetado astralmente, envolvendo uma série de práticas tais como energização do sistema astral, criação de elementares, proteção e ataque psíquicos, desenvolvimento de características internas através da ciência de projeção extracorpórea.

Gamaísmo (Gamma) - Magia Heterossexual ou Polarizada



Gamaísmo pode ser usado para diferentes formas de magia, incluindo a criação de Amrita, comunicação com outras formas de Vida, criação de seres artificiais, evolução espiritual de ambos os parceiros e por aí vai.



Deltaísmo (Delta) - Magia Sexual para Chakras



Deltaísmo envolve o uso de técnicas Alfa, Beta, Gamma e Epsilon para ativar e purificar os chakras. É uma forma avançada de Kundalini Yoga sexual.



Epsilonismo (Epsilon) - Magia Homossexual ou Apolar



Esta técnica é um espelho do Gamaísmo, tem muitos usos idênticos às técnicas Gamma com o banefício da não produção sexual ou astral. Muitas escolas, incluindo a Escola Tântrica Thelemita, descobriram que intercurso anal com um membro do sexo oposto ou sexo durante o ciclo menstrual pode ser usado como uma aproximação de uma expressão puramente homossexual desta fórmula. (Embora a interpretação homossexual parece mais precisa e segura.)

Há muitos outros usos para estas técnicas e estas serão esquematizadas conforme progredimos em nosso estudo. Nesse ínterim, é importante entender que a diferença entre as técnicas heterossexuais e homossexuais (Epsilon e Gamma) é maior do que o obviamente físico. Foi descoberto que mesmo que a prática Gamma seja feita com uso de anticoncepcional, um feto astral é sempre gerado. Algumas vezes isto é útil, algumas vezes não. Equanto que numa relação puramente homossexual da fórmula Epsilon isto não ocorre devido às características específicas encontradas no campo de polaridade, que iremos discutir em detalhes mais à frente.

Há muitos princípios diferentes envolvidos na Magia Sexual e para entendê-los será necessário um certo estudo. Para começar, vamos olhar em detalhe quatro princípios fundamentais básicos do Tantra.



Shakti, Shiva e Papéis Sexuais



Shiva e Shakti formam os pólos opostos no culto tântrico, Shiva representa o poder da deidade masculino, enquanto Shakti representa a deusa primal. De acordo com o Tantra hindu tradicional, a Grande Deusa tem dez encarnações maiores ou formas. A primeira e certamente mais antiga é Kali, enquanto que as outras nove são Tara, Shodamhi, Bhuvameshvari, Bhairvai, Chinnamasta, Dhumavati, Bagala, Matangi e Kamala. Em muitos cultos tântricos, como o Kaulasedkaha, Shakti é vista como a fonte primordial de todas as coisas, sendo então idêntica ao antigo conceito egípcio de Nuit, a deusa do espaço infinito, enquanto sua projeção, Hadit, é idêntica a Shiva.

Em termos universais esta oposição é a mesma de Ain e Kether (de acordo com a Qabbalah) com Shakti representando a ação dinâmica e Shiva representando o estado estático. Em algumas tradições uma trindade é formada de Brahma, Vishnu e Shiva, onde Shiva é especificamente relacionado a Saturno ou a Sephirah Binah. Esta correspondência é, em certo contexto, compreensível, pois Shiva pode ser relacionado ao Deus Negro e sua parceira Shakti que é encontrada dentro dele. Contudo, também é possível entender a relação Shakti-Shiva nos termos mais absolutos de Ain e Kether, usando seus atributos num papel universal, menos específico. Pode ser dito que a trindade é uma forma mais exotérica, enquanto a dualidade de Shiva e Shakti é uma atribuição universal e esotérica.

A relação entre Shiva e Shakti é de total interdependência, um ditado tântrico diz que "Shiva sem Shakti é Shava (cadáver)." Quando Shiva e Shakti são traduzidos em termos humanos, certas considerações devem ser levadas em conta, em algumas tradições o macho é considerado Shiva e a fêmea Shakti, e de certa maneira isto é correto. Entretanto, isso foi usado, no passado, para justificar um sexismo às avessas onde a fêmea é tomada em grande reverência em detrimento do macho. Na atualidade, as tradições de Magia Sexual demandam que macho e fêmea sejam tomados em igualdade e mesmo que possa ser feita conotação sexual de Shiva e Shakti, é igualmente verdade o fato de que dentro da cada ser humano, macho ou fêmea, ambos Shiva e Shakti existem mutuamente. Esta atribuição é baseada no fato de que em cada sexo há os pólos Shiva e Shakti, no macho a chakra básica é Shiva, enquanto que a Coroa ou Sahasrara Chakra é Shakti, na fêmea estas atribuições são ao contrário.

Quando estas polaridades são aplicadas aos trabalhos sexuais Gamma e Epsilon certos fatos importantes precisam ser considerados. No Gamma, um circuito completo é formado e um vórtice circular de energia é creado, portanto todas operações de Magia Gamma produzem uma criança astral ou física. Num trabalho Epsilon o circuito formado cria um padrão 'X', tal formação gera energias de natureza selvagem e caótica, sem a produção de qualquer forma de criança astral. Ambas fórmulas têm usos importantes na prática da Magia Sexual e cada uma delas oferece oportunidades energéticas únicas.



A Semente Sagrada



O conceito de "Semente Sagrada e Fluidos Sacros" forma a base de muitos trabalhos Gamma. De acordo com a magia sexual tradicional e moderna, os fluidos sexuais do macho e da fêmea contém nutrientes tanto físicos quanto parafísicos, sendo usados portanto numa forma de Eucaristia.

"A mais alta forma de Eucaristia é aquela na qual o elemento consagrado Um. É uma substância e não duas, nem viva nem morta, nem líquida nem sólida, nem quente nem fria, nem masculina nem feminina....O mais alto sacramento, o de um elemento, é universal na sua operação, de acordo com o propósito declarado do trabalho, o resultado também o será. É a chave universal de toda Magia (Mágika)."

Magick in Theory & Practice by Aleister Crowley

A base da Eucaristia é que os fluidos do organismo humano, masculino e feminino, contêm certas essências conhecidas como Kalas. Estes Kalas são dezesseis no Iniciado e quatorze na pessoa comum. Estudos recentes em sexologia tornaram conhecidas estas quatorze essências, entretanto, o sucesso da Eucaristia é baseado na correta ativação do Sacerdote e da Sacerdotisa para que os dezesseis Kalas sejam formados nos fluidos. Estes fluidos, quando combinados (hetero ou homossexual) formam uma substância conhecida com Amrita. Esta substância forma a base de muitos trabalhos mágikos, em alquimia sexual é conhecida como a "pedra filosofal" e é o foco central da maioria dos cultos tântricos hindus.



O Grande Rito



Além do conceito da Semente Sagrada e dos Fluidos Sacros é importante entender o poder mágiko posto em ação no rito sexual. Em todas as religiões antigas o ato do sexo era visto como um ato de poder e portanto considerado sagrado. Hoje, estamos num período subsequente ao da Era Vitoriana onde o sexo era visto simplesmente como a descarga de uma frustração, contudo, da posição tântrica, nem depravação nem puritanismo são corretos. O sexo é um impulso creativo, um ato de poder. É uma extensão do conceito mágiko de Amor, nem sentimentalismo nem luxúria, mas um poder de 'atração entre partículas'.

Na Bruxaria, o clímax da iniciação vem no que é conhecido como "Terceiro ou Grande Grau". Este grau, também conhecido como o "Grande Rito", envolve intercurso sexual e assunção de Formas de Deuses tais como Pan e Aradia. Esta assunção de Formas de Deidades durante a relação sexual forma uma parte integral de nosso uso da sexualidade na Escola Thelemica de Magia Sexual. Mesmo quando atos sexuais não são feitos com propósitos de ocultismo, o mago deve ainda assim treinar-se para assumir a forma de Hadit, Hórus, Set e para tanto visualizar a parceira na forma de Nuit, Isis, etc. Variações com o sexo e a orientação sexual são óbvias.

No Livro da Lei afirma-se que "todos os atos de amor devem ser feitos a Nuit", não importando como vemos este texto, este conceito é vital pois enfatiza a necessidade de que todos os atos sejam atos de magia sexual e, portanto, atos de Vontade Verdadeira. Este ideal inclui a máxima filosófica do "Monge ou Freira de Thelema" e um "Novo Celibato", onde todos os atos sexuais são vistos como sacramentais e mesmo se o parceiro não partilha deste conceito, o feiticeiro deve por si próprio visualizar dentro do parceiro uma expressão da forma-deus que ele estiver projetando.

A respeito da relação entre sexo e amor, no contexto thelemita amor é definido como "atração mágika de partículas" e não nos termos sentimentalistas usados pelos cristãos e membros de outras religiões. Todos os atos de magia sexual, e portanto, todos os atos sexuais na vida de um mago, são expressões do amor mágiko, sendo que eles representam o trazer à tona os aspectos divinos internos dos indivíduos envolvidos. No mais, isto não é compatível com o conceito de monogamia, nem com a degeneração do sexo em atos meramente físicos.

A partir destas considerações, deve tornar-se claro que uma suruba não é magia sexual !



Eros e Thanatos



A psicologia da magia sexual é baseada nas idéias opostas primeiramente postuladas, em tempos modernos, pelos mitos de Eros e Thanatos explorados por Sigmund Freud. Estas forças opostas representam a dualidade do nascimento e da morte. O nascimento é entendido como o impulso sexual (libido), enquanto a morte não é necessariamente o impulso destrutivo per se mas a conduta de religação com as dimensões espirituais. Em magia sexual ambas as condutas são usadas para levar o indivíduo a um estado de consciência mais amplo.

O impulso Eros é cultivado através dos vários ritos e práticas sexuais, enquanto que o impulso Thanatos é cultivado através dos ritos secretos do "Culto Mórbido de Kali". Estes ritos de morte representam um dos segredos mais profundos da magia e são tradicionalmente ensinados apenas àqueles que tenham completado seu treinamento tântrico e tenham dominado toda a teoria e prática da magia. Através do cultivo de Eros e Thanatos dentro da psique do indivíduo, o estado final de androginia pode ser realizado. A magia sexual e seus diversos ritos leva o mago aos estágios finais de sua transmutação em Andrógino, realiza grandes mudanças de consciência e um sublime fluxo interno de poder. Conforme ele avança pelos altos reinos da Iniciação e continua com os Ritos dos Antigos e os mistérios do Necronomicon, ele é levado a confrontar-se com seu Anti-Eu (anti-self) e um estado de união dinâmica é atingido. Isto é completado pela conquista do impulso Thanatos e sua ascensão ao estado andrógino de Humano Superior.

Este caminho é ensinado com dificuldades e pode levar uma vida inteira ou mais para se completar, contudo, o resultado final vai além da espécie humana e alcança o próximo estágio da evolução. Deve ser lembrado, entretanto, que o estado de Humano Superior está tão distante do humano quanto este está do macaco e, portanto, a transição envolve mudanças que podemos apenas postular depois que elas sejam experimentadas.



Conclusões



Neste capítulo começamos a examinar as facetas mais profundas dos mistérios da Magia Sexual, muitos destes podem ser assustadores e, talvez, até mesmo repulsivos para o mago que não estava preparado para sua revelação. Mas deve ser lembrado que a transição deste estado de consciência para o próximo é uma total transformação do nosso estado de ser. Não é simplesmente uma troca de roupas por assim dizer, mas uma revolução total no que conhecemos e no porque pensamos da maneira como pensamos.

Portanto, muitas das técnicas de magia sexual são muito exigentes e difíceis, mas conforme alcancemos os estágios mais profundos da Iniciação as mudanças começarão e paulatinamente, mas com certeza, nós chegaremos a uma nova e mais dinâmica compreensão de nós mesmos e do Universo.



Capítulo 2









A DIMENSÃO PERDIDA DO SEXO



Introdução



"O que está em cima é como o que está embaixo..." assim diz o grande axioma de Hermes que forma a premissa central dos ensinamentos da Magia (e do Hermetismo, por ocasião). As grandes forças do Universo estão refletidas no organismo no qual temos nosso ser, portanto, os Mistérios tanto são fisiológicos como espirituais e o simbolismo dos Mistérios reflete ambos sistemas de Gnosis.

Através da história encontramos pistas deste arcano tântrico, um dos mais conhecidos ícones do Tantrismo era a Missa do Espírito Santo, que formava o santuário simbólico da Alquimia Sexual. Aqui o pão era o corpo; o vinho, as secreções sagradas e a pomba que descendia simbolizava Vênus, o planeta do erotismo. Ícones mais antigos deram pistas de sua origem tântrica, o Jardim do Éden era a sagrada Yoni (vagina), a montanha era o Lingam (falo), os rios eram as secreções sexuais e por aí vai. Num estudo moderno de magia sexual, o uso de tal simbolismo não é mais necessário, embora às vezes tenha mérito artístico.

A base da magia sexual moderna é estreita e precisa e é encontrada no simples dito de Hermes, que claramente ilustra como as forças do Universo não apenas fluem dentro e ao redor do humano como espécie, mas que também existe em cada organismo individual como um reflexo do Todo.



A Natureza do Orgasmo



O orgasmo tem muitas utilizações, em magia sexual a libido ou impulso sexual não é desperdiçada mas encarnada num meio ou forma previamente formulada. Isto forma a base para muitos dos usos das energias sexuais na magia. O orgasmo é usado para crear um vórtice de energia que é então encarnado num corpo específico para que um certo resultado possa ser manifestado na realidade. O resultado alcançado pode variar de necessidades pessoais e físicas até a impregnação dum símbolo para exploração de dimensões astrais mais altas.

O orgasmo, quando a ejaculação é adequadamente controlada, pode ser usado para energizar certas imagens de grande pode, estas imagens, evocadas e fixadas na mente, tomam forma e cream vida própria, sendo de uso prático em muitos aspectos da Grande Obra.

Os dois pré-requisitos desta forma de magia sexual são a fixação da mente no símbolo durante o processo e a obtenção de um orgasmo extremamente intenso pelo prolongamento da estimulação. Os dois fatores nunca podem ser postos de lado, portanto o pretenso mago deve começar sua exploração imediatamente.

A concentração de uma imagem no olho da mente pode ser alcançada por prática intensa das várias artes de concentração e visualização, enquanto que o segundo fator, o de aumentar a intensidade orgasmática, pode ser praticado através de vários exercícios encontrados nas técnicas Alfa de magia sexual. Com este assunto em mente, é importante vir a se compreender a relação entre ejaculação e orgasmo. Orgasmo é uma experiência de êxtase sexual, é normalmente atingida através da ejaculação, não sendo, entretanto, sempre assim.

Na magia sexual o orgasmo deve ser atingido com certa voracidade e isto é melhor conseguido através da retardação gradual da ejaculação durante o processo sexual, levando a um nível mais alto de clímax na ejaculação. Desta maneira, o entendimento dos magos sobre a ejaculação e orgasmo tem muito mais a ver com o clímax pleno de uma mulher do que uma simples emissão de fluidos. Esta intensidade do orgasmo pode ser facilmente desenvolvida pela mulher, talvez, até mesmo mais prontamente, pois a técnica da masturbação feminina oferece um clímax muito mais forte e de maior valor mágiko do que a simples emissão masculina.



A Criação de Crianças Astrais



Como discutido antes, todas as formas de sexo geram algum resultado. Sexo heterossexual gera crianças, astrais ou físicas. Num ato sexual onde não há produção física (um feto) então o resultado é astral. Pelo uso do sexo uma criação pode ser formulada nos planos espirituais, isto pode ser atingido tanto por uma técnica masturbatória (alfa/beta) quanto por uma técnica utilizando parceiro (gamma/epsilon). Esta criação pode tomar a forma de um elemental artificial (elementar) que é programado para atingir certas metas e dissolver-se após concluída a tarefa, ou um íncubo, que é utilizado para se explorar suas próprias realidades internas. Crianças astrais também podem ser usadas para controlar sonhos e girar 'a teia da Ilusão'. Controle onírico é um aspecto importante da magia sexual, pois em seus ensinamentos o Tantrismo oferece uma forma única de manipulação onírica pela qual os sonhos podem ser controlados e usados para moldar a própria realidade. Esta técnica de "Sonhar de Verdade" foi primeiramente ensinada em cultos Draconianos do Egito e tornada popular nas adaptações mais modernas do ocultismo encontrado nos escritos de Dion Fortune.



Assunção de Formas de Deuses



Formas de deuses (godforms) são um aspecto importante do treinamento oculto, contudo, na magia sexual seu uso assume relevância máxima. Normalmente, a faceta sexual da forma-deus é exagerada para auxiliar no processo de identificação. O verdadeiro personagem da forma-deus pode incluir uma variedade de formas humanas e animais. Duas formas específicas são de suma importância, as de Babalon e Therion.

Num nível superficial Babalon e Therion são simplesmente as máscaras sexuais feminina e masculina usadas nos ritos de natureza polarizada. Estas máscaras devem ser assumidas sempre astralmente, invocando-se os poderes de Binah e Chokmah. Quando isso ocorre com sucesso os resultados produzidos são localizados em Daath, podendo então ser transferidos para qualquer das Sephiroth mais baixas à vontade. Num rótulo mais esotérico, contudo, os papéis de Babalon e Therion têm uma utilização secreta.

"Há a pomba e há a serpente. Escolha a sua bem ! Ele, meu profeta, escolheu conhecendo a lei do forte e o grande mistério da casa de Deus."

Liber al Vel Legis 1 : 57



O extrato acima, do Livro da lei, sugere um entendimento esotérico de Babalon e Therion. Babalon sendo a pomba e Therion, a serpente. Eles representam não as técnicas de magia hetero e homossexual, mas variações dentro de cada técnica, por assim dizer, a habilidade de trabalhar magia polarizada e apolar. O mago necessita entender ambos trabalhos e como eles podem ser usados, ele também necessita dissolver o conceito de que há uma simples divisão entre práticas heterossexuais e homossexuais. Em magia sexual há quatro possibilidades distintas ou elementos : Heterossexual, polarizado e apolar; Homossexual, polarizado e apolar. Estas possibilidades incorporam o mistério do Forte (o Templo do Mistério Quádruplo) e o Mistério da Casa de Deus (letra Beth). Eles também envolvem o segredo do Magus. Além disso, encontramos uma pista adjunta na associação animal do arcano Magus, o pássaro Íbis. O Íbis é uma ave que lava o ânus com seu próprio bico sendo então considerada na mitologia como bissexual. Portanto, o mistério do Magus é que ele é andrógino e não escolhe entre seus lados homossexual ou heterossexual mas usa as variações de ambos de acordo com a natureza do trabalho. Estas quatro possibilidades são conhecidas como os elementos tântricos.



Os Elementos Tântricos



Antes examinamos os vários ciclos na Magia Sexual, isto é, as formações O e X e a atribuição das letras gregas a estas operações. Aqui, queremos ir mais longe e esquematizar as quatro ferramentas do mago. Considerando a atribuição, a quinta ferramenta ou elemento é o Akasha e portanto é o próprio mago, que deve ser uma mistura de todas as quatro possibilidades. As quatro possibilidades como esquematizadas são vistas como :

OO - O trabalho Gamma de Magia Heterossexual.

XX - O trabalho Epsilon de Magia Homossexual.

Cada uma tem dois potenciais, a plena expressão de sua própria modalidade e os elementos cruzados. A plena expressão inclui Gamma de Gamma (Magia totalmente polarizada como em ritos puramente heterossexuais) e Epsilon de Epsilon (Magia totalmente apolar como em ritos puramente homossexuais). Esta forma de magia puramente apolar é muito volátil e é mais utilizada em trabalhos Qliphóthicos e do Necronomicon.

Entre estes pólos estão dois outros potenciais, conhecidos como "Os Elementos Tântricos Cruzados" e incluem :

OX - O trabalho Gamma usando assunção de formas de deuses como se fosse trabalho Epsilon. (Por exemplo, macho e fêmea assumindo imagens de deuses do mesmo sexo).

XO - O trabalho Epsilon usando formas de deuses como fosse trabalho Gamma. (Por exemplo, dois homens assumindo imagens de deuses de sexos opostos).

Estes elementos misturados são utilizados numa variedade de trabalhos, sendo, conduto, imperativo ao mago entender estes papéis e seus usos.

No mais antigo dos mistérios, o Organismo Estelar (o corpo astral) era atribuído ao deus Set, enquanto que os corpos espirituais eram atribuídos ao deus Hórus. A batalha entre estes deuses acirrou-se e o organismo integral pareceu dividir-se em partidos opostos. Entretanto, a ligação descoberta entre os Deuses das Estrelas e os Deuses do Fogo estava na corrente Lunar ou sexual, que era governada por Thoth (o Íbis). Portanto, a Magia Sexual é o método pelo qual as várias facetas do mago podem ser exploradas, purificadas e integradas para formar uma nova identidade, estimulada pelo impulso da Vontade Verdadeira.



A Base Biológica dos Mistérios



As evidências aparecem vindas dos lugares mais estranhos. Wilhelm Reich (1897-1957) era um arquimaterialista e consorte de Sigmund Freud, que gastou a maior parte de sua juventude em estudos de psicanálise e de ciências. Contudo, sua pesquisa mais tardia concentrou-se na descoberta de 'Bions', células azuis de energia parafísica que eram libertadas pelo fluxo livre da libido expressa dentro do organismo. Seu trabalho teve empecilhos por parte do governo e das igrejas da época e ele morreu na prisão em 1957 condenado por charlatanismo.

Seu trabalho, porém, é altamente relevante pois dá uma base científica para as antigas teorias tântricas, especificamente as de que as secreções sexuais do organismo, tanto macho quanto fêmea, produzem uma forma especial de energia. Esta forma de energia era conhecida como Kalas no oriente e pode mudar a concentração de acordo com a situação. No não iniciado sexualmente há apenas quatorze kalas, entretanto, naqueles com libido excessiva e orientação do Eu (Self), os décimo quarto, décimo quinto e décimo sexto kalas são despertados e o ciclo total é manifestado. Em corrupções tântricas tardias estes kalas eram tidos fluírem apenas da Shakti ou Sacerdotisa, mas isto não corresponde com os Mistérios originais.

Todos iniciados no Tantra tornam-se "Irmãs da Estrela Prateada", por assim dizer, e portanto todos iniciados têm os Kalas em atividade. O papel da "Irmã" é balancear as polaridades dentro de si mesma e preencher as condições do Livro da Lei, capítulo dois, verso vinte e quatro. Neste verso lemos sobre os Eremitas, que vivem em camas purpúreas e são acariciados por magnificentes mulheres bestiais com membros compridos e fogo nos olhos. Este verso é uma descrição codificada de uma "Irmã" em transe com os Kalas ativados, isto pode ser igualmente aplicado para ambos os sexos.

As frases-chave aqui são 'as camas purpúreas', isto é, iluminadas pela Sahasrara Chakra e 'Fogo e Luz nos seus olhos', isto é, elas estão em transe e a plena expressão de su Vontade é expressa através delas. Aqui, entendemos a base biológica da Magia Sexual, o fluxo e refluxo do universo como refletido pelos Aeons acima nas secreções do organismo e do ciclo dos Kalas abaixo.



A Yôga do Sexo



Tantra é a yôga do sexo, não requerendo, entretanto, uso de longas sessões de Asana ou posturas peculiares. Requer, porém, a disciplina do instinto sexual e sua modificação em formas utilizáveis pelo Mago em sua busca por si mesmo (Self). No Tibet, por exemplo, o Tantra é conhecido como "Prayôga" e a primeira coisa que se nota nestes mestres Yogis é sus conduta sexual, o iniciado deve cultivar sua libido e usá-la como outra de suas ferramentas mágikas. Yôga Sexual é uma das mais secretas tradições dos Yogis, mesmo no Gnosticismo era ensinada escondida sob o véu do simbolismo. Por exemplo, na terminologia Gnóstica egípcia, a Tumba era o símbolo do útero e, portanto, no pensamento original Gnóstico percebemos que a morte e ressurreição do Cristos, era, em certo nível, um mito sexual. Este mito reflete a destruição do eu inferior (ego) e a afirmação do Eu Mais Interno através do uso de Magia Sexual. É interessante notar que no livro 'A Morte de Cristo' de Wilhelm Reich, uma interpretação biológica similar do mito de Cristão é oferecida.

Em tempos mais recentes, a pesquisa de John Allegro (autor de "The Sacred Mushroom and The Cross", "The Dead Sea Scrolls", "End of The Road, etc.) foi um passo adiante e descobriu que o termo 'Christós' realmente referia-se ao sêmen sagrado, outra sugestão velada referindo-se aos Mistérios Sexuais Gnósticos. A Yôga do Sexo ou Magia Sexual é uma parte importante da Vontade para se fortalecer, pois oferece ao mago controle das partes instintivas de sua natureza e estas, sem dúvida, têm a chave para muito mais poder. O sexo, nos trabalhos de muitos psicólogos modernos é a conduta humana suprema, embora possamos não aceitar esta afirmação, sabemos que realizá-lo corretamente abre uma porta para um imensurável poder pessoal.



Os Chakras



O orgasmo pode ocorrer em qualquer um dos seis chakras inferiores, mas se ocorre no sétimo, então todos os chakras serão ativados através de meios sexuais, a serpente sendo levantada dos centros mais baixos (através de libido controlada) e no final resulta a união da serpente com a pomba do Sahasrara Chakra. A energia que é levantada através dos chakras é conhecida como Ojas e é absorvida dos fluidos sexuais e redirecionada para a coluna vertebral no orgasmo, sendo secrecionada no sêmen a energia não absorvida.

O uso de feitiçaria sexual como parte do desenvolvimento da Kundalini é um aspecto importante dos ensinamentos tântricos (corresponde-se com Delta). Dá ao mago controle sobre seu organismo e habilidade para controlar o largo espectro de estados de consciência. Como pode ser rapidamente deduzido, os sete estados de consciência podem ser relacionados aos sete chakras e portanto ao uso correto do corpo, experimentar estados alterados de consciência é possível e necessário como parte do processo de desenvolvimento.



A Luxúria e o Novo Aeon : Arcanos do Tarot



Nas chaves da Luxúria e do Novo Aeon nós temos dois segredos da Magia Sexual, outros Arcanos Tântricos do Tarot incluem 'A Torre' e 'O Enforcado'. Na fórmula da Luxúria temos Babalon cavalgando a Besta (o Eu cavalgando o corpo) que tem sete cabeças (os chakras) e está tocando o ventre de Nuit. Por trás de Babalon a serpente ergue-se sugerindo o uso correto da energia sexual para ativar os chakras e estimular os estados intuitivos de consciência simbolizados por Babalon em seu aspecto Saturnino. Babalon é claramente a representação de Nuit nos mundos inferiores, o lado feminino do Eu (Self).

Acima da representação de Nuit estão dez serpentes projetadas, as sephiroth da Árvore da Vida movendo-se em plena atividade através da conjunção da Besta e de Babalon. O número desta carta é onze pelo arcano e portanto refere-se à magia em ação; pela atribuição hebraica é Teth ou nove, a serpente. Juntos, estes números tornam-se vinte, as cartas do novo aeon para o qual é a chave.

No arcano do novo aeon temos Nuit, seu corpo arqueado por amor, algo como o Graal, vertendo os Kalas para os Magos da Noite. Em seu ventre está o trono real de Hadit, o poder do Eu (Self). A união de Hadit e Babalon produz a criança conquistadora, Hórus, que é o senhor do aeon representado na frente da carta. Ele representa os vários 'eus espirituais' do humano fluindo pelos Aeons, fortalecidos e individualizados pela Vontade, simbolizado por Hadit. Para este arcano é atribuída a letra Shin, o fogo secreto, o fogo da luxúria divina, cuja natureza forja o Eu na glória de Nu.



Capítulo 3



A HISTÓRIA DO TANTRISMO



Introdução



Os traços mais primevos de Magia Sexual são encontrados na adoração pré-histórica da Grande Mãe, cuja natureza era celebrada na mudança das estações e cuja presença era experienciada através de fenômenos naturais. Esta forma primitiva de Magia Sexual era basicamente animista e traços de seu simbolismo gerador e religioso têm sido encontrados e datados até por volta de 18 mil anos a.C. nas paredes de cavernas do Paleolítico. Exceto por estes traços precoces, os primeiros registros de adoração tântrica são encontrados numa região conhecida como a Tartária.



A Tartária



Uma idéia predominante na antropologia moderna é que a disseminação do pensamento e práticas Xamânicas e Tântricas originaram-se de uma área central de difusão. A região mais favorecida por aqueles que abraçam esta teoria é a do deserto de Gobi. Tal deserto é uma terra de lendas e magia, era conhecida pela tradição como a terra dos Tártaros ou Tartária. Embora haja pouca informação restante a respeito deste título, menciona-se sobre a terra grega de Tartarus, que existia nas areias profundas e sem sol além de Hades, para onde os Titãs haviam sido banidos por um Aeon. Em sua 'Doutrina Secreta' Blavatsky sugere que a Tartária era o lar da Grande Fraternidade Branca e que já havia sido um grande mar continental, no centro do qual residiam os remanescentes da raça que nos precedera e que detinha grande poder e sabedoria. Portanto, na literatura Teosófica, a Tartária é vista como o ponto de difusão para a sobrevivência de uma raça de uma época muito antiga.

Esta teoria não é apenas encontrada na literatura teosófica, de fato muitas tradições sustentam uma idéia similar e a lenda da Tartária em si mesma pode encontrar paralelos nas lendas de Thule no misticismo nórdico, a fabulosa lenda de Dilmun no pensamento sumério e a terra da Grande Fraternidade Branca, que era conhecida como Agharti Shamballa. Shamballa é o título dado à Tartária nas lendas do oriente, é dito que esta era a terra dos deuses, que ensinaram a mais antiga Gnosis aos discípulos humanos. Uma estranha lenda é também contada sobre o que aconteceu com Shamballa, é dito que uma batalha irrompeu entre os praticantes do CMD de Shamballa e os praticantes do CME de Agharti. Tal batalha teria durado vinte anos com o resultado do desperdício das terras, restando o que vemos hoje no deserto de Gobi. A sobrevivência do Tantra se deu com os Agharti indo viver no subsolo e levando consigo os segredos, durante muitos anos fundindo os mistérios do CMD e do CME e propagaram estes ensinamentos aos preparados através dos antigos e secretos Tantras. Esta propagação de ensinamentos também tomou lugar pela migração dos remanescentes destas fabulosas civilizações através de Uddiyana.



A Uddiyana



A Uddiyana é uma região localizada no vale Swat no norte do Afeganistão, acreditando-se ser esta a região que recebera alguns dos remanescentes de Agharti, sendo também dito que outros esconderam-se no subsolo para formar uma colônia nas profundezas da terra. Em Uddiyana o ensinamento do Tantra floresceu e foi desenvolvido numa fina arte, há rumores de que Uddiyana era governada por mulheres e que era conhecida como Stri-Rajya, o reino das mulheres. Em Uddiyana foi usada a sabedoria do Tantra com uma nova fúria religiosa, sendo a sabedoria secreta ensinada através de um sistema de iniciação em graus em conclaves fechados. Nestes conclaves eram praticadas as artes da adoração Fálica, magia, tantrismo, YabYum, ritos heterossexuais e homossexuais e uma grande variedade de outras formas de feitiçaria. Tsiuen Tsang (por volta de 650 d.C.) escreve sobre as seitas por ele encontradas em suas jornadas através destas regiões. Ele nos conta sobre um mundo estranho de monastérios regidos por mulheres, promiscuidade sexual, trabalho criativo e artes de magia. A religião Uddiyana teve uma fantástica influência na formação da filosofia tântrica, não apenas a espalhando para os reinos de Bengala e Assam, onde estas artes foram finalmente refinadas para um novo nível de sutileza, mas Uddiyana produziu uma longa lista de mestres e discípulos. Algumas das mais notáveis 'crianças de Uddiyana' incluem Chang Tao Ling (+ 200 d.C.), o fundador do Taoísmo moderno, Shenrab (+ 500 d.C.), sistematizador da religião tibetana Bon Po e Matsyendra (+ 800 d.C.) fundador da seita Natha.



Alquimia Sexual Chinesa



Os ensinamentos do Tantra chinês tomam a forma de Alquimia Sexual, sendo sua origem não plenamente determinada. Entretanto, a influência de dois mestres de magia, Hsuang Ti e Lao Tse, teve o profundo efeito de trazer os ensinamentos do Tantra chinês para um cânone mais organizado e refinado. Lao Tse foi o autor do Tao Teh Ching e fundador do Taoísmo, sendo este um intrincado sistema de misticismo baseado nas interações do Yin e do Yang, as duas energias cósmicas opostas primais, ainda que complementares. Estas interações do Yin e do Yang são tratadas no I Ching e formam a base do conhecimento terápico, mágiko, místico, filosófico, do controle da respiração e das secreções, extensão da saúde e outros aspectos do sistema chinês de alquimia. Embora possa ser realmente difícil retratar a Lao Tse muita de 'sua' filosofia, sua vida tornou-se uma lenda, sendo iluminador o estudo de seus ensinamentos. Chang Tao Ling oferece um sistema centrado no entendimento sexual da alquimia chinesa e esquematiza um programa detalhado de trabalho de fisiologia sexual, ritualística e ocultismo.



A Religião Bon do Tibet



Há rumores lendários que um dos portões da tribo remanescente de Agharti, agora vivendo dentro da terra em cavernas subterrâneas, está no Tibet. O Tibet é uma nação de mágika e ritualística, sendo a religião Bon a sobrevivente das práticas xamânicas nativas na forma externa do Budismo. Foi primeiramente sistematizada por Shenrab por volta de 300 d.C., que formou um sacerdócio tântrico e um cânone autorizado. Há dez graus distintos no Sacerdócio Bon, sendo o décimo não registrado e conhecido apenas pelos mais altos adeptos, enquanto que os outros nove são abertos para a classe de sacerdotes genéricos. Embora eles envolvam um sistema extremamente complexo de demonolgia e ritual, seu poder não pode ser negado. As tradições do Bon cobrem um espectro completo de prática oculta incluindo artes divinatórias, oráculos, exorcismo, evocação, vampirismo, teorias post-mortem, como a do Bardö (o estado após a morte), tratando de 360 formas de morte e muito mais. Em 750 d.C. uma revisão da religião Bon tomou lugar sob a orientação de Padma Sambhava, o então príncipe de Uddiyana. O Bon foi reorganizado numa linha com vários sistemas de Tantra de Uddiyana e foi então formulado num sistema mais refinado de prática mágika e tântrica. O Tantrismo no Tibet é associado com muitas artes obscuras de feitiçaria e portanto afastado por muitas das seitas budistas mais ortodoxas. Contudo, mesmo os Dalai Lamas envolveram-se em muitas de suas práticas. O quinto Dalai Lama, por exemplo, que morreu em 1680 d.C. estudou profundamente os mistérios do Tantra, sendo que muitas das suas canções e poemas de amor ainda são estudados por muitos magos sexuais. Diz-se que quando ele foi questionado a respeito de seu uso de ritos sexuais, ele disse :

"Sim, é verdade que eu tenho mulheres mas você que acha-me errado também as tem e a cópula para mim não é a mesma coisa para você."



O Tantra na Índia



Há histórias de cultos fálicos primevos e ritos de fertilidade na Índia, entretanto, até a migração dos Uddiyana via Kashmir e Himalaia para Deccan no sul e Bengala no leste, o Tantrismo não havia realmente começado a firmar-se nas mentes e corpos do povo hindu. Em Bengala a tradição do Tantra era a mais forte, que até linhagens de reis, os Palas (760 - 1142 d.C.) e os Senas (1095 - 1119 d.C.) fundaram um grande número de escolas e universidades tântricas. Durante este período até mesmo as côrtes reais tinham seus astrólogos residentes e altos sacerdotes tântricos, apenas no fim do século treze isto foi destruído com as invasões de hordas muçulmanas.

Os mistérios tântricos, contudo, ainda sobrevivem em várias seitas secretas e semi-secretas da Índia. As duas mais importantes destas seitas tântricas budistas são a Kalachakra (Culto da Roda de Kali) e a Vajrayana (Culto do Trovão). À parte de seitas hindus, existem muitas, a tradição tântrica no hinduísmo é excepcionalmente forte e toma uma grande variedade de formas, algumas destas sendo os Shaivitas (Culto a Shiva), Shaktitas (Culto a Shakti), Sauras (Culto a Shani ou Saturno), Kaulas (Culto a Kali) e os Ganapatyas (Culto a Ganesha). Além disso, há várias derivações, por exemplo, dos Shaivitas derivam os Lakulishas, que adoram Shiva como o senhor do cajado, e os Pashupatas, que adoram Shiva como o senhor das bestas, cada uma enfatizando diferentes facetas do mesmo sistema religioso.



Primórdios da Magia Sexual Ocidental



Os ensinamentos do Tantra vagarosamente passaram ao ocidente, sendo os registros mais antigos os trabalhos de Edward Sellon por volta de meados do século XIX e os muitos textos escritos por John Woodroffe. Sir John era um juíz de alto escalão em Calcutá, que traduziu para o inglês a maioria dos textos originais de tantrismo pela primeira vez. Vintras (1875), Boullan (1893) e Van Haecke (1912) foram alguns dos mais velhos ocidentais a revelarem um completo sistema de magia sexual. Seu sistema era baseado no uso de ritos sexuais em conjunção com a criação de formas astrais, incluindo o que eles chamavam de 'Humanimaux', elementares meio animal, meio humanos. Seu sistema enfatizava a possibilidade de imortalidade através da sexualidade e usa um largo espectro de técnicas sexuais. Vintras pode ser entendido como tendo reavivado uma tradição ocidental esotérica de magia sexual, cuja origem pode ser rastreada de volta ao Gnosticismo do primeiro século da era cristã. Embora haja pouca imformação disponível parece que um sistema baseado numa síntese de conhecimento mágiko e sexual da Tartária estava sendo ensinado por várias fraternidades na região do Mar Morto. Estas fraternidades, uma das quais era conhecida como 'os Essênios', estavam envolvidas num sistema de magia muito parecido com os ensinados no Tibet e na Índia. Já está demonstrado que Jesus foi iniciado numa destas fraternidades e que muito do Gnosticismo original formou-se desta maneira. Certamente os trabalhos de John Allegro decifram muito do Novo Testamento através deste elemento tântrico. O problema é que os ensinamentos gnósticos de Jesus foram suprimidos e um evangelho mais social foi colocado para o público. Por sorte, contudo, o professor Ormus ( 6 d.C.) renovou o ensinamento da doutrina tântrica e permitiu sua sobrevivência até quando os Cavaleiros Templários e a Ordem de Sião tomaram esta tarefa. Outras ordens mais tardias de orientação Rosacruz e Maçônica também levaram adiante o ensinamento em segredo. O tantrismo de Randolph Paschal (1875) demonstra uma mistura de tantrismo gnóstico e tártaro. Tendo viajado bastante, desenvolveu um sistema ocidental de tantra, que mais tarde foi adaptado na estrutura maçônica da OTO original.



O Trabalho de Gurdjieff



Gurdjieff viajou através das regiões da outrora Suméria, da Mongólia e do Tibet e foi treinado pelo mestre Karagoz, um dos últimos mestres remanescentes do Tantra da Tartária. Após radicar-se em Paris, Gurdjieff desenvolveu e ensinou um sistema baseado numa síntese de dança e misticismo Sufi bem como na Gnosis Tântrica original. Seu comportamento sexual era selvagem e imprevisível, muito parecido com seu contemporâneo Aleister Crowley. Seu sistema sobrevive ainda hoje e oferece muito ao estudante de magia moderna.



Aleister Crowley e a O.T.O.



A Ordem do Templo do Oriente foi formada em 1902 por Karl Kellner, baseada no arcano tântrico esquematizado nos trabalhos de Randolph Paschal. A estrutura da ordem utilizava um sistema de dez graus, os seis primeiros sendo maçônicos, com o conhecimento sexual sendo revelado apenas nos quatro graus restantes e mesmo neles, numa forma muito mais teórica que prática. Após um breve período de existência veio a cair sob supervisão de Aleister Crowley, que inovou seus ensinamentos de um misticismo pseudo-maçônico para uma Magia do Novo Aeon. Ele também adicionou um grau extra, o décimo primeiro grau, de acordo com certos requerimentos tântricos específicos. A nova OTO como construída por Crowley marcou o ressurgimento da tradição original tântrica da Tartária.

A história da OTO após seu óbito parece extremamente confusa, deixando a impressão que ele assim o quis, sendo seus estudantes desta maneira forçados a permanecerem 'em terra'. Embora haja várias reclamações sobre o título da OTO, não é nosso objetivo adentrar uma consideração sobre as várias reclamações de validade, ou falta dela. Após o óbito de Crowley, um vórtice astral foi criado para segurar o conhecimento da magia sexual. Este vórtice, escola ou loja é conhecido como o Santuário Soberano Astrum Argentinum. Esta loja tem muitos representantes físicos, embora qualquer um reclamando autoridade, baseado em qualquer evidência, física ou astral, deve ser duvidado. A Astrum Argentinum confirma o Tantra Tártaro bem como esquemas de vários derivativos da magia sexual como encontrados nos sistemas hindu e chinês. Esta corrente confirma os ensinamentos de Agharti e sua aparição posterior no mito de Shaitan dos Yezidis e no Tantra Draconiano do Antigo Egito.

A Magia Sexual obscura de Agharti reapareceu novamente, num sistema que une técnicas tanto simbólicas quanto físicas e que formula uma nova e pura ética baseada na beleza e majestade do Santuário Mais Interno da Vontade.

Sua mensagem é clara, o caminho da liberdade está contido dentro de nossas mentes e corpos, não há necessidade em se olhar além.



Capítulo 4



AUTO-INICIAÇÃO ATRAVÉS DA MAGIA SEXUAL



Introdução



A ciência da Feitiçaria Sexual forma o arcano interno da Magia, oferecendo experiência direta de estados de ser superiores e criando uma situação onde tanto o corpo quanto a mente podem ser modificados. Esta transformação permite a manifestação da Vontade mais interna sem o impedimento do ego. O processo de auto-iniciação como ensinado pelas escolas de magia sexual não é fácil, envolvendo o recondicionamento do instinto sexual sendo totalmente alheio então às demandas de condicionamento social, operando como uma máquina programada.

Os primeiros estágios dentro dos procedimentos da autoiniciação tântrica são os mais difíceis, pois eles envolvem a superação da maior parte de apreensões morais e preferências pessoais que todos têm, em favor de uma nova ética baseada na Amoralidade do Humano Superior. O objetivo da iniciação tântrica é alinhar o corpo com o eu superior, para ativar os diversos centros energéticos, ajustando-os para o que é conhecido como o "Animal"; uma criaturas obediente. Esta criatura deve ser domesticada para obedecer os comandos do Eu (Self) sem distinção ao gosto pessoal. O eu superior ou 'anjo' realiza seus comandos através da mente treinada ou Adepto e é importante para esta mente ser clara e analítica bem como aberta e intuitiva. Estas três funções, o Animal, Adepto e o Anjo são os três A da Magia Sexual. O Animal deve ser forte e obediente, o Adepto deve ser inteligente e refinado e o Anjo deve ser Pura Vontade e nada mais.



Primeiros Passos na Iniciação Tântrica



Barreiras Psicológicas

O primeiro estágio na iniciação tântrica é explorar seu próprio entendimento da sexualidade e chegar a uma nova compreensão de como você se relaciona com seu corpo e nas relações sexuais com os outros. É imperativo ao mago chegar a um entendimento de que os atos sexuais são atos de Poder, não de dominação deste poder, como a sexualidade subutilizada da Era Vitoriana, mas de poder despertando do próprio ato. Amor é um subproduto deste senso de poder e pode realmente ser sentido apenas por aqueles cuja Vontade é centrada. Todos os outros atos de sexualidade são simples evacuações do organismo. Conforme o mago explorar seu entendimento da sexualidade, o conceito de bissexualidade deve também ser explorado. Para muitas pessoas o conceito de homossexualismo parece repulsivo, ainda que possa ser prontamente visto nos trabalhos da psicologia, especificamente no de Freud e Jung, que todas as coisas são andróginas e um balanço dos arquétipos duais, principalmente feminino e masculino. Conforme exploremos estes arquétipos a tendência é manifestá-los na personalidade, primeiro, como uma tendência à androginia e, posteriormente, em direção a uma manifestação genital da bissexualidade. O conceito da Criança Coroada do Novo Aeon também tange nisto quando percebemos que Hórus é andrógino e aglutina os aspectos opostos de Ísis e Osíris dentro de seu seio e os resolve com sua própria androginia. Este conceito não é para ser tomado como questão dogmática, mas é posto em discussão como matéria de meditação e pensamento. Para preparar o estudante para o processo iniciático da magia sexual, oferecemos os exercícios das páginas seguintes. O primeiro é baseado no processo de redescoberta do corpo, aceitando-o como ferramenta mágika. O segundo é uma visualização baseada no balanço do organismo e estimulação de um potencial mais andrógino.



Concentração na Magia Sexual



Após os exercícios psicológicos básicos, o mago deve começar a trabalhar na habilidade de concentração sobre uma certa imagem e firmar esta imagem claramente em sua tela mental. Esta técnica não é simples visualização pois envolve a fixação da imagem claramente durante o ato sexual. A tarefa central aqui é criar uma dicotomia entre a atividade corporal e a da psique, para que enquanto pratica-se o ato sexual, qualquer que seja a forma que esta atividade possa tomar, a imagem possa ser claramente fixada na tela mental sem qualquer interrupção.

O primeiro passo neste procedimento é experimentar técnicas masturbatórias, não controle o corpo, deixe-se levar pelo processo físico enquanto concentra-se em algo mais. Obviamente, demorará para se atingir o ápice, contudo, acontecerá no final! A chave durante este processo é manter a mente na imagem escolhida. Você pode desejar, de primeira, começar com uma série de imagens, mesmo uma história visual conforme a eficácia aumenta, concentrando-se numa única imagem e aprendendo a fixá-la durante todo o processo, especialmente permitindo a imagem ser vista na sua mais resplandecente glória no momento do orgasmo.



Função de Múltiplos Orgasmos



A função de orgasmos múltiplos é um aspecto importante de muitos trabalhos tântricos avançados, o potencial para tanto macho quanto fêmea atingirem isto está muito além do que a maioria das pessoas imaginam. Por anos, especialmente após as revelações de Masters e Johnson, a realização do potencial feminino orgasmático tornou-se bem conhecida. Mas podemos perguntar : e como fica o macho ?

Nos anos 70 algum material tornou-se disponível a partir de pesquisas conduzidas num laboratório de desenvolvimento na América. Foi tornada pública num artigo da revista Gnostica durante Maio/Junho de 1979. A maioria dos leitores, contudo, não perceberam a importância desta mensagem.

Após muita pesquisa foi descoberto que não apenas havia possibilidade de orgasmo múltiplo masculino, mas que era possível se alcançar um estado de quase constante e contínuo orgasmo. Este estado cobre um período de tempo tal que alguns homens seriam capazes de terem mais de 500 orgasmos contínuos, acompanhados por repetidas (mas não contínuas) ejaculações. Também foi descoberto que há uma relação estatística entre a estimulação do lobo frontal, atividade criativa e orgasmos múltiplos. Foi notado que um grande percentual de adolescentes rebeldes de alto QI chegando ao final da adolescência estavam experimentando uma atividade do lobo frontal na forma de criatividade avançada. Esta estava sendo, contudo, rejeitada pelo sistema social por causa de ser causada sexualmente e tinha, em certos momentos, conotações sexuais incomuns. Deduziu-se desta pesquisa que há uma relação direta entre estados superiores de consciência e impulso sexual excessivo. Este impulso é notado na maior parte da literatura tântrica oriental e ocidental e sugere haver um método de disparar estados alterados através de sua correta utilização. Nós acreditamos portanto que é imperativo para o mago começar a experimentar técnicas de orgasmos múltiplos, estas são mais importantes do que simples exploração sexual, pois abrem portas neurais do cérebro e tornam disponíveis experiências de estados alterados.

As técnicas de orgasmo múltiplo também formam um dos primeiros passos em direção ao despertar da Kundalini e o desenvolvimento do complexo treinado Animal/Adepto para a manifestação da Verdadeira Vontade. A maioria das mulheres tem compreensão de orgasmos múltiplos pois elas não têm aquela obsessão que os homens têm de relacionar a ejaculação ao orgasmo. A ejaculação é apenas um aspecto do orgasmo mas certamente não o fim requerido.

Trabalhando incansavelmente através dos seguintes procedimentos sugeridos, é possível atingir-se uma experiência de orgasmos múltiplos e um estado de "Nirvana Orgasmático" :

1. Comece avaliando seu estado emocional, localizando quaisquer barreiras que impeçam um bom orgasmo. Muitos homens ainda sentem culpa relacionada às questões sexuais, tente resolver estas questões. (Se elas não puderem ser facilmente resolvidas, pelo menos torne conhecida sua existência para si mesmo.)

2. Crie um estado mental de satisfação, entenda que você não tem necessidade alguma de sentir-se retraído ou culpado, crie uma paisagem de energia positiva pessoal, sinta-se relaxado e esperançoso, sinta uma força e vontade internas.

3. Procure o orgasmo, tanto sozinho quanto com um amigo(a).

4. Conforme seu orgasmo se aproxima, o que parece ser seu clímax, deliberadamente abandone o controle da consciência, permita-se ser absorvido pelo orgasmo, dissolvendo os limites de seu ego na experiência orgásmica.

5. Neste ponto assegure-se de não voltar ao seu estado de pensamento normal, permita-se fluir com esta nova sensação, esqueça o passado, presente e futuro e EXPERIENCIE.

Se você se deixar levar, você começará a experimentar uma continuação do espasmo orgásmico.

6. Após a primeira experiência de orgasmo múltiplo, as coisas tendem a tornarem-se mais fáceis no processo.

Entretanto, deve ser lembrado que a chave está em deixar-se levar, deixar o ego esvair-se, com suas restrições acompanhantes e experimentar o orgasmo pelo que ele é.

Um completo estado corporal alterado de magnífico potencial.



A MEDITAÇÃO DE ÁTUM



1. Sente-se pacificamente e entre num estado de profundo relaxamento.

2. Remova as roupas, ao mesmo tempo meditando na remoção das barreiras mentais.

3. Medite na Declaração de Átum.

(Declaração Pirâmide 527)

"Átum foi criativo em proceder na masturbação solitária em Heliópolis, ele pôs seu pênis em sua mão para poder obter o prazer da ejaculação pela qual havia nascido irmão e irmã, isto é, Shu e Tefnut, a criação do mundo em termos humanos."

4. Medite no balanço dos atributos internos femininos e masculinos, criado pelo uso correto do orgasmo sexual.

5. Visualize suas barreiras sexuais sendo removidas e sua natureza como Vontade Verdadeira sendo manifestada.

6. Comece a masturbar-se utilizando o mantram 'Humn'.

7. Visualize-se atingindo a beleza escura do espaço infinito, use qualquer gênero sexual que preferir e improvise suas próprias imagens.

8. Prolongue o orgasmo por quanto tempo for possível.

9. Alcance o orgasmo e sinta-se libertando-se de suas inibições.

No momento do clímax, utilize o mantram 'Ghaa'.

10. Relaxe novamente num estado de silêncio meditativo e de iluminação.



MEDITAÇÃO DE ANDROGINIA ASTRAL



Esta meditação deve ser repetida por um período de tempo até que a eficácia seja alcançada. Levará mais tempo para alguns do que para outros.

1. Relaxe profundamente usando exercícios respiratórios.

2. Remova as roupas meditando na remoção das inibições.

3. Comece a masturbar-se visualizando alguém que te atraia sexualmente.

4. Conforme aumenta o ritmo masturbatório, troque o sexo da sua visualização. Transfira todos seus pontos de atração para o sexo oposto ao de sua preferência normal. Por exemplo, veja as belas pernas de uma mulher num homem, note o olhar, etc.

Durante este processo tente aumentar a excitação ao invés de deixá-la esvair.

5. Prolongue a visualização da imagem. Se necessário, retorne para a primeira imagem e então troque novamente para a segunda, continuando este "troca-troca" até que a segunda imagem possa ser sustentada com excitação.

6. No orgasmo, libere-se. Permita com que sua excitação possibilite a aceitação de excitação de uma fonte da qual no passado você não haveria obtido estímulo.

7. Continue este exercício até que você possa praticar usando imagens de ambos os sexos com excitamento físico.

8. Transfira este experimento para a prática.



Exercícios Preliminares na Magia Sexual



Os seguintes exercícios têm o objetivo de levar o mago na experiência do uso da magia sexual na atividade sexual rotineira.

O sexo é um sacramento e o corpo é nosso templo, cada orgasmo deve ser uma experiência de força e poder internos.

Nos exercícios seguintes o mago começará a experimentar algumas das várias possibilidades dentro da antiga arte do sexo.

Os exercícios estão divididos em três categorias :

1. Individual

2. Casal

3. Geral

Quando for especificado o uso de casal, eles podem ser de qualquer orientação sexual, entretanto, a pessoa a trabalhar com você deve ser, pelo menos, concordante ao seu envolvimento com magia, se não desejar experimentá-lo com você.



EXERCÍCIOS INDIVIDUAIS



1. Sente-se num estado meditativo, nu.

Medite no seu estado de nudez, chegue a uma experiência de como o corpo se sente, note movimentos internos, sensações, note o efeito de elementos externos no corpo, a brisa que passa e por aí vai. Torne-se consciente de seu corpo e então prossiga.

2. Experiencie seu próprio corpo.

Explore as várias áreas de seu corpo com cuidado e curiosidade, usando óleo ou creme passe suas mãos por todo seu corpo e experiencie-o plenamente.

Explore as fendas conforme você se torna sexualmente estimulado, explore seu orgasmo sexual, leve-se vagarosamente ao orgasmo experienciando seu corpo e atingindo uma melhor compreensão de suas ações e reações.

Termine a sessão com um longo banho relaxante.

3. Sente-se num estado meditativo.

Comece a vibrar palavras de poder, comece com, talvez, Aum e então prossiga para palavras como Thelema, Agape, Abrahadabra, etc.

Vibre estas palavras, cante estas palavras, adentre numa experiência sonora, varie a altura do som e mova a vibração. Sinta o som sendo transferido do órgão para o orgasmo, experiencie-o como um estimulante sexual e use o som em conjunto com a masturbação para aumentar a força do orgasmo.



RESPIRAÇÃO E MANTRAS NA EXPERIÊNCIA SEXUAL SOLITÁRIA



1. Sente-se com a cabeça reta e o abdome vazio, a espinha deve estar ereta e a mente alerta, mas relaxada.

2. Inspire pelo nariz, preencha os pulmões completamente, visualizando os mesmos cheios de Fogo Cósmico.

3. Expire todo o ar usando os músculos do abdome e o diafragma, sinta o fogo deixando o corpo, embora reste um resíduo nos pulmões.

4. A respiração deve ser rítmica, contínua e cíclica, sentindo que o resíduo ígneo aumenta a cada ciclo.

5. Conforme o fogo aumenta, assegure-se de manter a respiração num ritmo calmo.

6. Sinta o fogo acumulado explodindo pelo corpo estimulando todos os órgãos, especialmente aqueles de natureza sexual. Continue até que um estado de tensão e êxtase sexual intervenha, dando seqüência ao mesmo com um mantram específico e o ato sexual.



OS MANTRAS MURMURANTES



Humm... primeiramente baixo e então aumentando a altura, sinta o corpo tornando-se vivo com o som monótono. Aumente a sensação durante a experiência sexual.

Um procedimento para os mantras murmurantes poderia ser assim :

1. Pressione a língua contra o céu da boca, aperte o abdome para dentro e para cima.

2. Comece a murmurar suave e calmamente, aumentando em ritmo e volume.

3. Aumente o som até que todo seu corpo pareça vibrar num estado extático. Prossiga com a experiência sexual.

Mantras específicos devem ser usados em conjunto com os procedimentos dados. Alguns mantras murmurantes orientais excelentes são :

Humn / Yungm / Ghaa - Mantras usados para rejuvenescimento sexual.

Humn / Ghaa - Humn é para ser usado no congresso sexual e Ghaa para o orgasmo.

Hunga - Este mantram estimulam o chakra básico.

Linga - Este mantram estimula as emoções através do chakra cardíaco.



OS MANTRAS SONOROS



Comece com os mantras murmurantes e então conecte os sonoros com os daquela natureza. Por exemplo, você pode ouvir um som de abelha enquanto murmura, portanto oriente a sonorização para sons de abelha.

Flua com as variedades de som e você se pegará experimentando um largo espectro de estados alterados e experiências.

Esta técnica pode ser adaptada para qualquer experiência sexual, contudo, maestria individual deve ser alcançada primeiro.



EXERCÍCIOS EM CASAIS



Os três primeiros procedimentos esquematizados abaixo têm o objetivo de ajudar casais desenvolverem concentração de uma ordem superior. A importância disto é criar uma dicotomia entre o corpo e a psique para eles poderem controlar seus corpos enquanto suas mentes se concentram na magia.



1. Criaturas Imaginárias



A. Sente-se de frente para seu parceiro, ambos nus.

B. Induza um estado de relaxamento.

C. Pare durante o ato e imagine um elefante cor-de-rosa passando, enquanto ambos viram-se para vê-lo, continue com o ato sexual, evitando conversar.

A chave aqui é que a atenção está no elefante, não no ato sexual.



2. Conversação



A. Faça o mesmo que no exercício um.

B. Agora, no entanto, vocês devem iniciar uma conversa e mantê-la duma maneira coerente até pouco antes do orgasmo.

C. No orgasmo, pare a conversa e jogue-se no orgasmo como se você tivesse disparado um segundo reflexo.



3. Exercício Humorístico



Use as mesmas técnicas mas agora faça uso do humor numa tentativa de afastar o foco para a psique e permitir que o corpo trabalhe automaticamente.



ROTINA SEXUAL PARA NOVE DIAS



Primeiro Dia

- Um centímetro de penetração, conservando-a desta maneira.

- Atinja o orgasmo por exploração corporal e masturbação.

- A penetração não deve ser mais profunda do que especificado.







Segundo Dia

- Como no primeiro, exceto que agora deve-se manter o pênis ereto e em posição por dez minutos ininterruptos.

- Não atinja a ejaculação.



Terceiro Dia

- Sem atividade sexual.



Quarto Dia

- Como no segundo dia.



Quinto Dia

- Use masturbação acompanhada por meditação na União Cósmica de Therion e Babalon (Shiva e Shakti, ou qualquer equivalente que preferir).

Veja seus papéis refletidos no interior de um e do outro e nos seus interiores.



Sexto Dia

- Faça como no primeiro dia, mas mantenha a posição por pelo menos meia hora e no máximo uma hora.



Sétimo Dia

- Realizem o congresso sexual meditando na sua união como a união das duas metades que existem dentro de cada um de ambos.



Oitavo Dia

- Como no sétimo dia, mas explorando orgasmo múltiplo.



Nono Dia

- Retorne para a atividade "normal".



O Procedimento do Congresso Sexual



Durante os dias sete e oito o seguinte procedimento deve ser usado. Pode também ser explorado durante a prática diária do sexo.

1. Entre em relaxamento profundo.

2. Visualize ambos como encarnações da formas de deuses escolhidos (Therion e Babalon, Shiva e Shakti, etc.)

3. Vibre energia através dos chakras, concentre-se no chakra básico.

4. Vibre o mantram 'Humn'.

5. Aumente o som do mantram conforme começar o intercurso.

6. Penetre com o som de 'Humn' sendo aumentado. Alcance o orgasmo com o mantram 'Ghaa'.

7. Retorne para o estado de relaxamento.



Conclusão



Todos estes exercícios formam os passos preliminares na Magia Sexual. Experimente-os, torne-os seus. Através destas experiências você deve ter uma idéia do potencial do organismo humano quando usado com intenção mágika. Conforme progredirmos, serão delineadas as técnicas avançadas e serão dados os procedimentos de como a magia sexual pode ser usada para otimizar e acentuar a maior parte das operações mágikas. Lembre-se sempre que o corpo é um Templo vivo e os órgãos sexuais, seu altar.

Para alguns Magos, o uso do corpo pode levar algum tempo, isto é comum. O processo da Magia Sexual pode ser usado por todo Mago não importando o tamanho, a forma ou antecedente pessoal. Os Mistérios da Magia Sexual trabalham pelo seu próprio poder interno e todos os magos os acharão eficazes. Parecerá difícil, para a maioria, num primeiro momento, de diferentes formas, mas conforme a experiência acontece e se desenvolve, os medos cairão e uma nova força interior ascenderá...e este é o começo da iniciação.



Capítulo 5



OS MISTÉRIOS DA FÊNIX



O Simbolismo da Fênix



A Fênix era o pássaro simbólico do retorno, representando vários ciclos de tempo como ensinado nas antigas escolas de mistérios. A Fênix era a constelação na qual Sothis (A Estrela de Set) era a estrela principal. Como uma constelação provavelmente correspondera à de Cygnus e Aquila, a Águia. Tanto o cisne quanto a águia eram representações de Bennu ou pássaro do retorno. Estes podem ser encontrados representados nas tradições mais antigas de formas similares. a Fênix dos romanos era a Águia, enquanto que a alternativa dos Hindus e Sumérios (Yezidi) foi o Pavão.

De acordo com Plinius, a vida da Fênix tem direta conexão com o ano maior do ciclo de renovação, a duração deste ciclo, no qual as estrelas e constelações retornam a suas posições originais, varia de acordo com diferentes autoridades. Um prescreve um período de 666 anos, outro, de 1461 anos, sendo este período o específico do ciclo de Sirius. Heródoto afirma que a Fênix ressurge a cada quinhentos anos, dando ele, portanto, este número como a duração do ano maior de retorno cíclico.

Os adoradores de Set eram os astrônomos mais eruditos do Antigo Egito, havendo rumores de eles terem sido os construtores da Grande Pirâmide. Eles estavam informados do ciclo de recessão e calcularam-no como um período de 52 períodos da Fênix, sendo cada um destes de quinhentos anos. Portanto, de acordo com o Sacerdócio de Set original, o Grande Ano tinha 26 mil anos.

A Fênix era conhecida como "A Dupla Trilha", a ave do retorno e a eterna vindoura e, como tal, era representada na Ordem da Aurora Dourada (GD) como o Mestre que empunhava a vara da Fênix. Este título específico é também mencionado no terceiro capítulo do Livro da Lei e é de relevância específica como expressão da fórmula dinâmica de Thelema e Agape na magia sexual moderna. No Egito, a ave Bennu ou Fênix era representada pelo Heron ou Falcão e sendo que o falcão dourado era visto como o veículo solar e fálico de Hórus, podemos ver a relação direta com a mensagem do Livro da Lei e a comunicação de Aiwaz.

A Fênix era escolhida como um glifo do Cajado Duplo (Double Wanded One) porque simbolizava retorno cíclico ou aeonico. O Aeon renova-se como a Fênix e portanto a relação entre estes dois conceitos dá algum crédito a uma mensagem interna por trás de Thelema. A mensagem interna está baseada no fato de que o primeiro herói celestial não foi o Sol, mas o conquistador do fogo solar, representado pela estrela Cão (Canis) não apenas como um Senhor do Fogo mas como um governante do fogo. Portanto, quando o Sol achava-se no signo de Leão e o calor africano estava perto do intolerável, Set como a Estrela Cão ou Set/Hórus (Orion) ascendia. E então quando o Sol atingia sua altura máxima e começava a declinar, a Estrela Cão de Sirius e os gêmeos Hórus/Set (Orion) eram adorados como conquistadores das causas de tormenta. O Deus Set que derrotou o Leão do Sol e trouxe a cheia do Nilo era o arauto das transbordantes águas de Nuit que salvam as terras de aniquilação.

Em termos esotéricos, Set é a besta que salta do sol ou Falo e ascende como a Fênix do dilúvio das águas cósmicas que irradiam de Nuit através do abismo em direção aos mundos ou dimensões mais baixas. Crowley restaurou a tradição Draconiana mais antiga e o culto sem nome que se espargiu além dos Aeons e trouxe a humanidade para o limiar dos diversos ciclos Aeonicos. Estes ciclos são preparatórios para a ascensão do ser humano, como uma Fênix, em um novo estado de ser, o Homem Superior.

Para entender plenamente a mensagem do pássaro Bennu, devemos primeiramente examinar na Qabbalah esta fascinante criatura e sua relação com a formação do Homem Superior e as vindouras correntes de energia.



Análise Cabalística da Fênix



Antes de podermos entender verdadeiramente as atividades da Fênix como a ave de dupla vara na Árvore da Vida, devemos estruturar a Árvore duma maneira que nosso conjunto de imagens seja coerente dentro desta forma de simbolismo.

Primeiramente, dividamos a Árvore em três formas de correntes de energia: Estelar, Solar e Lunar.



1. Forças Estelares :

Substância Raiz : Set, Nuit ou Ain.

Força Oculta : Hadit ou Kether.



2. Forças Solares :

Substância Raiz : Therion ou Chokmah

Aspectos Planetários : Hórus / Set (modo superior de Tipheret)

Osíris / Typhon (modo inferior de Tipheret)



3. Forças Lunares :

Substância Raiz : Babalon ou Binah

Aspecto Planetário : Ísis / Hecate ou Yesod

Este sistema de divisão formula a Árvore da Vida de tal modo que reflete as formas trinas de Força Cósmica. As Forças Estelares irradiam dos Supernais e usando a substância raiz de Therion e Babalon formam as correntes Solar e Lunar na Árvore. A corrente Solar é formada pela Cruz Circular Cósmica, sendo a força de Tipheret dividida em quatro pólos :

A Metade Superior é composta de Hórus e Set em seus modos solares. Eles recebem as forças das Supernais e as irradiam para os mundos inferiores via esfera Lunar.

A Metade Inferior é composta da egrégora solar (ou mente-grupo) deixada pelo Aeon passado, é sombreada pelas forças do topo, mas ainda tende a influenciar a radiação da força.

Esta dualidade Topo/Fundo traz à mente a necessidade imperativa de reavaliar e reinterpretar os ensinamentos do velho Aeon sob uma nova luz ao invés de rejeitá-los duma só vez.

Esta ação redime as energias do centro inferior de Tipheret e alinha-as com a nova corrente. Embora energia seja irradiada de Binah nas esferas Lunares, a maior radiação de força no centro Lunar é através da Cruz Circular Solar.

Esta radiação é importante pois focaliza o mediante de energias no Centro Sol da Criança Coroada e é nesta localidade que o mistério da Fênix começa.



Irradiações de Energia

As energias irradiadas dos Supernais entram em Tipheret através das águas do Abismo, aqui a energia é filtrada e adaptada e aquelas vibrações afins com a esfera Lunar são irradiadas através dos Caminhos para o vórtice Lunar. Estes centros de irradiação energética estão no centro de Tipheret, a Criança Solar ou Hórus, que forma o glifo externo da Fênix. Hórus ou Heru-Ra-Ha é o Senhor do Duplo Cajado, cuja imagem exotérica é solar em orientação. Entretanto, esta é apenas uma aparência, a verdadeira natureza da Fênix é encontrada dentro dos aspectos mais escuros deste ícone. Por assim dizer, sua natureza real é Ain ou Set.

Isto é óbvio na imagem do Pavão como usada pelos Yezidis Sumérios. A Fênix suméria era simbolizada pelo Pavão, pois cada uma de suas penas contém um "olho". A numeração de "olho" é setenta ou Ain.

A Fênix em todas suas formas, é o distribuidor central de energia da Árvore da Vida, suas formas estendendo-se por toda a criação através de Hórus e para o Nada através de Set. Sua forma, então, cria uma ponte entre os ciclos a partir da manifestação em direção à dissolução.



A Ressurreição da Fênix



Em mitologias antigas, a Fênix lança-se sobre as cinzas de civilizações caídas para nascer novamente. Esta imagem forma o aspecto mais importante da análise cabalística do pássaro Bennu. Conforme manifesta-se o Novo Aeon e as forças de Set irradiam-se mais forte do seio de Hórus, a Fênix ergue-se de seu local em Tipheret e move-se para os mundos superiores, e conforme ocorre este movimento, a onda de vida é arrastada através do Abismo e os escombros da civilização caída são deixados para trás. Conforme ascende, suas asas englobam Babalon e Therion, que são então unidos em seu peito como Baphomet, Pan, Hadit ou Kether (andrógino). Aqui, agora, Hórus torna-se o Senhor da Criação e, ainda, o ciclo não está completado. Hórus como Hadit afoga-se na eternidade de Set (Nuit) e o Universo retorna para o sono cósmico (Pralaya). Apenas aqueles que entraram na Fênix podem alcançar o Presente de Set, apenas aqueles que se tornaram imortais através do poder da Vontade podem atingir o Dom da Verdadeira Vontade. Este processo envolve um pleno entendimento de práticas esotéricas da Fórmula da Fênix.



Aspectos Esotéricos da Fênix na Magia Sexual



Para questões de fisiologia a Fênix é conhecida como "A que retorna" e era representada pelo Íbis, que era o veículo de Thoth, o Deus da Magia e da linguagem escrita e falada. De acordo com Plutarco, o íbis instruiu a humanidade na lavagem anal, que a própria ave realizava com seu bico. Este fator é imperativo a respeito da aplicação da fórmula da Fênix no décimo primeiro grau da OTO e o grau de Epsilon dentro do sistema da Astrum Argum. Este grau envolve o reverso do processo copulativo "normal".

É válido saber que os Altos Sacerdotes do Egito conhecessem o Pássaro Bennu ou Fênix, e nenhum outro, como o portador da essência vital, conhecida como "Trilha", sobre a qual dizia-se originar numa região secreta e inacessível. A "Trilha", em inglês 'Hike', pode ser igualada à Hekt egípcia, à Hecate grega e à germânica Hexe, portanto, podendo se ver os poderes mais obscuros da fórmula.

Crowley assumiu o título de Fênix ao alcançar os graus mais altos da OTO, mas apenas internamente à ordem. Em público, ele tomou o título de Baphomet. Estes dois combinados dão informações avançadas da fórmula. Num texto de caixão antigo do Egito, o Livro dos Mortos, a alma Triunfante exclama...

"Eu venho da Ilha de Fogo, tendo preenchido meu corpo com a Trilha, como aquele Pássaro que preencheu o mundo com aquilo que não conhecia."

Crowley descreveu a Fênix de Thelema como aquela que irá surgir dos escombros da civilização, num breve mas potente trabalho entitulado "O Coração do Mestre" (The Heart of the Master). Aqui vemos a mistura de ambas a fórmula da Fênix e seus papéis no progresso cabalístico pelos Aeons. De acordo com Heródoto (Livro 11:58), os egípcios celebravam o retorno anual da estrela Sirius com ritos caracterizados por cópula anal (algum tempo depois, corrupções apareceram e celebrações com cópula bestial também eram usadas). Crowley, estudando a fórmula anal, descobriu seu uso em arcanos ocultos de magia e ensinou-os como os Mistérios do décimo primeiro grau da OTO (Epsilon). Esta fórmula permaneceu mais poderosa do que outras alternativas devido ao seu uso especial e simbólico com membros de cada sexo, mas especialmente em atividades homossexuais.

O deus oculto, Set, representado por Sirius, a Estrela Cão, tipificou esta fórmula peculiar dos Mistérios. É neste sentido que Crowley, em conclave secreto com Frater Achad, assumiu o título esotérico de Fênix em 1915. Sendo a Fênix a ave do retorno cíclico, que administra sua própria cloaca, é portanto um símbolo importante de ambos aspectos, místico e físico, dos Mistérios. Dion Fortune nota que Vênus ou emoção é finalmente transcendida em Sirius e portanto, vemos a nova forma de "Love Under Will" (Amor Sob Vontade) expressa na fórmula da Fênix. John Mumford, um expert neste campo, tinha o seguinte a dizer em seu livro "Ocultismo Sexual" (Sexual Occultism) :

" A tradição secreta do Tantra Mágiko ensina que o ânus é uma zona erógena ultrasensível, diretamente ligada ao Muladahara, o chakra básico. Oculto dentro da base do chakra enrolado e enroscado, como uma mola, jaz o poder primal do sistema nervoso, manifesto como a deusa serpente, Kundalini.

A palavra 'esfíncter' significa um nó ou faixa e é derivada da mesma raiz grega de Esfinge, a besta mitológica, epítome dos mistérios ocultos. O mestre do sexo tântrico abre o esfíncter anal de sua Shakti, solucionando então o enigma da Esfinge."

O intercurso anal é um método específico de despertar a Kundalini. Uma referência ao texto de anatomia de Gray revela a existência de uma glândula oval irregular entre a parede retal e a ponta do osso caudular ou cóccix, chamada "o corpo coccígeo", embora sua função seja desconhecida para o fisiologista ocidental. Em Magia Sexual é conhecida como a "glândula Kundalini". A ativação sexual desta glândula é direta e rápida através da dilatação do esfíncter anal com um efeito reflexo consequente sobre os dois ramos do sistema nervoso autônomo. Além de alterar o sistema nervoso autônomo, o intercurso anal resulta em ejaculação de sêmen no reto que nutre a glândula Kundalini e desperta os fogos internos.



Trabalho Astral e Fisiológico da Fênix



O mago deve gastar seu tempo assumindo a forma da Fênix, este trabalho começará a realizar muitas mudanças na consciência e na atitude psicológica. Conforme o mago cria a imagem astral ele deve desenvolver uma atitude mental específica em conjunto com sua assunção, todos os aspectos da vida devem ser vistos como escombros diante da Fênix. Conforme a imagem surge na tela mental as ocorrências da vida rotineira diária e as memórias e imagens que relampejam pela mente devem ser vistas como escombros abaixo da Fênix ascensa. A combinação de visualização e atitude mental devem ser continuadas em relação à outra fórmula da Fênix.

A assunção ritual da forma da Fênix deve também ser realizada, os braços devem ser vistos como asas, a boca como o bico e assim vai até que tenha ocorrido uma transformação total na tela mental. Estes processos devem ser praticados até que um alto grau de eficiência tenha sido atingido, podendo então ser seguidos pela Missa da Fênix.



A Missa da Fênix



A Missa da Fênix é um ritual simples que afirma a identidade do mago como a Fênix / Humano Superior, o que ergue-se acima da vida para se tornar mais que humano. Deve ser realizada regularmente, mas não freqüentemente e com fortes exercícios preliminares. A receita para os pães de luz é encontrada no terceiro capítulo do Livro da Lei.

O uso de sangue dentro deste rito é importante por mostrar os ciclos de criação e dissolução, o eterno ciclo de recorrência que o mago percebe e do qual se liberta.

Uma variação deste ritual é fazê-lo apenas com sêmen ou fluidos sexuais. É uma boa idéia experimentá-lo de ambas as formas por um período de tempo, meditando na natureza da vida em suas variadas formas tais como sofrimento e alegria, como recorrência eterna e como força imortal.



Conclusões

A Fênix é um símbolo vivo e potente do desenvolvimento humano dentro do Aeon de Hórus. Junta uma larga amplitude de simbologias e práticas, sugerindo tanto o mistério do intercurso anal e a transformação da Árvore da Vida no contexto Aeonico. O uso pessoal e iniciático da Fênix como um símbolo do Humano Superior e como uma fórmula prática é central para a Magia. Contudo, será de muito trabalho e prática a plena integração da energia da Fênix.

Assim como a Fênix ascende, nós também podemos ascender sobre as ruínas da vida superficial e do pensamento diário para o santuário escuro da eternidade da Vontade, onde a Fênix governa num ninho de fogo escurecido no qual os limites de nossas mentes e corpos são queimados e a Pura Vontade, imortal, perfeita e livre de propósito é forjada.



Capítulo 7



O CIRCUITO PSICO-SEXUAL



Introdução



O organismo humano é uma árvore da vida e do conhecimento, é um mecanismo que funciona de acordo com a antiga fisiologia da Feitiçaria Sexual. Muitas descobertas modernas da sexologia atual são realmente apenas redescobertas do antigo arcano sexual dos mistérios que foram ensinados simbolicamente por tempos imemoriais.

O Circuito Psico-Sexual é a estrutura do organismo como entendido pelos magos sexuais, é uma compreensão que vai além do conhecimento da ciência moderna e engloba visões tanto físicas quanto parafísicas dos Mistérios.

A fisiologia que é delineada neste capítulo deve ser estudada com diligência, pois forma a base pela qual a magia sexual opera. Assuntos como as Kalas e o Amrita podem apenas ser entendidos se este circuito psico-sexual é adequadamente compreendido de an